Política

A rachadinha de R$ 2 milhões de Davi Alcolumbre; senador ficou com boa parte dos salários de seis assessoras de seu gabinete

Foto: Aloisio Mauricio / Fotoarena

Marina, Lilian, Erica, Larissa, Jessyca e Adriana são moradoras da periferia do Distrito Federal, pobres, desempregadas e personagens de uma ignóbil trapaça. As seis foram contratadas como assessoras do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) em Brasília, mas nunca trabalharam. As seis tinham vencimentos que variavam de 4 000 a 14 000 reais por mês, mas não recebiam esse dinheiro de forma integral. As seis revelam uma história que, na melhor das hipóteses, vai constranger o Congresso Nacional como um todo e o parlamentar amapaense em particular. Até o início deste ano, Alcolumbre presidiu o Senado e atualmente comanda a poderosa Comissão de Constituição e Justiça. Durante muito tempo, ele empregou em seu gabinete mulheres, cuja única função era servir como instrumento de um conhecido mecanismo de desvio de recursos públicos. Admitidas, elas abriam uma conta no banco, entregavam o cartão e a senha a uma pessoa da confiança do senador e, em troca, ganhavam uma pequena gratificação. Salários, benefícios e verbas rescisórias a que elas teriam direito não ficavam com elas. Valor da fraude? Pelo menos 2 milhões de reais.

“O senador me disse assim: ‘Eu te ajudo e você me ajuda’. Estava desempregada. Meu salário era mais de 14 000, mas topei receber apenas 1 350 reais. A única orientação era para que eu não dissesse para ninguém que tinha sido contratada no Senado”. Marina Ramos Brito dos Santos, 33 anos, diarista.

O esquema começou em janeiro de 2016 e funcionou até março deste ano. Sabe-se que cada senador tem direito a uma verba de 280 000 reais por mês para contratar auxiliares. Há pouca ou quase nenhuma fiscalização sobre o uso desse dinheiro. Essas mulheres que agora admitem a prática foram empregadas como assessoras parlamentares, mas nenhuma delas tinha curso superior nem qualquer tipo de experiência legislativa. Eram todas pessoas humildes, que mal sabiam onde ficava o Congresso, atraídas pela proposta de ganhar um dinheiro sem precisar trabalhar. Bastava às candidatas emprestar o nome, o CPF, a carteira de trabalho e atender a uma exigência: manter tudo sob o mais absoluto sigilo. A diarista Marina Ramos Brito conta que ouviu essa proposta indecorosa da boca do próprio Davi Alcolumbre. Até fevereiro do ano passado, ela ocupou o cargo de “auxiliar sênior” do senador. Além do salário fixo de 4 700 reais, acumulava benefícios, como auxílio-alimentação, auxílio-pré-escolar e até uma curiosa gratificação por desempenho. Somando tudo, os vencimentos passavam de 14 000 reais. Marina, porém, recebia menos de 10% disso.

“Meu salário era acima dos 14 000 reais, mas eu só recebia 900 reais. Eles ficavam até com a gratificação natalina. Na época, eu precisava muito desse dinheiro. Hoje tenho vergonha disso”. Erica Almeida Castro, 31 anos, estudante.

“Eu ficava com apenas 1 350 reais”, conta a ex-assessora a VEJA. “Foi esse o acordo que fiz com o senador”, ressalta. Marina foi contratada em janeiro de 2016. Soube, através de um parente, que poderia ganhar algum dinheiro sem precisar trabalhar. Passando por dificuldades financeiras, não pensou duas vezes. Fez tudo que orientaram, mais o que foi combinado diretamente com o próprio Alcolumbre. A diarista compareceu ao Congresso, apresentou os documentos necessários e abriu duas contas bancárias — uma funcional, para receber o salário, na agência do Banco do Brasil da Câmara dos Deputados, e outra pessoal, na Caixa Econômica Federal, em Luziânia (GO), a cidade onde mora. O cartão e a senha da conta funcional foram entregues a um funcionário do gabinete. Era uma troca de favores. “O senador me falou que eu não era capacitada para o emprego, que não tinha curso superior, mas que iria me ajudar. Ele disse assim: ‘Eu te ajudo e você me ajuda’ ”, lembra Marina. Essa parceria se estendeu por quatro anos.

“Eles pegaram meu cartão do banco e a senha. Uma pessoa sacava o dinheiro e dava minha parte na mão. Cheguei a ter um salário de 11 000 reais, mas recebia apenas 800 por mês”. Lilian Alves Pereira Braga, 29 anos, dona de casa.

No mesmo dia em que o pagamento dos funcionários do Congresso era creditado, a conta pessoal da diarista em Luziânia recebia a “ajuda” prometida pelo senador — um depósito em dinheiro, que começou com 800 e terminou em 1 350 reais, como mostram extratos bancários a que VEJA teve acesso. Simultaneamente, alguém usava o cartão e a senha da conta funcional para sacar todo o salário da funcionária. A diarista conta que, na conversa com o senador, a única exigência feita foi que ela não comentasse com ninguém os detalhes sobre o novo emprego: “Ele disse para não contar a ninguém em Luziânia que eu tinha sido contratada no Senado”. Tempos depois, Marina lembra que recebeu um pedido para arregimentar cinco mulheres que estivessem desempregadas, precisando de dinheiro e dispostas a fazer o mesmo acordo — de preferência, que tivessem filhos pequenos. Explica-se: o Senado paga um auxílio de 830 reais para cada filho em idade pré-escolar. Ou seja, os vencimentos embolsados ficariam ainda mais gordos quanto mais filhos a servidora fantasma tivesse.

“Eu retirava o pagamento no banco e entregava a parte deles, para pessoas que o chefe de gabinete do senador indicava. Tinha medo de denunciar isso, mas agora tomei coragem”. Jessyca Priscylla de Vasconcelos Pires, 29 anos, dona de casa.

Mãe de cinco filhos e beneficiária do programa Bolsa Família, a dona de casa Adriana Souza de Almeida topou a oferta e foi contratada como “ajudante júnior” de maio de 2017 a fevereiro deste ano. O holerite mostra que os vencimentos dela somavam 4 000 reais. “Mas eu só recebia 800 reais por mês”, revela. Ela é empregada de uma fazenda, onde mora com o companheiro e os filhos, diz que esteve no Senado “umas quatro vezes” para levar os documentos, não tem a mínima ideia do cargo que exercia e nem sabe direito por que foi demitida. “Nunca prestei nenhum tipo de serviço para o senador, e também nunca vi ele”, confirma. Adriana foi convidada pela amiga Marina, aceitou a proposta e seguiu à risca as orientações — abriu uma conta-salário na Caixa Econômica do Senado, repassou o cartão e a senha para um funcionário do gabinete de Alcolumbre e nunca disse nada a ninguém. Os extratos a que VEJA teve acesso mostram, de novo, que tão logo o salário era creditado na conta alguém imediatamente sacava todo o dinheiro. Das seis funcionárias fantasmas, aliás, apenas uma, Jessyca Priscylla Pires, se recusou a entregar o cartão e a senha do banco. Todos os meses, ela sacava o dinheiro na boca do caixa, retirava sua parte, 800 reais, e entregava o restante, cerca de 5 000 reais, a uma pessoa indicada por Paulo Boudens, chefe de gabinete do senador. Desempregada até hoje, Jessyca sobrevive com 253 reais do Bolsa Família. “Tinha medo de denunciar isso, mas agora tomei coragem”, diz ela.

“O combinado era que eu não precisava aparecer lá. Eles tinham a senha da conta, o cartão do banco, tinham tudo. O meu salário era de uns 3 000 e poucos reais por mês, mas eu só recebia 800 reais. Para quem estava na pior…”. Larissa Alves Pereira Braga, 25 anos, desempregada.

Entre fevereiro de 2019 e janeiro de 2021, Davi Alcolumbre presidiu o Congresso. É um dos cargos mais importantes da República, o terceiro na linha sucessória de poder. Nesse período, chegou a assumir interinamente a Presidência da República por três dias, despachou no Palácio do Planalto e comemorou o fato de ser “o primeiro filho do Amapá” a assumir o posto, mesmo que interinamente. A estudante Erica Almeida Castro já “trabalhava” com o senador durante esse período. Contratada como assessora sênior, com salário que chegava a 14 000 reais, ela recebia apenas 900 reais. O esquema era o mesmo: duas contas, cartão bancário confiscado, depósito em dinheiro no dia do pagamento. Estudante de contabilidade, Erica é a mais instruída das funcionárias fantasmas de Alcolumbre. Ela tem noção do que se envolveu, diz que não se orgulha, mas topou entrar no esquema por pura necessidade. “Me arrependo amargamente de ter me envolvido nisso. Na época, eu precisava muito desse dinheiro, mas hoje tenho vergonha”, diz. O contrato da ex-assessora foi encerrado em dezembro do ano passado. Oficialmente, o Senado creditou 11 079 reais na conta dela, referente às verbas rescisórias, mas ela não viu um único tostão dessa bolada. Quem ficou com o dinheiro? “Imagino que foram eles, que administravam a conta, tinham o cartão e a senha”, diz a estudante. “Eles ficavam até com a gratificação natalina”, informa a estudante.

“Nunca prestei nenhum tipo de serviço, nunca vi o senador e nem sei quanto eu ganhava. Me pediram para abrir uma conta. Dei a eles a senha, o cartão do banco e recebia 800 reais por isso”. Adriana Souza de Almeida, 36 anos, dona de casa.

Em muitos lugares do país, a contratação de fantasmas e a rachadinha (quando o funcionário devolve parte do salário) não chegam a ser uma novidade. O caso do senador Flávio Bolsonaro, acusado da prática quando era deputado estadual no Rio, ocupa há três anos a cobertura política nacional. No Congresso, porém, é uma embaraçosa novidade, especialmente se levado em consideração a importância do artífice da fraude. A dona de casa Larissa Alves Braga está processando Davi Alcolumbre. Em 2019, ela foi contratada como “auxiliar júnior”. Como suas colegas, os vencimentos somavam quase 5 000 reais, mas ela só recebia 800. Em outubro do ano passado, seu contrato de trabalho foi encerrado sem nenhum aviso prévio. Detalhe: ela estava grávida. “Estou pedindo indenização na Justiça, porque fui exonerada com sete meses de gravidez”, diz.

Situação similar à de outras duas ex-funcionárias. Lilian Alves Braga, irmã de Larissa, foi “assessora júnior” do gabinete de Alcolumbre até março deste ano. Ela também admite que nunca trabalhou. Somadas as gratificações e benefícios, os vencimentos dela chegavam a 11 900 reais. “Fui demitida com oito meses de gravidez”, conta ela, que também cobra uma indenização do senador por não ter recebido os direitos trabalhistas. No processo que tramita na Justiça, as irmãs e a diarista Marina Brito, que também teve o contrato encerrado quando esperava um filho, anexaram documentos para provar a relação funcional que tiveram com o senador. Entre os papéis, há extratos bancários que comprovam que alguém zerava as contas das ex-funcionárias a partir do instante em que o pagamento era creditado. Os saques eram feitos num caixa eletrônico que fica a 200 metros do gabinete do senador. Procurado, o senador disse que se concentra nas atividades legislativas e que questões administrativas, como a contratação de funcionários, ficavam a cargo de seu então chefe de gabinete, Paulo Boudens. Alcolumbre afirma que não se lembra das ex-funcionárias citadas na reportagem e garante que ninguém estava autorizado a ficar com os salários das servidoras. Boudens foi exonerado em 2020. Ele não foi localizado até o fechamento desta edição.

Veja

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Judiciário

VÍDEO: A “ligação” a Bolsonaro que pode fazer Fábio Porchat persona non grata

 

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Entre os motivos para considerar Fábio Porchat persona non grata no Rio de Janeiro (RJ), o projeto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nessa quarta-feira (13/5) citou um vídeo em que o humorista finge ligar para a equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro. No vídeo, ele pede para “dar um recado” ao político e depois dispara uma série de xingamentos.

“Oi, boa tarde. [Pode passar ao] Bolsonaro, por favor? É o Fábio Porchat”, diz o humorista, simulando a ligação à equipe do ex-presidente. “Tá dormindo? Gente, mas essa hora? Pode anotar um recado então, por favor? Diz para ele se f*der, tomar no c* dele, ir à m*rda! Isso, assim que ele acordar. Tchau tchau.”

O projeto de lei foi aprovado por quatro votos a dois. Votaram a favor os deputados Alexandre Knoploch (PL), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL) – todos membros do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro – e Sarah Poncio (Solidariedade). Os contrários foram de Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD).

Para ser aprovado com vigor de lei, o projeto ainda deverá ser apresentado ao plenário da Alerj. Será necessário que 36 deputados estejam presentes para que a votação ocorra. Para o projeto ser aprovado, a maioria simples (metade mais um) tem de votar a favor.

Metrópoles

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Saúde

Criança é internada em Natal com infecção bacteriana e família associa caso a detergente

Foto: Reprodução

Uma criança de 10 anos está internada na UPA Pajuçara, na Zona Norte de Natal, com quadro de infecção bacteriana generalizada. Familiares da paciente afirmam que os sintomas de inchaço e coceira começaram na quarta-feira (6), após a menina ter contato com um detergente da marca Ypê pertencente ao lote com numeração final 1.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) informou que, até o momento, não há constatação técnica de ligação entre o quadro clínico e o uso do produto. A causa da infecção permanece sob investigação. A paciente aguarda transferência para o Hospital Infantil Varela Santiago por meio do sistema de regulação estadual para a realização de exames detalhados.

O relato da família ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar, no dia 7 de maio, o recolhimento e a suspensão da venda de 24 produtos da Química Amparo (Ypê). A medida foi motivada pelo risco de contaminação por microrganismos em lotes específicos terminados em 1.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o caso é acompanhado pela vigilância epidemiológica. A Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária (Suvisa) informou que, até esta data, não houve apreensão de produtos dos lotes citados pela Anvisa nos municípios do Rio Grande do Norte. A fiscalização na capital é de responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal.

Em nota, a marca Ypê informou que se reuniu com a Anvisa na terça-feira (12) para apresentar laudos técnicos de microbiologia e medidas implementadas nos processos de fabricação. A empresa solicitou à agência a manutenção do recurso que suspende a interdição dos produtos até que a documentação apresentada seja integralmente analisada. A conclusão da avaliação da Anvisa está prevista para esta sexta-feira (15).

Novo Notícias

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Brasil

Delegada da PF e marido eram “espiões” de Vorcaro na corporação

Foto: Vinicius Schimidt

A delegada da Polícia Federal afastada por suspeita de atuar ilegalmente para a família de Daniel Vorcaro é Valéria Vieira Pereira da Silva.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou o afastamento preventivo da função pública de delegada e a proibição de deixar o país, além de apreensão do passaporte em 24 horas.

De acordo com as investigações da PF que levaram à sexta fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (14/5), Valéria tinha papel relevante no fornecimento de informações sigilosas ao grupo criminoso chamado “A Turma”, que atuava para os interesses de Vorcaro.

Ela e o marido, o policial federal aposentado Francisco José Pereira da Silva, são apontados como espécie de “espiões” do banqueiro.

Valéria teria acessado, sem justificativa funcional, o inquérito conduzido pelo Superintendência Regional da PF em São Paulo, embora estivesse lotada, desde 2006, em Minas Gerais. Ela não tinha qualquer atribuição relacionada ao procedimento.

Segundo a PF, após acessar o procedimento, repassou dados para Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que trabalhava para a família Vorcaro. “O conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação e de pessoas efetivamente visadas”, disse a PF.

A PF não localizou comunicações diretas entre Valéria e Marilson, mas, segundo a corporação, o marido dela teria atuado como intermediador, “reduzindo rastros diretos da participação da delegada”. Há suspeita de violação de sigilo funcional, além de corrupção e organização criminosa.

Metrópoles

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Chuvas

Idoso é salvo por bombeiros após ficar ilhado em rio de Canguaretama

Foto: Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) atuou intensamente durante toda a quarta-feira (13) em diversas ocorrências relacionadas às fortes chuvas registradas no estado.

A ocorrência de maior destaque foi registrada durante a noite, no município de Canguaretama, onde um idoso de 63 anos ficou ilhado após o aumento do nível do rio nas proximidades de viveiros de camarão. A vítima não conseguia sair do local devido à força da água e ao risco de correnteza. A equipe de mergulho do Grupamento de Busca e Salvamento GBSA, realizou a retirada da vítima com segurança. O idoso foi resgatado consciente, sem ferimentos e passa bem.

Além da ocorrência em Canguaretama, o CBMRN também atendeu outras demandas ao longo do dia. No bairro das Rocas, em Natal, equipes acompanharam ações da Defesa Civil em áreas com risco estrutural e possibilidade de deslizamentos. Já no município de Macaíba, os bombeiros deram continuidade às buscas por uma vítima desaparecida em área de rio. Houve ainda atendimento envolvendo um animal em situação de risco na cidade de Montanhas.

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Esporte

Quatro surfistas mirins representam o Rio Grande do Norte em competição em Pernambuco no próximo fim de semana

Foto: Divulgação

O projeto CostaSurf, de Baía Formosa (RN), participará do SurfKids Porto de Galinhas 2026, em competição que ocorrerá no próximo fim de semana, 16 e 17 de maio, em Pernambuco.

Quatro quatro atletas do CostaSurf vão disputar troféus: Gabriel Lisboa, Luís Henrique “Passarinho”, Kalina Andriola e Marcellyne Silva, atual campeã nordestina de surf e destaque da equipe.

Enquanto Marcellyne disputa o evento pelo terceiro ano, os demais atletas viverão a primeira experiência em competição.

O projeto CostaSurf de Baía Formosa utiliza o surf como ferramenta de transformação social, incentivo a disciplina e o desenvolvimento esportivo de crianças e jovens.

Para o professor Hugo Souza, idealizador do projeto, a participação no evento representa mais um passo importante na evolução da equipe: “estamos muito felizes em levar nossos atletas para uma competição tão importante do surf de base. A Marcellyne já chega com experiência e grandes resultados, enquanto os menores vão viver esse momento pela primeira vez. O mais importante é ver essas crianças evoluindo dentro e fora d’água, representando Baía Formosa e o Rio Grande do Norte com muita dedicação.

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Cidades

Bombeiros retomam buscas por jovem desaparecido em Macaíba

Screenshot

Foto: Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) retomou, nesta quinta-feira (14), as buscas pelo jovem que desapareceu após se afogar no rio Jundiaí, no município de Macaíba.

A ocorrência foi registrada na tarde da quarta (13), quando equipes do CBMRN foram acionadas para atender ao caso. Assim que chegaram ao local, guarda-vidas e mergulhadores iniciaram imediatamente as buscas, utilizando embarcações e técnicas especializadas de localização de vítimas de afogamento.

De acordo com os bombeiros, os trabalhos seguiram até o início da noite, porém a baixa visibilidade e as condições do ambiente comprometeram a continuidade das operações subaquáticas, sendo necessária a suspensão temporária das buscas.

Na manhã desta quinta, as equipes retornaram ao rio para dar prosseguimento à ocorrência. Os militares seguem empenhados na operação, realizando varreduras na área indicada com apoio de embarcações, equipamentos específicos e mergulhadores especializados.

O CBMRN reforça a importância de atenção redobrada em áreas de rios, açudes e balneários, especialmente durante períodos de maior movimentação, alertando a população para os riscos existentes em locais de banho sem supervisão adequada.

Tribuna do Norte

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Polícia

Nova fase da Compliance Zero prende agente e mira delegada da PF

Screenshot

Foto: Reprodução

A sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14), avançou sobre integrantes da Polícia Federal que teriam atuado para beneficiar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O ministro André Mendonça, responsável pela investigação no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento de uma delegada da PF, que foi alvo de busca e apreensão, e a prisão de um agente da ativa da corporação suspeitos de vazar informações ao grupo de Vorcaro.

Outros dois agentes aposentados da PF foram alvos de busca e apreensão nesta quinta-feira.

As investigações revelaram no início do ano que o grupo contratado pelo banqueiro para influenciar as apurações, realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de adversários acessava dados do MPF, da Polícia Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol.

Vorcaro teve acesso antecipado a diligências da investigação, de acordo com registros localizados pela própria PF. O empresário teria inclusive feito anotações sobre autoridades e procedimentos policiais em curso.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, apontado como o coordenador operacional do grupo denominado “A Turma”, realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.

O acesso, segundo a investigação, era feito por Mourão por meio da utilização de credenciais funcionais de outras pessoas, o que permitia obter informações protegidas por sigilo institucional.

“A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, escreveu o ministro André Mendonça ao autorizar a mais recente fase da operação sobre o caso.

CNN

Opinião dos leitores

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Política

Vorcaro queria lucrar com filme sobre Bolsonaro

Foto: Reprodução

O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, pretendia lucrar com a produção do filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo informações divulgadas pelo site The Intercept Brasil, o empresário mantinha contrato de financiamento com a produtora ligada ao ex-secretário de Cultura Mario Frias.

De acordo com pessoas ligadas à produção ouvidas pela coluna, o acordo previa retorno financeiro ao empresário com juros e correção monetária, diferentemente de um simples patrocínio institucional.

Segundo a reportagem, o contrato de financiamento do filme teria valor estimado em US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Desse total, aproximadamente R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos.

A produção Dark Horse é estrelada pelo ator Jim Caviezel e busca retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Ainda segundo o material publicado pelo Intercept, conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro mostram cobranças relacionadas a parcelas atrasadas do contrato de financiamento. Em uma das mensagens divulgadas, Flávio Bolsonaro pede que Daniel Vorcaro dê uma “luz” sobre os pagamentos pendentes ligados ao projeto cinematográfico.

As mensagens também mencionam viagem a Dubai e tratativas pessoais entre os envolvidos, embora o conteúdo divulgado não detalhe integralmente o contexto das conversas.

 

Opinião dos leitores

  1. Flávio falou que tava junto agora e sempre com Vorcaro, APÓS as denúncias do banco master. Acabou a campanha pra ele.

  2. SÓ LEMBRANDO QUE, GRAÇAS A ESSE THE INTERCEPT, É QUE LULA É PRESIDENTE DA REPÚBLICA HOJE. FOI O TAL INTERCEPT QUE DEU INÍCIO AO FIM DA LAVA JATO. É BOM LEMBRAR DISSO.

  3. CPI DO MASTER URGENTE.
    Tudo em torno de Vorcaro TEM e DEVE SER EXPOSTO, independentemente a quem vai expor.
    A quem interessa não revelar todo conteúdo das conversas entre Flávio e Vorcaro?
    Qual a razão da mídia paga e a esquerda não exigir e revelar TODAS as conversas?
    Mais uma coletividade propositadamente para criar narrativas acusatórias?
    Vorcaro financiou os filmes sobre Lula e Temer? Isso é crime?
    Enfim, vão condenar mais um da direita sem apresentar provas conclusivas?

  4. BG, ESTOU ESPERANDO SEU COMENTÁRIO DE MEIO DIA, SOBRE O ÁUDIO DE FLÁVIO BOLSONARO/VORCARO.

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Geral

Festival de Quadrilhas São Gonçalo Junino 2026 tem vagas preenchidas em menos de 12 horas

Foto: Divulgação

O Festival São Gonçalo Junino 2026 já é um sucesso antes mesmo de começar. A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, informa que todas as vagas para participação no festival foram preenchidas em menos de 12 horas após a abertura das inscrições.

Ao todo, 20 quadrilhas juninas tradicionais e estilizadas do Rio Grande do Norte garantiram participação no evento, demonstrando a força e a grandiosidade do São Gonçalo Junino no calendário cultural potiguar.

O festival contará com premiação total de R$ 66 mil. Na categoria estilizada, os prêmios serão de R$ 22 mil para o primeiro lugar, R$ 16 mil para o segundo e R$ 7 mil para o terceiro colocado. Já na categoria tradicional, a premiação será de R$ 18 mil, R$ 10 mil e R$ 6 mil para os três primeiros lugares, respectivamente.

Foto: Divulgação

O evento será realizado nos dias 12, 13 e 14 de junho, no Ginásio de Santo Antônio, reunindo tradição, cultura popular e muita animação.

A quadrilha campeã da categoria estilizada também representará o Rio Grande do Norte na final do Festival de Quadrilhas da Globo Nordeste.

O regulamento completo segue disponível no site oficial da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante:
https://www.saogoncalo.rn.gov.br/arquivos/4777/REGULAMENTO__2026_0000001.pdf

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Polícia

PF faz operação contra venda ilegal de celulares e encontra estoque clandestino em Natal

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal e a Receita Federal encontraram um estoque irregular de produtos terapêuticos e estéticos armazenados sem controle sanitário adequado durante a Operação Ilegal Networks, deflagrada nesta quarta-feira (13), em Natal.

A ação investiga a venda clandestina de eletrônicos e produtos de telefonia no Rio Grande do Norte e cumpriu três mandados de busca e apreensão em salas comerciais utilizadas por uma empresa que atuava como assistência técnica de celulares.

Foto: Divulgação/PF

Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares, tablets, computadores e acessórios sem comprovação de importação regular. Parte do material estético apreendido estava sem refrigeração adequada e não possuía autorização para comercialização no país.

Segundo a investigação, também foram encontrados insumos utilizados no possível fracionamento e aplicação das substâncias, o que ampliou o foco da apuração para possíveis crimes contra a saúde pública.

Foto: Divulgação/PF

Os investigados poderão responder pelos crimes de descaminho e contra a saúde pública.

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