Alckmin ressaltou que o nome escolhido pelo partido para disputar a eleição não deve temer o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não é mais uma unanimidade e, na sua avaliação, já atingiu o teto nas pesquisas de opinião.
O nome do governador paulista tem sido ventilado para o comando do PSDB, que enfrenta momentos turbulentos desde o afastamento temporário do senador Aécio Neves de suas funções parlamentares após delação de empresários da JBS.
O partido passou a ser comandada interinamente pelo senador Tasso Jereissati (CE), mas posições divergentes sobre o apoio ao governo do presidente Michel Temer tem dividido cada vez mais a legenda. No último dia 9, Aécio substituiu Tasso por Alberto Goldman no comando interino do PSDB.
A convenção nacional do PSDB está marcada para 9 de dezembro e nessa data será escolhido o novo diretório que elege a executiva do partido. A disputa tem dois candidatos declarados à presidência do partido: Tasso e o governador de Goiás, Marconi Perillo.
“Vamos eleger uma nova direção partidária… se a gente puder convergir para ter uma chapa, melhor. Se tiver duas não tem problema”, disse Alckmin. “Não está no meu horizonte (ser candidato de uma chapa). Temos dois ótimos nomes e vou buscar unir o partido e para isso não preciso ser eu.”
Na reunião de dezembro, outro assunto em pauta será o possível desembarque do PSDB do governo Temer. Segundo o governador, o PSDB vai continuar dando apoio às reformas, mas não precisa obrigatoriamente ocupar ministérios.
“Nosso compromisso com as reformas não muda, o Brasil e o presidente podem contar conosco em medidas para retomar o emprego, uma agenda de competitividade e produtividade do Brasil, mas não precisamos obrigatoriamente ter ministro”, disse.
Mas a posição de apoio às reformas não é garantida. Líderes do partido disseram à Reuters que a bancada tucana não garante apoio incondicional às mudanças da Previdência.
Reuters

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