Educação

Ministro da Educação fala que “a biologia diz que não é normal a questão de gênero” e relaciona homossexualismo a “famílias desajustadas – algumas”

Foto: Reprodução/TV Globo

Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, publicada nesta quinta-feira (24), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que resolver os problemas de acesso à internet dos estudantes não é uma atribuição da pasta. Segundo ele, cabe aos estados e municípios garantir o ensino remoto durante a pandemia.

Ribeiro também foi questionado sobre a importância da educação sexual na sala de aula. Ele disse que é importante mostrar “que há tolerância”, mas que “o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo [termo considerado preconceituoso]” vêm, algumas vezes, de “famílias desajustadas”.

Para entidades ligadas à defesa da educação e aos direitos LGBTQI+ , o ministro está “equivocado”, tanto em relação às atribuições do MEC em articular ações e repassar recursos a estados e municípios, quanto em relação aos direitos das pessoas homossexuais e transgêneros, com um discurso preconceituoso.

Abaixo, veja os principais pontos da entrevista e, em seguida, a repercussão:

Ensino remoto e volta às aulas

Milton Ribeiro reforçou que a decisão sobre a volta às aulas não vai partir do Ministério da Educação (MEC). Mas disse que, por ele, as atividades presenciais já teriam sido retomadas, já que “saímos da crista da onda e temos de voltar”.

Acerca do acesso à educação remota durante a pandemia, o ministro afirmou que as desigualdades foram apenas evidenciadas, mas não criadas agora.

“Não foi um problema criado por nós. A sociedade brasileira é desigual e não é agora que a gente, por meio do MEC, que vamos conseguir deixar todos iguais.”

Os casos de alunos que não têm internet, computador ou celular em casa para acompanhar aulas on-line devem ser resolvidos pelos estados e municípios, segundo Ribeiro.

Educação sexual

Milton Ribeiro disse que as escolas “perdem tempo” falando de “ideologia” e ensinando sobre sexo, sobre “como colocar uma camisinha”. Segundo ele, a abordagem pode favorecer uma “erotização das crianças”.

Para o ministro, discussões sobre gênero não deveriam ocorrer na escola.

“Quando o menino tiver 17, 18 anos, vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão de gênero. A opção que você tem como adulto de ser homossexual, eu respeito, mas não concordo”, afirmou.

“É claro que é importante mostrar que há tolerância, mas normalizar isso, e achar que está tudo certo, é uma questão de opinião”, disse. “Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) têm um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminhar por aí. São questões de valores e princípios”.

Professores transgêneros, na opinião do ministro da Educação, não podem incentivar os alunos “a andarem por esse caminho. Tenho certas reservas”.

Encontro com Tabata Amaral

Em 16 de setembro, Milton Ribeiro reuniu-se com a comissão externa da Câmara dos Deputados, que acompanha ações do MEC. A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) esteve no encontro e postou uma foto ao lado do ministro.

Na entrevista ao “Estadão”, Ribeiro disse que o presidente Jair Bolsonaro quis “entender por que a Tabata publicou uma foto”. “Eu falei ao presidente que recebi a comissão”, respondeu o ministro.

Repercussão

Para a Campanha Nacional pela Educação, o ministro Milton Ribeiro apresenta uma “interpretação equivocada” da Constituição ao transferir a responsabilidade sobre a volta às aulas apenas para estados e municípios.

“Quando ele fala que quem tem jurisdição [sobre a volta às aulas presenciais] são estados e municípios, é verdade. Mas isso não exime o Ministério da Educação, que representa a União no sistema federativo, da sua responsabilidade redistributiva e superlativa em termos técnicos e financeiros, como cita o artigo 211 da Constituição Federal. O artigo 206 fala da igualdade de acesso e permanência na escola, do padrão de qualidade, que precisa ser garantido pela União, estados e municípios. O ministro utilizou de uma interpretação equivocada para se eximir da responsabilidade. A União tem responsabilidade técnica e financeira sobre a educação básica no apoio às redes”, afirma Andressa Pellanda, coordenadora-geral da Campanha.

Sobre o apoio de R$ 525 milhões que será dado, Pellanda diz que não será suficiente para garantir a segurança na reabertura das escolas. Dados do Censo Escolar 2018 apontam que no Brasil tem:

quase dois milhões de alunos em colégios públicos sem acesso à água potável

800 mil matriculados em escolas sem esgoto

148 mil em unidades sem energia

614 mil não têm banheiro no local onde estudam

18,1% das escolas urbanas sem acesso à banda larga

Eduardo Luiz Barbosa, coordenador-geral do Centro de Referência e Defesa da Diversidade, ONG em defesa dos direitos LGBTQI+ de São Paulo, afirma que há “desinformação” do ministro Milton Ribeiro sobre o tema e terminologias. O ministro usa a palavra “homossexualismo”, por exemplo, que vincula a homossexualidade à doença devido ao sufixo “ismo”, o que já é amplamente conhecido como falso.

Professor da rede pública há 34 anos e gay, Barbosa conta que a escola deve ser um espaço de acolhimento para todas as crianças, para evitar bullying, abandono e evasão.

“Escola é espaço de diálogo e de escuta, onde essas questões da juventude, principalmente em relação à sua sexualidade, têm que estar presente. Isso interfere em processo de permanência da escola, em um melhor aproveitamento de conteúdo educacional. Se não tiver escuta desvinculada de qualquer dogma, preconceito e discriminação, você corre o risco de estar falando vazio, ao vento, preconizando coisas que de fato não vão fazer sentido”, afirma Barbosa.

“Antes de mais nada, o representante do MEC precisava ser alguém melhor qualificado para entender que, além das suas posições, existe todo um país para ser orientado com espírito colaborativo, tanto do MEC quanto das secretarias municipais e estaduais de Educação para que essas crianças não sofram mais violência que já sofrem no cotidiano”, defende.

Erika Hilton, ativista dos direitos LGBTQI+, diz que o ministro, ao associar a homossexualidade a problemas familiares, coloca a comunidade como “cidadãos de segunda classe” que precisam se adequar “às normas cis-hétero”.

Para ela, o ministro se equivoca mais uma vez ao dizer que a homossexualidade é uma “opção”.

“Que pessoa optaria por escolher, de livre e espontânea vontade, entrar em um segmento social que é completamente negado de direitos, afastado do seio familiar, mal tratado, executado, apedrejado? O Brasil é o país que mais mata LGBT. Nenhuma pessoa optaria por fazer parte disso. Se trata de uma condição humana que só conseguiremos tirar das margens da sociedade quando ministros e governantes começarem a entender que essas pessoas fazem parte do grupo social e que a educação precisa ter um papel humanizador, incluir e não afastar e discriminar”, afirma.

G1

Opinião dos leitores

  1. Mais um ministro para fazer guerrinha cultural ao invés de tocar direito o Titanic da Educação. Que governo absurdo, ridículo e abominável!

  2. A política é podre mas quando querem chamar atenção é só falar de gay feminista aborto e maconha que o povo esquece os escândalos do governo, pior de tudo, a maioria acusa o golpe.

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Geral

Investigações sobre o Banco Master já resultaram na abertura de sete inquéritos pela Polícia Federal

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As investigações sobre o Banco Master avançaram e já resultaram na abertura de sete inquéritos pela Polícia Federal, espalhados por São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá, além de procedimentos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram divulgadas pelo Valor Econômico.

Segundo as apurações, a tendência é de ampliação das frentes investigativas, especialmente após a inclusão de uma nova linha que analisa aportes realizados por fundos de Estados e municípios. Um dos focos recentes envolve investimentos da Amapá Previdência (Amprev), que teria aplicado R$ 400 milhões em papéis do banco.

Os casos centrais no STF e a chance de desmembramento

No STF, dois inquéritos são considerados centrais. Um deles apura a emissão de títulos sem lastro que teriam sido repassados pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). O outro investiga a cessão de direitos creditórios milionários por empresas com capital social considerado reduzido a fundos ligados ao Master.

Os procedimentos tiveram início em São Paulo e no Distrito Federal. O relator, ministro Dias Toffoli, avalia a possibilidade de manter no Supremo apenas os casos que envolvam autoridades com foro privilegiado, com eventual envio do restante à primeira instância.

Influenciadores, “fake news” e a decisão pendente no Supremo

Outra investigação em análise apura a possível contratação de influenciadores digitais para atacar autoridades e instituições envolvidas na liquidação do Banco Master. Toffoli solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir se o caso permanece no STF ou será remetido à Justiça comum.

Essa apuração é conduzida pela Dicor, em Brasília. Caso haja o deslocamento de competência, o processo deve tramitar na Justiça do Distrito Federal.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou qualquer envolvimento com campanhas digitais ou disseminação de fake news contra autoridades públicas.

Operação “Zona Cinzenta”

Na última sexta-feira, a PF deflagrou a Operação Zona Cinzenta, voltada a apurar os aportes da Amprev no Banco Master. O caso integra o aprofundamento das investigações sobre a atuação de regimes próprios de previdência social (RPPS) em investimentos ligados ao banco.

As apurações avaliam suspeitas relacionadas à origem, estrutura e lastro de determinados títulos, em um contexto que mobiliza órgãos de controle e áreas especializadas da PF, tanto nos estados quanto em Brasília.

Rioprevidência, BRB e Grupo Fictor

No Rio de Janeiro, a Operação Barco de Papel investiga quase R$ 1 bilhão em investimentos realizados pela Rioprevidência no Banco Master. Paralelamente, a PF instaurou outros dois inquéritos.

Um deles, conduzido pela Dicor, apura suspeitas de gestão fraudulenta no BRB. O outro investiga o Grupo Fictor, por indícios de gestão fraudulenta, apropriação indébita, emissão de títulos sem lastro e operação irregular de instituição financeira. Esse procedimento tramita na Superintendência da PF em São Paulo.

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Geral

ELEIÇÕES 2026: 18 dos 27 governadores não poderão disputar novo mandato neste ano

Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE

As eleições estaduais de outubro devem provocar uma ampla renovação nos governos do país. Dos 27 governadores, 18 estão impedidos de disputar a reeleição, já que a legislação brasileira proíbe três mandatos consecutivos.

Após oito anos no cargo, esses gestores precisarão definir novos caminhos políticos e, em muitos casos, trabalhar pela eleição de sucessores.

Governadores que desejarem concorrer a outros cargos precisam renunciar ao mandato até abril, seis meses antes da eleição, conforme regra de desincompatibilização prevista na legislação eleitoral.

Nenhuma candidatura está oficializada. Pelo calendário eleitoral, os partidos definem seus nomes nas convenções entre julho e agosto, com registro no TSE até 15 de agosto, quando a campanha tem início.

Situação dos governadores – pode concorrer à reeleição?

  • AC (Acre) – Gladson Cameli (PP): ❌ Não pode concorrer

  • AL (Alagoas) – Paulo Dantas (MDB): ❌ Não pode concorrer

  • AM (Amazonas) – Wilson Miranda Lima (União Brasil): ❌ Não pode concorrer

  • AP (Amapá) – Clécio Luís (Solidariedade): ✅ Pode concorrer à reeleição

  • BA (Bahia) – Jerônimo Rodrigues (PT): ✅ Pode concorrer à reeleição

  • CE (Ceará) – Elmano de Freitas (PT): ✅ Pode concorrer à reeleição

  • DF (Distrito Federal) – Ibaneis Rocha (MDB): ❌ Não pode concorrer

  • ES (Espírito Santo) – Renato Casagrande (PSB): ❌ Não pode concorrer

  • GO (Goiás) – Ronaldo Caiado (União Brasil): ❌ Não pode concorrer

  • MA (Maranhão) – Carlos Brandão (PSB): ❌ Não pode concorrer

  • MG (Minas Gerais) – Romeu Zema (Novo): ❌ Não pode concorrer

  • MS (Mato Grosso do Sul) – Eduardo Riedel (PP): ✅ Pode concorrer à reeleição

  • MT (Mato Grosso) – Mauro Mendes (União Brasil): ❌ Não pode concorrer

  • PA (Pará) – Helder Barbalho (MDB): ❌ Não pode concorrer

  • PB (Paraíba) – João Azevêdo (PSB): ❌ Não pode concorrer

  • PE (Pernambuco) – Raquel Lyra (PSD): ✅ Pode concorrer à reeleição

  • PI (Piauí) – Rafael Fonteles (PT): ✅ Pode concorrer à reeleição

  • PR (Paraná) – Ratinho Júnior (PSD): ❌ Não pode concorrer

  • RJ (Rio de Janeiro) – Cláudio Castro (PL): ❌ Não pode concorrer

  • RN (Rio Grande do Norte) – Fátima Bezerra (PT): ❌ Não pode concorrer

  • RO (Rondônia) – Coronel Marcos Rocha (União Brasil): ❌ Não pode concorrer

  • RR (Roraima) – Antonio Denarium (PP): ❌ Não pode concorrer

  • RS (Rio Grande do Sul) – Eduardo Leite (PSD): ❌ Não pode concorrer

  • SC (Santa Catarina) – Jorginho Mello (PL): ✅ Pode concorrer à reeleição

  • SE (Sergipe) – Fábio Mitidieri (PSD): ✅ Pode concorrer à reeleição

  • SP (São Paulo) – Tarcísio de Freitas (Republicanos): ✅ Pode concorrer à reeleição

  • TO (Tocantins) – Wanderlei Barbosa (Republicanos): ❌ Não pode concorrer

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Geral

Fertilidade masculina: por que ela começa a cair depois dos 40 anos?

Depois dos 40, a idade também é um fator clínico na fertilidade masculina e os exames tradicionais podem parecer “normais” e, ainda assim, o DNA dos espermatozoides já apresentar alterações importantes.

A ciência mostra que, com o avanço da idade paterna, podem surgir mudanças silenciosas como:

• aumento da fragmentação do DNA espermático
• alterações genéticas e epigenéticas
• impacto no desenvolvimento do embrião
• redução das taxas de implantação e de gestação evolutiva

É por isso que idade também é um fator clínico na fertilidade masculina.

De acordo com dados atualizados da literatura científica, homens acima dos 40 anos apresentam, em média, níveis mais elevados de fragmentação do DNA espermático quando comparados a homens mais jovens. Esse fator está associado a maiores desafios reprodutivos, mesmo em tratamentos de alta complexidade, como a fertilização in vitro (FIV).

Para o Dr. Fábio Macedo, médico do DNA Fértil, esse é um tema que precisa ser disseminado.

“O exame é simples, rápido e capaz de identificar alterações silenciosas que só aparecem anos depois. Detectar cedo permite corrigir problemas e preservar a fertilidade. A saúde reprodutiva masculina também exige prevenção.

A medicina reprodutiva moderna já entende que fertilidade não é apenas quantidade de espermatozoides ou mobilidade. É qualidade genética, integridade celular e saúde global. Por isso, hoje existem exames mais avançados que avaliam a fragmentação do DNA espermático e ajudam a definir condutas mais precisas e personalizadas.

Cuidar da saúde reprodutiva masculina envolve hábitos de vida, controle de fatores como estresse, sono, alimentação, exposição a toxinas e acompanhamento médico adequado, especialmente para homens que planejam a paternidade após os 40 anos.

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Geral

Presidente da CPMI do INSS diz que pautará novamente convocações de Frei Chico e Lulinha ‘na primeira oportunidade’

Foto: reprodução

Mesmo após a rejeição do pedido, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que pretende retomar a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na comissão que investiga desvios bilionários de recursos de aposentados.

Em dezembro, o requerimento foi barrado por 19 votos a 12, mas Viana disse que o tema voltará à pauta “na primeira oportunidade”. Segundo ele, cada parlamentar deverá votar “de acordo com a própria consciência”.

A Polícia Federal apura menções a Lulinha nas investigações sobre fraudes no INSS. O presidente Lula já declarou que conversou com o filho e afirmou que, se houver irregularidades, ele deverá responder por isso.

Frei Chico e outros nomes

Além de Lulinha, Viana também pretende recolocar em votação a convocação de Frei Chico, irmão de Lula e vice-presidente do Sindnapi, e de Danielle Miranda Fonteles, publicitária ligada ao PT citada em transações com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

A base governista, que tem maioria na CPMI, tem conseguido barrar esses pedidos. Em outubro, requerimentos contra Frei Chico e Danielle Fonteles foram rejeitados por 19 votos a 11.

Para a próxima segunda-feira, estão previstas as oitivas do deputado estadual Edson Araújo (MA) e de Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti. As reuniões deliberativas da CPMI, no entanto, costumam ocorrer às quintas-feiras.

Opinião dos leitores

  1. Sugestão para o nome de um filme: “Os corruPTos intocáveis”. Também serve para um bloco carnavalesco.

  2. Não vai passar. Apesar de nunca assinar uma CPI, a esquerda sempre sequestra e barra qualquer investigação que possa desmascarar alguém do seu espectro político. Isso é fato. A sorte é que deram mole e não conseguiram a presidência e relatoria, já estavam tão certos que, quando viram, tinham perdido.

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Esporte

VÍDEO: Atacante do ABC faz gesto obsceno para torcedor, é criticado por organizada e pede desculpas

Vídeo: TV Tropical

O empate em 1 a 1 entre ABC e QFC, neste sábado (7), pela sétima e última rodada da primeira fase do Campeonato Potiguar, terminou marcado por uma polêmica fora das quatro linhas. O atacante João Diogo deixou o gramado sob vaias e acabou fazendo um gesto obsceno em direção a um torcedor alvinegro no momento da substituição.

A cena foi registrada pelas câmeras da TV Tropical, emissora responsável pela transmissão do estadual, e rapidamente ganhou repercussão entre torcedores nas redes sociais. O episódio aconteceu enquanto o jogador caminhava em direção ao banco de reservas após ser sacado da partida.

Horas depois, uma das principais torcidas organizadas ligadas ao clube publicou uma nota dura criticando a atitude do atleta e cobrando respeito com a arquibancada.

Confira nota da Garra Alvinegra:

“AQUI É ABC, JOÃO DIOGO!

Resultado se discute, mas o respeito à arquibancada é inegociável. Não aceitaremos nenhum jogador batendo de frente com quem faz o sacrifício de estar no estádio todo jogo.

Queremos profissionalismo e postura. Se não aguenta a pressão da maior torcida do RN, não está pronto para o Mais Querido. Respeite nossa história!”

Diante da repercussão negativa, João Diogo se pronunciou ainda na noite do sábado e divulgou uma nota oficial pedindo desculpas pelo ocorrido. O atacante afirmou que reagiu após ser xingado repetidamente por um torcedor específico e destacou que o gesto não foi direcionado à torcida do ABC como um todo.

Confira a nota na íntegra:

“Eu, João Diogo, venho por meio desta nota me posicionar e esclarecer o ocorrido na tarde deste sábado, na partida entre ABC e QFC.

Por onde passei, sempre prezei pelo respeito às instituições que defendi e às suas torcidas, e aqui no ABC não é diferente. Tenho total respeito pela torcida que me recebeu muito bem e que vem nos apoiando constantemente, tanto dentro quanto fora de casa.

Na partida de hoje, um torcedor passou a me xingar de forma reiterada. No momento da minha substituição, o referido torcedor ultrapassou os limites e proferiu diversos xingamentos contra mim. No calor do momento, acabei fazendo um gesto obsceno em resposta. Reconheço o meu erro e peço desculpas pelo ocorrido. Ressalto que o gesto não foi direcionado à torcida do ABC como um todo, mas sim exclusivamente ao torcedor em questão. Ainda assim, reforço aqui o meu pedido de desculpas.

Estamos vivendo um momento importante da temporada. Somos líderes, já estamos classificados para a semifinal e seguimos juntos em busca do título.”

Dentro de campo, o resultado garantiu o ABC na liderança da primeira fase e com vaga assegurada na semifinal do Campeonato Potiguar. Fora dele, porém, o episódio envolvendo o atacante acendeu o alerta sobre a relação entre jogadores e arquibancada em um momento decisivo da temporada alvinegra.

Opinião dos leitores

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Geral

Ibama pune Petrobras após vazamento no mar e aplica multa milionária na Margem Equatorial

Foto: Divulgação/Petrobras

O Ibama autuou a Petrobras e aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões após um vazamento registrado no início de janeiro durante operação de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial. O incidente ocorreu a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e envolveu a descarga de fluido de perfuração com base oleosa no oceano.

De acordo com o órgão ambiental, aproximadamente 18,44 m³ do material foram lançados no mar a partir do Navio Sonda 42 (NS-42). A substância é utilizada nas atividades de exploração de petróleo e gás e possui componentes classificados como de risco médio ao ecossistema aquático e à saúde humana, conforme normas ambientais vigentes.

A autuação foi realizada pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas, ligado à Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama. A estatal tem prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da penalidade ou apresentar defesa administrativa.

Em nota, a Petrobras afirmou que o produto derramado é biodegradável, que o vazamento foi rapidamente controlado e que não houve danos ambientais relevantes. A empresa informou ainda que as estruturas passaram por análise e reparos e que a atividade na região foi liberada novamente pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) nesta semana.

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Política

Pressão no Planalto: decisão de Flávio Dino sobre extras do Legislativo pode forçar Lula a agir

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

A decisão do ministro do STF Flávio Dino de suspender o pagamento de penduricalhos reacendeu o debate em Brasília e deve acelerar a análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre possíveis vetos a propostas que beneficiam o Legislativo. Integrantes do alto escalão do Palácio do Planalto avaliam que o cenário jurídico reduz a margem para adiar a definição.

A informação é da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles. Nos bastidores, a avaliação é que Lula, que inicialmente pretendia postergar o tema, pode decidir o futuro do projeto dentro de até 60 dias, antes do fim do prazo estabelecido pela Suprema Corte. Apesar da pressão política, o presidente ainda não definiu qual caminho seguirá, já que o texto sequer chegou oficialmente à sua mesa.

Aliados têm orientado o chefe do Executivo a evitar novos atritos com o Congresso Nacional, mas a possibilidade de vetos parciais segue em discussão dentro do governo. O tema ganhou peso após a repercussão negativa em torno dos benefícios previstos.

Na terça-feira (3), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria um novo plano de carreira para servidores e amplia a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE). A proposta virou alvo de críticas por elevar significativamente os salários e ampliar os chamados penduricalhos.

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Esporte

Luto no paradesporto: morre Adriano Gomes, ícone potiguar e multicampeão paralímpico

Foto: Divulgação/CPB

O esporte paralímpico brasileiro perdeu neste sábado (7) um de seus maiores nomes. O nadador potiguar Adriano Gomes de Lima morreu aos 52 anos, após passar cerca de dez dias internado em decorrência de uma cirurgia de descompressão da coluna. Referência nacional nas piscinas, ele construiu uma trajetória marcada por superação e conquistas históricas.

Natural de Natal, Adriano iniciou na natação durante o processo de reabilitação após um acidente de trabalho aos 17 anos, quando sofreu uma queda de um telhado que o deixou paraplégico. O que começou como tratamento se transformou em uma carreira vitoriosa, com presença em seis edições dos Jogos Paralímpicos, entre Atlanta 1996 e Rio 2016.

Ao longo da trajetória, o atleta acumulou nove medalhas paralímpicas e entrou para a lista dos maiores medalhistas do país. Entre os resultados mais marcantes estão o bronze nos 50m livre em Atlanta, múltiplas pratas e bronzes nos revezamentos em Sydney 2000, além do ouro no 4x50m medley em Atenas 2004, consolidando seu nome entre os grandes da natação adaptada.

Além das Paralimpíadas, Adriano Gomes brilhou em cinco edições dos Jogos Parapan-Americanos, onde conquistou 30 medalhas, e também subiu ao pódio 12 vezes em Campeonatos Mundiais. Sua história deixa um legado de inspiração para o paradesporto potiguar e para toda a natação brasileira.

Com informações da Tribuna do Norte

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Geral

[VÍDEO] HISTÓRICO: mais de 100 mil foliões lotam a Avenida da Alegria em noite explosiva com Wesley Safadão

Vídeo: Reprodução/Instagram

A Avenida da Alegria ficou pequena na noite deste sábado (7) durante a prévia do Carnaval de Natal. Embalada pelo show de Wesley Safadão, a festa reuniu mais de 100 mil pessoas, consolidando um dos maiores públicos já registrados no polo carnavalesco da capital potiguar. Nem o ritmo intenso da programação afastou os foliões, que começaram a chegar por volta das 18h para garantir lugar na concentração.

Além de Safadão, a noite também contou com apresentação do cantor Abiel. Os shows tiveram início às 19h e transformaram a avenida em um verdadeiro corredor da folia, com repertório animado e clima de celebração que marcou o segundo dia consecutivo de grandes eventos no local.

A apresentação ocorreu apenas um dia após a abertura da prévia carnavalesca, que já havia reunido mais de 50 mil pessoas mesmo sob chuva. Na sexta-feira (6), os foliões acompanharam os shows da banda potiguar Bonde do Gra Gra e do cantor Natanzinho Lima, que estreou em Natal com grande participação popular, mostrando a força do calendário carnavalesco da cidade.

Para suportar o público, a Prefeitura do Natal montou uma estrutura especial, com praça de alimentação formada por 25 tendas, cerca de 100 banheiros químicos e um esquema reforçado de mobilidade coordenado pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU). Bloqueios e fiscalização foram implantados nos principais acessos à Avenida da Alegria e nas vias adjacentes para garantir a fluidez do trânsito.

Na área da segurança, aproximadamente 270 policiais militares atuaram durante o evento, além da Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros, bombeiros civis e equipes privadas. Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, o reforço também incluiu revistas pessoais com raquetes magnéticas nos pontos de entrada, buscando oferecer mais tranquilidade aos foliões durante a festa.

Opinião dos leitores

  1. De onde vem o dinheiro para a prefeitura contratar tantos shows milionários. Será que a economia brasileira está quebrada com uma prefeitura como a de Natal organizando eventos durante todo o ano com atrações e estruturas caríssimas? Esse mundo de gente que está lotando todos os eventos públicos e privados vai sem dinheiro? De onde vem tanto dinheiro de quem organiza e de que curte essas festas? Será que está sobrando dinheiro na prefeitura de Natal? Sinceramente fico sem entender como os gestores públicos em geral, falam em dificuldades e sobra dinheiro para festividades com atrações tão caras. O Brasil e o brasileiro estão ou não estão em dificuldade financeira?

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Política

‘Lula precisa de uma frente mais ampla que o PT e tem de ocupar o centro’, diz ministro Renan Filho

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa ampliar alianças para além do próprio partido e avançar em direção ao centro político visando a reeleição. Em entrevista ao jornal O Globo, ele avaliou que a participação do MDB na chapa majoritária, inclusive com a possibilidade de ocupar a vaga de vice, pode fortalecer o projeto eleitoral e ajudar a isolar a direita mais radical.

Segundo o ministro, o MDB deve decidir oficialmente seu posicionamento apenas em convenção, mas a ala governista da sigla vê espaço para apoiar Lula com base nos resultados econômicos e sociais atuais. Renan Filho destacou que a construção de uma frente ampla é essencial para consolidar a candidatura e reconheceu que a divisão de espaços no governo e na chapa fará parte das negociações políticas.

Pré-candidato ao governo de Alagoas, Renan Filho também afastou a possibilidade de dividir o mesmo palanque com o deputado Arthur Lira (PP-AL), apesar de já ter havido sinalizações nesse sentido por parte de Lula. Para ele, alianças locais precisam considerar a realidade política do estado, embora tenha afirmado que qualquer apoio ao presidente é bem-vindo.

Na entrevista, o ministro ainda comentou temas de gestão e campanha, defendendo mudanças no exame da CNH e afirmando que a segurança pública não é uma fragilidade do governo federal. Ele também citou a previsão de novos leilões de infraestrutura, que podem somar bilhões em investimentos, como vitrine administrativa para o período eleitoral.

Com informações do O Globo

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