Saúde

África surpreende com baixas taxas de covid-19

Foto: Ahmed Jallanzo/EPA/Direitos Reservados/Agência Lusa

Passados oito meses do início da pandemia de covid-19, com a marca de 1 milhão de pessoas mortas pela doença em todo o mundo e 33,5 milhões de casos, o Continente Africano chama a atenção por sua relativa baixa taxa de contaminação e mortes. Após atingir o pico dos registros por semana no fim de julho e ter a expectativa de se tornar o novo epicentro da pandemia, depois das Américas, os casos na África vêm diminuindo desde então.

O continente como um todo tem população de 1,2 bilhão de pessoas e registra, até o momento, cerca de 1,5 milhão de casos de covid-19, segundo dados do Africa Centres for Disease Control and Prevention (CDC África). O número é menos de um terço do registrado no Brasil, que tem 210 milhões de habitantes, população seis vezes menor. Ou seja, a África está com uma taxa de incidência da doença de 125 casos por 100 mil habitantes, enquanto no Brasil a taxa é de 2.258, segundo dados do Ministério da Saúde.

Nos óbitos pela doença, os registros na África estão perto de 36 mil, pouco mais do que no estado de São Paulo, que tem população de 46 milhões. A taxa de mortalidade por covid-19 no Brasil está em 67,6 por 100 mil habitantes e a letalidade da doença é de 3%. No Continente Africano, a mortalidade por covid-19 é de 3 por 100 mil habitantes e a letalidade da doença de 2,4%.

Os números mundiais indicam uma taxa de 430,9 por 100 mil habitantes e 12,92 mortes por 100 mil, segundo o Wordometer, com letalidade de 4%.

Explicações

De acordo com o pesquisador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris-Fiocruz) Augusto Paulo Silva, já é um consenso mundial que a situação da covid-19 na África é peculiar e surpreendente. Ele credita a baixa taxa de contaminação no continente a pelo menos quatro fatores, um deles a capacidade de resposta a epidemias.

“Há várias hipóteses, não são explicações assertivas. Mas uma das explicações mais plausíveis é que muitos países africanos já vêm enfrentando outras epidemias, em algumas partes é o cólera, outras o ebola, que até recentemente estava na República Democrática do Congo, em 2014 houve ebola na Libéria, Sierra Leoa e na Guiné Equatorial. Com isso, essas grandes epidemias fizeram com que muitos países africanos tivessem planos de emergência”.

Outra explicação, de acordo com o pesquisador, é a imunidade da população, afetada por outras doenças. “Porque as pessoas que sofrem daquela forma acabam por criar certas imunidades, por causa do tratamento de doenças como a malária, que tem muita prevalência na região, e de outras”.

A terceira possibilidade é o fator etário, ou seja, a população africana é mais jovem do que a média mundial e a covid-19 tem demonstrado uma incidência maior entre pessoas mais velhas. Silva lembra também o baixo desenvolvimento de muitos países, principalmente na região central do continente, o que leva essas regiões a terem poucas conexões internacionais.

“A quarta explicação é que muitos países não têm aquela intensidade de comunicação e contato com o exterior. Se for ver o número de casos nesses países, são mais elevados nos que têm maior índice de desenvolvimento, como a África do Sul, o Egito, a Argélia. O que significa que o nível de desenvolvimento permite o contato com o exterior e o contágio é feito por meio dessas ligações e comunicações com o exterior, acho que são essas as explicações”.

De acordo com a OMS/Afro, foram implantadas com sucesso na região as medidas de saúde pública para “encontrar, testar, isolar e tratar as pessoas com covid-19, rastrear e colocar em quarentena os seus contatos”. Apesar da perspectiva de queda na curva de contágio, o pesquisador destaca que não há espaço para relaxar na vigilância, já que se trata de um vírus novo sobre o qual ainda não há conhecimento consolidado.

“Em qualquer epidemia são várias fases. No Continente Africano entramos na fase de abertura, então não sabemos se aquela curva vai continuar descendente ou não. Temos que ver aqueles países que não foram muito afetados, se essas curvas vão aumentar por causa dessa abertura. Não se pode fechar os países durante muito tempo. Então aí a questão do rastreio vai ser fundamental para poder seguir, tem que ficar vigilante”.

Além da covid-19, Silva destaca que no dia 25 de agosto ocorreu de forma virtual a 70ª sessão do Comitê Regional Africano da OMS, na qual foi celebrada a erradicação do Poliovírus Selvagem na África. Também durante a pandemia, a República Democrática do Congo recebeu o certificado de erradicação do ebola.

Panorama mundial

Segundo o último boletim Panorama da Resposta Global à Covid-19, do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris-Fiocruz), o número de mortes tem diminuído devido à maior experiência no manejo clínico-terapêutico da doença. Porém, o centro destaca que a prioridade ainda é “conter a pandemia”, que impôs um quadro “quase apocalíptico” em oito meses de duração até o momento.

“Bilhões de pessoas em isolamento social, economias paralisadas e em declínio, bilhões sem trabalho, amplificação da pobreza e das desigualdades, empresas destroçadas, ameaças de crise alimentar, poucas esperanças no horizonte propiciadas pela ciência: ainda nenhum medicamento, nove vacinas em finalização, mas sem certezas quanto à sua eficácia. O mundo tenta se reinventar, mas a prioridade ainda é conter a pandemia”, destaca o boletim.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de covid-19 registrados por semana apresentou em setembro um leve declínio nas Américas, mas se mantendo estável em um nível ainda muito alto e permanecendo como epicentro da pandemia. Em julho e agosto, a região registrou 64% das mortes por covid-19 no mundo, embora responda por apenas 13% da população global. O vírus aumentou a circulação no Caribe em agosto e, nas últimas semanas, em alguns países da América do Sul, como Colômbia e Argentina, além do aumento da taxa de mortalidade no México.

O Sudeste Asiático segue com aumento crescente desde julho, com a Índia atualmente em segundo lugar no número total de casos, atrás dos Estados Unidos e passando o Brasil, e em terceiro em número de mortes. A Europa registrou diminuição no ritmo de contágio entre junho e julho e, a partir de agosto, vê os casos aumentarem rapidamente, com a proximidade do inverno no Hemisfério Norte, podendo indicar o início da segunda onda da pandemia no continente.

Na África, o pico dos contágios ocorreu no fim de julho e a tendência atual é de queda nos registros. Segundo Silva, o CDC África, lançou, em parceria com o Projeto de Melhoria do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) da Saúde Pública de Inglaterra (PHE), a ferramenta AVoHC Net, que vai facilitar a implantação e administração de um grupo de trabalho para emergências de saúde pública em todo o continente. O mecanismo foi autorizado após o surto de ebola em 2014 e vai auxiliar na emergência da covid-19.

Quanto aos óbitos totais globais, o pico de registros por semana ocorreu no começo de abril, segundo os dados consolidados da OMS, tendo caído até o início de junho e voltado a subir a partir de então, se mantendo em níveis altos, mas sem atingir novamente o pico.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. "Outra explicação, de acordo com o pesquisador, é a imunidade da população, afetada por outras doenças. “Porque as pessoas que sofrem daquela forma acabam por criar certas imunidades, por causa do tratamento de doenças como a malária, que tem muita prevalência na região, e de outras”.

    Ele só não quis dizer que isso implica a utilização da hidroxicloroquina. Há também o uso em larga escala da ivermectina em razão da alta incidência de parasitas na população.

  2. Sem muitas delongas, pois muitos dos que me antecederam foram no cerne da questão, indiscutivelmente o uso da ivermectina de modo profilático, foi um dos fatores de barreira mais importantes na contenção da pandemia naquele continente.

  3. Interessante que a reportagem fala em "tratamento de doenças como a malária", mas não cita quais medicamentos são utilizados por lá. Mas já é de amplo conhecimento que dentre estes medicamentos está a ivermectina, utilizado há muito tempo e que tanto deu o que falar por aqui.
    A Ivermectina também foi usada na Nova Zelândia que teve o controle da doença rapidamente, com baixíssimo índice de contaminação e mortes, mesmo se considerada a pequena população do país.
    Logo no início da pandemia a Austrália apresentou um estudo que já anunciava sucesso no uso da ivermectina, mas como o estudo ainda estava em andamento os nossos "especialistas" disseram que não havia "prova". Observação: A Austrália teve pouco mais de 800 mortes desde o início da pandemia. Nós tínhamos até pouco tempo mais de 1.000 por dia.
    Parece que o problema é que são medicamentos baratos e os lucros não seriam tão bons assim!!!!! Além disso, acabando com a pandemia, acabariam as compras de respiradores e milhares de outros insumos sem licitação!!!!
    O que deu pra perceber com essa pandemia é que o bem estar da população nunca estará na lista de prioridades da maioria dos políticos desse nosso país. Espero que a população tenha se dado conta disso.

  4. Provavelmente é devido à subnotificação. Muitas pessoas não tem nem o que comer, avalie recursos para fazer o teste de covid.

  5. Metade do continente Africano toma Ivermectina para matar os vermes e a outra metade toma Cloroquina para malária, quer que desenhe ?, Bolsonaro sempre teve razão.

  6. O continente africano é constantemente assediado pela malária, dentre outras epidemias, como o próprio artigo acima menciona. E os países e regiões mais carentes são os mais atingidos. E quais medicamentos são amplamente utilizados contra a malária? Ivermectina e hidroxicloroquina. Entenderam? Portanto, é fácil entender porque os "lacradores", a "torcida do vírus" combate tais medicamentos com tanto fervor.

  7. É a ivermectina que está fazendo efeito contra a covid 19 no continente Africano, lá a ivermectina é distribuida faz mais de uma década para combater várias doenças, malária, doenças de pele e a ivermectina está bloqueando os efeitos da covid na populacão africana.

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Petrobras aumenta preço do gás natural em 19,2%

Foto: André Valentim/Agência Petrobras

Os preços de venda da molécula de gás natural da Petrobras para as distribuidoras foram reajustados em cerca de 19,2% em relação ao trimestre anterior. As atualizações trimestrais são previstas em contrato e levam em consideração as oscilações do petróleo Brent, da taxa de câmbio e, desde o início do ano, também para variação do Henry Hub.

“O uso da média trimestral de variação dos índices que tem o objetivo de mitigar a volatilidade de curto prazo das variáveis de indexação”, destaca a companhia em nota.

Segundo a estatal, no período de aferição, a referência do petróleo Brent subiu aproximadamente 24,3%, a referência do Henry Hub caiu aproximadamente 14,1% e o câmbio teve apreciação de 2,5%.

Desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras pela Petrobras acumula uma redução da ordem de 26%, incluindo o efeito da atualização de maio. O impacto ao consumidor, no entanto, depende dos produtos contratados pelas distribuidoras de gás canalizado e dos volumes efetivamente retirados.

Estadão Conteúdo

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Bolsonaro tem boa evolução clínica e iniciará reabilitação motora após cirurgia no ombro direito, diz boletim médico

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VÍDEO: Espetáculo da natureza na Serra de Patu, no interior do RN


Imagens: Instagram/araodp

As chuvas que caíram na cidade de Patu, na região Oeste do RN, transformaram a serra em um verdadeiro espetáculo da natureza. Era tanta água que descia pelas rochas que a cena chamou a atenção de moradores da cidade, que não perderam a oportunidade de filmar o que presenciaram. As belas imagens gravadas na sexta-feira (1º) se espalharam rapidamente pelas redes sociais.

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Show de Shakira turbina economia e faz turismo e negócios dispararem no Rio; evento deve movimentar cerca de R$ 800 milhões

Foto: reprodução/Instagram Shakira

Cerca de 2 milhões de pessoas são esperadas hoje nas areias da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, para o show da Shakira. O evento gratuito “Todo Mundo no Rio” deve movimentar a economia da cidade em aproximadamente R$ 800 milhões, com alta no turismo e na criatividade dos empreendedores que planejam lucrar com a chegada da artista.

O estudo “Potenciais Impactos Econômicos do ‘Todo Mundo no Rio’ 2026”, elaborado pela Prefeitura do Rio, por meio da SMDE (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico) e da Riotur, mostra que do total de 2 milhões de pessoas aguardadas, a projeção é de 278 mil turistas nacionais, 32 mil internacionais e 1,7 milhão de cariocas e moradores da região metropolitana. Entre os dias 30 de abril e 5 de maio de 2026, o RioGaleão estima a movimentação de cerca de 314 mil passageiros para o show.

Desde o primeiro show no “Todo Mundo no Rio” em 2024, com Madonna, o fluxo de turistas na cidade no mês de maio disparou. Segundo dados do Observatório do Turismo Carioca, da SMTur-Rio (Secretaria Municipal de Turismo do Rio), em 2024, o crescimento do total de visitantes foi de 34,2% em relação ao ano anterior, quando não houve o evento. Já em 2025, com o show da Lady Gaga, o aumento foi de 90,5% na comparação com 2023.

Apelidado de Shakicabana ou LobaCabana, o evento atraiu fãs do mundo inteiro para a cidade. Um levantamento do Airbnb, plataforma online de acomodações por temporada, observa um aumento na movimentação de hóspedes, que chegam de diferentes partes do Brasil, da América Latina e da Europa. Turistas de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Curitiba (PR) e Brasília (DF) são os que mais buscaram por acomodações no período. Entre as cidades de países vizinhos, estão Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai), Lima (Peru) e Bogotá (Colômbia). Já entre a Europa e a América do Norte, os viajantes são de Paris (França), Londres (Reino Unido) e Nova York (EUA).

UOL

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EXCLUSIVO: Fuga de 5 detentos de Alcaçuz ocorreu em pavilhão com falha no videomonitoramento desde março

Foto: reprodução

Os cinco detentos que fugiram da Penitenciária de Alcaçuz escaparam de um pavilhão onde o sistema de videomonitoramento estava sem funcionamento, segundo documentos internos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Para deixar a unidade, eles danificaram a cela e utilizaram uma corda improvisada, conhecida como “teresa”, para pular o muro.

Documentos obtidos pelo BLOGDOBG mostram que a direção da unidade já havia solicitado, ainda em março, manutenção nas câmeras do Pavilhão 1, que permaneciam inoperantes.

Em abril, um novo documento reiterou o pedido e apontou que o problema também atingiu o Pavilhão 4 após fortes chuvas, deixando ambos sem monitoramento.

Nos ofícios, a administração destaca que o sistema é essencial para a vigilância de todo o perímetro interno e externo da unidade, reforçando a necessidade urgente de reparos.

A fuga aconteceu justamente no Pavilhão 1, onde, de acordo com a Seap, os presos conseguiram escapar após danificarem a cela. A ausência de videomonitoramento pode ter contribuído para a ação sem detecção imediata.

As circunstâncias da fuga seguem sob investigação, e forças de segurança realizam buscas para localizar os fugitivos.

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Oportunismo político nas chuvas: a diferença entre Natal, João Pessoa e Recife

Fotos: reprodução/redes sociais

Enquanto João Pessoa e Recife enfrentam fortes chuvas com alagamentos generalizados, protestos e pontos de calamidade, Natal registrou precipitações nas últimas 48 horas sem os impactos graves vistos nas duas capitais vizinhas.

Entre 1º e 28 de abril de 2026, a estação A304 do INMET em Natal acumulou 448 mm de chuva — três vezes a média histórica de 141 mm (período 2003-2025). Mesmo assim, a cidade lidou com o volume sem registrar os estragos significativos de João Pessoa e Recife.

Em João Pessoa, a oposição do PT – com figuras como Ricardo Coutinho e vereadores como Marcos Henriques – cobra duramente a prefeitura. As críticas são intensas, mas partem de um confronto político consistente com a gestão atual.

O mesmo vale para Recife. Ali, deputados e vereadores da oposição (principalmente do PP, PL e Novo) questionam drenagem e planejamento urbano. É um embate visível, mas dentro dos limites do jogo democrático. Não há torcida pela tragédia, e se ela chega há um mínimo de solidariedade em respeito aos afetados pelas chuvas.

Esse uso político das crises faz parte do debate. Não há como negar: oposição existe para fiscalizar e pressionar. O problema surge quando a cobrança vira exploração pura.

E é exatamente isso que diferencia Natal.

Na capital potiguar, a deputada Natália Bonavides e setores do PT costumam transformar qualquer chuva em oportunidade para atacar o prefeito Paulinho Freire. Há uma clara impressão de “quanto pior, melhor”. Parece haver uma torcida velada para que os problemas se agravem, de modo que o PT possa explorar o momento de forma mais conveniente.

Prova disso é o que estamos vendo agora. Choveu em Natal nos últimos dois dias, mas sem os estragos significativos registrados em João Pessoa e Recife. E, convenientemente, o oportunismo que marca presença em dias de maior crise simplesmente não aparece.

Quando não há estragos graves para explorar, o silêncio é eloquente. Isso revela que não se trata apenas de cobrança legítima por melhorias, mas de uma estratégia que se beneficia do caos.

As oposições em João Pessoa e Recife atuam dentro de um jogo político mais equilibrado. Em Natal, infelizmente, o nível de exploração parece ultrapassar o debate saudável e entrar no terreno do puro oportunismo.

A população merece oposição responsável – que cobre, fiscalize e proponha soluções. Não quem pareça comemorar as dificuldades alheias para colher vantagens eleitorais.

BG

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10ª Corrida do Trabalhador reúne 3 mil atletas, arrecada 3 toneladas de alimentos e reforça compromisso na gestão Nilda

Com cerca de 3 mil corredores nas ruas, arrecadação de 3 toneladas de alimentos e recorde de participação na categoria de pessoas com deficiência, a 10ª edição da Corrida do Trabalhador movimentou Parnamirim nesta sexta-feira (1º) e transformou o feriado em uma grande celebração de esporte, inclusão e solidariedade.

Quem também entrou no clima foi a prefeita Nilda, que não ficou apenas na largada: acompanhou tudo de perto e ainda encarou o percurso completo de 5 km, lado a lado com os participantes.

“Foi lindo de ver. Uma energia contagiante, famílias reunidas, atletas dando o seu melhor e, principalmente, um grande gesto de solidariedade com essas doações. Parabéns a todos que participaram e fizeram dessa corrida um momento tão especial para nossa cidade”, destacou a prefeita.

A organização também foi um dos pontos mais elogiados: estrutura bem montada, segurança garantida, trânsito organizado, boa sinalização em todo o percurso, além de pontos de hidratação e distribuição de frutas para os atletas. Todos os participantes receberam medalha, e a premiação contou ainda com troféus para os destaques, tudo pensado para oferecer a melhor experiência possível aos corredores.

Os vencedores em cada categoria foram:

Cidadão Parnamirinense (Masculino e Feminino)
Troféu para os 5 primeiros colocados:

Feminino:
1º Tamires Larissa Souza da Rocha
2º Jennys Barillas
3º Raniele Oliveira
4º Rita Leite da Silva Ribeiro
5º Geiza de Souza Virginio da Silva

Masculino:
1º Leonardo Teixeira de Lima
2º Silas Silva de Melo
3º Francisco Janilson de Almeida
4º João Cordeiro do Nascimento
5º Gabriel Lucas

Categoria Geral (Masculino e Feminino)
Troféu para os 5 primeiros colocados:

Feminino:
1º Janaina Fernandes Sales da Costa
2º Laura Gessica de Oliveira Costa
3º Camila Machado do Nascimento
4º Claudiana Cristina do Nascimento Silva
5º Rayane Daniel Torquato

Masculino:
1º José Adailton
2º Francisco Nascimento
3º Jean da Silva Cosme
4º Cleyvan Antonio dos Santos Rocha
5º Leandro Reinaldo Rodrigues

Pessoas com Deficiência (PCD) – 1º lugar por subcategoria:

Feminino:
Membro inferior – Rita Catarina Tonico da Cunha
Auditivo – Maria Cristine Santiago de Lima Dantas
Membro superior – Maria Vieira de Lima
Visual – Rita Maria André da Silva

Masculino:
Membro inferior – José Augusto Ribeiro de Oliveira
Membro superior – João Oliveira de Bastos
Visual – Joevan Francisco de Oliveira Costa

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VÍDEO: “Quem mais comete crime no Brasil é a polícia”, diz Daniela Mercury

A fala de Daniela Mercury insinuando que o cantor Edson Gomes batia na própria mulher não foi a única polêmica envolvendo a cantora na premiação do Troféu Armandinho e Irmãos Macêdo, realizada na noite da última terça-feira (28), em Salvador.

Daniela também afirmou que “quem mais comete crime no Brasil é a polícia”. Ela continuou, dizendo que “mais de 60% dos crimes não são os bandidos, não são os pretos… é de uma polícia que precisa ser educada”

Opinião dos leitores

  1. Ela aprendeu com Lula. Cria as “narrativas” e passa a divulgar para o povo pensar q é verdade. Xô Rouanet!!

  2. Uma completa IDIOTA ,o pior disso tudo é que vive só mamando nas tetas do governo e nós trabalhadores pagando seus luxos.

  3. Uma completa IDIOTA ,o pior disso tudo é que vive só mamando nas tetas do governo e nós trabalhadores pagando seus luxos

  4. Genial. Vamos trocar a farda pelo abadá e pedir pro tráfico fazer a segurança do Carnaval. Certeza que a ‘taxa de proteção’ vai ser super amigável.

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Cinco presos fogem de Alcaçuz após danificarem cela

Foto: divulgação/SEAP

Cinco detentos fugiram da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. A fuga foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte neste sábado (2).

Segundo a pasta, os presos estavam na área de triagem do Pavilhão 1 e conseguiram escapar após danificarem a cela, durante o período de chuvas intensas no estado.

Os fugitivos são:

  • Carlos Soares Alves da Silva
  • Jefferson Cleyton Lima da Silva
  • Maycon Dias Mora
  • Pedro Gabriel da Silva
  • Rodrigo da Silva Nascimento

As forças de segurança foram acionadas e realizam buscas para recaptura. As circunstâncias da fuga estão sendo investigadas.

A população pode repassar informações de forma anônima pelo telefone 190. A última fuga registrada na unidade ocorreu em julho de 2021.

Opinião dos leitores

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STF tem quase 700 processos à espera de novo ministro após rejeição de Messias; entre os temas estão Lava Jato, aborto e previdência

Foto: reprodução/Agência Pública

Após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado, o STF (Supremo Tribunal Federal) segue com centenas de processos aguardando a definição de um novo ministro para assumir a vaga aberta desde a saída de Luís Roberto Barroso da relatoria desses casos. Agora, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar outro nome para a corte.

Levantamento no site do STF mostra que pelo menos 682 processos estão vinculados ao gabinete que será ocupado pelo futuro ministro. As ações tratam de temas sensíveis e de grande impacto social, que devem ficar sob a relatoria do indicado assim que ele tomar posse.

Casos

Entre os casos, estão ações sobre a descriminalização do aborto, questionamentos sobre regras para operações policiais no Rio de Janeiro, recursos remanescentes da Operação Lava Jato, além de processos que discutem candidaturas avulsas e pontos da reforma da Previdência.

No âmbito da Lava Jato, há cerca de 100 processos relacionados a bloqueio de bens e pagamento de multas de investigados que firmaram acordos de delação premiada.

Também aguardam relatoria 13 ações que contestam mudanças promovidas pela reforma da Previdência de 2019, que instituiu idade mínima para aposentadoria, alterou o cálculo de benefícios, modificou alíquotas de contribuição e criou regras de transição.

Outro tema relevante envolve a cobertura de tratamentos fora do rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O STF já decidiu, por 7 votos a 4, que planos de saúde podem ser obrigados a custear procedimentos não listados, desde que cumpridos critérios técnicos — decisão que ainda é alvo de recursos.

Há ainda ações que tratam da possibilidade de perda de mandato por infidelidade partidária em cargos majoritários, da gratuidade para retificação de nome e gênero de pessoas trans em situação de vulnerabilidade e da constitucionalidade do ensino domiciliar (homeschooling).

R7

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