Saúde

África surpreende com baixas taxas de covid-19

Foto: Ahmed Jallanzo/EPA/Direitos Reservados/Agência Lusa

Passados oito meses do início da pandemia de covid-19, com a marca de 1 milhão de pessoas mortas pela doença em todo o mundo e 33,5 milhões de casos, o Continente Africano chama a atenção por sua relativa baixa taxa de contaminação e mortes. Após atingir o pico dos registros por semana no fim de julho e ter a expectativa de se tornar o novo epicentro da pandemia, depois das Américas, os casos na África vêm diminuindo desde então.

O continente como um todo tem população de 1,2 bilhão de pessoas e registra, até o momento, cerca de 1,5 milhão de casos de covid-19, segundo dados do Africa Centres for Disease Control and Prevention (CDC África). O número é menos de um terço do registrado no Brasil, que tem 210 milhões de habitantes, população seis vezes menor. Ou seja, a África está com uma taxa de incidência da doença de 125 casos por 100 mil habitantes, enquanto no Brasil a taxa é de 2.258, segundo dados do Ministério da Saúde.

Nos óbitos pela doença, os registros na África estão perto de 36 mil, pouco mais do que no estado de São Paulo, que tem população de 46 milhões. A taxa de mortalidade por covid-19 no Brasil está em 67,6 por 100 mil habitantes e a letalidade da doença é de 3%. No Continente Africano, a mortalidade por covid-19 é de 3 por 100 mil habitantes e a letalidade da doença de 2,4%.

Os números mundiais indicam uma taxa de 430,9 por 100 mil habitantes e 12,92 mortes por 100 mil, segundo o Wordometer, com letalidade de 4%.

Explicações

De acordo com o pesquisador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris-Fiocruz) Augusto Paulo Silva, já é um consenso mundial que a situação da covid-19 na África é peculiar e surpreendente. Ele credita a baixa taxa de contaminação no continente a pelo menos quatro fatores, um deles a capacidade de resposta a epidemias.

“Há várias hipóteses, não são explicações assertivas. Mas uma das explicações mais plausíveis é que muitos países africanos já vêm enfrentando outras epidemias, em algumas partes é o cólera, outras o ebola, que até recentemente estava na República Democrática do Congo, em 2014 houve ebola na Libéria, Sierra Leoa e na Guiné Equatorial. Com isso, essas grandes epidemias fizeram com que muitos países africanos tivessem planos de emergência”.

Outra explicação, de acordo com o pesquisador, é a imunidade da população, afetada por outras doenças. “Porque as pessoas que sofrem daquela forma acabam por criar certas imunidades, por causa do tratamento de doenças como a malária, que tem muita prevalência na região, e de outras”.

A terceira possibilidade é o fator etário, ou seja, a população africana é mais jovem do que a média mundial e a covid-19 tem demonstrado uma incidência maior entre pessoas mais velhas. Silva lembra também o baixo desenvolvimento de muitos países, principalmente na região central do continente, o que leva essas regiões a terem poucas conexões internacionais.

“A quarta explicação é que muitos países não têm aquela intensidade de comunicação e contato com o exterior. Se for ver o número de casos nesses países, são mais elevados nos que têm maior índice de desenvolvimento, como a África do Sul, o Egito, a Argélia. O que significa que o nível de desenvolvimento permite o contato com o exterior e o contágio é feito por meio dessas ligações e comunicações com o exterior, acho que são essas as explicações”.

De acordo com a OMS/Afro, foram implantadas com sucesso na região as medidas de saúde pública para “encontrar, testar, isolar e tratar as pessoas com covid-19, rastrear e colocar em quarentena os seus contatos”. Apesar da perspectiva de queda na curva de contágio, o pesquisador destaca que não há espaço para relaxar na vigilância, já que se trata de um vírus novo sobre o qual ainda não há conhecimento consolidado.

“Em qualquer epidemia são várias fases. No Continente Africano entramos na fase de abertura, então não sabemos se aquela curva vai continuar descendente ou não. Temos que ver aqueles países que não foram muito afetados, se essas curvas vão aumentar por causa dessa abertura. Não se pode fechar os países durante muito tempo. Então aí a questão do rastreio vai ser fundamental para poder seguir, tem que ficar vigilante”.

Além da covid-19, Silva destaca que no dia 25 de agosto ocorreu de forma virtual a 70ª sessão do Comitê Regional Africano da OMS, na qual foi celebrada a erradicação do Poliovírus Selvagem na África. Também durante a pandemia, a República Democrática do Congo recebeu o certificado de erradicação do ebola.

Panorama mundial

Segundo o último boletim Panorama da Resposta Global à Covid-19, do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris-Fiocruz), o número de mortes tem diminuído devido à maior experiência no manejo clínico-terapêutico da doença. Porém, o centro destaca que a prioridade ainda é “conter a pandemia”, que impôs um quadro “quase apocalíptico” em oito meses de duração até o momento.

“Bilhões de pessoas em isolamento social, economias paralisadas e em declínio, bilhões sem trabalho, amplificação da pobreza e das desigualdades, empresas destroçadas, ameaças de crise alimentar, poucas esperanças no horizonte propiciadas pela ciência: ainda nenhum medicamento, nove vacinas em finalização, mas sem certezas quanto à sua eficácia. O mundo tenta se reinventar, mas a prioridade ainda é conter a pandemia”, destaca o boletim.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de covid-19 registrados por semana apresentou em setembro um leve declínio nas Américas, mas se mantendo estável em um nível ainda muito alto e permanecendo como epicentro da pandemia. Em julho e agosto, a região registrou 64% das mortes por covid-19 no mundo, embora responda por apenas 13% da população global. O vírus aumentou a circulação no Caribe em agosto e, nas últimas semanas, em alguns países da América do Sul, como Colômbia e Argentina, além do aumento da taxa de mortalidade no México.

O Sudeste Asiático segue com aumento crescente desde julho, com a Índia atualmente em segundo lugar no número total de casos, atrás dos Estados Unidos e passando o Brasil, e em terceiro em número de mortes. A Europa registrou diminuição no ritmo de contágio entre junho e julho e, a partir de agosto, vê os casos aumentarem rapidamente, com a proximidade do inverno no Hemisfério Norte, podendo indicar o início da segunda onda da pandemia no continente.

Na África, o pico dos contágios ocorreu no fim de julho e a tendência atual é de queda nos registros. Segundo Silva, o CDC África, lançou, em parceria com o Projeto de Melhoria do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) da Saúde Pública de Inglaterra (PHE), a ferramenta AVoHC Net, que vai facilitar a implantação e administração de um grupo de trabalho para emergências de saúde pública em todo o continente. O mecanismo foi autorizado após o surto de ebola em 2014 e vai auxiliar na emergência da covid-19.

Quanto aos óbitos totais globais, o pico de registros por semana ocorreu no começo de abril, segundo os dados consolidados da OMS, tendo caído até o início de junho e voltado a subir a partir de então, se mantendo em níveis altos, mas sem atingir novamente o pico.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. "Outra explicação, de acordo com o pesquisador, é a imunidade da população, afetada por outras doenças. “Porque as pessoas que sofrem daquela forma acabam por criar certas imunidades, por causa do tratamento de doenças como a malária, que tem muita prevalência na região, e de outras”.

    Ele só não quis dizer que isso implica a utilização da hidroxicloroquina. Há também o uso em larga escala da ivermectina em razão da alta incidência de parasitas na população.

  2. Sem muitas delongas, pois muitos dos que me antecederam foram no cerne da questão, indiscutivelmente o uso da ivermectina de modo profilático, foi um dos fatores de barreira mais importantes na contenção da pandemia naquele continente.

  3. Interessante que a reportagem fala em "tratamento de doenças como a malária", mas não cita quais medicamentos são utilizados por lá. Mas já é de amplo conhecimento que dentre estes medicamentos está a ivermectina, utilizado há muito tempo e que tanto deu o que falar por aqui.
    A Ivermectina também foi usada na Nova Zelândia que teve o controle da doença rapidamente, com baixíssimo índice de contaminação e mortes, mesmo se considerada a pequena população do país.
    Logo no início da pandemia a Austrália apresentou um estudo que já anunciava sucesso no uso da ivermectina, mas como o estudo ainda estava em andamento os nossos "especialistas" disseram que não havia "prova". Observação: A Austrália teve pouco mais de 800 mortes desde o início da pandemia. Nós tínhamos até pouco tempo mais de 1.000 por dia.
    Parece que o problema é que são medicamentos baratos e os lucros não seriam tão bons assim!!!!! Além disso, acabando com a pandemia, acabariam as compras de respiradores e milhares de outros insumos sem licitação!!!!
    O que deu pra perceber com essa pandemia é que o bem estar da população nunca estará na lista de prioridades da maioria dos políticos desse nosso país. Espero que a população tenha se dado conta disso.

  4. Provavelmente é devido à subnotificação. Muitas pessoas não tem nem o que comer, avalie recursos para fazer o teste de covid.

  5. Metade do continente Africano toma Ivermectina para matar os vermes e a outra metade toma Cloroquina para malária, quer que desenhe ?, Bolsonaro sempre teve razão.

  6. O continente africano é constantemente assediado pela malária, dentre outras epidemias, como o próprio artigo acima menciona. E os países e regiões mais carentes são os mais atingidos. E quais medicamentos são amplamente utilizados contra a malária? Ivermectina e hidroxicloroquina. Entenderam? Portanto, é fácil entender porque os "lacradores", a "torcida do vírus" combate tais medicamentos com tanto fervor.

  7. É a ivermectina que está fazendo efeito contra a covid 19 no continente Africano, lá a ivermectina é distribuida faz mais de uma década para combater várias doenças, malária, doenças de pele e a ivermectina está bloqueando os efeitos da covid na populacão africana.

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Acidente

Bombeiros resgatam trabalhador em marquise no IFRN, em Parnamirim

Foto: Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) foi acionado para atender uma ocorrência de resgate de um trabalhador que passou mal enquanto se encontrava sobre a marquise do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), no município de Parnamirim.

Ao chegar ao local, a equipe de salvamento encontrou a vítima deitada e consciente, porém impossibilitada de descer em segurança devido à altura e às condições do local. Diante da situação, os bombeiros realizaram a avaliação inicial e aplicaram técnicas específicas de resgate em altura, garantindo a estabilização e a retirada segura do trabalhador. Após o resgate, a vítima foi prontamente entregue à equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que deu continuidade ao atendimento médico.

O CBMRN reforça que, em ocorrências que envolvem risco de queda, mal súbito em locais elevados ou qualquer situação que ofereça perigo à vida, é fundamental acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo número 193. A atuação rápida e especializada das equipes é essencial para preservar vidas, evitar agravamento do quadro da vítima e garantir a segurança de todos os envolvidos.

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Brasil

Aumento de impostos sobre eletrônicos é tiro no pé do governo Lula e no bolso dos cidadãos

Foto: Reprodução

A oito meses da eleição, o governo Lula volta a colocar a questão do aumento de impostos no centro do debate, ao elevar a tributação sobre componentes eletrônicos. Não se trata de um ajuste restrito a importadores ou a um nicho industrial. Hoje, praticamente toda a população depende de celulares, computadores e tablets para trabalhar, estudar, empreender, fazer operações financeiras, se comunicar e ter momentos de lazer. Quando a política fiscal incide sobre uma engrenagem tão intrincada no cotidiano das pessoas comuns, o efeito não é apenas técnico, mas sim político, porque toca diretamente a rotina de milhões.

O ponto central não é apenas a medida em si, mas o contexto simbólico em que ela se insere. Ao longo do mandato, foi se consolidando nas redes a percepção de que o governo Lula tem uma grande disposição para elevar tributos e muita má vontade em reduzir gastos. Independentemente de dados fiscais ou justificativas econômicas, essa foi a leitura que ganhou força como marca política. Um espaço narrativo que a direita ocupa de forma inversa, batendo na tecla de que é preciso reduzir a carga tributária.

Os dados da AP Exata Inteligência em Dados ajudam a dimensionar esse movimento. Em um recorte de cerca de 10 mil publicações feitas nesta quarta-feira, é possível perceber o impacto que a viralização do tema produziu de imediato. A rejeição ao presidente subiu 0,2 ponto e a aprovação caiu 0,2, gerando variação de 0,4 ponto, em poucas horas.

No debate específico sobre o aumento do imposto, a reprovação alcança 74,3%, a aprovação fica em 6,8% e 18,9% das menções são neutras, concentradas na difusão da informação. Excluído o bloco meramente informativo, o cenário se torna ainda mais contundente, com 91,6% de rejeição contra 8,38% de apoio. Algo que, às vésperas das eleições, deixa qualquer marketeiro em desespero.

A oposição percebeu rapidamente o potencial estratégico do assunto e agiu em tom crítico uníssono ao longo do dia. Parte da direita se apressou, estrategicamente, em direcionar a narrativa ao público gamer, um segmento jovem altamente conectado e com grande capacidade de produção e disseminação de conteúdo. Ao associar imposto e videogames e computadores, a crítica ganhou linguagem própria e atravessou as bolhas ideológicas, fazendo com que o debate se estabelecesse no terreno emocional de um grupo muito expressivo no ambiente online.

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O desafio do governo, portanto, se tornou menos contábil e mais narrativo. Não basta defender a medida com argumentos de proteção à indústria nacional ou ligados à saúde contábil do País, se a percepção dominante é a de encarecimento generalizado.

Desta vez, o apelido “Taxxad”, usado pela oposição para carimbar o ministro Fernando Haddad, deixou de soar apenas como ironia militante e encontrou ressonância ampla no debate público. Já não se trata mais de uma decisão politicamente equivocada do Ministério da Fazenda, mas sim de um tiro no bolso dos cidadãos e no pé do próprio governo.

Estadão

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Política

Prefeito Jaime Calado entrega trator novo à SEMADA viabilizado por emenda da senadora Zenaide Maia

Foto: Divulgação

Na tarde desta quarta-feira (25), o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, realizou a entrega oficial de um trator agrícola de 70 CV à Secretaria Municipal de Agropecuária, Desenvolvimento Agrário, Pesca e Aquicultura (SEMADA). O equipamento será incorporado à frota do município para reforçar as ações de apoio aos produtores rurais, especialmente no programa de Corte de Terra.

A aquisição do trator, no valor de R$ 185.000,00 (cento e oitenta e cinco mil reais), foi viabilizada por meio de emenda parlamentar da senadora Zenaide Maia (primeira-dama do município), por intermédio do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (PROMAQ), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Durante a solenidade, o prefeito destacou a importância do novo equipamento para fortalecer a agricultura local. “Esse trator novo é fruto de emenda parlamentar da senadora Zenaide Maia. Trata-se de um trator cabinado, com ar-condicionado, que se soma aos três tratores próprios que já temos. Ele será utilizado no Corte de Terra e reforçará ainda mais o atendimento aos nossos agricultores, juntamente com os 12 tratores alugados pelo município”, afirmou Jaime Calado.

Além do trator agrícola, o município também foi contemplado com uma pá carregadeira, no valor de R$ 378.000,00 (trezentos e setenta e oito mil reais), e um rolo compactador, no valor de R$ 560.000,00 (quinhentos e sessenta mil reais), ambos viabilizados pela senadora Zenaide Maia, ampliando os investimentos na infraestrutura e no desenvolvimento rural de São Gonçalo do Amarante.

Participaram da cerimônia de entrega o secretário municipal de Agropecuária, Jarbas Cavalcanti; a secretária municipal para Assuntos Extraordinários, Mada Calado; o secretário adjunto de Agropecuária, Marconi Pereira; o secretário municipal de Habitação, Geraldo Veríssimo; o secretário adjunto do Gabinete Civil, João Artur; além de servidores da SEMADA.

Durante a cerimônia, o prefeito Jaime Calado anunciou a contratação de mais 12 tratores para o Programa Corte de Terra no município, que será lançado oficialmente no próximo sábado (07), junto com a entrega de sementes, na comunidade rural de Poço de Pedras.

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Geral

VÍDEO: Flávio se emociona e diz que sua candidatura é para “honrar o pai”

Vídeo: Reprodução/X

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, chorou nesta quarta-feira (25) ao falar sobre o pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que está preso no Complexo da Papudinha, no Distrito Federal. A declaração foi feita durante evento com congressistas do Partido Liberal.

Flávio relatou que visitou o pai pela manhã e afirmou ter feito uma promessa: “Hoje quando eu saí eu falei ‘Pai, você vai estar na minha posse’. Então orem por isso”, disse, interrompendo o discurso em alguns momentos para conter a emoção. Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

O senador também criticou as condições da cela onde o ex-presidente está detido. Segundo ele, ficou aflito ao conhecer o local. “A gente sabe que ele não cometeu crime nenhum. Um ex-presidente da República, que não tem nenhum privilégio por isso. Ele não merece passar o que está passando”, declarou.

Durante o discurso, Flávio minimizou os atritos recentes dentro do partido envolvendo o deputado Eduardo Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira. As divergências vieram à tona após críticas públicas sobre o nível de apoio à sua pré-campanha.

“Não adianta querer me separar de Nikolas, de Michelle, de qualquer um”, afirmou o senador, ressaltando que respeita todos os envolvidos e que cada liderança tem seu próprio tempo de engajamento na campanha. Ele também mencionou que Eduardo Bolsonaro enfrenta bloqueios judiciais de contas e que teria sido fundamental para viabilizar sua candidatura.

Com informações do Poder360

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Geral

RISCO DE COLAPSO: Estado do RN quer contratar empresa sem experiência para gerir o SAMU

Foto: Divulgação/Sesap

Mais uma polêmica envolvendo a Secretaria Estadual de Saúde dessa vez envolvendo o SAMU e o risco de colapsar o serviço. A SESAP contratará para gerir o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência uma empresa que o único contrato de referência que tem é na pequena cidade de Princesa Isabel, na Paraíba, município com 21 mil habitantes, onde realiza apenas 4 plantões mensais, sempre aos sábados.

O SAMU do Estado do Rio Grande do Norte é altamente especializado e complexo.

Envolve mais de 15 mil plantões distribuídos em 29 bases, abrangendo 91 municípios e atendendo mais de 1.700.000.

Além do componente de colapsar o SAMU do Estado, especialistas em Licitação já sinalizam que o processo poderá terminar com questionamentos judiciais devido a ausência de requisitos de seleção mais robustos. E ainda há outro agravante: a empresa supostamente vencedora não tem corpo clínico suficiente para o serviço

Quando as bombas na saúde explodem no RN, depois as pessoas não sabem porque.

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Geral

VÍDEO: Nikolas Ferreira convoca manifestações para 1º de março com críticas a Lula e ministros do STF

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

O deputado federal Nikolas Ferreira publicou um vídeo nas redes sociais convocando a população para manifestações no próximo dia 1º de março. Na gravação, o parlamentar faz críticas ao governo federal e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de afirmar que o ato será o início de uma sequência de mobilizações no país.

Durante o vídeo, Nikolas afirma que o Brasil vive um ciclo repetido de “corrupção, escândalos e promessas não cumpridas” e convoca apoiadores a irem às ruas. Ele cita diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo protestos com o mote “Fora Lula”, e também direciona críticas aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, usando as expressões “Fora Toffoli” e “Fora Moraes”.

O deputado também menciona investigações e decisões judiciais envolvendo aliados do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, além de citar o caso do Banco Master como exemplo de escândalos que, segundo ele, precisam ser apurados com rigor.

Na gravação, Nikolas afirma que o movimento não se trata apenas de eleições, mas de mobilização nacional. “Essa não será a última manifestação, é apenas o começo”, declarou, convocando apoiadores conservadores e patriotas a participarem dos atos.

A expectativa é que os atos ocorram em diferentes capitais do país no dia 1º de março.

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Geral

Campeã em 2025, Malandros do Samba é desclassificada do Carnaval de Natal

Foto: Reprodução

A tradicional Malandros do Samba, campeã de 2025, foi desclassificada da edição 2026 do Carnaval de Natal. O anúncio foi feito no início da apuração realizada nesta terça-feira (25), na sede da Fundação Capitania das Artes. A agremiação informou que pretende recorrer da decisão.

A desclassificação ocorreu após recurso apresentado pela escola Balanço do Morro, que alegou que a rival utilizou, no desfile do último sábado (21), alegorias e fantasias já apresentadas no ano anterior, além de adereços e figurinos oriundos de uma quadrilha junina.

Mais antiga escola de samba da capital potiguar e detentora do maior número de títulos, a Malandros entrou na avenida às 4h20, ainda com público presente, apostando na mistura de samba e forró. O enredo deste ano foi “Quando o samba acende a fogueira, a Malandros celebra os 28 anos do Arraial Coração Nordestino, que não para de pulsar”, em busca do 38º troféu.

O título de 2026 ficou com a Batuque Ancestral, nova campeã do Carnaval de Natal.

Com informações da Tribuna do Norte

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Economia

Haddad diz que imposto sobre eletrônicos não é para arrecadar e estima impacto de R$ 14 bilhões

Foto: Reuters/Jorge Silva

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (25) que o aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos tem caráter regulatório, e não arrecadatório. Segundo ele, a medida busca equilibrar a concorrência entre empresas estrangeiras e fabricantes instalados no Brasil.

De acordo com Haddad, o objetivo é impedir que companhias que não produzem em território nacional concorram em vantagem com indústrias brasileiras. “Essa medida impede que uma empresa estrangeira consiga concorrer com uma empresa que está instalada aqui”, declarou. Questionado sobre o impacto fiscal, o ministro confirmou estimativa de R$ 14 bilhões, mas afirmou que o efeito não deve ser sentido pela população.

O ministro ressaltou que cerca de 90% dos celulares vendidos no país são fabricados na Zona Franca de Manaus, o que, segundo ele, protegeria a maior parte da produção nacional da nova tributação. Haddad também afirmou que, caso o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio identifique empresas produzindo no Brasil ou itens não fabricados internamente sendo taxados, a alíquota poderá ser revista.

A decisão foi formalizada por meio de resolução do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), que elevou as alíquotas de importação para cerca de 1.250 produtos. As novas taxas variam entre 7,2% e 25%, com parte das mudanças entrando em vigor a partir de 1º de março.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida ocorre em meio à redução do superávit comercial nos últimos anos e ao aumento do déficit nas contas externas. O governo sustenta que a iniciativa busca proteger a indústria nacional e enfrentar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Quero que mas um PTista alienado, tente me convencer que esse governo tá ajudando a povo.
    Ridículo o que esse PT tá fazendo com esse País.

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Geral

VÍDEO: Natal finalmente recebe sua 1ª Ferrari

Foto: Divulgação/Ferrari

A capital potiguar entrou de vez no mapa dos superesportivos. Natal agora tem oficialmente sua primeira Ferrari registrada por um morador da cidade. Até então, nenhum cidadão residente na capital havia adquirido um veículo da tradicional marca italiana.

Fundada em 1947 por Enzo Ferrari, a Ferrari é símbolo mundial de luxo, velocidade e exclusividade. Os modelos da marca costumam ultrapassar facilmente a casa dos milhões de reais, dependendo da versão e dos opcionais escolhidos.

 

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Supercarros da Ferrari são conhecidos não apenas pelo desempenho — com motores que podem superar os 300 km/h — mas também pelo design marcante e pelo ronco inconfundível.

O fato marca um novo capítulo no mercado de alto padrão da capital. Se antes a Ferrari era vista apenas em viagens ou grandes centros como São Paulo, agora ela também pode ser vista circulando pelas avenidas de Natal.

Opinião dos leitores

  1. Ja tinha visto em Jampa, Natal vou ver se topo ela por aí.
    Kkkk.
    A segunda vai ser a minha.
    Vcs todos vão ver.

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Geral

Decisão de Mendonça restringe acesso da PF e tira Lula do eixo de influência no inquérito do Banco Master

Foto: Luiz Silveira/STF

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de restringir o acesso interno da Polícia Federal às informações do inquérito envolvendo o Banco Master reacendeu o debate sobre o controle institucional da investigação. A medida impede o compartilhamento amplo de dados com superiores hierárquicos fora da equipe diretamente vinculada ao caso.

Nos bastidores do STF, a avaliação de integrantes da Corte é que a decisão preserva a autoridade do relator e evita que a condução prática da investigação se desloque para estruturas subordinadas ao Poder Executivo. Nesse contexto, interlocutores apontam que, sem a restrição, haveria risco de influência indireta do governo sobre o fluxo de informações.

A discussão ganhou peso político porque a Polícia Federal é vinculada ao Ministério da Justiça, integrante do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A interpretação de aliados do ministro é que a limitação reforça a independência do Judiciário no comando do inquérito.

O caso ficou ainda mais sensível após a PF apresentar pedido de suspeição envolvendo o ministro Dias Toffoli, ampliando a tensão entre diferentes esferas institucionais. Relatórios e despachos internos passaram a ser analisados sob forte escrutínio político.

Com a decisão, Mendonça redefine o fluxo da investigação e eleva o grau de tensão entre Judiciário e Executivo, em um caso que já mobiliza o Congresso e amplia o embate nos bastidores de Brasília.

Com informações do Diário do Poder

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