Saúde

Estudo russo mostra efetividade de 97,6% da Sputnik V contra a Covid-19

Foto: ROBERT ATANASOVSKI / AFP

O cientista russo Denis Logunov, um dos principais desenvolvedores da vacina contra a Covid-19 Sputnik V, disse nesta segunda-feira que o imunizante mostrou uma efetividade de 97,6% contra a doença em uma avaliação de dados do mundo real, com base na análise de 3,8 milhões de pessoas.

Usando um banco de dados de pessoas que receberam as duas doses da vacina, os cientistas do Instituto Gamaleya de Moscou, que a desenvolveu, calcularam a taxa de efetividade no mundo real, disse Logunov durante uma apresentação para a Academia Russa de Ciências.

A nova taxa é maior do que a eficácia de 91,6% descrita nos resultados de um ensaio clínico em grande escala da Sputnik V, publicado na revista científica Lancet no início deste ano.

Enquanto os dados de eficácia de uma vacina se referem ao seu desempenho dentro de um ensaio clínico, os de efetividade se referem ao desempenho em condições reais de uso.

Segundo comunicado do Instituto Gamaleya e do Fundo de Investimento Direto Russo, responsável pelo financiamento do desenvolvimento do imunizante, os novos dados serão publicados em uma revista científica revisada por pares no próximo mês.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não aprovou o uso emergencial da vacina russa. Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, determinou que a Anvisa tem até o dia 28 de abril para decidir sobre a importação excepcional e temporária do imunizante.

A decisão ocorre no âmbito de uma ação movida pelo Maranhão para solicitar a autorização para importar e distribuir 4,5 milhões de doses da Sputnik V. O Consórcio Nordeste, que reúne governadores da região, tem um contrato para compra de cerca de 37 milhões de doses da vacina russa.

Na terça-feira, dia 13, o consórcio Conectar, que reúne prefeitos de cerca de 2 mil municípios brasileiros, manifestou ao Fundo Soberano Russo a intenção de compra de 30 milhões de doses da Sputnik V. Além disso, em março, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 10 milhões de doses da vacina.

Na semana passada, Anvisa relatou ao STF dificuldade para ter acesso aos dados do imunizante e demora dos fabricantes em responder questionamentos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Por que o Nordeste registra a menor taxa de mortalidade pela covid em 2021?
    Com medidas mais rígidas e uma comunicação mais forte do que em outras regiões, o Nordeste registra hoje a menor taxa de mortalidade pela covid-19. Em 2021, por exemplo, essa taxa está em 49 por 100 mil habitantes, 37% menor do que a média nacional no mesmo período, que chega a 78 por 100 mil habitantes. No Sul, líder no índice, o número chega a 109 por 100 mil. “O Nordeste hoje é quem puxa hoje a mortalidade do Brasil para baixo”.

  2. Putin disse que era para anunciar eficácia de 80%, mas os caras, com medo da fera, resolveram anunciar quase 100%.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Estudante de educação física da UERN morre de Covid-19 aos 32 anos; instituição emite nota de pesar

O portal G1-RN noticia que após 15 dias internado, o estudante de educação física da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) Tiago Fernandes do Nascimento morreu de Covid-19 nesta segunda (19).

A UERN decretou em luto oficial e a Faculdade de Educação Física (Faef) suspendeu as aulas desta segunda-feira.

Nota:

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) lamenta profundamente o falecimento do estudante do oitavo período período do curso de educação física do Campus Central, Tiago Fernandes do Nascimento.

Tiago lutou bravamente contra as complicações decorrentes da Covid-19, mas, nesta segunda-feira (19), não resistiu.

A Uern presta sua solidariedade aos familiares e amigos.

A universidade está em luto oficial e a Faculdade de Educação Física (Faef) suspendeu as aulas que seriam realizadas hoje.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Prefeitura de Parnamirim abre novo ponto de coleta de Swab para Covid-19 em unidade de saúde de Nova Parnamirim

FOTO: ASCOM

A Prefeitura de Parnamirim abriu nessa quinta-feira (15) um novo ponto de coleta do exame Swab para Covid-19 na Unidade de Saúde Suzete Cavalcanti, em Nova Parnamirim, destinado aos pacientes que apresentam sintomas da doença.

O objetivo é descentralizar o serviço, que atualmente é realizado apenas no Laboratório Central, localizado ao lado do CCPAR, no Centro, e em outros locais para casos de urgência e emergência. A iniciativa vai gerar mais comodidade para população, reduzindo filas e evitando aglomerações no Laboratório Central. Os atendimentos iniciam amanhã e vão funcionar de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h.

Na semana passada iniciou a coleta Swab no Parque Aristófanes Fernandes, na BR-101. Além disso, outros pontos de coleta serão implantados em Unidades Básicas de Saúde de vários bairros.

Ainda nesta sexta-feira(16) estará pronta a sala de coleta da UBS de Santa Tereza, prevista para iniciar os atendimentos na segunda-feira (17) a partir das 8h. Os próximos bairros contemplados serão Nova Esperança (em frente a UPA), Liberdade, Parque Industrial, Passagem de Areia e Pium.

Opinião dos leitores

  1. O Prefeito de Parnamirim Taveira, dando exemplo aos demais Prefeitos e a Governadora tranca rua.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

RN registra 1 mil mortes por Covid-19 em menos de um mês, aponta levantamento

O Rio Grande do Norte teve 1 mil mortes confirmadas por Covid-19 em um período menor que um mês. Nesta quinta-feira (15), o estado chegou aos 5 mil óbitos pela doença desde o início da pandemia e apenas 29 dias depois de atingir as 4 mil mortes, no dia 17 de março. O levantamento foi feito pelo G1, com base nos dados dos boletins epidemiológicos da doença. Veja íntegra de matéria AQUI.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

(FOTO): Paciente de 100 anos recebe alta no Hospital João Machado em Natal após enfrentar a Covid-19

Foto: Divulgação

Referência em assistência psiquiátrica em todo o Rio Grande do Norte, desde abril do ano passado o Hospital João Machado, em Natal, também vem atuando como um grande reforço no combate à pandemia da Covid-19. Atualmente, a unidade hospitalar conta com 45 leitos de UTI e 15 leitos clínicos exclusivos para tratamento da doença.

Em um desses leitos a paciente, Beatriz de Lima, de 100 anos de idade, recebeu alta no último domingo (11) após internação e tratamento. A família relata que no hospital João Machado ela recebeu atendimento qualificado e que contar a história dela é uma forma de trazer esperança para quem está em tratamento.

De acordo com Leidiane Queiroz, diretora geral do Hospital João Machado, “a equipe se orgulha do crescimento tecnológico e assistencial da instituição no último ano, a fim de melhor atender a população. As melhorias são visíveis em todos os setores. É um investimento duradouro e que ficará de legado para a rede hospitalar estadual”.

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Pacheco lê os indicados para compor a CPI da Covid-19; veja a lista

Foto: CNN Brasil

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), fez nesta quinta-feira (15) a leitura da lista com os nomes dos senadores indicados pelos partidos para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que vai investigar ações e omissões do governo federal na pandemia, bem como a administração de recursos da União enviados a estados e municípios.

Como ainda pode haver trocas nas indicações dos partidos, os nomes lidos hoje por Pacheco não são, necessariamente, os que irão compor a comissão.

Agora, se não houver trocas, caberá ao senador Otto Alencar (PSD-BA) decidir quando será realizada a primeira sessão da CPI, por ser o senador mais velho indicado para a comissão. Nessa reunião, serão escolhidos o presidente e o relator da CPI.

De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor da proposta que originou a CPI da Covid-19, a primeira sessão deverá ocorrer na próxima quinta-feira (22).

Os parlamentares integrantes da comissão são:

No bloco que reúne MDB, Progressistas e Republicanos, foram indicados os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL). Os suplentes são Jader Barbalho (MDB-PA) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

O bloco dos partidos Podemos, PSDB e PSL indicou Eduardo Girão (Podemos-CE) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) como titulares, além do suplente Marcos do Val (Podemos-ES).

O PSD indicou os titulares Omar Aziz (AM) e Otto Alencar (BA). O senador Angelo Coronel (BA) é o suplente.

O bloco dos partidos Democratas, PL e PSC indicou como titulares Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC). O suplente é Zequinha Marinho (PSC-PA).

O bloco formado por PT e Pros tem o senador Humberto Costa (PT-PE) como titular e Rogério Carvalho (PT-SE) é o titular.

O bloco de PDT, Cidadania, Rede e PSB terá o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) como titular. O suplente será o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Próximos passos

Após a leitura dos nomes dos senadores que vão compor a CPI e publicação da lista no Diário Oficial, o senador mais velho da comissão, até aqui Otto Alencar (PSD-BA), deverá decidir a data da primeira sessão.

Na primeira sessão, serão escolhidos o relator da CPI da Covid-19 e também o presidente da comissão.

Na sequência, deverão ser ouvidos pela CPI os três ex-ministros da Saúde do governo Jair Bolsonaro. São eles Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello. A intenção é investigar eventuais problemas de gestão do governo federal e averiguar possíveis omissões. O Brasil já tem mais de 360 mil mortes por Covid-19.

A CPI da Covid-19 tem duração prevista de 90 dias, mas pode ser prorrogada pelo mesmo período. A previsão é que ela custe, inicialmente, R$ 90 mil. A comissão tem poder para convidar ou convocar autoridades, além de poder gerar quebra de sigilos fiscal e telefônico. A CPI também pode pedir indiciamentos ao Ministério Público.

CPI da Covid-19

Inicialmente, a proposta da CPI da Covid-19 feita pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) era para investigar somente o enfrentamento da pandemia por parte do governo federal. Embora a proposta tenha conseguido reunir número superior às 27 assinaturas necessárias para ser levada adiante, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se recusou a fazê-lo.

Diante da recusa, os senadores Jorge Kajuru (de Goiás, que antes estava no Cidadania e nesta quinta-feira comunicou sua filiação ao Podemos) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão monocrática confirmada na quarta-feira (14) pelo plenário do Supremo, o ministro Luís Roberto Barroso determinou a instalação da CPI.

Senadores mais alinhados com o governo Bolsonaro se movimentaram, então, para ampliar o escopo da investigação, de forma que o governo federal não fosse o único foco da comissão. Assim, a administração por estados e municípios do dinheiro destinado pela União ao enfrentamento da pandemia também acabou incorporada à investigação.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Ministério da Saúde já distribuiu mais de 50 milhões de doses de vacina contra a covid-19 em todo o país

Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 50 milhões de doses de vacina contra a covid-19 em todo o país desde o início da campanha. “Até o momento, mais de 31,9 milhões de doses foram aplicadas em todo o país”, informou nesta quinta-feira (15), em nota, a pasta.

A marca foi atingida nesta semana, com o envio de mais 6,3 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal, o que resultou em um total de 53,9 milhões de doses desde o início da campanha de vacinação.

Segundo o ministério, a remessa abrange 3,8 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford, produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); e 2,5 milhões de doses da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan – ambas produzidas no Brasil a partir de matéria-prima importada. O envio será feito “de forma proporcional e igualitária” entre as unidades federativas, a partir de amanhã (16).

“Nessa leva, parte das vacinas será destinada para a primeira dose de idosos entre 60 e 69 anos, trabalhadores da saúde e forças de segurança e salvamento e Forças Armadas”, informou o ministério. Outra parcela dos imunizantes vacinará, pela segunda vez, trabalhadores da saúde, idosos entre 65 e 69 anos, além de 100 mil moradores do Amazonas.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Hô Véio Bom da gota serena é o Presidente Bolsonaro.
    O homem é bom, o homem é espetacular.
    MITO 2022

    1. Ministério da saúde distribui, graças ao Governo de SP e contra a vontade do Presidente…, 50 milhões de vacinas.

      Corrigindo a reportagem.

      Mas o gado pode ficar feliz no mundo de Alice.

    2. Governo de São Paulo? Kkkkk se fosse de São Paulo toda população Paulista já estaria vacinada…As vacinas são do Brasil compradas pelo governo federal. São Paulo só faz prrencher os vidrinhos com dez ou nove doses cada um.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Parnamirim alcança marca de 35 mil doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas

Foto: ASCOM

O município de Parnamirim bateu nessa quarta-feira (14), a marca de 35.816 doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas no nosso município.

Com isso, já foram aplicadas 81% das doses recebidas até agora, que já somam quase 44 mil.

Até o momento 23.460 pessoas foram vacinadas desde o início do plano municipal de imunização. Os dados estão disponibilizados no portal RN+Vacina, que é atualizado diariamente.

O município já recebeu 39.825 doses dos imunizantes Coronavac e Oxford/AstraZeneca e anseia por mais, para continuar avançando.

Opinião dos leitores

  1. Sr. João Soares, essas vacinas são boas? Tem controvérsias sobre o assunto, mesmo assim estou vacinado. Coquetel precoce é bom? Tem controvérsias, eu tomei e tomo, no entanto, o melhor a fazer e se prevenir e tomar todos os cuidados possíveis. Já existem relatos confirmados de pessoas que tiveram covid, foram totalmente imunizados, dentro do prazo previsto e estão sendo acometidas pela mesma doença, inclusive indo para UTI e falecendo. Não ponha todas as suas fichas nas atuais vacinas e por fim quero afirmar que ninguém é dono do vírus e suas variantes genéticas, não temos um simples culpado, temos muitos, inclusive o povo.

    1. Concordo, estou me prevenindo e fazendo minha parte, agora eo que não dá pra entender é aqui ter recebido em torno de 750 mil vacinas ter aplicado cerca de 500 mil e 250 mil esconderam, qdo o MS autorizou a aplicar todas as vacinas. Sem contar os falsos índios, quilombolas, pessoal assistente do ajudante do vigilante do posto de saúde….. agem se utilizando de politica safada e criminosa, apenas isso.

  2. E aqui em natal, nada de reduzir a idade do pessoal a ser vacinado, pra faixa etária de 60 ou mais. Paraiba já a um mês que vacina esse pessoal de 60 anos ou mais. Quanta incompetência, pra não chamar de assassinato em massa ou genocídio.

    1. Aqui tb tá faltando, só que empacou no pessoal de 64, e lá no pessoal de 60

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Planos de saúde de todo o país são obrigados a autorizar imediatamente teste de Covid-19, determina ANS

Foto: Callaghan O’Hare/Reuters (23.jun.2020)

Desde o dia 1º de abril, planos de saúde de todo o país estão obrigados a autorizar imediatamente a realização do exame pesquisa por RT-PCR, utilizado para o diagnóstico da Covid-19, segundo determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Em nota divulgada nesta terça-feira (14), a ANS afirma que “o exame RT-PCR tem cobertura obrigatória para os beneficiários de planos de saúde na segmentação ambulatorial, hospitalar ou referência, conforme solicitação do médico assistente, para pacientes com Síndrome Gripal (SG) ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)”.

O objetivo da medida é agilizar a realização deste tipo de exame no país, considerado o mais eficaz para detectar o coronavírus.

A mudança veio a partir da entrada em vigor do novo rol de procedimentos, em 1º de abril deste ano, que determinou que as solicitações médicas que atendam às condições estabelecidas na Diretriz de Utilização (DUT) devem ser autorizadas pelas operadoras de planos de saúde de forma imediata.

Até então, a diretriz para a realização do exame não tinha essa exigência, e os planos de saúde podiam fazer a autorização em até três dias úteis, de acordo com a normativa que estabelece os prazos máximos para a garantia de atendimento (RN nº 259/2011).

ANS especifica que as solicitações médicas que atendam às condições estabelecidas abaixo devem ser autorizadas de forma imediata:

Síndrome gripal (SG)

Pessoa com quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos.

Em crianças: além dos itens anteriores considera-se também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico.

Em idosos: deve-se considerar também critérios específicos de agravamento como sincope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência. Na suspeita de Covid-19, a febre pode estar ausente e sintomas gastrointestinais, como diarreia, podem estar presentes.

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

Pessoa que apresente dispneia/desconforto respiratório ou pressão persistente no tórax ou saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto.

Em crianças: além dos itens anteriores, observar os batimentos de asa de nariz (alargamento na abertura das narinas), cianose (pele azulada ou acinzentada), tiragem intercostal (esforço respiratório), desidratação e inapetência.

Testes de sorologia

Além do RT-PCR, já estão no rol dos planos de saúde os exames de IgG ou anticorpos totais, que detectam a presença de anticorpos produzidos pelo organismo após exposição ao novo coronavírus. Em nota, a ANS dá mais detalhes sobre a cobertura destes exames.

Outros seis exames que auxiliam no diagnóstico e tratamento do novo Coronavírus também estão incluídos no rol de procedimentos cuja cobertura.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Essa medida deveria ter sido posta em prática no início da pandemia , após um ano eis que alguém faz o que deveria ter sido feito!!!! Parabéns vcs ajudaram a propagação do vírus quando deram as operadoras de plano de saúde a opção de não fazer os testes…. O paciente ficou sem diagnóstico e circulando com o vírus!!!! Que país é esse!!!

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Pesquisadores defendem que Covid-19 seja classificada como febre viral trombótica

Foto: HANDOUT / AFP

Pesquisadores brasileiros defendem que a Covid-19 deixe ser classificada como uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e passe a ser registrada como uma febre viral trombótica. O artigo foi publicado nesta terça-feira na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz.

Os dez autores são especialistas em terapia intensiva, cardiologia, hematologia, virologia, patologia, imunologia e biologia molecular, que atuam em seis instituições de assistência médica e pesquisa científica no Brasil, entre elas Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Instituto Nacional do Câncer (Inca) e Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná).

Segundo os pesquisadores, os estudos mostram que, ao contrário do que se pensava no começo da pandemia, a Covid-19 vai muito além dos quadros pulmonares. O novo coronavírus (Sars-CoV-2) seria o primeiro agente reconhecido por aumentar a formação de coágulos (também chamados de trombos) que podem obstruir a circulação.

A Covid-19 vai na contramão de outras doenças virais, como dengue e febre amarela, que podem provocar sangramentos e, por isso, são consideradas febres virais hemorrágicas.

De acordo com o artigo, na Holanda, um levantamento identificou complicações ligadas à formação excessiva de coágulos em 16% dos pacientes em unidades de terapia intensiva, incluindo casos de embolia pulmonar, acidente vascular cerebral e trombose venosa. Em uma pesquisa francesa, o índice passou de 40%. Além disso, em pessoas que morreram devido à infecção, análises constataram danos significativos ao endotélio, tecido que reveste os vasos sanguíneas. As pesquisas indicam que o Sars-CoV-2 infecta as células endoteliais e a inflamação do tecido favorece um estado de hipercoagulação.

Para os autores do trabalho, a classificação de febre viral trombótica reflete o avanço no conhecimento sobre a doença e pode contribuir para o manejo clínico dos casos e as pesquisas científicas. A mudança não teria impacto nos atuais sistemas de monitoramento que tanto contribuem para a definição de estratégias públicas de saúde.

Os pesquisadores ressaltam que a Covid-19 é uma doença complexa, com manifestações em diversos órgãos, do cérebro ao aparelho gastrointestinal. A classificação de febre viral trombótica baseia-se no impacto comprovado da infecção sobre a coagulação sanguínea, que traz alto risco de morte. No entanto, outros componentes da enfermidade não devem ser esquecidos, como o grave comprometimento pulmonar.

O Globo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Europa tem mais de um milhão de mortos pela Covid-19

Foto: Andreas Solaro/AFP

A Europa registrou mais de um milhão de mortos por covid-19 desde que o coronavírus foi descoberto na China em dezembro de 2019, segundo contagem realizada pela AFP a partir de balanços fornecidos pelas autoridades de saúde nesta segunda-feira às 15h30 de Brasília (18H30 GMT).

Os 52 países e territórios da região (que vai, ao leste, até o Azerbaijão e a Rússia) totalizam ao menos 1.000.288 mortos (entre 46.496.560 casos), à frente da América Latina e do Caribe (832.577 mortos, 26.261.006 casos), Estados Unidos/Canadá (585.428 mortos, 32.269.104 casos), Ásia (285.824 mortos, 19.656.223 casos), Oriente Médio (119.104 mortos, 7.011.552 casos), África (115.779 mortos, 4.354.663 casos) e Oceania (1.006 mortos, 40.348 casos).

No entanto, as tendências são muito diferentes neste grupo de países.

Após ter registrado até 8.700 mortes em uma semana no fim de janeiro, o Reino Unido viu a pandemia recuar (238 óbitos nos últimos sete dias), após ter vacinado maciçamente desde o começo de dezembro – cerca de 60% da população adulta já recebeu a primeira dose da vacina.

Outros países, como Itália (3.200 mortes desde terça-feira passada), Rússia (2.500) ou França (2.200) enfrentam uma terceira onda.

As cifras compiladas pela AFP se baseiam em informes diários publicados pelas autoridades sanitárias de cada país. Trata-se de uma estimativa parcial do número real de mortes, já que os organismos estatísticos de vários países chegaram à conclusão a posteriori de um número ainda maior de mortes vinculadas à covid-19.

A Europa superou o limite do meio milhão de mortos em 17 de dezembro, 11 meses após o anúncio da primeira morte na China, em janeiro de 2020. Outras 500.000 pessoas morreram em menos de quatro meses.

Desde o fim de março, a taxa de mortalidade se estabilizou.

A Europa registrou 27.036 mortes na semana passada, uma média de 3.900 por dia, cifras muito inferiores às da semana mais mortal, registrada no continente. Entre 14 e 20 de janeiro de 2021, foram contabilizadas 40.178 mortes, ou seja, 5.700 por dia.

Proporcionalmente à população, os países mais afetados do mundo são europeus: a República Checa é o país mais enlutado, com 261 mortes por 100.000 habitantes, seguida da Hungria (245) e da Bósnia-Herzegovina (228).

As mortes registradas na Europa, que tem 900 milhões de habitantes, ou seja, a nona parte da população mundial, representam um terço dos 2,94 milhões de vítimas da pandemia reportadas no mundo, dos mais de 136 milhões de casos diagnosticados desde o começo da pandemia, segundo contagem da AFP.

AFP

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Cantor Vicente Nery é internado com Covid-19 em Fortaleza

Foto: Thiago Gadelha/SVM

O cantor Vicente Nery foi internado em um hospital privado após ser diagnosticado com Covid-19, em Fortaleza. De acordo com a assessoria do cearense, em nota divulgada nesta quarta-feira (14), a hospitalização foi necessária para o tratamento ser mais eficaz.

“A assessoria do cantor Vicente Nery informa que nos últimos dias, Vicente testou positivo para coronavírus. Para melhores resultados, o tratamento está sendo feito em ambiente hospitalar. A família agradece o carinho, as orações e boas energias que estão sendo enviadas. Logo, logo nosso cantor estará de volta ao nosso convívio. Por hora, fica o pedido, usem máscara e evitem aglomerações”, disse o comunicado publicado no Facebook do forrozeiro.

Carol Rabelo, esposa do cantor, publicou foto no Instagram ao lado do companheiro no Hospital. “Meu amor, o meu maior presente é que você se recupere! Estamos juntos hoje e sempre meu amor”, escreveu na rede social.

AMIGOS PEDEM ORAÇÕES

A cantora de forró Taty Girl pediu orações pelo cantor Vicente Nery nas redes sociais. “Venho aqui hoje, pedir a todos vocês uma corrente poderosa de orações a meu amigo Vicente Nery que está internado com essa doença devastadora e maldita. Peço que orem sem cessar, orem com fé, com poder, clamem a Jesus que lá dos céus ouvira com certeza, pois todos juntos somos fortes. Eu Oro”.

O cantor Felipão também pediu energias positivas para o cantor e lembrou de outros nomes do forró que passam pelo mesmo. “Nossos amigos Vicente Nery e Dedim Gouveia estão precisando das nossas orações. Se puder, em um minuto do seu tempo, nos ajude em oração por eles!”.

LIVES DURANTE A PANDEMIA

Como a maioria dos cantores de forró sem eventos, durante o último ano por conta da pandemia do coronavírus, o cantor Vicente Nery realizou lives e participou de transmissões de amigos da música. A mais recente, realizada em março, aconteceu por convite de Taty Girl.

No ano passado, Vicente Nery realizou transmissões com ajuda de patrocinadores. No YouTube é possível assistir às lives “O show não pode parar em casa”, “Vicente Nery para as mamães”, “Churrasco do VN”, “Feijoada do VN” e “Vicente Nery canta Sítio Siqueira”.

Diário do Nordeste – Verdes Mares

 

Opinião dos leitores

    1. É um grande cantor nordestino. Já cantou com grandes nomes da música brasileira.
      Mas o quintal do vizinho é sempre mais verde, não é?

    2. Você deve ter um apurado gosto musical, seus prediletos devem ser os grandes “astros da MPB” Anita, Karol conká, Jojõ Todinho e outros dessa trupe. Voimicê deve ter nascido nas “óropa ou nos isteites”, ou, talvez, penso eu, deves ser uma aborrecente, de 15 anos. Só uma dessas alternativas para explicar o não reconhecimento do valor, por sua parte, desse bom intérprete da música nordestina. Vicente Nery não é um famoso desconhecido, você é que não conhece nada da nossa cultura musical. uma obsevação: sou adepto do Rock, já fui à mais de 30 shows internacionais, mas adoro a nossa musicalidade(a música de verdade). aconselho que pesquise antes de dizer besteiras. Sugiro que use o http://www.google.com.br

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Bahia zera fila de regulação de pacientes intubados com Covid-19 em UPAs, e Eduardo Bolsonaro fala que CPI “deveria se chamar CPI dos milagres, ou das causas impossíveis!”

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

A Bahia zerou a fila de pacientes com diagnóstico da Covid-19 que estavam intubados e aguardavam transferência em unidades de emergência e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nessa terça-feira (13). A informação foi divulgada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

De acordo com o secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, essa foi uma pequena vitória que deve ser comemorada.

A Sesab informou que tem aberto novos leitos clínicos e de terapia intensiva diariamente, a fim de ampliar a assistência à saúde.

Entre janeiro e março deste ano, foram abertos novos leitos nos municípios de Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana, Seabra, Alagoinhas, Guanambi, Caetité, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Senhor do Bonfim, Jacobina, Barreiras, Barra, Bom Jesus da Lapa, Jequié e Porto Seguro.

A secretaria também informou que atualmente, a Bahia ter mais de 3,4 mil leitos ativos. A localização e ocupação deles estão detalhadas na plataforma do órgão estadual.

No dia 18 de março, a Bahia contava com mais de 400 pessoas com Covid-19 à espera de UTI, segundo informações da subsecretária de Saúde da Bahia, Tereza Paim. A situação foi denominada por ela como um “rolo compressor”.

De acordo com Tereza Paim, os pacientes esperavam entre 12 e 18 horas por regulação na primeira onda. No entanto, a espera triplicou, e tiveram casos onde pacientes tiveram que aguardar entre 36 e 48 horas por atendimento no mês de março.

No dia anterior, em 17 de março, o governador da Bahia, Rui Costa, já havia dito que o sistema de saúde do estado estava em colapso por causa do número alto de pacientes com Covid-19 que precisavam de leitos de UTI e da demora na regulação.

No início do mês, em 2 de março, mais de 300 pessoas esperavam regulação para leitos de UTI em todo o estado. A taxa de ocupação dessas unidades estava em 83% na Bahia.

Eduardo Bolsonaro cita CPI e “milagre”

Foto: Reprodução/Instagram

Nas redes sociais, o deputado federal Eduardo Bolsonaro destacou a notícia do portal G1, e disse que “após adicionar governadores e prefeitos essa CPI deveria se chamar CPI dos milagres, ou das causas impossíveis! Aleluia!”.

Com acréscimo de informações do G1

Opinião dos leitores

  1. perto da eleiçao,ele resolveran abaixar.corana virus e uma farsa,a medicina mudial que ganhar dinheiro vendendo vacina para os gorvernante mundial.quem paga e o povo,imposto vai aumentar,tudo amenta.

  2. Agora as mortes diminuirão…leitos serão concluídos…as vacinas estocadas serão aplicadas…Obg CPI!!!!!!!!!!

  3. As coincidências acontecem. Foi só a CPI incluir os prefeitos e governadores que a situação começa a mudar. Tudo indica que as mortes vão diminuir gradativamente e as internações também, crescendo apenas o quantitativo de infectados.
    Para onde foram e em que foram gastos os bilhões enviados aos estados pelo governo federal, que deveriam ser aplicados no combate a pandemia?

    1. Suas insinuações não tem amparo na realidade. O número de contaminados e mortes está reduzindo pois muitos Estados e municípios tomaram medidas para aumentar o distanciamento social e mitigar o contágio. Se o dinheiro foi gasto indevidamente, desviado ou roubado, isso poderá ser investigado a qualquer tempo pelo Ministério Público , TCEs, TCU ou CPIs, por exemplo e devidamente punido (apesar que no Brasil não se tem muito essa cultura ou normativos que punam corruptos) e isso independe de pandemia ou número de mortes ou doentes. A corrupção no Brasil não surgiu por causa da pandemia, isso é certeza! E infelizmente também não irá acabar quando a pandemia passar…

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Coquetel de medicamentos criado nos EUA pode prevenir e tratar a Covid-19, dizem estudos

Foto: Reprodução/Getty Images

A empresa americana de biotecnologia Regeneron Pharmaceuticals, Inc. anunciou recentemente que seu coquetel de anticorpos monoclonais contra a Covid-19, chamado REGEN-COV, é capaz de prevenir a doença em pessoas que vivem em ambiente de alto risco. A combinação dos medicamentos casirivimabe e imdevimabe também foi capaz de reduzir o aparecimento de sintomas em pessoas recentemente infectadas pelo novo coronavírus.

Diante destes resultados, a empresa pediu à FDA, agência que regula medicamentos nos EUA, a aprovação de uso emergencial da terapia para prevenção da doença. O medicamento já está liberado emergencialmente no país para tratamento de casos leves e moderados da Covid-19, que tenham alto risco de evoluir para quadros graves.

Prevenção

O estudo de Fase 3 que avaliou a eficácia do medicamento na prevenção da doença englobou 1.505 pessoas que não estavam infectadas com o SARS-CoV-2, nome oficial do novo coronavírus, mas moravam na mesma residência de alguém que tinha testado positivo para a doença até quatro dias antes. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um recebeu um placebo e outro, uma dose de 1.200 mg de REGEN-COV, administrado em forma de injeção subcutânea.

Os resultados mostraram que o coquetel reduziu, em média, em 81% a probabilidade dessas pessoas desenvolverem sintomas da doença. Uma semana após a administração do medicamento o risco caiu para 72%. Nas semanas subsequentes, essa taxa subiu para 93%.

Entre os indivíduos que desenvolveram sintomas da doença, aqueles submetidos ao tratamento eliminaram o vírus mais rapidamente e tiveram uma duração dos sintomas muito mais curta: uma semana, em comparação com três semanas naqueles do grupo placebo.

“Estes dados indicam que o REGEN-COV pode complementar estratégias abrangentes de vacinação, particularmente para aqueles sob risco alto de infecção. É importante ressaltar que, até o momento, REGEN-COV demonstrou in vitro reter sua potência contra as variantes emergentes de Covid-19 que suscitam preocupação”, disse Myron Cohen, que comanda a iniciativa de anticorpos monoclonais da Rede de Prevenção da Covid-19 dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês). O estudo foi conduzido pela empresa em parceria com o e Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID, na sila em inglês), parte do NIH.

Evitar a progressão da doença

No segundo estudo, 204 pessoas com diagnóstico positivo de Covid-19, mas sem sintomas da doença, também foram divididos em dois grupos para receber um dose de REGEN-COV (1.200 mg) ou placebo. Os resultados mostraram que o tratamento reduziu em 31% o risco geral de desenvolver sintomas da doença. Essa taxa subiu para 76% após o terceiro dia. Além disso, o REGEN-COV encurtou em 45% a duração dos sintomas e reduziu em 90% a carga viral.

“A transmissão da Covid-19 geralmente ocorre através de pessoas infectadas que ainda não apresentam sintomas, por isso é fundamental que possamos diagnosticar e tratar rapidamente esses indivíduos para sua própria saúde e para prevenir a transmissão”, disse Katharine Bar, MD, co-investigadora principal do o julgamento e professor assistente de medicina, doenças infecciosas, Hospital da Universidade da Pensilvânia. “Esses dados abrem caminho para que REGEN-COV seja usado antes que os pacientes se tornem sintomáticos, com uma administração subcutânea mais conveniente”.

Embora não fosse um objetivo do estudo, os pesquisadores também descobriram que o tratamento reduziu o risco de hospitalização ou ida ao pronto-socorro em um período de 29 dias após a administração do medicamento.

Como funciona o tratamento

O REGEN-COV é um coquetel formado pelos anticorpos monoclonais – proteínas produzidas em laboratório que imiram anticorpos gerados naturalmente pelo organismo – casirivimabe e imdevimabe, desenvolvidos especificamente para bloquear a infecciosidade do SARS-CoV-2. Nos Estados Unidos, o tratamento teve seu uso emergencial aprovado pela FDA para ser usado em pessoas a partir de 12 anos de idade, com Covid-19 leve a moderada, com alto risco de progredir para doença grave ou hospitalização. Nesse caso, o tratamento é administrado via intravenosa, o que leva mais tempo, é mais difícil e pode ser uma das razões pelo qual sua liberação é limitada. A versão em injeção subcutânea pode ajudar a ampliar a autorização de uso do medicamento.

O coquetel da Regeneron ganhou popularidade após ter sido usado como parte do tratamento do então presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, depois que ele contraiu a doença. No Brasil, a Roche, que fez parceria com a Regeneron para ampliar a produção do medicamento, pediu à Anvisa a liberação para uso emergencial do REGEN-COV. A agência tem até o dia 1º de maio para emitir um parecer.

O Brasil também é um dos seis países que participam dos estudos para avaliar a eficácia do coquetel, ao lado dos Estados Unidos, Chile, México, Moldávia e Romênia. Além da FDA, a EMA, agência que regula medicamentos na União Europeia, liberou o uso da combinação de anticorpos desenvolvida pela Regeneron para tratar pacientes com Covid-19 que não requerem suporte de oxigênio e estão em alto risco de progredir para uma doença grave.

Outras opções terapêuticas

O REGEN-COV não é o único anticorpo monoclonal desenvolvido para o tratamento da Covid-19. A farmacêutica americana Eli Lilly também produziu um coquetel destinado a pacientes de alto risco. Trata-se de uma combinação dos anticorpos monoclonais banlanivimabe e etesevimabe. Esse tratamento também já está autorizado para uso emergencial nos Estados Unidos, mostrou-se promissor na prevenção da doença e está sob análise da Anvisa.

Veja

Opinião dos leitores

  1. A GESTÃO DO NOSSO SAUDOSO ” COMITE CIENTIFICO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE” vai fazer outro estudo rapidinho pra dizer que não funciona.

    Sendo que depois de mais de um ano de pandemia esse comite ainda não conseguiu um estudo que posso nos ajudar.

    Apenas ele sabem dizer que não funciona trabalham pela politica e não pela ciência.

  2. Quer dizer que o presidente norte americano utilizou esse tratamento enquanto incentivava o povo a tomar cloroquina? Bom saber!

    1. Foi macho em testar nele mesmo, para ajudar seu povo, se ele não fizesse, você diria na época: “teste em voce, genocida’

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Casos globais de Covid-19 aumentam pela sétima semana consecutiva, diz OMS

Foto: Reprodução / CNN

Já são sete semanas consecutivas de aumento de casos globais de Covid-19 e quatro semanas de aumento de mortes pela doença em todo mundo, alertou nesta segunda-feira (20) o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.

“Em janeiro e fevereiro, o mundo viu seis semanas consecutivas de declínio de casos”, disse Tedros. “Já vimos sete semanas consecutivas de aumento de casos e quatro semanas de aumento de mortes. A semana passada foi o quarto maior número de casos em uma única semana até agora.”

Vários países da Ásia e do Oriente Médio viram grandes aumentos de casos, segundo ele. Os aumentos ocorrem apesar de mais de 780 milhões de doses de vacina serem administradas globalmente, disse ele, acrescentando que as vacinas são uma ferramenta vital e poderosa, mas não a única.

Ele enfatizou que as medidas de saúde pública – uso de máscara, distanciamento físico, ventilação, higienização das mãos, vigilância, testes, rastreamento e isolamento – funcionam para impedir infecções e salvar vidas.

“A confusão, a complacência e a inconsistência nas medidas de saúde pública e sua aplicação estão impulsionando a transmissão e custando vidas”, disse Tedros. “É necessária uma abordagem consistente, coordenada e abrangente.”

Vacinação contra a Covid-19 no Brasil

O Brasil é o quinto país no ranking de doses da vacina contra a Covid-19 já aplicadas – são 30.447.033 de doses aplicadas. Em primeiro lugar, estão os Estados Unidos, com 187.047.131.

Nesta segunda-feira (12), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou ter exposto a “situação dramática do Brasil” em conversa com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Ele pediu prioridade para o Brasil na entrega dos imunizantes do consórcio Covax Facility.

“Reforcei o pedido de ajuda à ONU para o país se tornar prioridade do consórcio internacional Covax Facility para antecipação da entrega das vacinas”, escreveu Pacheco no Twitter.

Doses a cada 100 habitantes

Quando o número de doses da vacina contra a Covid-19 é analisado a partir de cada 100 pessoas, o Brasil ocupa o 56º lugar no ranking global, com 14,37 doses a cada 100 habitantes. Já entre os países do G20, o Reino Unido fica em primeiro lugar – são 58,32 doses a cada 100 habitantes – e o Brasil em 9º.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

    1. Com certeza Barroso, a culpa é do Presidente, confere.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Saiba quando tomar a vacina contra Covid-19 se você já teve ou está com a doença

Foto: Alexandre Silva/FotoArena/Estadão Conteúdo

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quando receber a vacina contra a Covid-19– principalmente as que já tiveram a doença ao longo do último ano. Tomar a vacina também se torna mais complicado para aqueles que recentemente foram diagnosticados com a Covid-19 ou foram infectadas no intervalo entre as duas doses.

As pessoas precisam levar em consideração vários fatores ao receber a vacina, de acordo com a analista médica da CNN Leana Wen, médica de emergência e professora visitante de política e gestão de saúde na Escola de Saúde Pública do Instituto Milken, na Universidade George Washington.

A especialista explica que, se você foi diagnosticado com a Covid-19, é importante monitorar os sintomas e se certificar de que está saudável ao receber a vacina contra o novo coronavírus. Além disso, caso você tenha testado positivo para a Covid-19 ou esteja apresentando sintomas da doença, é preciso consultar o seu médico.

Se eu tive Covid-19, devo tomar a vacina?

Se você é elegível para receber a vacina contra a Covid-19, é importante tomá-la, disse Wen. A vacina fornece “proteção melhor, mais longa e certamente mais consistente do que a imunidade natural”, acrescentou ela.

“Também não sabemos por quanto tempo a proteção irá durar depois de ter o coronavírus, então você ainda deve ser vacinado”, disse Wen.

Pesquisas recentes sugerem que os imunizantes da Pfizer-BioNTech e da Moderna fornecem um alto nível de imunidade durante seis meses. Como as vacinas contra o vírus são novas, os pesquisadores não sabem quanto tempo dura a imunidade, mas “seria de se esperar que durasse bem além de seis meses”, disse Wen, apontando para as projeções atuais.

Se fui recentemente diagnosticado com Covid-19, devo tomar a vacina?

Não há um número definido de dias que alguém deve esperar até receber a vacina, de acordo com Wen. Nesses casos, os pacientes devem monitorar os seus sintomas e certificar-se de que não estão apresentando nenhum sintoma grave da Covid-19, incluindo febre.

O período de isolamento atual após um diagnóstico positivo de Covid-19 é de 10 dias após o início dos sintomas, então a médica recomenda que as pessoas sigam essa orientação e permaneçam isoladas nesse período.

“Se já se passaram 10 dias, e elas apresentam sintomas mínimos ou nenhum sintoma, não há problema em receber a vacina a partir de então”, disse Wen.

Devo tomar as duas doses da vacina?

Se você estiver recebendo uma vacina de dose dupla, é crucial tomar as duas doses do imunizante, disse Wen. As vacinas foram estudadas sob a suposição de que as pessoas tomariam duas doses, explica ela, então a eficácia se aplica desde que as pessoas recebam as duas doses.

A primeira dose dá alguma proteção, mas os especialistas em saúde não sabem quanto tempo ela dura, acrescentou a médica.

E se eu for diagnosticado com Covid-19 no intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina?

Wen disse que essa situação já aconteceu antes. A primeira dose da vacina oferece alguma proteção, mas não tanto quanto as duas doses, então há a possibilidade de contrair o vírus no intervalo entre as aplicações da vacina.

Se você for diagnosticado com Covid-19 nesse intervalo, Wen recomenda esperar para receber a segunda dose até que os sintomas desapareçam.

“Seu sistema imunológico já está acelerado e respondendo ao coronavírus, então você não precisa da vacina para estimulá-lo ainda mais nesse momento”, disse Wen.

É importante dar ao seu corpo uma chance de se recuperar, então é melhor esperar até que os sintomas desapareçam. Depois disso, está tudo bem para receber a segunda dose, disse Wen.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *