Finanças

‘Acabou o dinheiro’, diz ministro da Fazenda ao citar necessidade de mudança em financiamento a longo prazo

2015-818204611-2015052088734.jpg_20150520Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Ao chegar ao Ministério da Fazenda na manhã desta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o país precisa repensar o financiamento a longo prazo e que “acabou o dinheiro”. Segundo ele, há outras partes a serem levadas em conta, até mais estruturantes, como as novas concessões. Ele citou como desafio a obtenção de recursos para financiar os projetos de infraestrutura. O ministro chamou de ainda “adequado” o corte de R$ 69,9 bilhões no Orçamento de 2015, anunciado na última sexta-feira por seu colega do Planejamento, Nelson Barbosa.

— Vamos ver como reorganizamos o financiamento de longo prazo, agora que acabou o dinheiro e aquele modelo mais baseado em recursos públicos. Esses recursos acabaram.

No último fim de semana, o que se comentava no governo era que Levy havia ficado insatisfeito com o tamanho do corte no Orçamento, por ter defendido um contingenciamento maior, em torno de R$ 80 bilhões. No dia do anúncio, por exemplo, ele não compareceu ao evento, como era esperado.

— Acho o contingenciamento foi no valor adequado. Esta é uma das parte das políticas que estão sendo postas em prática — afirmou.

Levy afirmou que o Brasil tem de fazer um ajuste estrutural. Frisou que mudaram as condições da economia brasileira. As indústrias, apesar dos incentivos fiscais, não tiveram o desempenho necessário para se fortalecer.

— São questões estruturais e têm a ver com a economia com mais vitalidade, não necessariamente botando mais dinheiro publico.

Ainda sobre o contingenciamento e as demais medidas de ajuste fiscal que tramitam no Congresso, o ministro argumentou que tudo isso é fundamental para o cumprimento da meta de superávit primário, de 1,13% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. Ele mencionou a evolução da arrecadação que, nos últimos anos, não tem atendido às necessidades de governo.

— É preciso uma situação um pouquinho mais equilibrada. As receitas não têm sido muito significativas. Tivemos um déficit primário forte, que nos colocou em risco na questão do rating, o PIB não foi muito grande, as empresas não investiram. O contingenciamento é importante. O governo cortou na carne. Tentamos chegar ao mais próximo de 2013, mas a gente sabe muito bem que a maior parte do gasto é determinado por lei, é obrigatório.

Perguntado se o governo planejava aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), ele respondeu:

— Não tenho calculado nada de IOF. A gente tem que ir com calma na parte de imposto. Não adianta imaginar que os impostos vão salvar a economia brasileira. Não é por aí. A gente tem uma coisa mais profunda, que não se resolve com coisas fáceis, por mais emocionantes que possam ser. Foi dado um passo importante, porque o anúncio que o ministro do Planejamento fez foi muito claro.

Levy voltou a afirmar que o contingenciamento é uma parte da estratégia. Acrescentou que as receitas previstas no Orçamento aprovado há um mês não têm conexão com a realidade da arrecadação. Como o Orçamento autoriza despesas, faz-se necessário que o governo corte esses gastos, “com cautela e equilíbrio, sem mo menor risco ao crescimento.

Indagado sobre sua expectativa em relação ao PIB no primeiro trimestre, o ministro lembrou que, no início do ano, havia grandes temores em relação à economia. Muitos agentes se retraíram. Segundo Levy, boa parte dos receios desapareceu. Destacou que está discutindo com o Ministério da Agricultura um plano de safra extremamente realista, mas com volumes que atendem às necessidades do setor agrícola, apesar da queda dos preços das commodities.

— O que interessa é que vem pela frente. Se a gente fizer os ajustes a gente consegue botar a economia crescendo outra vez — concluiu.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. É muita cara de pau e mais fácil dizer que acabou o dinheiro, do que dizer que roubaram o dinheiro. Os políticos do Brasil roubaram trilhões dos cofres públicos. E agora ficam se lamentando com um pires nas mãos, atrás de mais dinheiro para continuares roubando mais. confiante na impunidade das nossas leis que não são cumpridas.

  2. EU ACHO QUE NÃO ACABOU SO O DINHEIRO, CREIO QUE CONSEGUIRAM ACABAR COM TUDO EM APENAS TRES MANDATOS E ALGUNS MESES(4)

  3. Segundo Marcio Pochmann: 'Na época de FHC, medidas recessivas eram regra'.
    Economista diz que oposição critica hoje o ajuste fiscal, acusando a presidente Dilma de ter mentido durante a campanha, mas lembra do ano de 1999, o primeiro do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso; "Imediatamente ao encerramento das eleições, o Brasil foi surpreendido com o pacote econômico ortodoxo anunciado a partir de novembro de 1998", diz ele.

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Geral

VÍDEO: Ex-pipoqueiro, juiz demitido diz que foi julgado “por ser homem negro”

A demissão do juiz substituto Robson José dos Santos, em Rondônia, ganhou um novo capítulo. Em vídeos aos quais a coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, teve acesso, o magistrado sustenta que foi vítima de racismo durante o processo que resultou na perda do cargo.

Robson, que ficou conhecido pela trajetória de superação, de vendedor de pipoca nas ruas do Recife à magistratura, afirma que não foi julgado apenas por suas condutas, mas por sua condição racial.

“Desde o começo eu falo: o que está sendo julgado aqui não é o magistrado, é um homem negro”, declarou durante sua defesa no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO).

Em outro trecho, ele demonstra indignação com o volume de acusações reunidas contra sua atuação.

“São 16 fatos contra uma pessoa que tem 30 anos de serviço público. Nunca respondi nada. Mas quando eu cheguei em Rondônia, eu me tornei o pior criminoso da história deste país”, afirmou.

O ex-magistrado também criticou o que chamou de construção de estereótipos sobre sua atuação ao longo das passagens por diferentes comarcas.

“Em cada lugar criam uma versão de mim. Em um eu gritei, em outro sou amigo de réu, em outro elogiei policial. É uma barafunda de fatos. Eu não sei nem como me defender”, disse.

Antes de chegar à magistratura, Robson construiu uma longa carreira no serviço público.

Foi guarda municipal, bombeiro militar, policial civil, técnico e analista judiciário. Segundo ele, também atuou por cerca de 15 anos como assessor de juízes no Tribunal de Justiça de Pernambuco, período em que afirma não ter sofrido qualquer tipo de punição disciplinar.

A ruptura, no entanto, veio já em Rondônia.

Apesar da defesa, o Tribunal de Justiça de Rondônia entendeu que a demissão não se baseou em um episódio isolado, mas em um conjunto de condutas consideradas incompatíveis com o cargo.

Coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, Metrópoles

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Geral

Eriko Jácome participa de comemoração do Dia das Mães em Baía Formosa ao lado dos vereadores Tiago e Ceiça

O pré-candidato a deputado estadual Eriko Jácome participou, neste sábado (02), da programação especial em homenagem ao Dia das Mães na cidade de Baía Formosa. O evento reuniu centenas de mães em uma manhã marcada por confraternização, carinho, homenagens e ações voltadas às famílias do município.

Eriko esteve em Baía Formosa a convite da amiga Gabi e dos vereadores do município Ceiça e Tiago, responsáveis pela organização da celebração dedicada às mães baía-formosenses. Durante a programação, aconteceram momentos de acolhimento especial na valorização da mãe como a peça fundamental do lar.

Em um momento de emoção, Eriko falou sobre a importância da data e relembrou a saudade da mãe, que faleceu de Câncer, destacando o carinho recebido das mães presentes no evento.

“Foi uma manhã muito especial e emocionante. Mesmo carregando a saudade da minha mãe, me senti abraçado por cada mãe presente aqui hoje. Receber esse carinho nos fortalece e nos faz reconhecer ainda mais a importância da figura materna dentro das famílias”, afirmou.

A programação reuniu centenas de mães e reforçou o clima de união, acolhimento e valorização das mulheres no município de Baía Formosa.

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Geral

São Gonçalo do Amarante é o 3º município que mais gerou empregos no RN em março de 2026

São Gonçalo do Amarante segue se destacando no cenário econômico do Rio Grande do Norte. De acordo com dados mais recentes do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o município foi o terceiro maior gerador de empregos formais no estado no mês de março de 2026, com saldo positivo de 234 novos postos de trabalho com carteira assinada.

No ranking estadual, São Gonçalo ficou atrás apenas de Natal (738 vagas) e Parnamirim (425 vagas), consolidando sua posição entre as cidades que mais contribuem para o crescimento do mercado de trabalho potiguar.

O bom desempenho do município acompanha o cenário positivo do estado, que registrou 1.127 novos empregos formais no período, puxados principalmente pelos setores de Serviços, Construção Civil e Comércio, que lideraram a geração de vagas no Rio Grande do Norte.

Construção civil e confiança dos investidores impulsionam crescimento

Em São Gonçalo do Amarante, o resultado reflete especialmente o aquecimento da economia local, com destaque para o avanço da construção civil, setor que vem liderando a abertura de vagas e impulsionando novos investimentos. O crescimento de obras públicas e privadas, aliado à expansão urbana, tem gerado oportunidades e fortalecido a cadeia produtiva do município.

Além disso, o desempenho positivo também está associado ao momento de confiança dos investidores, que enxergam em São Gonçalo um ambiente favorável para novos empreendimentos, especialmente pela localização estratégica e pelo potencial de desenvolvimento econômico.

Gestão municipal impulsiona emprego e qualificação

Para a gestão do prefeito Jaime Calado, os números representam o impacto das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e social. A Prefeitura tem atuado de forma estratégica para ampliar as oportunidades de emprego e renda, investindo na oferta de cursos de capacitação e qualificação profissional, preparando a população para as demandas do mercado de trabalho.

A combinação entre incentivo ao empreendedorismo, parcerias institucionais e atração de investimentos tem contribuído para consolidar São Gonçalo do Amarante como um dos principais polos de geração de emprego do Rio Grande do Norte.

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Brasil

Comida, aluguel, gasolina e gás de cozinha: Nordeste tem alta maior no custo de vida do que o restante do país

Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

A inflação tem impactado com mais força o Nordeste, com alta concentrada em itens essenciais como alimentos, combustíveis e moradia. A região registra aumentos acima da média nacional, agravados pela menor renda das famílias.

Entre janeiro e março, seis das dez capitais com maior alta na cesta básica estão no Nordeste. No Recife, o custo chegou a R$ 654,62, com alta de 9,82% no período — quase o dobro da previsão de inflação anual (4,86%). Em São Paulo, a alta foi de 4,49%, apesar da cesta mais cara (R$ 883,94).

Alguns alimentos lideram a alta:

  • Feijão-carioca: até 27% em Salvador, 24,7% em Teresina, 24% no Recife e quase 50% em Belém
  • Carnes: +5,39% no Recife
  • Farinha de mandioca: +13% em Fortaleza

O aumento está ligado à redução da oferta, problemas climáticos e menor área plantada.

Nos combustíveis, o impacto também é elevado. Desde o início do conflito no Irã:

  • Gasolina: +10,35% (de R$ 6,28 para R$ 6,93)
  • Diesel: +26,25%

 

Alta de preços dos combustíveis desde a guerra no Irã — Foto: Editoria de Arte
Alta de preços dos combustíveis desde a guerra no Irã — Foto: Editoria de Arte O Globo

O encarecimento do transporte pressiona outros preços, especialmente em uma região mais dependente de produtos vindos de outras áreas do país.

O gás de cozinha também subiu, com alta de 4,82% no Nordeste, chegando a 8,38% no Maranhão (R$ 125,17).

Na habitação, o avanço dos aluguéis reforça a pressão:

  • Aracaju: +7,06%
  • Maceió: +4,66%
  • Natal: +4,22%
  • Recife: +4,18%
  • João Pessoa: +3,87%

A renda média domiciliar per capita no Nordeste é de R$ 1.340, bem abaixo da média nacional (R$ 2.068), o que amplia o impacto da alta de preços sobre o orçamento.

Especialistas apontam que fatores como logística mais cara, menor produção local e maior peso dos gastos básicos tornam a inflação mais sensível na região. A tendência é de continuidade da pressão, especialmente com a alta do petróleo e seus efeitos sobre combustíveis e transporte.

Com informações de O Globo

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Geral

Guerra entre facções criminosas em Mossoró faz número de homicídios disparar 60%

Foto: Redes sociais

Mossoró vive uma escalada da violência em 2026, marcada por tiroteios, execuções, sequestros e ações de facções criminosas em bairros periféricos. A disputa por território tem afetado a rotina da população e ampliado a sensação de insegurança.

Até o fim de abril, a cidade registrou 48 homicídios, um aumento de cerca de 60% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 30 mortes. Diante do cenário, o governo estadual reforçou a investigação com o envio de dez policiais para atuar exclusivamente em casos de homicídio na região.

Os crimes têm alto grau de violência, com sequestros e execuções transmitidas por criminosos. Um dos casos foi o dos irmãos Antony Michell, de 19 anos, e Andrei Mizael, de 16, sequestrados dentro de casa e mortos dias depois. Outro episódio envolveu Randerson Jardel, retirado à força de um terreiro e executado, com imagens divulgadas em redes sociais.

Segundo o promotor de Justiça Ítalo Moreira, a violência está ligada à disputa entre facções como o Sindicato do RN e o PCC, além de grupos menores e a atuação crescente de organizações como a GDE. Ele afirma que alianças entre grupos e a reposição constante de criminosos dificultam o controle da situação.

O promotor destaca que o combate ao crime exige ações integradas, investimento em investigação, tecnologia, valorização policial e punição eficaz, além de mudanças na legislação.

Nas ruas, moradores convivem com medo constante. A projeção é que o primeiro semestre termine com cerca de 70 assassinatos, consolidando 2026 como um dos anos mais violentos da história recente da cidade.

Com informações de Ismael Sousa/Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Com a vinda do presídio federal para Mossoró, a cidade ficou mais perigosa. Parabéns aos envolvidos. Isso foi presente do PT para Mossoró.

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Gabriela Cunha: atleta destaque do RN no Brasileiro de Ginástica Rítmica

Atleta da Act Enlace, de Natal, a ginasta potiguar Gabriela Cunha foi o grande destaque do Rio Grande do Norte no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica, consolidando-se como a melhor atleta do estado na competição e reafirmando seu espaço entre os principais nomes da nova geração do país.

Antes do Brasileiro, Gabriela passou por um período de aperfeiçoamento técnico na Bulgária ao lado de sua treinadora, Kalline Miranda, atual chefe da delegação brasileira vice-campeã mundial. A experiência internacional contribuiu diretamente para a evolução da atleta, refletida em sua performance em quadra.

Nas classificatórias, Gabriela obteve o 1º lugar no aparelho fita e encerrou sua participação com o 5º lugar geral no nível 1, resultado que a posiciona entre as principais atletas do país em sua categoria.

O desempenho ganha ainda mais relevância por marcar o retorno às competições nacionais, após um período afastada no último ano por questões de saúde.

“Depois de muitos meses de preparação, mais importante do que as boas colocações que tive, foi poder superar meus limites, dores e medos. Foi mágico”, destacou Gabriela.

A preparação para o retorno foi conduzida com foco não apenas no desempenho físico, mas também no equilíbrio emocional da atleta.

“Foi um processo de reconstrução — física e emocional. Após um período difícil, buscamos respeitar o tempo, o corpo e a mente da Gabi, priorizando leveza e consistência. Esse resultado é fruto desse cuidado”, resumiu Kalline Miranda.

O trabalho contou ainda com a atuação da técnica Cris Queiroga e de toda a equipe técnica da Act Enlace, que teve papel fundamental no processo de preparação e retorno da atleta ao alto rendimento.

Mais do que um resultado individual, a performance de Gabriela representa um momento importante para a ginástica rítmica potiguar. Sua presença entre as melhores do país reforça o potencial do estado na formação de atletas de elite.

O resultado também consolida a Act Enlace como uma força emergente na modalidade. Mesmo com pouco mais de um ano de atuação, o clube já demonstra capacidade de formação e alto rendimento, projetando-se definitivamente no cenário nacional.

O retorno de Gabriela Cunha não é apenas competitivo — é simbólico. Marca a superação de uma atleta, a força de uma equipe e o avanço de um projeto que já começa a deixar sua marca no esporte brasileiro.

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Juiz nega pedido para excluir post de Nikolas sobre Janja e Lula

“E o medo de perder as viagens de luxo?”, escreveu Nikolas sobre o olhar de Janja para a cena | Imagem: reprodução

O juiz do 6º Juizado Especial Cível de Brasília, Júlio César Lérias Ribeiro, indeferiu pedido para determinar exclusão imediata da publicação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que envolve a reação de Janja ao ver o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abraçar e tirar foto com uma apoiadora.

“E o medo de perder as viagens de luxo?”, escreveu Nikolas sobre o olhar de Janja para a cena. O caso ocorreu durante a festa de 46 anos do PT, no dia 7 de fevereiro.

A imagem viralizou por causa da suposta “bronca” de Janja, mas leitura labial feita por usuários das redes sociais aponta que a primeira-dama teria alertado o presidente de que ele não poderia tirar foto porque havia sido submetido à cirurgia de catarata dias antes.

Quem é a apoiadora que aparece no vídeo?

A apoiadora que aparece no vídeo ao lado de Lula é a suplente de vereadora de Juazeiro (BA) Manuella Tyler (PSB). Ela ingressou com ação contra Nikolas no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) na qual pede a remoção da publicação e o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil.

Manuella, que é transexual, alegou à Justiça que foi alvo de “inúmeros comentários de cunho transfóbico, reiteradamente desumanizada, tratada no masculino, chamada por termos pejorativos e degradantes, sendo alvo de discurso de ódio explícito”.

O juiz Júlio César Lérias Ribeiro negou o pedido de tutela de urgência para determinar a imediata exclusão da publicação de Nikolas. Na decisão, assinada em 24 de março, o magistrado argumentou que “não há qualquer referência à transexualidade da autoria, ou incitação a discurso de ódio”.

“Como qualquer postagem na internet, especialmente envolvendo pessoas públicas de expressão nacional, em uma época de extrema polarização política, o conteúdo é passível de gerar manifestações de desapreço ou que beirem o ilícito penal (o que deve ser combatido pela própria plataforma), sem que isso necessariamente configura ofensa a direito da personalidade pelo criador”, disse o juiz na decisão.

Na avaliação do magistrado, “o que se depreende do contexto é uma referência pejorativa à reação de uma esposa ao ver o marido ser abordado com admiração por uma mulher mais jovem e bonita (ou ao menos é o que se verifica da análise isolada da postagem)”.

O juiz enfatizou que os procedimentos nos juizados especiais são caracterizados pela celeridade e a concessão de tutela de urgência exige “situação de extrema urgência e excepcionalidade, devidamente narrada e comprovada”.

“No presente caso, a urgência informada não se configura como extraordinária a ponto de justificar a concessão imediata da medida pleiteada”, pontuou. O mérito ainda será julgado. A ausência de conciliação do caso foi marcada para o dia 25 de maio, às 16h.

Metrópoles

Opinião dos leitores

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Geral

Demora em compra favoreceu desperdício de R$ 260 milhões em Coronavac sob Lula, afirma TCU

Foto: Miguel Schincariol/AFP

Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) afirma que a demora do Ministério da Saúde em concluir um processo de contratação favoreceu a perda de ao menos R$ 260 milhões em vacinas Coronavac.

O imunizante contra a Covid-19 foi comprado em 2023, em negociação que se arrastou por mais de sete meses. Os lotes foram entregues com validade curta e no momento em que a vacina fabricada pelo Instituto Butantan estava em desuso no SUS.

Ao menos 8 milhões das 10 milhões de doses adquiridas nem sequer deixaram o armazém do Ministério da Saúde e foram incineradas por causa do fim da validade, revelou reportagem da Folha de S. Paulo.

“Portanto, a excessiva demora para a contratação consistiu na principal causa para a perda dos imunizantes”, afirma trecho do relatório elaborado por técnicos do tribunal.

O que diz o Ministério da Saúde

Em nota, o Ministério da Saúde diz que encontrou um cenário de “completo abandono dos estoques” deixado pelo governo Jair Bolsonaro e que iniciou a contratação nos primeiros meses de 2023. Ainda afirmou que o TCU reconheceu que a compra seguiu diretrizes vigentes da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A pasta também afirma que atuou para garantir a oferta de vacinas à população em meio ao “cenário incerto” em todo o mundo sobre como seria a adaptação às novas variantes. “Cabe reforçar que o processo seguiu o trâmite exigido pela administração pública e a análise do TCU ainda está em curso”, acrescenta o ministério.

O que diz a área técnica do TCU

A área técnica do tribunal afirma que a compra se deu em cenário que exigia “prudência”, pois não havia possibilidade de troca das vacinas vencidas e “todos os fatores relacionados sugeriam a possibilidade de se formar um elevado estoque”.

O processo de aquisição da Coronavac se arrastou de fevereiro a setembro de 2023. A ideia da Saúde era ter aplicado as doses a partir de maio daquele ano, mas o imunizante chegou aos estoques do governo somente em 25 de outubro.

Dias antes da entrega das doses, o Ministério da Saúde isentou o Instituto Butantan da obrigação de substituir os lotes com validade inferior ao prazo definido no contrato. Para a área técnica do TCU, a pasta adotou postura diferente da esperada e “assumiu o risco” ao receber produto com validade curta e sem alternativa de troca ou ressarcimento.

Os técnicos do tribunal ainda dizem que o Butantan alertou formalmente o ministério, em maio e setembro de 2023, sobre a disponibilidade das doses, que haviam sido fabricadas em março. O instituto ainda afirmou que a “demora na formalização contratual vinha consumindo o prazo de validade do imunizante”, segundo o TCU.

Irregularidades apontadas

O acórdão aponta duas possíveis irregularidades. Uma delas é a “morosidade” na compra da vacina em “contexto que demandava celeridade reforçada”. A segunda conduta a ser questionada envolve “não coordenar, orientar e acompanhar, de forma tempestiva e compatível”, a contratação.

O prejuízo com a vacina pode ser maior e alcançar praticamente o valor total do contrato, de R$ 330 milhões, ao considerar o destino dos imunizantes que foram entregues pelo ministério aos estados. De cerca de 2 milhões de doses repassadas, apenas 260 mil foram aplicadas, segundo dados das secretarias locais. No pior cenário, 97% das vacinas se perderam.

O ministro Bruno Dantas considerou que, neste momento, não há razão para abertura de tomada de contas especial, ou seja, de procedimento que poderia envolver a cobrança do valor desperdiçado. Ele afirmou que a perda das vacinas contra a Covid é resultado de “aspectos multicausais”.

Durante o processo, o Ministério da Saúde atribuiu a baixa procura pela dose às campanhas de desinformação sobre a imunização. Afirmou ainda que o SUS poderia ficar desabastecido se as doses com validade curta fossem recusadas, pois não haveria tempo hábil para nova compra.

Para os auditores do TCU, porém, a alegação não é válida, pois o próprio ministério já reconhecia que havia baixa adesão da população à vacinação e que não seria necessário um largo estoque.

A Coronavac já estava em desuso no SUS quando as vacinas foram recebidas. Em dezembro de 2023, semanas depois de receber as doses, o ministério ainda mudou orientações sobre a campanha de imunização no SUS e definiu que a Coronavac deveria ser utilizada em “situações específicas”, como na falta ou contraindicação de outros imunizantes em crianças de 3 e 4 anos, também em crianças não vacinadas na idade recomendada.

Com informações de Folha de S. Paulo

Opinião dos leitores

  1. Se, durante a pandemia, fosse esse maldito governo, teria morrido o triplo das pessoas que morreram. Pois o foco dele é roubar, como foi o caso dos respiradores. Cadê o dinheiro dos respiradores, alguém sabe?

  2. Kkkkkkk,os atos desse DESGOVERNO sempreeeeeee são colocados na conta do GRANDE MITO DA NOSSA HISTÓRIA,esses excrementos 💩 💩 deveriam assumir seus atos irresponsáveis e não colocar a culpa nos outros,graças a Deus esses INÚTEIS pegarão o beco daqui a pouco,as mentiras não são mais absorvidas pelos brasileiros não.

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Geral

Governo Lula atrasa liberação de R$ 41 milhões e trava obras de mobilidade, infraestrutura e saúde em Natal

Foto: Bloomberg/Bloomberg via Getty Images

A retomada de obras estruturantes em Natal depende da liberação de cerca de R$ 41 milhões em recursos federais, referentes a emendas de 2021 e 2022 ainda não repassadas.

Do total, R$ 9,66 milhões estão vinculados ao Ministério da Saúde para a segunda etapa do Hospital Metropolitano — com apenas R$ 435 mil liberados neste ano.

Já no Ministério das Cidades, faltam cerca de R$ 31,4 milhões, incluindo projetos como a requalificação do entorno da Pedra do Rosário, obras na Praia do Meio e recapeamento de vias na Zona Leste.

A Prefeitura também pleiteia R$ 17,57 milhões via novo PAC para intervenções viárias. Segundo o secretário de Planejamento, Vágner Araújo, os recursos retidos impactam diretamente obras de mobilidade, infraestrutura e saúde.

O prefeito Paulinho Freire afirma que os projetos estão aprovados e com execução iniciada, mas dependem da liberação federal. A gestão municipal tem feito articulações em Brasília para destravar os valores.

A retenção dos recursos gerou embate político. A vereadora Nina Souza (PL) atribui a paralisação das obras à falta de repasses federais.

Já a vereadora Samanda Alves (PT) contesta a versão e afirma que mais de R$ 12 milhões já foram liberados, além de novos investimentos previstos, como cerca de R$ 17 milhões para obras viárias via PAC.

Entre as intervenções previstas estão:

  • Implantação do binário Rui Barbosa/Xavier da Silveira (R$ 10 milhões)
  • Modernização semafórica no corredor Hermes da Fonseca/Salgado Filho (R$ 3,78 milhões)
  • Ajustes viários na Salgado Filho (R$ 3,78 milhões)

As obras visam melhorar a mobilidade urbana, com medidas como faixas exclusivas para ônibus e semáforos inteligentes, que podem reduzir o tempo de deslocamento em até 20%.

Segundo a Prefeitura, os recursos já estão previstos em contratos, e a liberação é essencial para evitar atrasos, aumento de custos e prejuízos à população.

Com informações de Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

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Geral

Prefeito de Assú reúne multidão e reafirma apoio a Cadu Xavier e Dr. Gustavo

O prefeito de Assú, Lula Soares, reuniu uma multidão neste sábado (02) em um grande encontro político no município. O evento reafirmou seu apoio ao pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, e ao pré-candidato a deputado estadual, Dr. Gustavo Soares.

O encontro contou com a presença de apoiadores, simpatizantes, lideranças políticas e aliados, consolidando a força do grupo político local. Após a mobilização, Lula Soares, Cadu Xavier e Gustavo Soares concederam entrevista à Rádio Princesa, onde destacaram a importância da união para o futuro do estado e da região do Vale do Açu.

Lula Soares explicou que o apoio a Cadu Xavier está ligado ao reconhecimento pelas ações realizadas pela governadora Fátima Bezerra em Assú. Segundo o prefeito, a expectativa é de continuidade dessa parceria administrativa, com avanços e novos investimentos para o município.

Já em relação ao apoio a Dr. Gustavo Soares, Lula destacou o trabalho desenvolvido ao longo dos 8 anos em que Gustavo esteve à frente da Prefeitura de Assú. Lula Soares também relembrou sua participação na gestão dele, quando atuou como secretário de Saúde e de Assistência Social, reforçando a confiança no nome de Dr. Gustavo.

Opinião dos leitores

  1. Não sabia que a Saúde Pública, Estradas,Segurança, Escolas, e Infra Estrutura de Assú estavam a “mil maravilhas”… Sendo assim faz sentido esse apoio.

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