O Globo
O embate religioso entre os neopentecostais da Igreja Universal (Iurd) e os adeptos de religiões de matriz africana ganhou um novo capítulo. Ontem, representantes do candomblé e da umbanda entregaram ao Ministério Público nos 26 estados pedido para abertura de inquérito civil para investigar casos de intolerância religiosa. No Distrito Federal, o documento foi entregue na Frente Parlamentar em Defesa das Religiões de Matriz Africana. Em diversas cidades, houve atos nos prédios do Ministério Público Federal. A ação, segundo as lideranças do movimento, é uma reação ao grupo “Gladiadores do Altar”, formado por jovens da igreja evangélica.
O coletivo com membros da Universal ficou conhecido após a publicação de vídeos em que os jovens aparecem uniformizados de forma semelhante a militares, andam em marcha e gritam palavras de ordem tal como em um batalhão de exército. Apesar do nome de gladiadores e do gestual militar, nenhum vídeo registra o grupo pregando a violência e não há casos de intolerância confirmados vinculados a esses jovens. Porém, lideranças de religiões africanas afirmam que o pedido de inquérito é uma medida de prevenção, para não “pagar para ver” após anos de perseguições.
— Fizemos esse ato como uma reação. A criação do grupo “Gladiadores do Altar”, que parece até uma milícia, ganha uma relevância maior dentro de um contexto de perseguição. O discurso de fundo da Universal é intolerante. O cerne da teoria pentecostal trata como se houvesse uma guerra invisível, na qual eles estão salvando as pessoas do que consideram um mal — comenta Márcio Alexandre, coordenador de política institucional do Coletivo de Entidades Negras (CEN) — Se a linguagem deles é de guerra, a prática também pode ser.
Foto dos chamados Gladiadores do Altar, postada no Facebook pela Igreja Universal do Ceará
Ignorância e preconceito contra evangélicos. Há mais de uma centena de anos no Brasil, os evangélicos pentecostais no Brasil e no mundo, sempre falaram em guerra, soldados, etc. Foram perseguidos e humilhados e nunca se viu uma igreja evangélica esboçar reação beligerante contra qualquer outra. O preconceito existe, e a mídia fomenta e um bocados de idiotas acompanham.
Vai ver que os Estado Islâmico começou assim, chega de intolerância. O nome gladiadores é no mínimo sugestivo…
tem que criar imposto e controle de igrejas… fonte de lavagem de dinheiro, falcatrua e charlatões… estão querendo transformar o brasil em um estado islâmico… desses dias vermos atentados em nome de Deus….