Trump diz que ‘incompetência da China’ causou ‘massacre’ no mundo

Foto: Doug Mills/EFE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a culpar a China pela pandemia de Covid-19. Nessa quarta-feira (20), em sua conta no twitter, o líder norte-americano afirmou que “foi a incompetência da China, e nada mais, que causou esse massacre em todo o mundo”.

O republicano e membros de seu governo vêm elevando o tom contra o país asiático quando o assunto é o novo coronavírus. Analistas já temem que as tensões transbordem com firmeza para a seara comercial, apesar do acordo tarifário assinado entre as partes no início do ano.

Na terça-feira (19), o assessor de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou em entrevista à rede CNN que a China “basicamente desencadeou a pandemia pelo mundo”.

‘Mentiras’ dos EUA

Depois de ambos os países acordarem uma trégua após quase dois anos de guerra comercial, a rivalidade voltou às relações diplomáticas bilaterais.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, provocou indignação em Washington no passado, citando uma teoria da conspiração de que o vírus foi trazido para a China dos Estados Unidos.

“Parece que os Estados Unidos esqueceram que seus líderes elogiaram publicamente a China pelo trabalho contra a epidemia”, disse Zhao na quarta-feira, denunciando que existem “muitos erros e brechas no lado americano, com suas mentiras e rumores”.

Durante um telefonema com o primeiro-ministro do Bangladesh, Sheikh Hasina, o presidente chinês, Xi Jinping, parecia se voltar para os Estados Unidos.

Conforme relatado pela agência chinesa Xinhua, Xi disse que seu país se opõe a ações que interferem na cooperação internacional contra a pandemia e prejudicam o mundo, especialmente os países em desenvolvimento.

“A China está pronta para continuar trabalhando com a comunidade internacional, incluindo Bangladesh, para apoiar a liderança da OMS”, disse Xi.

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, disse a jornalistas nesta quarta-feira que a crise do coronavírus terminou com as ilusões de ter um vínculo mais próximo com a China.

“Subestimamos muito o grau em que Pequim é politicamente e ideologicamente hostil às nações livres”, disse o secretário de Estado. Para concluir, Pompeo disse que a China é governada por um “regime brutal e autoritário”. /AFP

Jovem Pan, com informações do Estadão Conteúdo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Morais disse:

    Sabe o que os EUA sempre fazem para sair do buraco? Criar conflitos, assim o dólar se valoriza e a economia deles é aquecida. No momento atual, são muito dependentes dos produtos chineses e isso não é uma opção, é exigência do capital. O capital se desloca em busca de maior margem de lucro. Mão de obra numerosa e barata em um espaço que concilia socialismo e capitalismo vigiado é um paraíso, não? Politicamente falando, o socialismo sobrevive e o capitalismo se reproduz de forma vigiada atrás das muralhas. Trump vai passar, assim como outros, mas a história não o perdoará. Tenta sobreviver às vésperas das eleições atirando pra todos os lados com o bjetivo de confundir a opinião pública.

  2. Wilson disse:

    A China não é apenas governada por um regime "brutal e autoritário". A China é governada por um bando de psicopatas genocidas, que querem dominar o mundo em cima de uma pilha de bilhões de mortos. Só os escravos do Comunismo não conseguem ver isso.

  3. Fábio Cardoso disse:

    A verdade dói, principalmente, nos ideologicamente idiotizados. O Partido Comunista Chinês é o grande responsável pela disseminação do Covid-19 no mundo. É uma verdade que nenhuma narrativa progressista vai ser capaz de apagar. É um fato.

  4. Cidadão Indignado disse:

    Esse debilóide louco é uma ameaça para o mundo! Os EUA estão numa situação sanitária horrível por conta desse monstro. E aqui, os insanos do planalto estão no mesmo caminho! E o gado mugindo.

  5. O rei do gado disse:

    Sabe aquela criancinha com índole ruim que diz pra mãe que a foi culpa do irmão. A criancinha não cresceu!

  6. MAO BRANCA disse:

    Tem toda a razão o Presidente Trump. Para a China tanto faz morrer 100 mil como 1 milhão, eles tem uma população de mais de 1 bilhão de habitantes. O que eles querem mesmo é ganhar dinheiro, não importa como. Espalharam o vírus pelo mundo e hoje estão vendendo produtos para combater esse mesmo vírus.

  7. Cidadão pagador de impostos disse:

    E a incompetência de Trump aumentou a quantidade de americanos mortos pro Covid.
    Semelhante ao incompetente do Bolsonaro.
    É só comparar c a Argentina.

  8. Nono Correia disse:

    É cara de pau. O sujeito ignorou a letalidade da pandemia, tomou medidas tardias mesmo depois dos avisos da OMS, fez pouco caso da doença. Nos EUA chegaram a morrer 4.000 em um único dia, enquanto a China aplicava um plano de contenção que controlou a pandemia. Esses populistas de extrema direita, como Bolsonaro e Trumpu, sempre tentam transferir sua incompetência para terceiros. Mas Trump está lidando com a China, que caminha a passos largos para ser a próxima potência econômica do mundo e é uma superpotência militar, não está lidando com o serviçal Bolsonaro. Não vai colar.

  9. Antonio disse:

    Tirando a bunda da seringa

    • realista disse:

      e ele tá mentindo ? , não sou nem um pouco a favor dele , mas taí uma verdade que ele falou.

Mortes por coronavírus no mundo chegam a 300 mil; aumento em 100 mil em apenas duas semanas

Foto: Reprodução/Universidade Johns Hopkins

A Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, já provocou a morte de mais de 300 mil pessoas até esta quinta-feira (14), de acordo com o balanço da universidade americana Johns Hopkins.

Até às 14h50, foram registradas 300.074 mortes desde a primeira confirmação de coronavírus em dezembro, na China. Além disso, em todo o mundo já são mais de 4,3 milhões de casos confirmados de Covid-19.

O aumento em 100 mil mortes acontece apenas duas semanas depois do mundo registrar mais de 200 mil vítimas. Esse número de diagnósticos, contudo, reflete apenas uma fração do número real de contaminações, já que muitos países realizam testes apenas em pessoas hospitalizadas.

Sem vacina ou remédio, o vírus que surgiu no fim de 2019 na cidade de Wuhan, na região central da China, já infectou mais de 4,4 milhões de pessoas.

Lideram a lista com o maior número de mortes provocadas pelos novo coronavírus (Sars-Cov-2): Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Espanha, França e Brasil.

Na quarta-feira (13), o Brasil ultrapassou a França em número de infectados pelo novo coronavírus e se tornou o 6º país do mundo com mais casos da doença. Os países com mais casos são:

Estados Unidos: 1,4 milhão de infectados e 84,9 mil mortes
Rússia: 252 mil infectados e 2,3 mil mortes
Reino Unido: 234 mil infectados e 33,6 mil mortes
Espanha: 229,5 mil infectados e 27,3 mil mortes
Itália: 223 mil infectados e 31 mil mortes
Brasil: 196 mil infectados e 13,5 mil mortes
França: 178 mil infectados e 27 mil mortes
Alemanha: 174 mil infectados e 7,8 mil mortes
Turquia: 144,7 mil infectados e 4 mil mortes
Irã: 114,5 mil infectados e 6,8 mil mortes

O Brasil é também o 6º do ranking dos países com mais mortes, ficando atrás dos EUA, Reino Unido, Itália, França e Itália, ainda segundo a universidade.

Subnotificação

O balanço oficial fornecido pelos governos, que é utilizado pela universidade para montar esse ranking, no entanto, não reflete o real número de infectados pelo novo vírus, que surgiu no fim de 2019 na China. Como não há testagem em massa na maior parte dos países, como acontece na Alemanha e na Coreia do Sul, não há como saber exatamente quantas pessoas foram atingidas.

O Brasil realizou pouco mais de 482 mil exames, dos quais mais de 145 mil ainda aguardam resultado. Como esse número de testes é relativamente baixo e a prioridade é para os pacientes graves, aqueles que precisam ser hospitalizados, o número de subnotificações é elevado.

Cientistas brasileiros estimam que o número real de casos de coronavírus no país já estava em 1,6 milhão na semana passada. Para indicar as subnotificações, cientistas analisaram os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e registros dos órgãos regionais. O G1 também noticiou que os números reais da doença são maiores do que os apresentados pelo Governo Federal.

O crescimento de quase 10 vezes o número de internações e de 1.035% de mortes por síndromes respiratórias são evidências da subnotificação de mortes e casos graves de Covid-19 no país.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Roberto disse:

    Para serem claros e precisos, os números teriam que ser de acordo com a população, como por exemplo " x" óbitos para 100 mil habitantes. Acho que, números absolutos ficam difíceis de serem comparados, e o que podem parecer muitos são poucos e vice-versa. Embora, gostaria bastante se o "x"fosse sempre "zero".

  2. Cley disse:

    Graças ao EUA , Brazil. Que estão com alimento explosivo de óbitos diários, e seus presidentes só sabem falar em abrir o comércio. E não esquecendo que França tem 200 óbitos diários, Itália com 400 óbitos diários. Tem muita gente morrendo ainda no mundo inteiro, só mudou o foco da impressa que mostra o Brazil e o EUA com mais detalhes.

Mundo já tem 1,5 milhão de recuperados da covid e Brasil sobe no ranking

Foto: reprodução / Johns Hopkins

Já passa de 1,5 milhão o número de recuperados da covid no mundo. A marca de 1.502.468 foi batida esta madrugada, de acordo com o site da Universidade Johns Hokpins, dos EUA, que faz a atualização online.

Os países com mais recuperados são EUA, Alemanha, Espanha, Itália e Turquia.

O Brasil aparece em oitavo lugar no ranking com mais de 72 mil curados. Subiu uma posição em relação ao levantamento de 30 de abril, quando tinha 35 mil recuperados.

Veja o ranking dos recuperados

EUA – 230,2 mil
Alemanha – 148,7 mil
Espanha – 138,9 mil
Itália – 109,0 mil
Turquia – 98,8 mil
Irã – 88,3 mil
China – 79,2 mil
Brasil – 72,5 mil
França, 57,8 mil
Rússia – 48,0 mil
Casos confirmados

Se cresceu o número de recuperados, o de casos confirmados também: já são 4,2 milhões de infectados em todo o planeta.

Só os EUA registram 1,3 milhão de pessoas com o novo coronavírus.

Em seguida vêm a Rússia com 232,2 mil, Espanha com 228 mil, Reino Unido com 227,7 mil, Itália com 221 mil e França com 178,3 mil casos registrados.

O Brasil aparece em 7º no ranking com 178,2 mil pessoas que tiveram a doença.

R7, com Só Notícia Boa e Jovem Pan

Coronavírus: Nova Zelândia esmaga curva de contágio e vira exemplo para o mundo

Assista AQUI reportagem. Foto: Reportagem

A Nova Zelândia anunciou esta semana que venceu a batalha contra o coronavírus. O país conta apenas 20 vítimas fatais e a população já recebeu as primeiras medidas de alívio do isolamento social.

Apesar de ser mais rico, bem menor e menos populoso do que o Brasil, que lições esse país pode deixar para nós e para o mundo? Veja o exemplo de quem esmagou a curva de contágio.

Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Romero Cezar da Câmara disse:

    É verdade, o Brasil é o quinto em população; a China e a Índia são os últimos? Vocês estão iguais a Trump; todo dia muda o discurso s respeito da gripinha. Assumam e deixe de jogar pra platéia, pois, só diminiu.

  2. Romero Cezar da Câmara disse:

    E Portugal é um exemplo? Ou os EUA seria o melhor a se seguir?

  3. Raimundo disse:

    Só tem 4 mi de habitantes e não faz fronteira com ninguém pois é um arquipélago comparação ridícula para induzir alguma comparação, sem falar que é um país altamente turístico querendo ou não o país para pois não há turistas no mundo todo

  4. Henrique disse:

    Sem comparação com o resto do mundo! Um país 1 mundo, com dinheiro, população de 4mi e além do mais uma ilha.

  5. Everton disse:

    Ótima abordagem, porém devemos lembrar a densidade populacional da Austrália, e que apesar do tamanho, a população se concentra nas bordas.

Coreia do Norte não tem casos de coronavírus e intriga o mundo

Foto: Reprodução

O regime da Coreia do Norte voltou a afirmar no domingo, 12, que não há nenhum caso confirmado da covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, no país.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que não havia casos confirmados do novo coronavírus na Coreia do Norte.

Segundo a OMS, centenas de pessoas testaram positivo para o novo coronavírus. Porém, já não há mais vestígios da covid-19 no país comandado por Kim Jong-un.

A pandemia já atingiu 180 países. O mundo tem mais de 1,8 milhão de casos confirmados e 113 mil mortes, segundo dados Universidade Johns Hopkins.

Em janeiro, logo após o vírus ser detectado, o país se isolou ainda mais do mundo ao anunciar que estava fechando as fronteiras com a China e adotando medidas rígidas de confinamentos aos seus cidadãos.

“Adotamos medidas preventivas e científicas como inspeções e quarentenas para todas as pessoas que chegavam ao país, desinfetamos os produtos, fechamos as fronteiras e bloqueamos todas as rotas marítimas e aéreas”, afirmou Pak Myong Su, diretor do departamento de epidemias da Coreia do Norte.

Por ser um regime autoritário sem a garantia da liberdade de expressão e de imprensa, é difícil saber o que ocorre dentro do país.

O comandante militar norte-americano na Coreia do Sul, general Robert Abrams, declarou no mês passado que tinha “praticamente certeza” de que a Coreia do Norte registrava casos do vírus, apesar das negativas de Pyongyang. Especialistas também questionam as informações divulgadas pelo regime.

Na vizinha do Sul, o vírus atingiu 9.976 pessoas e matou 169 delas, apesar dos esforços do governo em combater a epidemia e testar em massa a população.

Enquanto a doença ainda se alastrava dentro da China, em fevereiro, o ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou que enviou à Coreia do Norte cerca de 1.500 kits de diagnóstico, após um pedido de Pyongyang dado “o risco existente da Covid-19”.

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) pretende destinar 900 mil dólares ao país para ajudar na resposta ao vírus.

Especialistas afirmaram temer que uma epidemia da Covid-19 no país possa causar grandes danos à população, que vive em situação de extrema pobreza. O próprio ditador Kim Jong-un advertiu no mês passado para “graves consequências” se o vírus entrasse no país./AFP e REUTERS

Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Humilde Iconoclasta disse:

    Quando diz que não tem nenhum caso é porque já morreram mais de 10 mil.

  2. Luis disse:

    Países alinhados com a china, mesmos que vizinhos, os números de infectados são baixíssimos. Já os que não são estão no epicentro da pandemia. A teoria de ataques biológico corre solto pelo mundo, dificilmente um país poderá reagir com um ataque covarde desse.

  3. Diego Cardoso da Silva disse:

    Segundo alguns comentam, naquela democracia a estatística é assim:
    segunda:
    02 infectados de manhã;
    00 infectados a noite.
    terça:
    01 infectado de manhã;
    00 infectados a noite.
    quarta:
    03 infectados de manhã;
    00 infectados a noite.
    Entenderam? Não sei se é verdade.
    Dizem que assim, por lá não não tem ninguém infectado e todos recebem o mesmo e eficiente tratamento.

FOTOS: Entrevista de Pelé em que ele diz ser torcedor do Vasco repercute na imprensa mundial

Foto: Reprodução/Instagram

A entrevista do Pelé ao canal Pilhado do Youtube, do jornalista Thiago Asmar, no Youtube, em que o Rei do Futebol reafirmou sua torcida pelo Vasco repercutiu em todo o mundo. O ex-jogador falou de sua paixão pelo clube carioca, explicando também por que seu coração bate mais forte pelo Vasco.

“Não fui vascaíno, sou ainda. Para quem não se lembra, sou ainda. Meu time era o Santos, eu joguei no Santos, mas tenho o direito de escolher. Nunca deixei de ter carinho pelo Vasco”, disse Pelé, que justifica a escolha: “Naquela época, meu pai jogava com um jogador que se chamava Marinho, que era centroavante, e ele foi para o Vasco”.

Veja, abaixo algumas das manchetes:

Fotos: Reprodução

Com Extra e NetVasco

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Anderson disse:

    O Vasco pode estar num mau momento, mas tem história de sobra e craques como Pelé e Romário.

  2. Miranda disse:

    Faltou a cruz de malta no currículo. Primeiro clube a permitir que negros jogassem futebol.

Casos de Covid-19 no mundo ultrapassam 1 milhão; mortos passam de 51 mil

Foto: CESAR MANSO / AFP

Após duplicarem em uma semana, os casos de Covid-19 no mundo ultrapassaram a marca de 1 milhão na tarde desta quinta-feira. Segundo o levantamento realizado pela AFP, já são mais de 1 milhão de infectados pela doença – destes, mais de 500 mil estão na Europa e mais de 217 mil nos Estados Unidos. O número de mortos já passa de 51 mil.

Desde que Wuhan, marco zero da pandemia, registrou seu primeiro caso em dezembro, foram necessários 67 dias para que o número de pessoas infectadas no mundo alcançasse 100 mil. Para que os casos chegassem a 200 mil, passaram-se apenas 11 dias. Seis dias adiante, em 24 de abril, já eram 400 mil diagnósticos. O número de infecções bateu a casa dos 500 mil há exatamente uma semana, no último dia 26.

No total, foram contabilizadas 51.364 mortes, das quais 37.709 na Europa. Com 13.915 mortos, a Itália é o país com mais vítimas fatais, seguida de Espanha (10.003), França (5.387) e Estados Unidos (5.316).

Frente à pandemia, cerca de metade da humanidade – algo em torno de 3,9 bilhões de pessoas em mais de 90 países – foi orientada ou obrigada a se isolar socialmente. Para mais de 2,7 bilhões em 49 países ou territórios, o confinamento é uma ordem. Na maioria dos casos, a população pode sair de casa apenas para trabalhar, comprar produtos básicos ou ir ao médico. Em ao menos outros 10 locais, entre eles o Brasil, há em vigor orientações para permanecer em casa. Em outros 26, há toques de recolher em ativa.

A velocidade de crescimento de novos casos, no entanto, mostra que as medidas não vêm sendo suficientes para conter a pandemia em boa parte dos países. As consequências socioeconômicas da crise de saúde crescem dia a dia: milhões de pessoas já perderam seus empregos, setores inteiros foram afetados e os mercados pelo mundo têm pela frente um panorama nada animador.

Mais de 20% das infecções no mundo estão concentradas em um único país, os Estados Unidos, onde o número de casos ultrapassa 217 mil, com mais de 5,1 mil mortes. O epicentro dos casos no país está no estado de Nova York que, sozinho, tem quase 84 mil pessoas infectadas, com mais de 1,9 mil mortes.

Após semanas de inatividade – o presidente Donald Trump chegou a dizer que a Covid-19 era “só uma gripe” – a Casa Branca foi forçada a aceitar a realidade frente a previsões de que, mesmo com medidas de distanciamento social bastante restritas, entre 100 mil e 240 mil americanos poderão morrer em razão da doença, mais do que nas guerras do Vietnã e da Coreia. Na última terça, com recomendações de distanciamento em vigor até ao menos o fim de abril, Trump reconheceu que a doença é “algo violento”.

500 mil casos na Europa

O epicentro da doença continua sendo o continente europeu que, sozinho, tem mais de 500 mil casos da doença. Até a quarta-feira, a Itália já registrava 110.574 casos da doença, com 13.155 mortes, mais que qualquer outro país do mundo. Em quarentena desde o dia 9 de março, o país já vê uma desaceleração das infecções em seu território: no dia 21/03, o país registrou recordes 6,5 mil novas infecções. Entre terça e quarta, os números mais recentes divulgados pela Defesa Civil do país, os casos novos se aproximavam de 4,8 mil. O isolamento daqueles que podem ficar em casa será mantido ao menos até o próximo dia 12.

Na Espanha, segundo país mais afetado do continente, já são 110.238 casos, com 10.003 mortes, segundo o balanço diário emitido pelo Ministério da Saúde nesta quinta. Em confinamento desde o dia 14 de março, os espanhóis também veem uma desaceleração dos casos em seu território desde o último dia 25. O número de mortes diárias, apesar dos aumentos absolutos, também vem reduzindo gradativamente.

Marco zero da doença, a China registra 82,4 mil casos, com 3.322 mortes. As medidas draconianas de isolamento, no entanto, parecem ter freado a doença no país, ao menos de acordo com os números oficiais. Nas últimas 24 horas, foram registrados apenas 35 novos casos de Covid-19 no país, todos eles importados. O país também começou a divulgar o número de pacientes assintomáticos da doença, que as pesquisas indicam ser vetores de contágio, apesar de menos contagiosos que aqueles com sintomas.

Conforme o berço da doença, Wuhan, reabre aos poucos e vê seu nível de emergência reduzir, o governo chinês vem impondo uma série de restrições para evitar um novo pico da doença catalisado por pessoas vindas do exterior. Entre elas, uma imensa restrição em voos internacionais e quarentenas obrigatórias para quem desembarca no país.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Diogo disse:

    Fazendo o erro feito na Lombardia na Itália : subestimaram a capacidade do vírus infetar outros e os hospitais viraram uma mina pra o vírus infectando primeiro o pessoal pedido e enfermeiros que infectaram o hospital todo . Só ler a notícia de lá mas aqui ninguém lê……

VÍDEO: Homem de 104 anos se torna a pessoa mais velha do mundo a se recuperar do Covid-19

Um homem de 104 anos de idade, que sobreviveu à Segunda Guerra Mundial e à pandemia de gripe espanhola, se tornou a pessoa mais velha do mundo a se recuperar do Covid-19.

William ‘Bill’ Lapschies, nascido em Salem em 1916, apresentou pela primeira vez sintomas associados ao vírus no dia 5 de março. Ele foi rapidamente colocado em isolamento na Casa dos Veteranos Edward C Allworth, em Oregon, onde reside atualmente. Ele foi um dos primeiros moradores que testou positivo para o vírus em 11 de março. Até o momento, 15 residentes deram positivo e dois faleceram, incluindo um homem de 90 anos, segundo a Autoridade de Saúde de Oregon.

Lapschies havia contraído um caso “moderado” de coronavírus, segundo seu médico, doutor Rob Richardson, mas nunca desenvolveu graves problemas respiratórios. Se ele não estivesse morando na Casa dos Veteranos Edward C Allworth quando pegou o vírus, ele provavelmente teria sido transferido para um hospital, disse o Dr. Richardson. “Isso poderia ter sido facilmente diferente”, acrescentou Richardson. “Não há muitas intervenções que possam ser feitas.”

Nesta semana, “ele foi considerado curado do COVID-19″, segundo um porta-voz noticiou ao Koin. Nessa quarta-feira (01.04), a família de Lapschies o surpreendeu do lado de fora da casa para uma comemoração em torno de seu aniversário de 104 anos. Quando perguntado como é fazer 104, ele respondeu: “Muito bom. Eu fiz isso.”

Carolee Brown disse que não era exatamente como ela planejava comemorar o 104º aniversário de seu pai. “Comemoramos 101 e tivemos mais de 200 pessoas. Então, tentando manter nosso distanciamento social e fazer o que o governador Brown nos pediu para fazer ”, disse ela. “Mas estamos tão emocionados que ele se recuperou disso e tivemos que fazer algo por ele”.

Após o teste positivo, Brown disse que o pai estava “muito, muito doente”. A certa altura, ela disse que discutiram com os médicos a possibilidade de ele não conseguir, mas Lapschies é resistente: “ficamos chocados ao ver que ele estava sentado em sua cadeira de rodas, acenando para nós pela janela e pensávamos: ‘Ele vai conseguir!'”

A família acredita que Lapschies pode ser uma das pessoas mais velhas a se recuperar do coronavírus. “Bill é bastante resistente”, disse o genro Jim Brown, observando que Lapschies viveu a gripe espanhola, a grande depressão e algumas recessões. Ele também esteve nas Ilhas Aleutas durante a Segunda Guerra Mundial.

Bill tem dois netos, seis bisnetos e cinco bisnetos. Eles estão ansiosos para poder levá-lo para passear de carro quando a pandemia terminar, para que ele possa ver o rio e as montanhas. Eles também não podem esperar para abraçá-lo novamente. “O sorriso dele, eu gostaria que você pudesse ter visto, essa máscara o cobre, mas o sorriso dele é absolutamente contagioso”, disse a neta Jamie Yutzie.

A família de Lapschies também agradeceu aos funcionários da casa na quarta-feira, dizendo que não poderia ter pedido mais gentileza ou cuidado com o patriarca da família durante este momento difícil. “Esperamos que isso inspire algumas das outras pessoas que estão passando por isso”, disse Carolee Brown. “E estamos realmente animados e ansiosos por 105.”

Zhang Guangfen, uma avó de 103 anos na China, se recuperou do Covid-19 após um tratamento de seis dias em Wuhan. Uma mulher de 103 anos, sem nome, no Irã, também se recuperou após ser hospitalizada na cidade central de Semnan por cerca de uma semana. Italica Grondona, 102 anos, se recuperou no hospital San Martino, em Gênova, Itália. Ela foi apelidada de ‘Highlander’ – a imortal, depois de passar mais de 20 dias no hospital. E uma mulher de 96 anos na Coréia do Sul se tornou a paciente mais antiga do país a se recuperar totalmente do coronavírus. A mulher, do condado de Cheongdo, perto da cidade de Daegu, no sul, recuperou-se completamente depois de receber tratamento na clínica pública de Pohang.

Assista ao vídeo abaixo.

Globo, via Vogue

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JK disse:

    Se tivesse se criado com mocotó, picado de carneiro, buxada de bode… Nem gripezinha tinha pego.

  2. Anti-Político de Estimação disse:

    Um autêntico HIGHLANDER, kkkkkkkkk.

  3. REALISTA INDIGNADO disse:

    ESSE TEM HISTORICO DE ATLETA E EX MILITAR, SERVIU NA SEGUNDA GUERRA.

Infectados por Covid no mundo já são 724 mil com 34 mil mortos

Freiras cantam em uma igreja quase vazia em Barcelona, na Espanha, no domingo (29) — Foto: Pau Barrena / AFP

Passa de 732 mil o número de infecções pelo novo coronavírus e de 34 mil o número de mortes em todo o mundo, segundo a universidade americana Johns Hopkins até às 8h15 desta segunda-feira (30). Mais de 154 mil se recuperaram da doença.

A Espanha registrou 812 novas mortes por complicações provocada pelo novo coronavírus nas 24 horas e o balanço de mortes supera 7,3 mil no país, informou nesta o Ministério da Saúde local. O número de mortes entre domingo (29) e esta segunda é inferior ao número recorde de 838 registrado no balanço anterior.

E o avanço da doença em território espanhol chegou às autoridades de saúde. São quase 12.300 profissionais da área infectados com o novo coronavírus, ao menos 14% do total de 85,1 mil pessoas contaminadas em todo o país. Fernando Simon, chefe de emergência de saúde, foi diagnosticado com Covid-19 e precisará ficar em isolamento.

Desta segunda até ao menos o dia 9 de abril, a Espanha enfrentará um período ainda mais duro de isolamento. Todas as atividades não essenciais foram paralisadas e os cidadão são obrigados pelo governo a permanecerem em suas casas. É uma limitação total de movimentos.

De 24 de março até aqui, não houve nenhum dia que não tenham sido registradas ao menos 500 mortes no país por Covid-19. Os dados alarmantes obrigaram o governo a tomar medidas mais drásticas para conter de fato a circulação de pessoas e controlar a pandemia.

A últimas notícias desta segunda-feira:

Malásia impõe horário para funcionamento de lojas

Zimbábue dá início a 21 dias de quarentena

Irã se aproxima dos 3 mil mortos

Número de mortes na Suíça também cresce

Mais de 500 mortos na Bélgica por Covid-19

Moscou, na Rússia, começa quarentena por tempo indeterminado

A Malásia, no sudeste asiático, só irá permitir que as lojas que vendem artigos de uso diário funcionem das 8h às 20h. A determinação vale para supermercados e postos de gasolina. Sob regras isolamento desde 18 de março, serviços essenciais, como saúde, transporte e indústria de alimentos, estão funcionando. O país já registrou mais de 2,4 mil casos do novo coronavírus.

Pelo mundo

O Zimbábue dá início nesta segunda a 21 dias de quarentena em um esforço para conter a expansão da pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

Em Moscou, na Rússia, o confinamento por tempo indeterminado começa nesta segunda. A tendência é que o restante do país faça o mesmo nos próximos dias. O primeiro-ministro Mikhail Mishustin alertou a população de que esse é o único jeito de controlar o avanço da pandemia. São mais de 1.500 contaminados e oito mortes.

Mortes crescem

Um dos mais afetados pela doença, o Irã registrou 117 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total para 2.757. Também nas últimas horas, foram registrados 3.186 novos contágios, informou um porta-voz do Ministério da Saúde. São 41.495 casos diagnosticados.

O número de mortes na Suíça também aumentou: o balanço total é de 295 mortes, com 15.475 pessoas infectadas. No último domingo, eram 257 mortes. É o nono país no planeta com mais infectados, atrás de Estados Unidos, Itália, Espanha, China, Alemanha, França, Irã e Reino Unido.

Na Bélgica, são 513 mortos por complicações relacionadas à doença. O país europeu já conta com quase 12 mil contagiados. Um dos porta-vozes do governo para a crise informou que a região ainda não atingiu o pico da doença. A Bélgica prorrogou seu período de confinamento até 19 de abril.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Morais disse:

    Covid-19 visualizer. Baixem aí! É bastante interativo.

  2. Ceará-Mundão disse:

    As epidemias seguem seus caminhos e possuem prazo determinado para regredir, o que ocorre apenas após mais da metade da população ser infectada. Inúmeros especialistas no assunto já divulgaram tais informações. Quanto ao RN, está sem governo, sem senadores e com uma fraquíssimo bancada na Câmara Federal, com 2 ou 3 honrosas exceções. Só a proteção divina poderá salvar o estado do pior.

    • Everton disse:

      Só o RN está sem governo, o ódio nubla sua visão e decisão.

    • Marcos disse:

      Acordada, seu sono está profundo e o delírio está contínuo. As ações indicadas por estudos embasadoa cientificamente estão sendo realizadas por vários estados e prefeituras, ao contrário de outras pessoas que falam por achismo.

    • Sergio disse:

      Não vi a governadora desobedecendo as regras do Ministério da Saúde. Já o teu "Mito"…

    • IBM disse:

      Olha só quem resolveu aparecer omi…kkkkkkkkk
      O gado do Ceará.
      Muuuuuuuuuuuuuuuuuuu

  3. Guilherme Luiz Bier disse:

    Bom dia.
    Sim em todos os lugares felizmente temos pessoas curadas em diferentes faixas etárias.
    O site da CNN em espanhol tem uma matéria sobre o assunto.

  4. Dan disse:

    E ninguém é curado desse troço não? Só mostram as mortes …

VÍDEO: China de olho no mundo pós-pandemia

ASSISTA VÍDEO AQUI

O filme Dr. Fantástico (1964), de Stanley Kubrick, é uma sátira a vários fenômenos da Guerra Fria, como a corrida armamentista e o conceito de destruição mútua assegurada.

A China está manobrando em meio à pandemia de COVID-19 para ascender no status de liderança mundial. Enquanto os americanos correm para minimizar as suas perdas pela pandemia, a ditadura chinesa está de olho no pós-apocalipse.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Calixto Silva disse:

    Cadê o vídeo BG?

Coronavírus: mais de 500 mil pessoas já foram infectadas pela doença no mundo

Foto: Divulgação

Os casos de pessoas infectadas pelo novocoronavírus no mundo passaram de 500 mil. Até 15h desta quinta-feira (horário de Brasília), o número já havia chegado a 510 mil, de acordo com o banco de dados sobre a pandemia da Universidade Johns Hopkins, dos EUA. Entre as pessoas que contraíram a Covid-19, mais de 22 mil morreram, segundo a universidade.

A China lidera o ranking em número de infectados, com mais de 80 mil pessoas que contraíram a doença. Logo em seguida, vem a Itália, que também já chegou na casa dos 80 mil. Abaixo, os Estados Unidos com 75 mil casos, seguido de Espanha – 56 mil — e Alemanha — 43 mil. O Brasil aparece na 20ª posição da lista, com 2.611 casos, segundo o levantamento.

Ainda de acordo com os dados da universidade, 22.993 pessoas já morreram por causa da doença. Nesse caso, a Itália é o país com maior número de óbitos — mais de 8 mil. Na sequência vêm Espanha, China, Irã e França.

Por outro lado, 120 mil pessoas já se recuperaram da doença, segundo o levantamento da Universidade Johns Hopkins. Dessas, mais de 60 mil estão na China. O Irã e a Itália têm pouco mais de 10 mil curados, cada. Os outros dois países, que fecham a lista de cinco locais com mais recuperados, são Espanha e Alemanha.

O Globo

MAIOR QUARENTENA DO MUNDO: Índia ‘isola’ 1,3 bilhão de pessoas por 21 dias

Foto: Amit Dave/Reuters

A Índia vai começar o maior isolamento de população do mundo, anunciou o primeiro-ministro Narendra Modi em uma transmissão pela TV nesta terça-feira (24). Ele pediu para que a população de 1,3 bilhão de pessoas fique em casa ou arrisque se infectar pelo Sars-Cov-2, o novo coronavírus.

Modi prometeu direcionar US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,16 bilhões) para o sistema de saúde do país.

“Para salvar a Índia e todos os indianos, vai haver uma proibição total de saídas de suas casas”, ele afirmou. Se o país fracassar no controle do coronavírus nos próixmos 21 dias, poderá ficar 21 anos atrasado, ele complementou.

Com essa medida, cerca de um quinto da população do mundo está em isolamento.

Há 469 casos ativos de Covid-19 na Índia, além de 10 mortes. As autoridades insistiram que não há evidência de transmissões domésticas, mas conduziram poucos testes para checar a presença da doença na população.

A Índia aumentou paulatinamente as ordens para que as pessoas fiquem em casa, e proibiu voos internacionais e domésticos, além de ter suspendido os serviços de transporte ferroviário para passageiros.

Os trabalhadores de hospitais, polícia e imprensa estão isentos das regras de isolamento, e mercados de comida e farmácia permanecerão abertos.

Modi classificou a nova regra de “fechamento total” e não disse quais serviços são exceções, mas disse que todos os passos foram dados pelo Estado para garantir a oferta de itens essenciais”.

G1

Coronavírus: número de mortes passa de 7 mil e o de contágios, de 180 mil no mundo

Ruas quase esvaziadas na cidade de Estrasburgo, na França, algumas horas antes do início da quarentena nacional anunciada pelo presidente Emmanuel Macron contra a disseminação da Covid-19 Foto: PATRICK HERTZOG / AFP

O número de mortes pelo novo coronavírus já chega a 7.063 mortes em todo o mundo desde a descoberta da nova cepa na cidade de Wuhan, na China, em dezembro. O balanço é da agência France Presse e leva em conta dados oficiais dos países atingidos pela pandemia até às 6h desta terça-feira, no horário de Brasília.

Ao todo, neste período, 180 mil pessoas contraíram a Covid-19 em 145 países e territórios. O número, no entanto, tende a ser muito pior, uma vez que muitos governos têm testado apenas pacientes que requerem hospitalização.

A China continua sendo o principal epicentro da nova doença. Na área continental, que exclui as regiões autônomas de Hong Kong e Macau, que tem contabilizado os adoecimentos separadamente, foram 80.881 pessoas infectadas e 3.226 mortes. Ao todo, 68.869 já receberam alta.

No resto do mundo, são 99.215 casos e 3.837 mortes. A Itália, que está em quarentena nacional, continua sendo o segundo país mais atingido pela pandemia: são 2.158 óbitos e 27.990 doentes. O Irã vem na sequência com 14.991 casos e 853 mortes, embora a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheça que o problema no país é, possivelmente, muito pior.

O Brasil tem, até o momento, 234 casos confirmados do novo coronavírus, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. É o terceiro país mais afetado no continente americano, atrás apenas dos Estados Unidos e do Canadá.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Emmanoel do Nascimento Costa disse:

    Se preocuparam tanto com reformas para lascar o trabalhador taí o resultado o que tiraram do trabalhador vão gastar muito mais.

Preços de alimentos no mundo caem afetados pelo coronavírus

Foto: Pixabay

Os preços globais de alimentos caíram em fevereiro, após quatro meses de aumentos sucessivos, com a disseminação do coronavírus impactando a demanda por alguns produtos, informou a agência de alimentos da Organização das Nações Unidas nesta quinta-feira.

O índice de preços dos alimentos da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, teve média de 180,5 pontos no mês passado, queda de 1% ante janeiro.

A FAO também aumentou levemente sua previsão para a produção de cereais, prevendo uma safra totalizando cerca de 2,719 bilhões de toneladas em 2019, acima de uma previsão anterior de 2,715 bilhões e cerca de 2,3% superior à safra de 2018.

O índice de preços de óleo vegetal caiu 10,3% em relação a janeiro, devido a uma queda nos preços do óleo de palma, enquanto o índice de preços de cereais recuou 0,9%, com os preços internacionais de todos os principais cereais, exceto arroz, em queda.

A FAO disse que a disseminação do coronavírus contribuiu para a queda nos preços de ambos os índices, em meio a temores de que o surto desencadeasse uma desaceleração global.

O coronavírus também atingiu o índice de preços da carne, que caiu 2% no mês devido às menores importações da China, epicentro da epidemia, que até agora já infectou pelo menos 95.300 pessoas em todo o mundo e causou mais de 3.200 mortes.

O índice de preços dos laticínios subiu 4,6%, impulsionado pelo aumento do queijo devido a uma queda nas exportações de Nova Zelândia e Austrália.

Já as cotações do leite em pó caíram devido à desaceleração das compras da China, o maior importador do mundo, devido a atrasos no manuseio de cargas nos portos, afetados pela disseminação do coronavírus, informou a FAO.

Por outro lado, o índice de preços do açúcar subiu 4,5% no mês, atingindo seu nível mais alto desde maio de 2017, principalmente por perspectivas de menor produção na Índia e prolongada seca na Tailândia – dois dos principais países produtores de açúcar.

A FAO também divulgou uma nova previsão para a produção mundial de cereais, dizendo que os mercados globais devem permanecer bem abastecidos, cobrindo confortavelmente a previsão de crescimento no consumo.

A previsão preliminar para a produção de trigo em 2020 é de 763 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao nível quase recorde registrado em 2019.

R7, com Reuters

Medo do coronavírus adia shows, cancela gravações e altera rota de artistas pelo mundo

Grupo BTS. Foto: AMY SUSSMAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

Desde o início desse ano, o novo coronavírus assombra países do mundo todo. O cotidiano nas cidades foi alterado e a economia sofreu um baque. Da mesma forma, a cultura também foi contaminada.

Artistas e produtores estão alterando suas rotas para evitar o avanço do Covid-19 – a doença causada pela nova forma do vírus.

Na Coreia do Sul, enquanto a população vibrava pela vitória de “Parasita” no Oscar, também assistia à multiplicação dos casos de pessoas doentes.

O país já registrou mais 5 mil casos da doença, 31 pessoas morreram. O governo tem pedido à população que evite aglomerações e permaneça em casa diante de sintomas como febre ou dificuldades respiratórias.

O próprio diretor de “Parasita”, Bong Joon-ho, recebido como heroi pelos sul-coreanos após a vitória no Oscar, falou sobre a epidemia ao chegar ao aeroporto de Incheon.

“Obrigado pelos aplausos, gostaria de enviar aplausos de volta a vocês por lidarem tão bem com o coronavírus”, disse Bong. “Vou me juntar aos esforços para superar o corona lavando minhas mãos cuidadosamente.”

Fãs de k-pop, a música pop sul-coreana que é fenômeno mundial, ficaram preocupados com um alerta do grupo BTS.

Os membros pediram aos próprios fãs pra não aparecerem em apresentações que eles iam fazer em programas de TV.

Os shows foram mantidos, mas sem plateia nos estúdios e com toda a comunicação com jornalistas e fãs feita por videoconferência.

As emissoras de TV sul-coreanas, que muitas vezes convidam os fãs pra verem de perto os astro do k-pop nos programas, estão deixando de fazer isso desde janeiro e optando por apresentações gravadas.

Outros grupos de k-pop preferiram adiar shows que já estavam marcados. O Got7, por exemplo, estava com ingressos esgotados pra duas apresentações na Tailândia em fevereiro, mas transferiu os shows pra maio.

A banda Green Day também anunciou o cancelamento de sua turnê na Ásia por causa da preocupação com o vírus.

Impacto no cinema

O medo do coronavírus também infectou o cinema. O medo do contágio derrubou as bilheterias sul-coreanas em fevereiro.

Na Itália, as filmagens do novo filme “Missão Impossível” foram interrompidas. O país é o maior foco do Covid-19 na Europa.

Os planos de rodar cenas em Veneza foram suspensos, sem previsão de uma nova data para a gravação. A imprensa internacional diz que Tom Cruise, astro de “Missão Impossível”, não tava no país, e que o restante da equipe de produção foi mandado para casa.

Em Veneza, as autoridades interromperam até o carnaval, que também é tradicional por lá – as pessoas saem às ruas fantasiadas. Os dois últimos dias da festa foram cancelados.

Mercado de luxo preocupado

Na moda, a explosão do coronavírus na Itália coincidiu com a Semana de Moda de Milão, uma das mais importantes do mercado. Isso levou ao cancelamento de vários eventos e desfiles.

A Armani, uma das grifes mais aguardadas do evento, desistiu de fazer um desfile público e filmou modelos desfilando num teatro vazio.

As marcas do mercado de luxo já estão falando na previsão de um ano complicado.

Isso porque a China, que tem o maior número de casos de coronavírus, representa boa parte do faturamento dessas empresas. E, lá, por causa da epidemia, várias lojas tiveram o horário de funcionamento reduzido ou até foram fechadas.

No Brasil, dois casos de Covid-19 foram confirmados. Os infectados são brasileiros que estiveram recentemente na Itália. Eles estão em isolamento domiciliar.

A Organização Mundial da Saúde já afirmou que não há motivo para pânico por causa da doença. O que dá para fazer é se proteger. Lavar as mãos é uma das principais formas de prevenção.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcos disse:

    Fizeram certo.
    Aqui no BRASIL, mesmo com o vírus Corona chegando diariamente nos aeroportos, desde janeiro, o governo federal nada fez para impedir as multidões que brincavam o carnaval. Só no show de Anita, depois do carnaval havia 370 mil pessoas. A conta vai chegar. E a dona foice vai ter muito trabalho. Parabéns ao poder público !

Organização Mundial da Saúde (OMS) eleva risco da epidemia de coronavírus no mundo para ‘muito alto’

Foto: Sergei Grits/AP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para “muito alto”, o maior possível, o risco mundial da epidemia de Covid-19, a infecção causada pelo novo coronavírus. Nesta sexta-feira (28), a agência de Saúde da ONU disse que há, além de China, casos registrados da doença em outros 49 países.

“Nossos epidemiologistas têm monitorado o avanço da doença constantemente”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva. “Agora aumentamos nossa avaliação do risco de propagação e do risco de impacto do Covid-19 para ‘muito alto’ em um nível global.”

“Pandemia é um termo coloquial, nós queremos ir além de termos coloquiais. Sim, nós estamos no nível mais alto de alerta, no nível mais alto de avaliação de risco”, afirmou Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS.

Segundo avaliação da entidade, os casos em cada país são vinculados a pequenos grupos. Ghebreyesus disse que a agência de saúde da ONU não vê evidências de que o vírus esteja se espalhando livremente. Segundo a OMS, dos novos casos identificados em todo o mundo, 24 foram exportados da Itália e 97 do Irã.

Contenção x mitigação

Na avaliação da OMS, o vírus ainda está na fase de contenção – em que a transmissão pode ser interrompida. A fase seguinte a essa, a de mitigação, é quando fica entendido que não é mais possível evitar a disseminação dele.

“O aumento contínuo do número de casos de Covid-19, e o número de países afetados nos últimos dias são motivo de preocupação”, disse Ghebreyesus. “Nós ainda podemos conter a dispersão do vírus se tomarmos ações robustas e detectar rapidamente o surgimento de novos casos.”

“Ambas [as estratégias] são necessárias”, avaliou Michael Ryan. “Aceitar que a mitigação é a única opção é aceitar que o vírus não pode ser parado – e nós vimos na China que ele pode ser freado significativamente”.

Conforme o balanço mais recente da OMS, a China confirmou 329 casos nas últimas 24 horas. Esse é o menor número de novos casos diários em um mês. Com esses, o país tem, até o momento, 78.959 casos reportados à agência e 2.791 mortes.

Bem Estar – Globo