Saúde

A psicologia por trás da corrida por papel higiênico em meio a “medo contagioso” do coronavírus

FOTO: BBC NEWS BRASIL

O clima em um supermercado de Londres está diferente.

É noite de segunda-feira (09/03) e o local está cheio, com filas gigantes incomuns e pessoas agitadas enchendo suas cestas de produtos.

O corredor onde ficam produtos de limpeza, incluindo papel higiênico, está praticamente vazio. Macarrão, óleo, comidas enlatadas e água sanitária também estão sumindo das prateleiras.

Não há notícias, contudo, de que o Reino Unido esteja sofrendo de desabastecimento. Mas muitas pessoas aderiram à corrida por papel higiênico e por outros produtos que podem compor um “bunker de sobrevivência” antecipando possíveis medidas extremas de isolamento pelo novo coronavírus — algo ainda não anunciado por autoridades.

É o chamado “panic buying”, ou as compras motivadas pelo pânico.

Nesta quarta-feira (11/03), o Reino Unido tinha 460 casos de coronavírus confirmados, com 8 mortes registradas. O governo já anunciou que o número de casos vai subir rapidamente nas próximas duas semanas e que deve começar a orientar pessoas com sintomas de gripe a se autoisolar por 10 a 14 dias.

No Brasil, o número de casos confirmados pelo Ministério da Saúde era de 52 até a quarta-feira.

No entanto, uma quarentena como a que foi imposta a todos os cidadãos na Itália ainda não foi anunciada por autoridades do Reino Unido, e o governo disse que “não há necessidade” de estocar produtos.

“É muito importante que as pessoas tenham um comportamento responsável e pensem nas outras”, disse o primeiro-ministro Boris Johnson.

Mesmo assim, imagens de pessoas comprando papel higiênico e outros produtos têm viralizado em redes sociais. E não só no Reino Unido.

Em Cingapura, houve aumento na demanda por arroz e macarrão; em Auckland, na Nova Zelândia, gastos no supermercado subiram 40% no dia seguinte à confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no país; na Austrália, duas mulheres brigaram por rolos de papel higiênico, e um vídeo da briga viralizou. A lista continua com casos similares em outros países.

No Reino Unido, alguns supermercados restringiram as vendas de alimentos essenciais para regularizar o fluxo de suprimentos. Uma rede limitou em até cinco as compras de itens como macarrão, leite e legumes enlatados.

Tony Richards, diretor de operações da empresa Essity, que produz papel higiênico e domina quase um terço desse mercado no Reino Unido, disse à BBC News que 63 milhões de rolos foram vendidos nas últimas duas semanas. Em comparação, 24 milhões foram vendidos no mesmo período do ano passado.

“Não entrem em pânico, pensem em toda a comunidade. Nós conseguimos levar papel higiênico para as prateleiras, só precisamos de tempo”, afirmou Richards.

Simbologia do papel higiênico

Autor do livro The Psychology of Pandemics (A Psicologia de Pandemias, em tradução livre), lançado três semanas antes do início do surto do coronavírus na China, Steven Taylor diz que compras motivadas pelo pânico aconteceram em outras pandemias também, mas foram pouco documentadas.

Segundo ele, durante a Gripe Espanhola, em 1918, as pessoas esvaziaram prateleiras de Vick Vaporub, nome comercial da pomada criada para desobstruir as vias aéreas durante gripes e resfriados. A empresa produtora da pomada até fez uma série de propagandas especiais relacionadas à pandemia.

Dessa vez, além do álcool em gel, as fotos que viralizam são de pessoas estocando papel higiênico. Taylor tem uma teoria. “O papel higiênico virou um símbolo de segurança, embora não vá impedir que as pessoas sejam infectadas pelo vírus. Mas quando as pessoas ficam sensíveis a infecções, aumenta a sensibilidade delas para o que é nojento. É um mecanismo para nos proteger de patógenos”.

Para ele, o papel higiênico é visto, então, como um instrumento para evitar coisas nojentas e vira um símbolo de segurança.

Ele observa que as pessoas fazendo compras motivadas pelo pânico são geralmente ansiosas. E que essa pandemia é uma pandemia das redes sociais.

“A diferença fundamental dessa pandemia para outras são as redes sociais e nossa interconexão. As pessoas são expostas a vários materiais, inclusive fotos e textos dramáticos. É uma ‘infodemia'”, afirma. E o que viraliza são as imagens de corredores e prateleiras vazios, não de pessoas fazendo compras normalmente, como é a maioria dos casos.

E por causa da conexão entre as pessoas pelo mundo inteiro, se houver qualquer orientação oficial para que a população estoque produtos em um país, essa informação pode viajar para outros locais e estimular as compras mesmo onde não houver necessidade semelhante, inflando artificialmente a sensação de ameaça.

Do melhor ao pior cenário possível

Para Andreas Kappes, professor da City University, em Londres, e especialista em psicologia e neurociência, o pânico não começa de imediato.

“No começo, as pessoas acham que estão de alguma forma seguras. Somos bons em negligenciar o pior e permanecer otimistas porque isso nos protege do estresse e nos mantém produtivos”, explica.

Kappes estuda como a incerteza afeta nosso comportamento e conduziu uma pesquisa em que inventou uma “gripe africana” para avaliar como as pessoas agiriam para tomar decisões que poderiam colocar a vida de outras pessoas em risco.

Kappes diz que, embora haja diferenças individuais, as pessoas geralmente preferem informações “desejáveis” a informações “indesejáveis”, e subestimam a probabilidade de que coisas ruins possam acontecer com elas em comparação com outras pessoas. “Podemos pensar: ‘Não é provável que eu pegue o novo coronavírus, mas as outras pessoas, sim’.”

Mas um momento de estresse rompe essa bolha otimista — no caso do novo coronavírus, pode ser o aumento do número de casos, ou sua maior proximidade, ou então o espaço de cobertura na imprensa.

Também pode ser um sentimento de empatia por alguém afetado pelo vírus. “Quando lemos uma notícia de alguém que tinha 60 anos que tinha uma família, ficou doente e morreu, podemos nos colocar no lugar da pessoa, ou imaginar que poderia ser alguém que conhecemos, da nossa família, por exemplo”, afirma. Paramos de ver os números e pensamos nas histórias por trás deles.

FOTO: BBC NEWS BRASIL

Além disso, as pessoas são normalmente otimistas sobre si mesmas, mas não sobre o conjunto da população ou as instituições em geral. Então, podem pensar que o governo, por exemplo, não está lidando bem com a crise — outro estresse.

Esse sentimento de estresse, então, nos força a pensar no pior cenário possível. As pessoas tornam-se mais pessimistas e partem do pressuposto de que o pior deve acontecer.

Passam a imaginar: “Como seria se eu pegar coronavírus, como seria se eu tivesse que me autoisolar, como isso impactaria minha vida, o que vai acontecer se houver um pânico geral e eu não tiver comida?”.

E, então, passam a agir de acordo com essa ideia.

“Parte das compras em supermercados para armazenar em casa também é muito racional. Se todo mundo comprar para armazenar e você não, você não terá nada para comer”, afirma ele.

Efeito manada

Kappes diz que há outro sentimento que guia a corrida pelos produtos no supermercado. “Agimos de determinadas maneiras guiados por evidências sociais. Olhamos para os outros para obter informações sobre o que deveríamos ou não deveríamos fazer”, diz.

Ele cita um exemplo: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que lavemos as mãos com mais frequência e de maneira mais precisa, mas muitas vezes só seguimos essa orientação se vemos que outras pessoas estão fazendo isso.

Steven Taylor, autor do livro sobre a psicologia de pandemias, diz que somos guiados pelo chamado “efeito manada”. O termo define reações irracionais iguais de um grupo que são guiadas por um ou mais indivíduos.

Para o autor, isso acontece em situações em que há incerteza. “As pessoas observam as outras para saber como devem responder, é mais instintivo do que racional. É como fogo dentro do cinema — as pessoas não fogem por causa da fumaça, mas porque veem outras pessoas correndo. O medo é contagioso.”

Além disso, o papel higiênico, item que tem sido buscado pelas pessoas, vem em um pacote “altamente visível”, diz Taylor. “É grande e facilmente identificável quando se está em um supermercado”, o que incita uma pessoa a comprar o item quando vê outra com o produto.

Outro motivo para as compras em excesso, segundo Taylor, é que não acreditamos quando nos dão uma solução pequena para um problema grande. “O governo nos diz que não devemos usar máscaras, e que a solução é lavar as mãos bem e com frequência. Mas nós pensamos que grandes problemas requerem soluções especiais”, diz ele. Então, fazer grandes compras parece compensar essa “pequena solução” de lavar as mãos que, na realidade, é uma das coisas mais importantes que podemos fazer para evitar a dispersão do vírus.

Fazer lista de compras e doar o que foi comprado em excesso

Baruch Fischhoff, professor de ciência das decisões da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, atribui a atitude das pessoas de comprarem em excesso à falta de informações confiáveis de determinados governos. Ele refere-se especificamente aos Estados Unidos, onde a quantidade de testes aplicada às pessoas para avaliar se estão com coronavírus foi considerada pequena e por isso tem sido criticada.

“As pessoas são boas em analisar os riscos com os dados que têm em mãos. Mas agora estão incertas sobre os riscos porque nosso governo não tem feito muitos testes”, diz ele. “Quando não sabem avaliar, decidem agir com cuidado. Comprar papel higiênico em excesso é o sintoma, não o problema.”

Mas, para Taylor, o medo da escassez pode causar real escassez. “As pessoas que vivem com o dinheiro para o dia a dia, que não podem comprar em antecedência ou que recebem doações podem ficar sem os produtos necessários.”

Ele diz que é possível preparar-se sem entrar em pânico.

Caso o autoisolamento seja necessário, quem for sair às compras deve sentar antes e fazer uma lista do que precisa, realisticamente e sem exageros. “Assim você inocula o efeito manada”, diz ele. Além disso, quando entrar no supermercado, é preciso lembrar que possivelmente haverá pessoas em pânico ali, e então usar a cabeça e não agir da mesma forma que outras pessoas estão agindo.

Em outras pandemias, de acordo com Taylor, as pessoas se uniram mais para ajudar umas às outras: pessoas se voluntariavam em hospitais, faziam compras para os que estavam muito doentes para fazê-lo. Ele diz ainda esperar ver mais desse tipo de solidariedade nessa pandemia.

Uma sugestão: Taylor defende que as pessoas que armazenaram produtos em excesso façam doações do que foi comprado para entidades de caridade. “Seria a coisa certa a fazer. Diminuiria a ansiedade do público.”

“As pessoas têm responsabilidades em relação às outras. Estamos todos conectados na maneira como lidamos com o vírus. Dependemos uns dos outros para enfrentá-lo. Lidar com esse surto é um esforço comunal. Temos que nos lembrar que não é sobre nós, é sobre todo mundo.”

BBC Brasil

 

Opinião dos leitores

    1. Tá vendo como é um país civilizado? No Brasil só se usa papel higiênico para friccionar o monossílabo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Proposta que muda regras da segurança pública avança no Senado e segue para votação final

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu, nesta quarta-feira (14), a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto, que prevê mudanças na atuação das polícias e no combate ao crime organizado, segue agora para votação no plenário.

A proposta já havia tido seu texto principal aprovado em setembro, mas ainda restavam três pontos pendentes. O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), encerrou a análise devido à ausência dos parlamentares que solicitaram as votações separadas.

Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos no Senado. Se houver alterações, retornará à Câmara dos Deputados.

Enviada pelo governo Lula em abril de 2025, a proposta prevê maior integração entre as polícias federais, estaduais e municipais, punições mais duras para integrantes de facções criminosas, ampliação dos investimentos em segurança e possibilidade de criação de polícias municipais.

O relator, Rogério Carvalho (PT-SE), retirou do texto a destinação de 30% da arrecadação das apostas esportivas aos fundos de segurança. A integração das forças policiais também enfrenta resistência de governadores de direita, que apontam risco de interferência federal.

Otto Alencar pretende negociar a votação da PEC com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a análise da proposta que acaba com a escala 6×1. A expectativa é votar o texto antes do 2º turno das eleições presidenciais.

Com informações da CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

“Gastômetro de Lula” chega a R$ 354 bilhões com perdão de dívidas de MEIs

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O chamado “Gastômetro de Lula”, ferramenta criada pelo jornal O Estado de S. Paulo para contabilizar medidas de impacto fiscal anunciadas pelo governo federal em ano eleitoral, alcançou R$ 354 bilhões. O novo levantamento inclui o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A medida pode provocar impacto de até R$ 12 bilhões nas contas públicas. O levantamento reúne iniciativas como linhas de crédito, subsídios, benefícios sociais e renúncias fiscais anunciadas ou ampliadas pelo governo.

Os R$ 354 bilhões não representam apenas despesas já realizadas. O cálculo também considera financiamentos, receitas tributárias que deixarão de ser arrecadadas e medidas ainda não implementadas.

Especialistas alertam que a ampliação dos benefícios pode pressionar as contas públicas e elevar o endividamento após as eleições.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Flávio Bolsonaro confirma presença no debate da Band neste domingo

Foto: Evaristo Sa/AFP

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) confirmou, nesta quarta-feira (14), sua participação no debate promovido pelo Grupo Bandeirantes, marcado para domingo (18), às 20h. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, também confirmou presença.

O encontro será o primeiro confronto direto entre os dois candidatos na disputa presidencial de 2026, após a definição do 2º turno das eleições.

O debate terá transmissão ao vivo pela Band TV, BandNews TV, rádios BandNews FM e Bandeirantes, além do YouTube do Band Jornalismo, site da emissora e plataforma Bandplay.

A transmissão também contará com a participação de um grupo de veículos parceiros, formado pelas TVs Gazeta, Cultura, Jovem Pan e pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a Band, a definição da data ocorreu após reuniões da direção de jornalismo com representantes das campanhas. A emissora ainda mantém contato com as equipes dos candidatos para estabelecer as regras e o formato do confronto.

Com informações da Band

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Van com marca do MEC busca estudantes em comitê de Lula após gravação eleitoral


Uma van identificada com a marca do Ministério da Educação (MEC) foi flagrada buscando estudantes no comitê de campanha do presidente Lula (PT), em Brasília, na tarde desta terça-feira (13). Os jovens haviam participado da gravação de um vídeo eleitoral divulgado nas redes sociais do petista. O caso foi registrado pela Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, os estudantes deixaram o comitê por volta das 17h e aguardaram na calçada até a chegada do veículo. A equipe da Folha filmou o embarque. Uma das participantes afirmou que o grupo era formado por estudantes de escolas e universidades.

Na gravação com Lula, os jovens aparecem ao lado do presidente durante o anúncio do Pé-de-Meia Universitário, proposta de campanha que prevê pagamentos mensais de R$ 700 e depósitos anuais de R$ 2.500 para estudantes do ensino superior.

Questionada sobre a presença de um veículo com identificação do governo federal em uma atividade eleitoral, a campanha de Lula afirmou que a van foi contratada por um particular junto à empresa BS Transportes e Serviços e não estava a serviço do MEC naquele horário.

A assessoria do Ministério da Educação também declarou que o episódio não tem relação com a pasta. Não há, até o momento, comprovação de que recursos públicos tenham sido utilizados no transporte dos estudantes.

O episódio ocorreu a 12 dias do 2º turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

STF e TSE barram tentativa de afastar Kassio de julgamentos sobre Lula e PT recua

Foto: Luiz Roberto/TSE

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avisaram a interlocutores do governo Lula e do PT que não apoiariam um pedido de suspeição contra o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, em processos envolvendo o partido. Diante da resistência, a proposta perdeu força entre dirigentes petistas. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, publicada nesta quarta-feira (14).

Integrantes da campanha de Lula discutiam a possibilidade de pedir o afastamento de Kassio dos julgamentos relacionados à propaganda eleitoral. Na avaliação de lideranças do PT, decisões do ministro estariam favorecendo Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente no 2º turno.

Um dos principais motivos da insatisfação foi a decisão que determinou a suspensão por 48 horas do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones. A medida provocou reação entre integrantes da campanha petista.

Segundo a coluna, a maioria dos dirigentes e advogados envolvidos nas discussões passou a considerar o pedido de suspeição um desgaste político desnecessário. Além da resistência dos ministros, pesou a avaliação de que a iniciativa poderia recolocar o Judiciário no centro da disputa eleitoral.

A mudança recente na composição do TSE também influenciou o recuo. O ministro Antônio Carlos Ferreira, que costumava se alinhar a Kassio, deixou a Corte e foi substituído por Sebastião Reis, alterando o equilíbrio interno do tribunal.

Apesar disso, a possibilidade de apresentar o pedido não foi completamente descartada. Alguns integrantes da campanha ainda defendem a medida como forma de demonstrar insatisfação com as decisões do presidente do TSE.

Kassio Nunes Marques nega favorecer qualquer candidatura. Segundo o ministro, suas decisões seguem os entendimentos da Justiça Eleitoral, e as críticas à sua atuação representam tentativas de intimidação.

Opinião dos leitores

  1. CANALHAS não querem sair do poder de jeito nenhum. Do jeito que esta indo só uma intervenção de Paises democraticos e independentes contra essa “democracia” de mentiras.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Estátua da Havan é pichada em Natal e Luciano Hang oferece R$ 10 mil para identificar autor

A Estátua da Liberdade da loja Havan, em Natal, foi alvo de pichação na madrugada desta terça-feira (13), por volta das 3h20. O empresário Luciano Hang divulgou um vídeo nas redes sociais denunciando o episódio e anunciou uma recompensa de R$ 10 mil por informações que ajudem a identificar o responsável.

Segundo Hang, a estátua foi pichada com frases ideológicas. O empresário atribuiu o ato a um militante de esquerda e criticou o vandalismo. “Não podemos deixar que atos como esses fiquem impunes”, afirmou.

Informações que possam ajudar na identificação do autor podem ser repassadas pelo telefone 0800 517 0051.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Carol Delgado apresenta show de humor “Energia Feminina” em Natal neste domingo (18)

Foto: Divulgação

A comediante Carol Delgado desembarca em Natal no próximo dia 18 de outubro (domingo), às 19h, com o espetáculo de stand-up comedy “Energia Feminina”, no Auditório Praiamar Arena. Conhecida pelo humor ácido e pelas observações afiadas sobre o cotidiano, a artista apresenta um show que mistura comédia, improviso e participação do público. Os ingressos já estão à venda pelo site Ingresso Digital.

Com uma abordagem irreverente, “Energia Feminina” propõe desconstruir os clichês e as expectativas sociais sobre o comportamento feminino. No palco, Carol Delgado transforma situações comuns em histórias divertidas, questionando, com ironia e autenticidade, as regras invisíveis que tentam definir o que é ser mulher.

O espetáculo combina o formato tradicional do stand-up com uma novidade: o quadro “SUPER FLOP”, inspirado nos programas de auditório que marcaram a televisão brasileira nas décadas de 1990 e 2000. A proposta é transformar a apresentação em uma experiência interativa, na qual a plateia deixa de ser apenas espectadora e passa a fazer parte das situações apresentadas.

Durante o quadro, o público poderá participar de jogos, dinâmicas e situações inusitadas, que vão desde cobranças de pensão atrasada e dúvidas amorosas até conselhos para casais e apresentações de talentos improváveis. Tudo acontece ao vivo, com espaço para improvisações, surpresas e convidados especiais, tornando cada sessão uma experiência diferente.

Entre reflexões sobre relacionamentos, padrões de comportamento e as contradições da vida moderna, Carol Delgado aposta na identificação com o público para provocar gargalhadas. Com uma linguagem direta e sem receio de abordar temas considerados delicados, a comediante transforma experiências e frustrações do cotidiano em entretenimento.

Mais do que um espetáculo de humor, “Energia Feminina” é apresentado como um convite para rir das cobranças sociais, das expectativas alheias e das situações que fazem parte da vida real. A apresentação em Natal promete reunir humor, música, espontaneidade e muita interação com a plateia.

A realização é da Non Stop e Viva Entretenimento.

Serviço

Espetáculo: Carol Delgado em “Energia Feminina”
Data: 18 de outubro de 2026 (domingo)
Horário: 19h
Local: Auditório Praiamar Arena – Natal/RN
Ingressos: À venda pelo site Ingresso Digital
Realização: Non Stop e Viva Entretenimento

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Manifestantes pró-Lula chicoteiam boneco da deputada do PL Júlia Zanatta durante ato em Goiânia

Manifestantes chicotearam um boneco com o rosto da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) durante um ato de apoio ao presidente Lula (PT), realizado no domingo (11), em Goiânia (GO). A representação da parlamentar foi pendurada em um mastro, acompanhada de uma placa com a frase “Sinhá Zanatta no tronco”.

A manifestação ocorreu uma semana após a deputada comemorar sua reeleição, no dia 4 de outubro, segurando um chicote durante uma caminhada com apoiadores em Santa Catarina. Na ocasião, Zanatta afirmou que o objeto fazia referência à expressão regional “foi de relho”, utilizada para representar uma vitória expressiva.

Após a repercussão das imagens do protesto de domingo, a parlamentar criticou a encenação e afirmou ser vítima de intolerância política. “Imaginem se fosse uma parlamentar de esquerda sendo representada dessa forma”, declarou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TSE: Após ordem de Nunes Marques, canal “Exército do Lula” sai do ar

Foto: Reprodução

O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), foi retirado do ar na noite desta terça-feira (13), após determinação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A ferramenta reúne mais de 4 milhões de inscritos e é utilizada para divulgar conteúdos de apoio à candidatura do presidente Lula (PT).

A suspensão ocorreu após uma ação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questionou a regularidade do canal. Inicialmente, Nunes Marques determinou a interrupção integral das atividades até que a ferramenta fosse formalmente registrada na Justiça Eleitoral.

A campanha de Lula realizou o registro nesta terça-feira, e o ministro reconheceu o cumprimento da exigência. No entanto, estabeleceu que o canal só poderá retomar suas atividades após o prazo de 48 horas previsto em resolução do TSE, desde que sejam observadas as regras de identificação do responsável pela propaganda eleitoral.

A defesa de Lula informou que o registro foi realizado apenas para cumprir a determinação judicial e não representa o reconhecimento de que o canal seja administrado pela campanha. Segundo os advogados, a ferramenta foi criada e é gerenciada por Janones, sem supervisão direta da candidatura.

A controvérsia também provocou divergências no TSE. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, defendeu que a discussão sobre o funcionamento do canal seja submetida ao plenário da Corte, diante da proximidade do 2º turno das eleições.

Nas redes sociais, Janones criticou a suspensão e afirmou que o canal nunca divulgou notícias falsas. O deputado também questionou o momento em que a ferramenta foi retirada do ar, durante a votação sobre o fim da escala 6×1.

Com informações do g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

OPERAÇÃO BIFRONTE: RN e outros quatro estados são alvos de megaoperação contra tráfico internacional com bloqueio de R$ 187 milhões

Foto: PF

O Rio Grande do Norte está entre os cinco estados que foram alvo, nesta quarta-feira (14), da Operação Bifronte, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG). A ação investiga uma organização criminosa suspeita de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, com bloqueio patrimonial determinado de até R$ 187 milhões.

Ao todo, foram cumpridos 46 mandados judiciais em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e São Paulo. São 23 mandados de prisão, 20 de busca e apreensão e três de recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico.

A Justiça também determinou duas difusões vermelhas pela Interpol e a transferência de dois investigados para o sistema penitenciário federal.

As medidas patrimoniais atingem 69 pessoas físicas e jurídicas e incluem o sequestro imediato de 11 imóveis localizados em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Bahia, além de uma aeronave.

Segundo as investigações, a organização criminosa atuava na aquisição de drogas provenientes da Bolívia e do Peru, responsáveis pelo abastecimento de uma rede de transporte e distribuição em território brasileiro. O grupo também é investigado por movimentação de recursos financeiros e ocultação de patrimônio.

Os investigados poderão responder, conforme suas participações, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal não detalhou quantos mandados foram cumpridos especificamente no Rio Grande do Norte nem informou a identidade dos investigados no estado.

A FICCO/MG reúne a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Polícia Penal de Minas Gerais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *