Saúde

ALERTA: Em clima de segredo, um fungo fatal resistente a medicamentos se espalha pelo mundo

Dr. Shawn Lockhart, especialista em doenças fúngicas, segura uma lâmina com Candida auris coletada de um paciente americano Foto: Melissa Golden/The New York Times

Em maio do ano passado, um homem idoso foi internado no Hospital Mount Sinai, no Brooklyn, em Nova York, para uma cirurgia abdominal. Um exame de sangue revelou que ele estava infectado com um germe recém-descoberto e tão mortal quanto misterioso. Os médicos o isolaram rapidamente na unidade de terapia intensiva.

O germe, um fungo chamado Candida auris , ataca pessoas com sistema imunológico enfraquecido e vem se espalhando silenciosamente pelo mundo. Nos últimos cinco anos, atingiu uma unidade neonatal na Venezuela, varreu um hospital na Espanha, forçou um conceituado centro médico britânico a fechar sua unidade de tratamento intensivo e fincou raízes na Índia, no Paquistão e na África do Sul. E não há tratamento efetivo conhecido.

Recentemente, o C. auris chegou a Nova York, Nova Jersey e Illinois, fazendo com que os Centros Federais de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) o incluíssem na lista de germes considerados “ameaças urgentes”.

O homem internado no Hospital Mount Sinai morreu depois de 90 dias no hospital, mas o C. auris não. Testes mostraram que o fungo estava em toda parte em seu quarto e de uma forma tão invasiva que o hospital precisou de equipamentos de limpeza especiais e teve que arrancar parte dos pisos para erradicá-lo.

— As paredes, a cama, as portas, as cortinas, os telefones, a pia, o quadro branco…. Tudo foi infectado — disse Scott Lorin, presidente do hospital — O colchão, os trilhos da cama, os buracos da caixa, as persianas da janela, o teto…Tudo na sala deu positivo para o fungo.

Há risco de atingir população mais saudável

O C. auris é tão resistente, em parte, porque é impermeável aos principais medicamentos antifúngicos, tornando-se um novo exemplo de uma das ameaças à saúde mais intratáveis do mundo: o surgimento de infecções resistentes aos medicamentos.

Durante décadas, especialistas em saúde pública alertaram que o uso excessivo de antibióticos estava reduzindo a eficácia de drogas que prolongariam a expectativa de vida ao curar infecções bacterianas, uma vez que elas são fatais. Mas ultimamente, também houve uma explosão de fungos resistentes, acrescentando uma nova e assustadora dimensão a um fenômeno que está minando um pilar da medicina moderna.

— É um senhor problema — disse Matthew Fisher, professor de epidemiologia fúngica do Imperial College London, que foi co-autor de uma recente pesquisa científica sobre o surgimento de fungos resistentes — Dependemos de poder tratar esses pacientes com antifúngicos.

Simplificando, os fungos, assim como as bactérias, estão evoluindo para sobreviver aos medicamentos modernos.

Os líderes mundiais de saúde já pediram mais moderação na prescrição de medicamentos antimicrobianos para combater bactérias e fungos. Em 2016, o assunto foi discutido na Assembleia Geral da ONU. No entanto, o uso excessivo deles em hospitais, clínicas e na agricultura continuou.

Em uma comunidade queniana pobre, antibióticos baratos alimentaram infecções mortais e resistentes a drogas. Os germes resistentes são frequentemente chamados de “superbactérias”, mas isso é simplista porque eles não matam todos. Em vez disso, são mais letais em pessoas com sistemas imunológicos imaturos ou comprometidos, incluindo recém-nascidos e idosos, fumantes, diabéticos e pessoas com distúrbios autoimunes que tomam esteróides que suprimem as defesas do corpo.

A médica Johanna Rhodes, especialista em doenças infecciosas do Imperial College London Foto: Tom Jamieson/The New York Times

Os cientistas dizem que, a menos que novos medicamentos mais eficazes sejam desenvolvidos e o uso desnecessário de drogas antimicrobianas seja drasticamente reduzido, o risco se espalhará para populações mais saudáveis. Um estudo do governo britânico financiou projetos para mostrar que se as políticas não forem postas em prática para retardar a ascensão da resistência às drogas, 10 milhões de pessoas poderiam morrer no mundo de todas essas infecções em 2050, ofuscando os oito milhões que morreriam devido ao câncer.

— Estamos conduzindo isso com o uso de antifungicidas nas plantações — disse Johanna Rhodes, especialista em doenças infecciosas do Imperial College London.

Alerta para uso desenfreado de fungicidas

Nos Estados Unidos, dois milhões de pessoas contraem infecções resistentes anualmente e 23 mil morrem por causa delas, de acordo com a estimativa oficial do Centro de Controle e Prevenção de Doença americano, o CDC, baseada em números de 2010. Estimativas mais recentes de pesquisadores da Escola de Medicina de Washington apontam o número de mortos em 162 mil. Mortes em todo o mundo causadas por infecções resistentes são estimadas em 700 mil.

Antibióticos e antifúngicos são essenciais para combater infecções em pessoas, mas os antibióticos também são usados amplamente para prevenir doenças em animais de fazenda, e os antifúngicos também são aplicados para impedir que plantas agrícolas apodreçam. Alguns cientistas citam evidências de que o uso desenfreado de fungicidas nas plantações está contribuindo para o surgimento de fungos resistentes a medicamentos e que infectam seres humanos.

C. auris é uma infecção fúngica misteriosa e perigosa que está entre um número crescente de germes que desenvolveram defesas contra medicamentos comuns. No entanto, à medida que o problema cresce, ele é pouco compreendido pelo público — em parte porque a própria existência de infecções resistentes é muitas vezes encoberta pelo sigilo.

Com bactérias e fungos, hospitais e governos locais estão relutantes em divulgar surtos por medo de serem vistos como centros de infecção. Mesmo o CDC, sob o seu acordo com os estados, não tem permissão para tornar pública a localização ou o nome dos hospitais envolvidos em surtos. Em muitos casos, os governos estaduais se recusam a compartilhar publicamente informações, além de reconhecer que tiveram casos.

Enquanto isso, os germes são facilmente espalhados — transportados em mãos e equipamentos dentro dos hospitais; transportados através das fronteiras pelos viajantes e nas exportações e importações; e transferido por pacientes idosos para o hospital e para asilos.

Outras cepas proeminentes do fungo Candida — uma das causas mais comuns de infecções da corrente sanguínea em hospitais —- não desenvolveram resistência significativa a drogas, mas mais de 90% das infecções por C. auris são resistentes a pelo menos uma droga e 30% são resistente a dois ou mais medicamentos, disse o CDC.

Lynn Sosa, epidemiologista de Connecticut, disse que agora vê o C. auris como a principal ameaça entre as infecções resistentes.

— É praticamente imbatível e difícil de identificar — disse ela.

Quase metade dos pacientes que contraem o C. auris morre dentro de 90 dias, de acordo com o CDC. No entanto, especialistas do mundo ainda não descobriram de onde vieram.

— É uma criatura da lagoa negra. Borbulhou e agora está em toda parte — disse Tom Chiller, que lidera o estudo de fungos no CDC e que está comandando um esforço global para encontrar tratamentos e impedir a propagação.

Fungo silencioso se espalha feito ‘incêndio’

O primeiro grande surto na Europa envolveu 72 casos em um hospital de Londres, em 2015/2016. Já o primeiro documentado nas Américas foi em 2012/2013, em um centro médico na Venezuela. Cinco dos 18 pacientes infectados morreram. Uma cepa geneticamente distinta de Candida auris na África do Sul infectou pelo menos 451 pacientes entre 2012 e 2016.

No final de 2015, a doutora Johanna Rhodes, especialista em doenças infecciosas do Imperial College London, recebeu uma ligação do Royal Brompton Hospital, um centro médico britânico em Londres. O C. auris havia se enraizado lá, e o hospital não conseguiu combatê-lo.

— Não temos ideia de onde está vindo. Nós nunca ouvimos falar disso. Está se espalhando como um incêndio — disse Rhodes, que concordou em ajudar o hospital a identificar o perfil genético do fungo e limpá-lo dos quartos.

Sob sua direção, os funcionários do hospital usaram um dispositivo especial para pulverizar peróxido de hidrogênio em aerossol em torno de uma sala usada por um paciente com C. auris . A teoria é que o vapor iria vasculhar cada canto. Eles deixaram o aparelho por uma semana.

O fungo estava se espalhando, mas a notícia não se espalhou. O hospital, um centro especializado em pulmões e coração e que atrai pacientes ricos do Oriente Médio e da Europa, alertou o governo britânico e informou aos pacientes infectados, mas não fez nenhum anúncio público.

— Não houve necessidade de lançar um comunicado de imprensa durante o surto — disse Oliver Wilkinson, porta-voz do hospital.

Esse pânico silencioso está ocorrendo em hospitais de todo o mundo. Instituições individuais e governos, em níveis nacionais, estaduais e municipais, têm relutado em divulgar surtos de infecções resistentes, argumentando que não há motivo para assustar pacientes.

De alguma forma, o fungo deu um salto e pareceu se espalhar. É resistente a drogas, o que é realmente incompreensível — disse a médica Snigdha Vallabhaneni, especialista em fungos e epidemiologista do CDC.

Silke Schelenz, especialista em doenças infecciosas da Royal Brompton, considerou a falta de urgência do governo e do hospital nos estágios iniciais do surto “muito, muito frustrante”.

— Eles, obviamente, não queriam perder a boa reputação — disse Schelenz.

Até o final de junho de 2016, um artigo científico relatou um surto atual de 50 casos de C.auris no Royal Brompton, e o hospital deu um passo importante: fechou sua UTI por 11 dias, levando pacientes de cuidados intensivos para outro andar, novamente sem anúncio.

Dias depois, o hospital finalmente reconheceu a um jornal o problema. Uma manchete no The Daily Telegraph avisou: “Unidade de terapia intensiva fechada após o novo fungo emergir no Reino Unido” (Mais tarde, pesquisas disseram que houve 72 casos no total, embora alguns pacientes fossem apenas portadores e não tivessem infectados pelo fungo).

No entanto, a questão permaneceu pouco conhecida internacionalmente, enquanto um surto ainda maior havia começado em Valência, na Espanha, no Hospital Universitárioei Politécnico La Fe, com 992 leitos. Lá, sem o conhecimento do público ou de pacientes não afetados, 372 pessoas foram colonizadas — o que significa que tinham o germe em seu corpo, mas não estavam doentes — e 85 desenvolveram infecções na corrente sanguínea. Um artigo publicado na revista Mycoses relatou que 41% dos pacientes infectados morreram em 30 dias.

Uma declaração do hospital disse que não foi necessariamente o C. auris que os matou. “É muito difícil discernir se os pacientes morrem do patógeno ou com ele, já que são pacientes com muitas doenças subjacentes e em estado geral muito grave”, disse o comunicado.

Assim como o Royal Brompton, o hospital na Espanha não fez nenhum anúncio público. O autor do artigo na revista Mycoses, um médico do hospital, disse em um e-mail que o hospital não queria que ele falasse com jornalistas porque “havia a preocupação com a imagem pública do hospital”.

O sigilo enfurece os defensores dos pacientes, que dizem que as pessoas têm o direito de saber se há um surto, para que possam decidir se vão a um hospital, particularmente quando lidam com uma questão não urgente, como uma cirurgia eletiva.

Kevin Kavanagh, médico em Kentucky e presidente do Health Watch USA, um grupo de defesa de pacientes sem fins lucrativos, questiona:

— Por que diabos estamos lendo sobre um surto quase um ano e meio depois? E não temos notícias de primeira página no dia seguinte? Você não toleraria isso em um restaurante com um surto de intoxicação alimentar.

Autoridades de saúde alegam que a divulgação de surtos assusta os pacientes sobre uma situação na qual eles não podem fazer nada, particularmente quando os riscos não são claros. Em Londres, autoridades alertaram o CDC para o surto de Royal Brompton enquanto estava ocorrendo. E o CDC percebeu que precisava informar os hospitais americanos. Em 24 de junho de 2016, o CDC divulgou um alerta nacional para hospitais e grupos médicos e criou um endereço de e-mail ([email protected]) para consultas de campo. O médica Snigdha Vallabhaneni, membro-chave da equipe de fungos, deveria receber uma gota, ou seja, talvez uma mensagem a cada mês.

Em vez disso, em poucas semanas, sua caixa de entrada explodiu. Nos Estados Unidos, foram registrados 587 casos de pessoas que contraíram C. auris , sendo 309 em Nova York, 104 em Nova Jersey e 144 em Illinois, de acordo com o CDC. Os sintomas — febre, dores e fadiga — são aparentemente comuns, mas quando uma pessoa é infectada, particularmente alguém que não é saudável, esses sintomas comuns podem ser fatais.

O caso mais antigo conhecido nos Estados Unidos envolveu uma mulher que chegou a um hospital de Nova York em 6 de maio de 2013, em busca de atendimento para insuficiência respiratória. Ela tinha 61 anos e vinha dos Emirados Árabes Unidos. A paciente morreu uma semana depois, após o teste para o fungo dar positivo. Na época, o hospital não tinha pensado muito nisso, mas três anos depois enviou o caso ao CDC depois de ler o comunicado da agência, em junho de 2016.

Esta mulher provavelmente não foi a primeira paciente de C. auris da América. Ela carregava uma história diferente de outra paciente do sul da Ásia. O fungo matou uma americana de 56 anos que viajou para a Índia em março de 2017 para uma cirurgia abdominal eletiva, contraiu C. auris e foi levada de volta para um hospital em Connecticut que as autoridades não identificaram. Mais tarde, ela foi transferida para um hospital do Texas, onde morreu.

O germe se espalhou em instalações de cuidados de longo prazo. Em Chicago, 50% dos residentes em algumas casas de repouso tiveram resultados positivos, segundo o CDC. O fungo pode crescer em linhas intravenosas e ventiladores. Trabalhadores que cuidam de pacientes infectados com C. auris se preocupam com sua própria segurança. Matthew McCarthy, que tratou vários pacientes de C. auris no Centro Médico Weill Cornell, em Nova York, descreveu um medo incomum ao tratar um homem de 30 anos.

— Eu me encontrei não querendo tocar o cara. Houve uma sensação esmagadora de estar com medo de acidentalmente pegá-lo em uma meia ou gravata ou vestido — disse o Dr. Mattew.

A primeira vez que os médicos encontraram o C. auris foi no ouvido de uma mulher no Japão, em 2009 (em latim, auris é ouvido). Parecia inócuo na época, um primo de infecções fúngicas comuns e de fácil tratamento. Três anos depois, ele apareceu em um teste incomum no laboratório do Dr. Jacques Meis, microbiologista em Nijmegen, na Holanda, que estava analisando uma infecção na corrente sanguínea de 18 pacientes de quatro hospitais na Índia. Logo, novos aglomerados de C. auris pareciam emergir a cada mês em diferentes partes do mundo.

Tom Chiller, médico que lidera o estudo de fungos no CDC e que está comandando um esforço global para encontrar tratamentos e impedir a propagação Foto: Melissa Golden/The New York Times

Os investigadores do CDC teorizaram que o C. auris começou na Ásia e se espalhou pelo mundo. Mas quando a agência comparou todo o genoma de amostras de auris da Índia e Paquistão, Venezuela, África do Sul e Japão, descobriu que sua origem não era um único lugar, e não havia uma única variedade de auris.

Nos Estados Unidos, dois milhões de pessoas contraem infecções resistentes a cada ano, e 23 mil morrem delas, de acordo com a estimativa oficial do CDC. O sequenciamento do genoma mostrou que havia quatro versões distintas do fungo, com diferenças tão profundas que sugeriram que essas linhagens divergiram há milhares de anos e emergiram como patógenos resistentes de cepas ambientais inofensivas em quatro lugares diferentes ao mesmo tempo.

O doutor Meis, pesquisador holandês, ficou intrigado com fungos resistentes quando ouviu falar do caso de um paciente de 63 anos na Holanda que morreu em 2005 de um fungo chamado Aspergillus. Ele se mostrou resistente a um tratamento antifúngico de primeira linha chamado itraconazol. Essa droga é uma cópia virtual dos pesticidas azólicos que são usados para pulverizar colheitas em todo o mundo e respondem por mais de um terço de todas as vendas de fungicidas

Um artigo de 2013 da Plos Pathogens disse que não parecia coincidência que o Aspergillus resistente a drogas estivesse aparecendo no ambiente onde os fungicidas azóis eram usados. O fungo apareceu em 12% das amostras de solo holandês, por exemplo, mas também em “canteiros de flores, composto por folhas, sementes de plantas, amostras de solo de jardins de chá, arrozais, ambiente hospitalar e amostras aéreas de hospitais”.

Meis visitou o CDC no verão passado para compartilhar pesquisas e teorizar que a mesma coisa está acontecendo com o C. auris , que também é encontrado no solo: os azóis criaram um ambiente tão hostil que os fungos estão evoluindo, com sobreviventes resistentes.

Isto é semelhante às preocupações de que as bactérias resistentes estão crescendo por causa do uso excessivo de antibióticos no gado para a promoção da saúde e do crescimento. Tal como acontece com os antibióticos em animais de fazenda, os azóis são amplamente utilizados nas lavouras.

— Em tudo, de batatas, feijões, trigo, qualquer coisa que você possa imaginar, tomates, cebolas — disse Rhodes, especialista em doenças infecciosas que trabalhou no surto de Londres. — Estamos dirigindo isso com o uso de antifungicidas nas plantações.

O doutor Chiller também teoriza que o C. auris pode ter se beneficiado pelo uso pesado de fungicidas. Sua ideia é que o C. auris existe há milhares de anos, escondido nas fendas do mundo, em um inseto não particularmente agressivo. Mas, à medida que os azóis começaram a destruir fungos mais prevalentes, chegou a oportunidade de o C. auris entrar na brecha, um germe que tinha a capacidade de resistir prontamente a fungicidas agora adequados para um mundo no qual fungos menos capazes de resistir estão sob ataque.

O mistério do surgimento de C. auris permanece sem solução, e sua origem parece, no momento, menos importante do que impedir sua disseminação. Por enquanto, a incerteza em torno do C. auris levou a um clima de medo e, às vezes, negação.

Na primavera passada, Jasmine Cutler, de 29 anos, foi visitar seu pai de 72 anos em um hospital de Nova York, onde ele havia sido internado por causa de complicações de uma cirurgia no mês anterior. Quando ela chegou ao seu quarto, descobriu que ele estava sentado por pelo menos uma hora em uma cadeira reclinável, em suas próprias fezes, porque ninguém o atendeu quando ele pediu ajuda para usar o banheiro. Cutler disse que ficou claro que a equipe estava com medo de tocá-lo porque um teste mostrou que ele estava carregando o C. auris .

— Vi médicos e enfermeiras olhando pela janela do quarto. Meu pai não é cobaia. Vocês não vão tratá-lo como uma aberração em um show — disse Jasmine.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Não existe PRAGA PIOR QUE O LULADRAO….o rato está preso e quer mandar trocarão delegado da polícia federal de Curitiba…..existe praga pior que” essa???

    1. Jão
      Você tem toda razão o Lula não é praga
      PRAGA E OS PETISTAS

    2. Rapaz, é só falar do ladrão mor que aparece logo um esquerdopata prá achar ruim. O que será que fizeram com o cérebro dessa gente? Ou melhor, será que um dia tiveram cérebro? kkkkkkk

    3. Claro, tem tudo a ver com a notícia, isso é uma alienação clássica.

    4. Qual a referência entre essa notícia e o ladrão de 9 dedos? Por isso o Bozo não desceu do palanque ainda, porque tem os Bolsominions na platéia.

  2. Nada é mais letal que esses ministros, gestores e políticos brasileiros, acabam tudo, até a ética de um povo.

    1. Só faltava esta, ética popular. Deve ser a mais desgraçada das éticas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Prefeitura de Natal inicia estudos para instalar Centro Administrativo na Ribeira

Imagem: reprodução/Google Maps

A Prefeitura do Natal iniciou estudos para avaliar a criação de um Centro Administrativo Municipal na Ribeira, área histórica da capital. A medida foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (29).

A proposta prevê concentrar, em um único espaço, órgãos da administração hoje distribuídos em vários prédios, com o objetivo de reduzir custos, melhorar a eficiência e integrar estruturas e serviços.

Modelo ‘Buid-to-Suit’

Entre as alternativas analisadas está o modelo Build-to-Suit (construir para alugar), que será comparado com outras opções, como compra de imóveis, obra própria, retrofit, locações convencionais ou manutenção do cenário atual.

Um grupo de trabalho, coordenado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla), ficará responsável por mapear os imóveis usados pela prefeitura, os custos, o número de servidores e as necessidades técnicas do futuro centro, além de avaliar impactos urbanísticos e de mobilidade na Ribeira.

O grupo reunirá secretarias estratégicas e terá 30 dias, após a primeira reunião, para apresentar um relatório técnico com recomendação sobre a viabilidade do projeto e os próximos passos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Toffoli diz em nota que ele decidirá, após conclusão das investigações, se caso Master fica no STF ou na 1ª Instância

Foto: Evaristo Sa/AFP

O ministro Dias Toffoli, do STF, afirmou nesta quinta-feira (29) que só irá analisar a transferência do caso Master do STF para a Justiça Federal após a conclusão das investigações da Polícia Federal.

Segundo Toffoli, o STF precisa fazer uma análise prévia para evitar possíveis nulidades, como desrespeito ao foro por prerrogativa de função, à ampla defesa e ao devido processo legal.

Em nota, o ministro informou que as investigações seguem normalmente, com a manutenção dos sigilos necessários enquanto as diligências estão em andamento.

O gabinete também afirmou que a acareação entre Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, realizada em 30 de dezembro, foi considerada necessária.

Toffoli destacou ainda que determinou diligências urgentes no processo para proteger o Sistema Financeiro Nacional.

Leia a íntegra da nota:

Nota do Gabinete do Ministro Dias Toffoli

Gabinete esclarece principais andamentos do caso Master no STF

  1. “O Ministro Dias Toffoli foi escolhido, por sorteio, para ser o relator da operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal em 28 de novembro de 2025;
  2. “No dia 3 de dezembro de 2025, após o exame preliminar dos autos, houve a determinação, em caráter liminar, para que o processo fosse remetido ao Supremo Tribunal Federal, mantidas e validadas todas as medidas cautelares já deferidas, bem como o sigilo que já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau, a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações;
  3. “Da análise preliminar dos documentos, o Ministro relator verificou, em 15 de dezembro de 2025, a absoluta necessidade da realização de diligências urgentes, não só para o sucesso das investigações, mas também como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam, determinando, no prazo inicial de trinta dias, a oitiva dos principais investigados para esclarecer, em detalhes e com apresentação dos respectivos documentos, as denúncias em apuração;
  4. “Na mesma oportunidade, houve a determinação de oitiva dos dirigentes do Banco Central do Brasil sobre questões de sua atribuição envolvendo as atividades do Banco Master e de possíveis desdobramentos envolvendo outras instituições financeiras;
  5. “As oitivas dos presidentes dos bancos envolvidos no caso e do diretor do Banco Central responsável pela fiscalização das instituições ocorreram no dia 30 de dezembro de 2025, inclusive com a acareação, que se mostrou necessária, entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa;
  6. Após o exame do material contido nos autos e com parecer favorável do Procurador-Geral da República, foi julgada parcialmente procedente a reclamação, para reconhecer a competência da Suprema Corte a fim de supervisionar as investigações que envolvem a operação Compliance Zero, decisão contra a qual não foi apresentado recurso;
  7. “No curso do processo, todos os pedidos de reconhecimento de nulidades formulados pelas defesas dos investigados, inclusive por violação de prerrogativa de foro, foram rejeitados, assim como foi indeferido um pedido de composição amigável entre as partes apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro;
  8. “Aberto o inquérito policial correspondente, que corre em sigilo em razão de diligências ainda em andamento, foram ouvidos alguns investigados pela autoridade policial entre os dias 26 e 27 de janeiro de 2026. A autoridade policial pediu a prorrogação do prazo para a conclusão das investigações por mais sessenta dias, o que foi deferido;
  9. “Paralelamente à operação Compliance Zero, outras operações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, dentre as quais, uma realizada na cidade do Rio de Janeiro, que foi prontamente devolvida à primeira instância, e outra efetivada em São Paulo por determinação da Suprema Corte, trazida ao Supremo Tribunal Federal por iniciativa direta da Procuradoria-Geral da República;
  10. “Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento;
  11. Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal.”

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula escolhe Miriam Belchior para suceder Rui Costa na Casa Civil

Miriam Belchior, Secretária-Executiva da Casa Civil — Foto: Luara Baggi (ASCOM/MCTI)

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), confirmou nesta quinta-feira (29) que a secretária-executiva Miriam Belchior será a indicada do presidente Lula para comandar o ministério a partir de abril.

Costa deixará o cargo em março para disputar uma vaga no Senado pela Bahia. A confirmação foi feita durante entrevista a uma rádio de Jequié (BA).

Segundo o ministro, a escolha já foi comunicada pelo presidente. Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento, é considerada uma técnica experiente e de confiança. A decisão, segundo Costa, segue a orientação de Lula de manter quadros da própria equipe para evitar descontinuidade na gestão.

A Casa Civil é um dos principais centros administrativos do governo, responsável pela articulação entre ministérios e pela coordenação das políticas públicas.

Rui Costa está entre cerca de 20 ministros que devem deixar o governo para concorrer às eleições deste ano, como Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e Camilo Santana.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Haddad defende Lula por encontrar Vorcaro e relata o que presidente disse ao banqueiro

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, relatou nesta quinta-feira (29/1), em entrevista ao Metrópoles, o que o presidente Lula disse ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em reunião no Palácio do Planalto.

Conforme revelou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, Lula recebeu Vorcaro em ao menos uma oportunidade. O encontro ocorreu em dezembro de 2024 e contou ainda com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

O que Lula disse a Vorcaro, segundo Haddad

Ao Metrópoles, em entrevista ao colunista Igor Gadelha e à apresentadora Natália André, Haddad contou que Lula afirmou a Vorcaro que as decisões sobre o Master seriam tomadas pelo Banco Central e que as decisões seriam “técnicas”.

“Tomou posse o Galípolo, viu que estava diante de um problema grave, abriu os procedimentos internos para apurar, constatou a fraude bilionária, tomou todas as medidas necessárias, interna e externamente, para uma decisão robusta, uma decisão sustentável perante qualquer tribunal. Esse é o certo. Com a orientação do presidente da República, que nos disse sempre: façam o trabalho de vocês. Quando ele está diante de uma informação, diz: façam o trabalho de vocês. O que, aliás, foi o que ele disse na reunião com o Vorcaro, segundo todas as testemunhas. ‘Olha, decisão sobre você é do Banco Central, técnica. Uma decisão técnica vai ser tomada. Se bem, bem, se mal, mal‘. E é a orientação que eu recebo”, contou Haddad.

O ministro também defendeu o presidente por ter recebido Vorcaro. Segundo ele, na época do encontro, o que havia apenas era “rumor” e “disse-me-disse” de que as coisas não estavam andando bem no Master.

“Tinha muito rumor de que as coisas não estavam andando bem. Era um disse-me-disse. O rumor existia desde 2024. Tinha problema, mas você não tinha indício de crime, de fraude. Parecia um negócio mal feito, que não ia dar certo. Agora, quando começa no início de 2025, já há elementos concretos. O Galípolo estava muito preocupado, abrindo procedimentos internos para mergulhar na fiscalização. E aí houve um envolvimento quase que ato contínuo do Ministério Público”, contou Haddad.

Questionado sobre por que não alertou Lula a não receber Vorcaro, o chefe da equipe econômica afirmou que não sabia que o presidente da República receberia o banqueiro e ressaltou que não conhece Vorcaro.

“Eu nem sabia que ele ia receber. Eu não conheço essa pessoa. Até outro dia, eu não sabia se ele ia estar nesse ambiente ou não”, declarou Haddad.

Assista: 

Por Igor Gadelha, Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PARANÁ PESQUISAS: Maioria absoluta dos brasileiros acha que Lula não merece ser reeleito

Foto: Reprodução

Levantamento nacional realizado pelo Paraná Pesquisas e divulgado nesta quinta-feira (29) revela que a maioria absoluta dos brasileiros, isto é, 51% dos entrevista consideram que Lula (PT) não merece ser reeleito presidente da República nas eleições de outubro próximo.

A pesquisa, que foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BR-08254/2026/2026, aponta que 45,3% dos eleitores brasileiros, ao contrário, consideram que o petista merece mais um mandato no Palácio do Planalto. Ficaram em cima do muro, sem opinar, 3,8% do total.

O levantamento mostra ainda a intenção de votos dos eleitores na disputa presidencial, apontando crescimento do nome do senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), em um primeiro cenário, que Lula lidera estacionou nos 39,8%, indicando “teto” do petista, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro já registra 33,1% das opções do eleitorado.

Nesse Cenário 1, sem Tarcísio Gomes de Freitas (Rep), a soma dos demais pré-candidatos a presidente (Ratinho Junior, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo), todos de oposição, chega a 15,6 pontos percentuais, quase o triplo da diferença entre Lula e Flávio, situada nos 6,7 pontos.

Em eventual segundo turno, caso a votação fosse realizada hoje, Lula somaria 44,8% contra 42,2% de Flávio, que sobe em flecha desde que seu nome foi lançado. Em outubro, o filho de Bolsonaro somava 37%, subiu para 38,6% em novembro e para 41% em novembro, para finalmente alcançar este desempenho de janeiro.

O Paraná pesquisas realizou 2080 entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais com eleitores de 160 municípios brasileiros, entre os dias 25 e 28 de janeiro, nos 26 Estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 3,4 pontos, para menos ou para mais.

Diário do Poder

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Tarcísio chega à Papudinha para visitar Bolsonaro

Foto: Bruno Escolastico

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chegou à Papudinha, em Brasília, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O encontro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O governador poderá permanecer no local até às 13h.

Moraes já havia autorizado a visita de Tarcísio para o dia 22 deste mês, mas o governador não compareceu. Publicamente, ele alegou questões de agenda para não embarcar a Brasília.

Até então, o ùltimo encontro entre os dois aliados havia ocorrido em agosto do ano passado, quando o ex-presidente estava em prisão domiciliar. Nesse ínterim, Bolsonaro teve a condenação no caso da trama golpista transitada em julgado e passou a cumprir pena em unidade prisional.

O ministro do STF frisou na decisão que as visitas deverão observar as regras estabelecidas pelo local onde Bolsonaro está preso. O ex-presidente cumpre pena no 19º Batalhão da PMDF, unidade conhecida como ‐Papudinha”.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PODERDATA: Percepção de corrupção sob governo Lula sobe 10 pontos

Foto: Reprodução

A taxa de brasileiros que acham que a corrupção no Brasil aumentou com o governo Lula (PT) saiu de 39% em janeiro de 2024 e está em 49% em janeiro de 2026 — o que representa um aumento de 10 pontos percentuais em dois anos, segundo dados do PoderData.

De acordo com o levantamento, 28% acreditam que a corrupção no país ficou igual, enquanto 18% veem diminuição. Outros 5% não sabem.

Em 2024, 30% da população achava que a corrupção havia diminuído, enquanto 19% não viam mudança. Na ocasião, 11% não sabiam responder.

O instituto mostra ainda que, entre os que dizem que aumentou, os percentuais são maiores entre homens (52%), pessoas de 25 a 44 anos (55%), moradores do Centro-Oeste (55%), pessoas com o ensino superior completo (56%) e com renda superior a 5 salários mínimos (56%).

A pesquisa PoderData entrevistou 2.500 pessoas, por telefone, entre os dias 24 e 26 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

CNN

Opinião dos leitores

  1. Este individuo não tem a menor condição de continuar no poder. A CORRUPÇÃO é a sua marca de governo. Escanda-los um atras do outro

  2. Natural, natural essa subida , alguns jegues conseguiram tirar a venda dos olhos, e cons3guiram enxergar um pouco, quem esse esse vagabundo chamado, não por acaso, de LULADRAO.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

VÍDEO: “Como o PIX que fizemos no Brasil”, afirma Lula em Fórum Econômico Internacional

Foto: Ricardo Stuckert

Na abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, em Ciudad do Panamá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a integração regional e destacou iniciativas que, segundo ele, poderiam fortalecer o comércio entre os países da região.

Um momento polêmico do seu discurso surgiu ao citar “sistemas de pagamentos digitais e inovadores como o PIX que fizemos no Brasil”, associando a ferramenta a uma conquista de seu governo. A afirmação, no entanto, não corresponde aos fatos.

O PIX foi lançado em novembro de 2020, antes do início do atual mandato, como resultado de um projeto técnico desenvolvido pelo Banco Central do Brasil durante o governo Jair Bolsonaro, sob a presidência de Roberto Campos Neto. Trata-se de uma política de Estado, construída no âmbito da autoridade monetária, e não de uma iniciativa direta do Executivo.

Confira a fala na íntegra:

Outra estratégia citada por Lula para promover uma integração regional duradoura foi o engajamento de múltiplos atores. “É essencial envolver atores subnacionais, a sociedade civil e a iniciativa privada. Sistemas de pagamentos digitais e inovadores como o PIX que fizemos no Brasil podem impulsionar o comércio regional”, detalhou. “Programas de cooperação entre universidades e centros de pesquisa criam laços baseados no conhecimento e na inovação”, emendou Lula.

Opinião dos leitores

  1. Ah ladrão!
    Kkkkkkkkkkkkkk…
    Nao fez nada nesse terceiro mandato, só aumentou impostos e mais nada.
    Não tem o que entregar.
    Kkkkkk.
    Cadê as passagens aéreas?
    Cadê a picanha?

  2. Ah ladrão!
    Kkkkkkkkkkkkkk…
    Naof3z nada nesse terceiro mandato, só almentou impostos e mais nada.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Empresa de Vorcaro fechou R$ 303,65 mi em contratos com governo Lula

Foto: Reprodução

A Biomm, empresa que tem o banqueiro Daniel Vorcaro como o principal acionista, fechou pelo menos pelo menos R$ 303,65 milhões em contratos com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2025. O acordo se deu para fornecimento de insulina ao Ministério da Saúde.

A empresa de biotecnologia emitiu fato relevante de ao menos 2 contratos, com parceria estimada de 10 anos:

  • em 30 de junho de 2025 (R$ 142 milhões) – Ministério da Saúde adquire insulina humana para fornecimento ao SUS (Sistema Único de Saúde). A compra programada para 1 ano. A Biomm firmou parceria para desenvolvimento produtivo com a Wockhardt e a Fundação Ezequiel Dias.
  • em 3 de novembro de 2025 (R$ 131 milhões) – assinatura de contrato inicial de aproximadamente R$ 131 milhões para entrega de insulina glargina ao Ministério da Saúde. É objeto de parceria para o desenvolvimento produtivo da Biomm com Gan&Lee Pharmaceuticals e Bio-Manguinhos/Fiocruz.

O Ministério da Saúde também publicou um termo de contrato com a empresa Biomm para compra de 2,01 milhões de doses de insulina glargina no valor de R$ 30.650.480,80. O prazo de vigência de 12 meses contados a partir da assinatura de contrato, prorrogável por até 10 anos.

A entrega está dividida em 4 lotes, com previsão do prazo máximo de envio das doses até 15 de abril de 2026.

LULA E VORCARO
Em 26 de abril de 2024, o presidente Lula participou da inauguração da fábrica de insulina da empresa Biomm, localizada em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O Poder360 mostrou que o principal acionista da Biomm é o Banco Master (fundado por Vorcaro), por meio do Fundo Cartago, com 25,86% do controle.

Mesmo sendo o principal acionista, Vorcaro não estava presente. Lula se encontrou na cerimônia com Walfrido dos Mares Guia (outro acionista, com 5,53%) e com Lucas Kallas, da Cedro Participações (dono de 8% da Biomm).

Lula teve um encontro fora da agenda oficial com Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024.

Este jornal digital também mostrou que o banqueiro fundador do Master esteve no Palácio do Planalto ao menos 4 vezes em 2023 e 2024 de acordo com registros do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) e com informações veiculadas pela mídia.

Em 18 de novembro, o BC (Banco Central) decretou a liquidação do banco. Em nota, a autoridade monetária afirmou que a “decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”.

OUTRO LADO
O Poder360 entrou em contato nesta 4ª feira (28.jan.2026) com a assessoria do Ministério da Saúde, por e-mail, para saber se há o interesse em se manifestar sobre os contratos firmados. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

Em nota encaminhada às 19h13 desta 4ª feira (28.jan.2026), a Biomm disse não ter acionista controlador e que sua administração “não permite interferência direta por parte de acionistas individuais”. Também afirmou que os contraos firmados por parcerias de desenvolvimento produtivo “seguiram rigorosamente o processo estipulado pelo Ministério da Saúde”.

Leia a íntegra do comunicado:

“A companhia, de capital aberto e pulverizado, não possui acionista controlador e sua governança não permite interferência direta por parte de acionistas individuais.

“A empresa fornece medicamentos tanto ao sistema de saúde público como também ao mercado privado no Brasil. Todos os contratos de Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) seguiram rigorosamente o processo estipulado pelo Ministério da Saúde, com o propósito de restabelecer a produção nacional de insulina e evitar crises maiores por falta desse medicamento essencial a pacientes diabéticos. Além de PDPs, todos os contratos de fornecimento de medicamentos são realizados por meio de licitações com pregões eletrônicos registrados, competição direta e transparente entre fabricantes, e seleção daquele que oferece o menor preço ao sistema público de saúde.”

Opinião dos leitores

  1. Só um bando de imbecis ou que estão mamando não percebem a corrupção desenfreada nesse governo Lula. Aliás, só se mantêm através da corrupção.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Operação Mederi aponta dano mínimo de R$ 13,3 milhões

Foto: Divulgação

A decisão judicial que embasou a Operação Mederi aponta que as supostas fraudes investigadas pela Polícia Federal podem chegar a R$ 13,3 milhões, valor bloqueado pela Justiça e correspondente ao prejuízo mínimo estimado aos cofres públicos em contratos firmados por cinco prefeituras do Rio Grande do Norte com fornecedoras de medicamentos.

O montante é referente ao período de dois anos, entre 2024 e 2025, e fundamentou a determinação do bloqueio e sequestro de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas no esquema. Os bloqueios têm caráter cautelar e não representam antecipação de culpa.

Mossoró foi a cidade que concentrou o maior volume financeiro entre os municípios investigados, com R$ 9,58 milhões (71,8%) pagos às empresas Dismed Distribuidora de Medicamentos Ltda. e Drogaria Mais Saúde. Em relação às outras quatro prefeituras, os valores são inferiores, mas seguem o mesmo padrão de contratação e execução no mesmo período (2024/2025).

Em Serra do Mel, os pagamentos totalizaram R$ 1,68 milhão. Já o município de Paraú fez repasses de R$ 577,76 mil. A exemplo de Mossoró, Serra do Mel e Paraú tiveram movimentações com as duas empresas. No município de São Miguel, os pagamentos foram feitos apenas à Dismed e somaram R$ 420,28 mil. Em José da Penha, também conforme a decisão, foram pagos R$ 1,07 milhão à Dismed.

Segundo a decisão assinada pelo desembargador federal Rogério Fialho Moreira, a qual a TRIBUNA DO NORTE teve acesso, as fraudes podem chegar a R$ 13,3 milhões porque esse valor corresponde ao prejuízo mínimo estimado, considerando os contratos apurados pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que apontam indícios de entrega parcial de medicamentos, superfaturamento e pagamento integral das notas fiscais.

O magistrado ressalta que o montante foi adotado exclusivamente para fins de bloqueio patrimonial, e que o valor pode ser ampliado caso novas irregularidades sejam comprovadas ao longo do inquérito. “A soma das contratações acima totaliza um montante de R$ 13.339.021,31, valor considerado razoável, neste momento da investigação, para garantir a reparação dos prejuízos causados”, diz trecho do documento.

Com base nesses valores, o juiz autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e ativos financeiros até o limite do prejuízo estimado, por meio de sistemas como Sisbajud, Renajud, Criptojud e do Cadastro Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB). A medida alcança contas bancárias, imóveis, veículos, aplicações financeiras e até criptoativos, com o objetivo de evitar a “dilapidação do patrimônio” e garantir “eventual ressarcimento ao erário”.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. “Vou entrar para a política par ajudar o povo!”

    Ass: Políticos brasileiros

    Nosso país é um verdadeiro circo de horrores!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *