Criptomoedas: entenda o que são e como elas têm mudado o mundo e ainda devem revolucionar a economia e os mercados

Até o século VII antes de Cristo, não havia dinheiro e a sociedade vivia a base de trocas. Foi aí que surgiu, por exemplo, a palavra salário: um pagamento feito com sal. De lá para cá, entretanto, as moedas evoluíram. Há algumas décadas, elas passaram a ser usadas em formato de plástico, após a criação e a popularização de cartões de crédito e débito.

Com o avanço da tecnologia, a ideia de armazenar dinheiro em formato virtual ganhou consistência. Diferentes soluções foram desenvolvidas, até que se chegou às criptomoedas — moedas digitais que não são reguladas por nenhuma entidade (bancos ou governos).

Isso significa que quem as usa pode fazer transações com total liberdade e privacidade: ou seja, sem a intervenção de mecanismos reguladores, já não há cédulas e as transações são feitas sem intermediários. O que garante o sigilo é a criptografia. Aliás, é daí que vem o nome desse dinheiro digital.

A valorização das criptomoedas começou em 2013. Isso porque as poupanças dos contribuintes da República do Chipre foram confiscadas e os bancos locais caíram em descrédito. Com isso, a população passou a buscar alternativas e chegou às moedas digitais.

O sucesso veio, justamente, porque elas não são controladas por bancos ou governos — o que as livra do risco de serem confiscadas. Por outro lado, suas oscilações constantes fizeram muitos a encararem como uma bolha.

Isso durou até 2016, quando a crise institucional e econômica global fez as atenções se voltarem novamente para elas. Desde então, sua valorização tem sido constante. Em 2016, uma bitcoin, por exemplo, valia US$ 443,57 e, em 2017, seu preço chegou a US$ 17.549,67.

O que é, de fato, uma criptomoeda?

De forma simples, as criptomoedas são dinheiro virtual — ou seja, códigos extremamente protegidos que podem ser convertidos em valores reais e usados em pagamentos. Em relação ao dinheiro físico, como o real ou o dólar, três características as diferenciam: a descentralização (já que independem de regulação), o anonimato e o custo zero da transação.

A primeira tentativa de criptomoeda chamava-se “b-money”. Criada pelo engenheiro de software Wei Dai, já tinha, entre suas características, a descentralização e o anonimato. Ela nunca foi amplamente utilizada, mas inspirou o surgimento do “bitgold”.

Ele também não teve muito sucesso, mas levou ao desenvolvimento da bitcoin. E foi aí que entrou em cena a tecnologia blockchain. Ela é o elemento central do processo: uma comunidade de usuários espalhados pelo mundo registra as transações. Assim, o banco de dados pode ser verificado pública e rapidamente, e a ação de hackers é dificultada.

Assim como o dinheiro físico, que tem número de série, marca d’água e outros itens de certificação, as criptomoedas usam criptografia para se manterem seguras. Em outras palavras, cada criptomoeda é única e tem seu próprio número de identificação. Por isso, somente quem tem essa informação consegue transferi-la.

Transações com criptomoedas garantem privacidade ao usuário, pois, em geral, não requerem informações pessoais. Há que argumente, entretanto, que, por essa característica, seu uso facilita atividades ilegais, como tráfico de drogas e armas.

Outro diferencial importante das criptomoedas é o custo zero de transação. Como não há interferência de órgãos reguladores, não há adição de taxas — diferentemente do que ocorre com o dinheiro convencional, que está vinculado a encargos definidos pelas instituições que o controlam.

Isso faz das moedas digitais uma ótima alternativa para transações internacionais, que normalmente são acrescidas de tarifas altas. Além disso, como elas não são reguladas, suas oscilações de preço são influenciadas apenas pela economia que as envolve. A visão dos desenvolvedores das criptomoedas é anarcocapitalista: ou seja, a economia é suficiente para organizar a sociedade.

O fato de não haver controle institucional sobre elas fez muitos as verem como um investimento arriscado. No início, eram tidas como investimento pouco atraente, mas sua alta eficiência fez que elas se destacassem em pouco tempo: a preservação dos dados e os registros criptografados fez até os bancos de interessarem por elas.

Como elas funcionam?

Tanto a cotação quanto a compra e a venda de moedas digitais acontecem anonimamente pela internet. Isso porque, como são digitais, elas são guardadas de forma diferente do dinheiro comum.

Para começar, elas são protegidas por uma chave de criptografia privada — o código necessário para efetuar as transações. Então, essas moedas são armazenadas em uma carteira virtual e administradas a partir de um computador pessoal ou de um dispositivo móvel.

Em outras palavras, não é possível ir ao banco e fazer uma retirada de criptomoedas. Todos os trâmites são totalmente digitais. E é a blockchain que garante sua segurança. De tão confiáveis, as criptomoedas passaram a chamar a atenção de grandes empresas, bancos e governos.

(mais…)

Entenda por que a maconha foi proibida ao redor do mundo

(FOTO: PIXABAY)

Nos últimos anos, países comoEstados Unidos, Uruguai e Holanda mudaram suas legislações e passaram a autorizar o consumo de maconha tanto para fins recreativos quanto medicinais. Essas nações, entretanto, são absolutamente minoritárias em relação às leis adotadas pela maior parte do planeta.

No Brasil, por exemplo, o uso de Cannabis é crime, mas desde 2006 não há pena de prisão para uso pessoal — ainda que caiba ao juiz avaliar a quantidade que corresponda ao “consumo pessoal”. Atualmente, algumas famílias também têm conseguido na Justiça o direito de importar remédios com canabidiol, uma das substâncias derivadas da planta.

Mas afinal, por que a maconha foi proibida? A história vai além do clichê de que ela faz mal à saúde. Até porque, se esse fosse o caso, a lista de proibições seria longa. Na verdade, os motivos misturam preconceito com minorias, interesses de indústrias e moralismos religiosos que condenam a noção de prazer sem merecimento.

Tudo começou nos Estados Unidos. Nos anos 1920, com a famosa Lei Seca que proibia a produção e comercialização de bebidas alcoólicas, a maconha, que até então era restrita a minorias mexicanas, entrou na vida de muita gente. O problema é que o chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição, Henry Aslinger, tornou a guerra contra as drogas quase uma missão pessoal. E se aproveitou de boatos de que a maconha induzia à promiscuidade e ao crime para dar início à perseguição da erva.

HENRY ASLENGER, QUE PROMOVEU A CRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA NOS EUA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Depois que o álcool voltou a ser permitido, em 1930, o governo criou o Federal Bureau of Narcóticos (Departamento Federal de Narcóticos), para combater o uso de cocaína e ópio. Aslinger se tornou chefe do FBN e incluiu a maconha na lista de substâncias proibidas.

Há desconfianças, porém, de que Aslinger tinha mais do que sede de poder e ódio às drogas, e teria sido motivado por outros interesses. Um deles era o de servir a indústrias que lucrariam com a destruição de indústrias do cânhamo, fibra obtida da Cannabis que pode ser usada na fabricação de tecidos, papel, cordas, resinas e combustíveis. É claro que petrolíferas e fabricantes de fibras sintéticas não gostavam nada da ideia de disputar mercado com produtores da fibra vegetal.

A erva, aliás, está no cerne da história moderna do Brasil. É que as caravelas portuguesas que chegaram ao país em 1500 eram feitas de fibra de cânhamo — a palavra maconha em português, por sinal, seria um anagrama da palavra cânhamo.

No início da colonização, o cultivo da planta era inclusive incentivado pela Coroa Portuguesa. Com o passar dos anos, o consumo da maconha como substância psicoativa passou a se disseminar entre escravos e índios. Mas ninguém parecia se preocupar muito com isso. No fim do século 19, seu uso passou a ser recomendado por médicos no tratamento de bronquite, asma e insônia.

Não durou muito. A partir de 1930, muito influenciado pelos Estados Unidos, o Brasil começou a reprimir o uso de maconha, e a associá-la ao preconceito racial — o consumo de Cannabis se tornou uma forma de criminalizar a população negra, historicamente marginalizada.

O tema voltou à pauta recentemente, pois o Supremo Tribunal Federal deveria julgar no dia 5 de junho um caso que poderia descriminalizar o porte de maconha para consumo pessoal. A votação, entretanto, foi adiada para data incerta.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nelson Maia disse:

    Pronto! Nem maconha pode mais se fumar em paz, sem correr o risco de ser acusado de apropriação cultural, rsrsrsrs

Brasileiros estão entre os mais preocupados do mundo, diz estudo

Foto: Pixabay

Os brasileiros estão entre os 10 povos mais preocupados do mundo, de acordo com dados do relatório anual Global State of Emotions, do Instituto Gallup, realizado em 143 países divulgado nesta quinta-feira (25).

Entre os brasileiros entrevistados, 57% afirmaram sentir preocupação. Já no Moçambique, que liderou nesse quesito, a porcentagem foi de 63%. Na base da lista aparece o Uzbequistão, onde apenas 20% se revelaram preocupados.

Os itens apresentados pelo questionário foram raiva, tristeza, estresse, preocupação, dor física, alegria, prazeres, relaxamento, aprender algo, alegria e respeito.

Outro quesito que a maioria dos brasileiros também respondeu “sim” foi em relação a se sentir tratado com respeito. Quase a totalidade (96%) concordou com isso. A nação em que esse fator foi mais reforçado foi o Equador (97%) e menos, a Etiópia (65%). O Brasil ficou em quinto lugar, ao lado da Argentina.

Segundo a pesquisa, o mundo está mais triste, furioso e apreensivo. O índice das três emoções subiu para níveis recordes pelo segundo ano consecutivo. Entre os países mais tristes estão Chade, Níger, Serra Leoa, Iraque e Irã, que o relatório ressalta, serem nações afetadas por guerras e crises humanitárias.

Brasil está entre países menos positivos da América Latina

Já as nações latino-americanas predominam no ranking de países mais positivos. O Paraguai e o Panamá apareceram empatados como os países mais positivos do mundo. Fora das Américas, a Indonésia figura como a nação mais positiva do mundo.

Entre os países da América Latina, o Brasil está em penúltimo lugar entre os mais positivos, ficando acima apenas do Haiti. Já na ranking geral, o Brasil integra o grupo de países que ocupam o 14º lugar, com o mesmo nível de felicidade do Camboja, Estônia, Kwait, Tajikistan e Portugal (72%).

Em relação a “emoções negativas”, o Brasil está em quarto lugar entre os países latino-americanos – o primeiro é o Haiti -, e na ranking geral, está em 15º – o primeiro é o Chade. No grupo do Brasil estão Burkina Faso, Turquia e Zambia (72%).

“Estudos sobre a felicidade global geralmente envolvem duas medidas: como as pessoas vêem suas vidas e como elas a vivem. Ambos os conceitos estão enraizados na economia comportamental. Como as pessoas refletem sobre sua vida é muito diferente de como elas a vivem”, escreveu Jon Clifton, sócio do Instituto Gallup, no relatório.

“As pessoas na América Latina nem sempre avaliam suas vidas da melhor forma, como nos países nórdicos, mas elas riem, sorriem e desfrutam do prazer como ninguém no mundo”, acrescentou.

Ainda segundo a pesquisa, as pontuações mais altas refletem a tendência cultural na região em se concentrar nos pontos positivos da vida.

Estresse cai e infelicidade se estabiliza

O levantamento revelou que o nível de estresse mundial apresentou uma leve queda – o líder é a Grécia, com 59%. A média global foi de 35%.

A pesquisa concluiu que o nível de infelicidade no mundo se estabilizou, sendo semelhante ao do ano anterior.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo martins disse:

    Preocupados com o quê? Com o Brasileirão ou vagina da Anitta?

  2. Manoel disse:

    A preocupação dos petistas é que se Bolsonaro privatizar tudo eles não vão ter mais de onde roubar .

  3. Carlos Bastos disse:

    Deixe de escrever besteira, (indignado) você vai ficar quando vc Sr aposentar.

  4. Indignado disse:

    LULA ESTÁ PREOCUPADO EM GASTAR O DINHEIRO FAZER A LAVAGEM DE DINHEIRO.

ALERTA: Em clima de segredo, um fungo fatal resistente a medicamentos se espalha pelo mundo

Dr. Shawn Lockhart, especialista em doenças fúngicas, segura uma lâmina com Candida auris coletada de um paciente americano Foto: Melissa Golden/The New York Times

Em maio do ano passado, um homem idoso foi internado no Hospital Mount Sinai, no Brooklyn, em Nova York, para uma cirurgia abdominal. Um exame de sangue revelou que ele estava infectado com um germe recém-descoberto e tão mortal quanto misterioso. Os médicos o isolaram rapidamente na unidade de terapia intensiva.

O germe, um fungo chamado Candida auris , ataca pessoas com sistema imunológico enfraquecido e vem se espalhando silenciosamente pelo mundo. Nos últimos cinco anos, atingiu uma unidade neonatal na Venezuela, varreu um hospital na Espanha, forçou um conceituado centro médico britânico a fechar sua unidade de tratamento intensivo e fincou raízes na Índia, no Paquistão e na África do Sul. E não há tratamento efetivo conhecido.

Recentemente, o C. auris chegou a Nova York, Nova Jersey e Illinois, fazendo com que os Centros Federais de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) o incluíssem na lista de germes considerados “ameaças urgentes”.

O homem internado no Hospital Mount Sinai morreu depois de 90 dias no hospital, mas o C. auris não. Testes mostraram que o fungo estava em toda parte em seu quarto e de uma forma tão invasiva que o hospital precisou de equipamentos de limpeza especiais e teve que arrancar parte dos pisos para erradicá-lo.

— As paredes, a cama, as portas, as cortinas, os telefones, a pia, o quadro branco…. Tudo foi infectado — disse Scott Lorin, presidente do hospital — O colchão, os trilhos da cama, os buracos da caixa, as persianas da janela, o teto…Tudo na sala deu positivo para o fungo.

Há risco de atingir população mais saudável

O C. auris é tão resistente, em parte, porque é impermeável aos principais medicamentos antifúngicos, tornando-se um novo exemplo de uma das ameaças à saúde mais intratáveis do mundo: o surgimento de infecções resistentes aos medicamentos.

Durante décadas, especialistas em saúde pública alertaram que o uso excessivo de antibióticos estava reduzindo a eficácia de drogas que prolongariam a expectativa de vida ao curar infecções bacterianas, uma vez que elas são fatais. Mas ultimamente, também houve uma explosão de fungos resistentes, acrescentando uma nova e assustadora dimensão a um fenômeno que está minando um pilar da medicina moderna.

— É um senhor problema — disse Matthew Fisher, professor de epidemiologia fúngica do Imperial College London, que foi co-autor de uma recente pesquisa científica sobre o surgimento de fungos resistentes — Dependemos de poder tratar esses pacientes com antifúngicos.

Simplificando, os fungos, assim como as bactérias, estão evoluindo para sobreviver aos medicamentos modernos.

Os líderes mundiais de saúde já pediram mais moderação na prescrição de medicamentos antimicrobianos para combater bactérias e fungos. Em 2016, o assunto foi discutido na Assembleia Geral da ONU. No entanto, o uso excessivo deles em hospitais, clínicas e na agricultura continuou.

Em uma comunidade queniana pobre, antibióticos baratos alimentaram infecções mortais e resistentes a drogas. Os germes resistentes são frequentemente chamados de “superbactérias”, mas isso é simplista porque eles não matam todos. Em vez disso, são mais letais em pessoas com sistemas imunológicos imaturos ou comprometidos, incluindo recém-nascidos e idosos, fumantes, diabéticos e pessoas com distúrbios autoimunes que tomam esteróides que suprimem as defesas do corpo.

A médica Johanna Rhodes, especialista em doenças infecciosas do Imperial College London Foto: Tom Jamieson/The New York Times

Os cientistas dizem que, a menos que novos medicamentos mais eficazes sejam desenvolvidos e o uso desnecessário de drogas antimicrobianas seja drasticamente reduzido, o risco se espalhará para populações mais saudáveis. Um estudo do governo britânico financiou projetos para mostrar que se as políticas não forem postas em prática para retardar a ascensão da resistência às drogas, 10 milhões de pessoas poderiam morrer no mundo de todas essas infecções em 2050, ofuscando os oito milhões que morreriam devido ao câncer.

— Estamos conduzindo isso com o uso de antifungicidas nas plantações — disse Johanna Rhodes, especialista em doenças infecciosas do Imperial College London.

Alerta para uso desenfreado de fungicidas

Nos Estados Unidos, dois milhões de pessoas contraem infecções resistentes anualmente e 23 mil morrem por causa delas, de acordo com a estimativa oficial do Centro de Controle e Prevenção de Doença americano, o CDC, baseada em números de 2010. Estimativas mais recentes de pesquisadores da Escola de Medicina de Washington apontam o número de mortos em 162 mil. Mortes em todo o mundo causadas por infecções resistentes são estimadas em 700 mil.

Antibióticos e antifúngicos são essenciais para combater infecções em pessoas, mas os antibióticos também são usados amplamente para prevenir doenças em animais de fazenda, e os antifúngicos também são aplicados para impedir que plantas agrícolas apodreçam. Alguns cientistas citam evidências de que o uso desenfreado de fungicidas nas plantações está contribuindo para o surgimento de fungos resistentes a medicamentos e que infectam seres humanos.

C. auris é uma infecção fúngica misteriosa e perigosa que está entre um número crescente de germes que desenvolveram defesas contra medicamentos comuns. No entanto, à medida que o problema cresce, ele é pouco compreendido pelo público — em parte porque a própria existência de infecções resistentes é muitas vezes encoberta pelo sigilo.

Com bactérias e fungos, hospitais e governos locais estão relutantes em divulgar surtos por medo de serem vistos como centros de infecção. Mesmo o CDC, sob o seu acordo com os estados, não tem permissão para tornar pública a localização ou o nome dos hospitais envolvidos em surtos. Em muitos casos, os governos estaduais se recusam a compartilhar publicamente informações, além de reconhecer que tiveram casos.

Enquanto isso, os germes são facilmente espalhados — transportados em mãos e equipamentos dentro dos hospitais; transportados através das fronteiras pelos viajantes e nas exportações e importações; e transferido por pacientes idosos para o hospital e para asilos.

Outras cepas proeminentes do fungo Candida — uma das causas mais comuns de infecções da corrente sanguínea em hospitais —- não desenvolveram resistência significativa a drogas, mas mais de 90% das infecções por C. auris são resistentes a pelo menos uma droga e 30% são resistente a dois ou mais medicamentos, disse o CDC.

Lynn Sosa, epidemiologista de Connecticut, disse que agora vê o C. auris como a principal ameaça entre as infecções resistentes.

— É praticamente imbatível e difícil de identificar — disse ela.

Quase metade dos pacientes que contraem o C. auris morre dentro de 90 dias, de acordo com o CDC. No entanto, especialistas do mundo ainda não descobriram de onde vieram.

— É uma criatura da lagoa negra. Borbulhou e agora está em toda parte — disse Tom Chiller, que lidera o estudo de fungos no CDC e que está comandando um esforço global para encontrar tratamentos e impedir a propagação.

Fungo silencioso se espalha feito ‘incêndio’

O primeiro grande surto na Europa envolveu 72 casos em um hospital de Londres, em 2015/2016. Já o primeiro documentado nas Américas foi em 2012/2013, em um centro médico na Venezuela. Cinco dos 18 pacientes infectados morreram. Uma cepa geneticamente distinta de Candida auris na África do Sul infectou pelo menos 451 pacientes entre 2012 e 2016.

No final de 2015, a doutora Johanna Rhodes, especialista em doenças infecciosas do Imperial College London, recebeu uma ligação do Royal Brompton Hospital, um centro médico britânico em Londres. O C. auris havia se enraizado lá, e o hospital não conseguiu combatê-lo.

— Não temos ideia de onde está vindo. Nós nunca ouvimos falar disso. Está se espalhando como um incêndio — disse Rhodes, que concordou em ajudar o hospital a identificar o perfil genético do fungo e limpá-lo dos quartos.

Sob sua direção, os funcionários do hospital usaram um dispositivo especial para pulverizar peróxido de hidrogênio em aerossol em torno de uma sala usada por um paciente com C. auris . A teoria é que o vapor iria vasculhar cada canto. Eles deixaram o aparelho por uma semana.

O fungo estava se espalhando, mas a notícia não se espalhou. O hospital, um centro especializado em pulmões e coração e que atrai pacientes ricos do Oriente Médio e da Europa, alertou o governo britânico e informou aos pacientes infectados, mas não fez nenhum anúncio público.

— Não houve necessidade de lançar um comunicado de imprensa durante o surto — disse Oliver Wilkinson, porta-voz do hospital.

Esse pânico silencioso está ocorrendo em hospitais de todo o mundo. Instituições individuais e governos, em níveis nacionais, estaduais e municipais, têm relutado em divulgar surtos de infecções resistentes, argumentando que não há motivo para assustar pacientes.

De alguma forma, o fungo deu um salto e pareceu se espalhar. É resistente a drogas, o que é realmente incompreensível — disse a médica Snigdha Vallabhaneni, especialista em fungos e epidemiologista do CDC.

Silke Schelenz, especialista em doenças infecciosas da Royal Brompton, considerou a falta de urgência do governo e do hospital nos estágios iniciais do surto “muito, muito frustrante”.

— Eles, obviamente, não queriam perder a boa reputação — disse Schelenz.

Até o final de junho de 2016, um artigo científico relatou um surto atual de 50 casos de C.auris no Royal Brompton, e o hospital deu um passo importante: fechou sua UTI por 11 dias, levando pacientes de cuidados intensivos para outro andar, novamente sem anúncio.

Dias depois, o hospital finalmente reconheceu a um jornal o problema. Uma manchete no The Daily Telegraph avisou: “Unidade de terapia intensiva fechada após o novo fungo emergir no Reino Unido” (Mais tarde, pesquisas disseram que houve 72 casos no total, embora alguns pacientes fossem apenas portadores e não tivessem infectados pelo fungo).

No entanto, a questão permaneceu pouco conhecida internacionalmente, enquanto um surto ainda maior havia começado em Valência, na Espanha, no Hospital Universitárioei Politécnico La Fe, com 992 leitos. Lá, sem o conhecimento do público ou de pacientes não afetados, 372 pessoas foram colonizadas — o que significa que tinham o germe em seu corpo, mas não estavam doentes — e 85 desenvolveram infecções na corrente sanguínea. Um artigo publicado na revista Mycoses relatou que 41% dos pacientes infectados morreram em 30 dias.

Uma declaração do hospital disse que não foi necessariamente o C. auris que os matou. “É muito difícil discernir se os pacientes morrem do patógeno ou com ele, já que são pacientes com muitas doenças subjacentes e em estado geral muito grave”, disse o comunicado.

Assim como o Royal Brompton, o hospital na Espanha não fez nenhum anúncio público. O autor do artigo na revista Mycoses, um médico do hospital, disse em um e-mail que o hospital não queria que ele falasse com jornalistas porque “havia a preocupação com a imagem pública do hospital”.

O sigilo enfurece os defensores dos pacientes, que dizem que as pessoas têm o direito de saber se há um surto, para que possam decidir se vão a um hospital, particularmente quando lidam com uma questão não urgente, como uma cirurgia eletiva.

Kevin Kavanagh, médico em Kentucky e presidente do Health Watch USA, um grupo de defesa de pacientes sem fins lucrativos, questiona:

— Por que diabos estamos lendo sobre um surto quase um ano e meio depois? E não temos notícias de primeira página no dia seguinte? Você não toleraria isso em um restaurante com um surto de intoxicação alimentar.

Autoridades de saúde alegam que a divulgação de surtos assusta os pacientes sobre uma situação na qual eles não podem fazer nada, particularmente quando os riscos não são claros. Em Londres, autoridades alertaram o CDC para o surto de Royal Brompton enquanto estava ocorrendo. E o CDC percebeu que precisava informar os hospitais americanos. Em 24 de junho de 2016, o CDC divulgou um alerta nacional para hospitais e grupos médicos e criou um endereço de e-mail ([email protected]) para consultas de campo. O médica Snigdha Vallabhaneni, membro-chave da equipe de fungos, deveria receber uma gota, ou seja, talvez uma mensagem a cada mês.

Em vez disso, em poucas semanas, sua caixa de entrada explodiu. Nos Estados Unidos, foram registrados 587 casos de pessoas que contraíram C. auris , sendo 309 em Nova York, 104 em Nova Jersey e 144 em Illinois, de acordo com o CDC. Os sintomas — febre, dores e fadiga — são aparentemente comuns, mas quando uma pessoa é infectada, particularmente alguém que não é saudável, esses sintomas comuns podem ser fatais.

O caso mais antigo conhecido nos Estados Unidos envolveu uma mulher que chegou a um hospital de Nova York em 6 de maio de 2013, em busca de atendimento para insuficiência respiratória. Ela tinha 61 anos e vinha dos Emirados Árabes Unidos. A paciente morreu uma semana depois, após o teste para o fungo dar positivo. Na época, o hospital não tinha pensado muito nisso, mas três anos depois enviou o caso ao CDC depois de ler o comunicado da agência, em junho de 2016.

Esta mulher provavelmente não foi a primeira paciente de C. auris da América. Ela carregava uma história diferente de outra paciente do sul da Ásia. O fungo matou uma americana de 56 anos que viajou para a Índia em março de 2017 para uma cirurgia abdominal eletiva, contraiu C. auris e foi levada de volta para um hospital em Connecticut que as autoridades não identificaram. Mais tarde, ela foi transferida para um hospital do Texas, onde morreu.

O germe se espalhou em instalações de cuidados de longo prazo. Em Chicago, 50% dos residentes em algumas casas de repouso tiveram resultados positivos, segundo o CDC. O fungo pode crescer em linhas intravenosas e ventiladores. Trabalhadores que cuidam de pacientes infectados com C. auris se preocupam com sua própria segurança. Matthew McCarthy, que tratou vários pacientes de C. auris no Centro Médico Weill Cornell, em Nova York, descreveu um medo incomum ao tratar um homem de 30 anos.

— Eu me encontrei não querendo tocar o cara. Houve uma sensação esmagadora de estar com medo de acidentalmente pegá-lo em uma meia ou gravata ou vestido — disse o Dr. Mattew.

A primeira vez que os médicos encontraram o C. auris foi no ouvido de uma mulher no Japão, em 2009 (em latim, auris é ouvido). Parecia inócuo na época, um primo de infecções fúngicas comuns e de fácil tratamento. Três anos depois, ele apareceu em um teste incomum no laboratório do Dr. Jacques Meis, microbiologista em Nijmegen, na Holanda, que estava analisando uma infecção na corrente sanguínea de 18 pacientes de quatro hospitais na Índia. Logo, novos aglomerados de C. auris pareciam emergir a cada mês em diferentes partes do mundo.

Tom Chiller, médico que lidera o estudo de fungos no CDC e que está comandando um esforço global para encontrar tratamentos e impedir a propagação Foto: Melissa Golden/The New York Times

Os investigadores do CDC teorizaram que o C. auris começou na Ásia e se espalhou pelo mundo. Mas quando a agência comparou todo o genoma de amostras de auris da Índia e Paquistão, Venezuela, África do Sul e Japão, descobriu que sua origem não era um único lugar, e não havia uma única variedade de auris.

Nos Estados Unidos, dois milhões de pessoas contraem infecções resistentes a cada ano, e 23 mil morrem delas, de acordo com a estimativa oficial do CDC. O sequenciamento do genoma mostrou que havia quatro versões distintas do fungo, com diferenças tão profundas que sugeriram que essas linhagens divergiram há milhares de anos e emergiram como patógenos resistentes de cepas ambientais inofensivas em quatro lugares diferentes ao mesmo tempo.

O doutor Meis, pesquisador holandês, ficou intrigado com fungos resistentes quando ouviu falar do caso de um paciente de 63 anos na Holanda que morreu em 2005 de um fungo chamado Aspergillus. Ele se mostrou resistente a um tratamento antifúngico de primeira linha chamado itraconazol. Essa droga é uma cópia virtual dos pesticidas azólicos que são usados para pulverizar colheitas em todo o mundo e respondem por mais de um terço de todas as vendas de fungicidas

Um artigo de 2013 da Plos Pathogens disse que não parecia coincidência que o Aspergillus resistente a drogas estivesse aparecendo no ambiente onde os fungicidas azóis eram usados. O fungo apareceu em 12% das amostras de solo holandês, por exemplo, mas também em “canteiros de flores, composto por folhas, sementes de plantas, amostras de solo de jardins de chá, arrozais, ambiente hospitalar e amostras aéreas de hospitais”.

Meis visitou o CDC no verão passado para compartilhar pesquisas e teorizar que a mesma coisa está acontecendo com o C. auris , que também é encontrado no solo: os azóis criaram um ambiente tão hostil que os fungos estão evoluindo, com sobreviventes resistentes.

Isto é semelhante às preocupações de que as bactérias resistentes estão crescendo por causa do uso excessivo de antibióticos no gado para a promoção da saúde e do crescimento. Tal como acontece com os antibióticos em animais de fazenda, os azóis são amplamente utilizados nas lavouras.

— Em tudo, de batatas, feijões, trigo, qualquer coisa que você possa imaginar, tomates, cebolas — disse Rhodes, especialista em doenças infecciosas que trabalhou no surto de Londres. — Estamos dirigindo isso com o uso de antifungicidas nas plantações.

O doutor Chiller também teoriza que o C. auris pode ter se beneficiado pelo uso pesado de fungicidas. Sua ideia é que o C. auris existe há milhares de anos, escondido nas fendas do mundo, em um inseto não particularmente agressivo. Mas, à medida que os azóis começaram a destruir fungos mais prevalentes, chegou a oportunidade de o C. auris entrar na brecha, um germe que tinha a capacidade de resistir prontamente a fungicidas agora adequados para um mundo no qual fungos menos capazes de resistir estão sob ataque.

O mistério do surgimento de C. auris permanece sem solução, e sua origem parece, no momento, menos importante do que impedir sua disseminação. Por enquanto, a incerteza em torno do C. auris levou a um clima de medo e, às vezes, negação.

Na primavera passada, Jasmine Cutler, de 29 anos, foi visitar seu pai de 72 anos em um hospital de Nova York, onde ele havia sido internado por causa de complicações de uma cirurgia no mês anterior. Quando ela chegou ao seu quarto, descobriu que ele estava sentado por pelo menos uma hora em uma cadeira reclinável, em suas próprias fezes, porque ninguém o atendeu quando ele pediu ajuda para usar o banheiro. Cutler disse que ficou claro que a equipe estava com medo de tocá-lo porque um teste mostrou que ele estava carregando o C. auris .

— Vi médicos e enfermeiras olhando pela janela do quarto. Meu pai não é cobaia. Vocês não vão tratá-lo como uma aberração em um show — disse Jasmine.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Emanuel disse:

    O pior fungo do mundo está em Curitiba na PF . Chama -se Lula . Destruiu o país .

  2. #Lula na cadeia disse:

    Não existe PRAGA PIOR QUE O LULADRAO….o rato está preso e quer mandar trocarão delegado da polícia federal de Curitiba…..existe praga pior que” essa???

    • Jão disse:

      Vá se tratar, mete Lula em tudo, você tem problemas, só pode.

    • Waldemir disse:

      Jão
      Você tem toda razão o Lula não é praga
      PRAGA E OS PETISTAS

    • Ceará-Mundão disse:

      Rapaz, é só falar do ladrão mor que aparece logo um esquerdopata prá achar ruim. O que será que fizeram com o cérebro dessa gente? Ou melhor, será que um dia tiveram cérebro? kkkkkkk

    • Jão disse:

      Claro, tem tudo a ver com a notícia, isso é uma alienação clássica.

    • ASV disse:

      Qual a referência entre essa notícia e o ladrão de 9 dedos? Por isso o Bozo não desceu do palanque ainda, porque tem os Bolsominions na platéia.

  3. Hols disse:

    Nada é mais letal que esses ministros, gestores e políticos brasileiros, acabam tudo, até a ética de um povo.

    • Cigano Lulu disse:

      Só faltava esta, ética popular. Deve ser a mais desgraçada das éticas.

MAIS AVÓS QUE NETOS: Pela 1ª vez na história, há mais idosos no mundo do que crianças pequenas. São 705 milhões de pessoas acima de 65 anos

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Pela primeira vez na história, há mais idosos no mundo do que crianças pequenas, informou a ONU.

São 705 milhões de pessoas acima de 65 anos contra 680 milhões entre zero e quatro anos.

As estimativas apontam para um crescente desequilíbrio entre os mais velhos e os mais jovens até 2050 – haverá duas pessoas com mais de 65 anos para cada uma entre zero e quatro anos.

Essa desproporção simboliza uma tendência que os demógrafos vêm acompanhando há décadas: na maioria dos países, estamos vivendo mais e tendo cada vez menos filhos.

Mas como isso pode nos afetar? E como já está nos afetando?

Redução da natalidade

Christopher Murray, diretor do Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, diz à BBC: “Caminhos para uma sociedade com poucas crianças e muitos idosos e isso representa um desafio”.

Murray também é autor de um artigo de 2018 no qual sugeriu que quase metade de todos os países do mundo está enfrentando uma “redução da natalidade” – o que significa que há crianças insuficientes para manter o ritmo de crescimento populacional.

“Pense em todas as profundas consequências sociais e econômicas de uma sociedade com mais avós do que netos”, acrescenta.

Em 1960, a taxa mundial de fecundidade era de quase cinco filhos por mulher, segundo o Banco Mundial.

Quase 60 anos depois, caiu para apenas 2,4.

Ao mesmo tempo, os avanços socioeconômicos beneficiaram quem nasceu nesse período. Em 1960, as pessoas viviam em média pouco mais de 52 anos; a expectativa de vida atual atingiu 72 anos em 2017.

Isso significa que estamos todos vivendo mais e demandando cada vez mais recursos à medida que envelhecemos, aumentando a pressão sobre os sistemas de saúde e previdenciário, por exemplo.

População Idosa

O envelhecimento da população é mais acentuado nos países desenvolvidos. Esses países tendem a ter menores taxas de natalidade por uma série de razões ligadas principalmente à afluência econômica – as taxas de mortalidade infantil são menores, o controle da natalidade é mais fácil e a educação dos filhos pode ser relativamente cara.

Nessas nações, as mulheres deixam para ter filhos mais tarde e, portanto, têm menos filhos.

Um padrão de vida melhor significa que as pessoas vivem mais nesses países. Um bom exemplo é o Japão, onde a expectativa de vida ao nascer é de quase 84 anos (a mais alta do mundo). Ali, os idosos somaram 27% da população no ano passado – também a maior taxa do mundo. E a população com menos de 5 anos? Segundo a ONU, 3,85%.

Esse duplo desafio preocupa as autoridades japonesas há décadas e, no ano passado, o governo anunciou um aumento compulsório da idade mínima para aposentadoria de 65 para 70 anos.

Quando essa nova idade mínima para a aposentadoria for implementada – e se isso realmente ocorrer, os trabalhadores do Japão deverão se aposentar mais tarde do que em qualquer outro lugar do mundo.

Mas o desequilíbrio entre a população de crianças e idosos também está ameaçando os países em desenvolvimento. A China possui uma população acima de 65 anos muito menor (10,6% da população) do que a do Japão, mas graças aos rígidos programas de planejamento familiar implantados desde a década de 1970, a segunda maior economia do mundo também tem uma taxa de fecundidade comparativamente baixa – 1,6 filhos por mulher.

Os menores de 5 anos na China continental são agora menos de 6% da população total.

Quantidade de crianças x qualidade de vida

Os países africanos são o melhor exemplo do dilema quantidade versus qualidade em termos de taxas de natalidade: eles dominam o ranking de fecundidade.

O Níger, por exemplo, é o “país mais fértil” do mundo, com 7,2 filhos por mulher em 2017.

No entanto, os mesmos países têm mortalidade infantil alta – o Níger, por exemplo, tem uma taxa de mortalidade infantil (medida pela probabilidade de óbito até um ano de idade) de 85 a cada mil nascidos vivos, uma das mais altas do mundo.

Nível de reposição

Quando falamos de demografia, 2,1 é o número mágico. Esse é o chamado ‘nível de reposição’, ou seja, a quantidade de filhos necessária para garantir a substituição das gerações.

No entanto, os dados mais recentes da ONU mostram que pouco mais da metade dos países do mundo procria nesse ritmo. O Brasil, por exemplo, com 1,7 filhos por mulher, já não está mais nesse grupo.

Os pesquisadores também apontam que os países com maior mortalidade infantil e menor expectativa de vida precisam de uma taxa de fertilidade de 2,3, um limiar atualmente alcançado por apenas 99 nações.

Devido à queda no número dos nascimentos, muitos países provavelmente vão ver suas populações encolherem significativamente, apesar do aumento geral da população global – espera-se que cheguemos à marca de 8 bilhões até 2024.

Um dos casos mais extremos é a Rússia: espera-se que a taxa de fecundidade de 1,75 filho por mulher contribua para uma queda acentuada no número de russos nas próximas décadas.

A Divisão de População da ONU calculou que a população russa cairá dos atuais 143 milhões de pessoas para 132 milhões até 2050.

O declínio e o envelhecimento das populações resultam em menos pessoas na força de trabalho, o que, por sua vez, pode levar a uma diminuição da produtividade econômica. Isso acaba prejudicando ainda mais o crescimento.

Em novembro passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a economia do Japão poderia encolher mais de 25% nos próximos 40 anos devido ao envelhecimento da população.

“A demografia afeta todos os aspectos de nossas vidas – basta olhar pela janela para as pessoas nas ruas, para as casas, para o trânsito, para o consumo. Tudo isso é impulsionado pela demografia”, diz à BBC Brasil George Leeson, diretor do Instituto de Envelhecimento Populacional da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

A tecnologia ajudará a mitigar os efeitos econômicos de uma população envelhecida?

Políticas públicas

Há consenso, no entanto, de que os governos precisam agir para desarmar essa “bomba-relógio”. E eles têm tentado.

Em 2015, a China revisou sua “política do filho único”. Em 2018, sinalizou que poria fim a todas as restrições de nascimento a partir do ano que vem. De acordo com um editorial do jornal estatal The People’s Daily, dar à luz é “uma questão familiar e nacional também”.

Mas flexibilizar essas restrições está longe de ser a única solução para o problema: a China registrou 15,2 milhões de nascimentos em 2018, o menor número em mais de 60 anos.

Pesquisadores chineses atribuíram a queda a um declínio na população de mulheres em idade reprodutiva e a famílias que adiam planos de ter filhos por razões financeiras, especialmente em famílias com mulheres mais instruídas e relutantes em desempenhar o papel tradicional de donas de casa.

Mais velhos e mais fortes

Os demógrafos alertam que as políticas que promovem a saúde dos idosos precisam desempenhar um papel crucial na mitigação dos efeitos do envelhecimento da população.

O argumento é que indivíduos mais saudáveis são mais capazes de continuar trabalhando por mais tempo e com mais energia, o que poderia resultar em menores custos com a saúde.

Uma área que tem sido negligenciada é a participação feminina na força de trabalho: dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho global era de 48,5% em 2018, mais de 25% abaixo da dos homens.

“Economias com maiores taxas de participação das mulheres na força de trabalho experimentaram menor desaceleração no crescimento populacional. Mais mulheres trabalhando não só tornam as economias mais resistentes a choques econômicos adversos, mas uma força de trabalho com mais mulheres também representa uma poderosa ferramenta anti-pobreza”, diz o economista Ekkehard Ernst, da OIT.

BBC Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    O fim da espécie humana está se aproximando. Sobre a terra só vai restar, além de casais gays, vaginas áridas e pintos esturricados. Um cenário típico da pintura de Salvador Dali.

  2. Ivanildo Solano disse:

    BG, Casais do mesmo gênero não faz filhos, e está crescendo esse tipo de casal em quase todo mundo, menos no Oriente Médio Rússia, China e outros países. Essa diferença vai crescer mais ainda nos próximos anos.

FOTO: Luz do sol sobre nuvens na Itália formam imagem de Cristo, e registro viraliza no mundo

Foto de “Jesus” foi tirada durante o pôr do sol, em Agropoli, na Itália. Imagem: Alfredo Lo Brutto

Alfredo Lo Brutto não imaginava que uma foto tirada em um fim de tarde, na região da Campania, na Itália, daria tanto o que falar. O clique do chef de cozinha rodou o mundo e ele foi entrevistado pela Rai, uma das maiores redes de rádio e TV da Itália.

Na fotografia, as nuvens e o sol dão a impressão de que a figura de Jesus está surgindo no céu, com os braços abertos, como na estátua do Cristo Redentor.

Alfredo estava na praça Sanseverino, uma das principais da cidade, no último sábado (2), quando resolveu fotografar o pôr do sol. Foi quando notou que as nuvens faziam uma figura que lembrava a imagem de Cristo.

“Assim que vi essa imagem brilhante, senti uma grande necessidade de compartilhá-la”, afirmou Alfredo à Rai.

“Imediatamente reconheci como a imagem do Cristo Redentor, de braços abertos, como se quisesse abençoar toda a cidade de Agropoli”.

O pároco local, Bruno Lancuba, afirmou à Rai que a foto é sugestiva.

“Todos podem interpretar pessoalmente de acordo com a intensidade de sua fé”, disse.

Alfredo disse que sentiu uma mudança muito forte em sua religiosidade.

“Depois desta experiência intensa e dos sentimentos fortes que senti, posso dizer que tenho uma fé religiosa ainda maior”, afirmou.

Reprodução

UOL

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo martins disse:

    É o Cristo Redentor, que fugira do Brasil por causa do "golden shower" bolsonariano.

  2. Paulo disse:

    Jesus está voltando!

  3. Flávio disse:

    Kkkk

  4. Flávio disse:

    Ô loco meu.

Mundo terá 10 novas “cidades gigantes” nos próximos anos; confira quais são

CHENGDU, NA CHINA, É UMA DAS CIDADES QUE GANHARÁ STATUS DE MEGALÓPOLE ATÉ 2030 (FOTO: GETTY IMAGES)

Falar em metrópoles (cidades com mais de um milhão de habitantes) como símbolo do desenvolvimento urbano e da globalização já soa antiquado. As megalópoles (quando é superado o número de 10 milhões de pessoas) se multiplicaram recentemente, inclusive com São Paulo entre elas. Além da brasileira, Nova York, Cidade do México, Nova Déli e Xangai são outros exemplos.

Mas logo vai ficar difícil contar até mesmo essas cidades. Em um novo estudo, a ONU prevê que, até 2030, dez novas megalópoles serão estabelecidas. Um ritmo de expansão bastante acelerado, se lembrarmos que, em 1950, dois terços da população global sequer morava em áreas urbanas – hoje, 55% do mundo vive em cidades.

A lista denota, sobretudo, o crescimento econômico de grandes centros africanos e asiáticos. Na Índia, as cidade de Hyderabad e Ahmedabad ultrapassarão, até lá, a fronteira dos 10 milhões de habitantes, e se juntarão a Nova Déli, Mumbai, Kolkata, Bangalore e Chennai. Déli, inclusive, deverá ser a cidade mais populosa do mundo em 2030, ultrapassando Tóquio, com nada menos que 39 milhões de pessoas. Com isso, a Índia teria sete megalópoles.

Já a China, que já tem Xangai, Pequim, Chongqing, Tianjin, Guangzhou e Shenzhen entre as megalópoles, adicionará à coleção Chengdu e Nanjing. Ainda na Ásia, Seul, na Coreia do Sul, Teerã, no Irã, e Ho Chi Minh, no Vietnã, também vão superar os 10 milhões de habitantes.

Na África, Cairo, no Egito, continuará sendo a maior cidade em 2030. Mas o processo de êxodo rural no continente, que tem hoje a maior população vivendo fora de cidades, criará várias “competidoras”. Luanda, capital da Angola, irá dobrar sua população no período, chegando a 15 milhões de pessoas, enquanto Dar-es-Salaam, na Tanzânia, cresce a meio milhão de pessoas por ano e também entrará para a lista das gigantes.

A última das novas megalópoles é uma velha conhecida: capital da Inglaterra, Londres viveu um período de “encolhimento” na segunda metade do século 20, conforme os Estados Unidos cresceram rapidamente. Agora, a cidade volta a apresentar um ritmo mais acelerado de expansão, e terá novamente mais de 10 milhões de habitantes na próxima década.

MARCADAS EM ROSA, AS 10 CIDADES QUE SE TORNARÃO MEGALÓPOLES NOS PRÓXIMOS ANOS, SEGUNDO A ONU (FOTO: REPRODUÇÃO/ONU)

Nas Américas, não há a previsão de nenhuma nova megalópole. Pelo contrário: São Paulo e Cidade do México, hoje com a quarta e quinta maiores populações do mundo, cairão no ranking para nona e oitava, respectivamente. Os Estados Unidos, que em 1950 tinham seis das 20 cidades mais populosas do mundo, terá apenas uma entre elas, em 2030.

Época

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Anti-Comunista disse:

    A PETROBRAS DEVERIA SER PRIVATIZADA PORQUE É UM ANTRO DE CORRUPÇÃO.

  2. Eduardo Peixoto disse:

    Só se esqueceram de incluir Tanguamandápio e Passa e Fica.

Executiva: Agência Potiguar figura entre as melhores do mundo

A agência Executiva está em festa: um anúncio criado por uma escola particular foi selecionado entre os melhores do mundo, feito inédito para agência, pela Lürzer’s Archive.

Simples e objetiva, a peça se destacou pelo conceito forte e criativo, o que chamou a atenção da revista. O Lürzer’s Archive é uma revista bimensal de publicidade, que apresenta as campanhas impressas e de TV mais criativas do mundo. Fundada em 1984, tem uma circulação global de 38.000 exemplares. É descrita por muitos como “a principal revista de propaganda do mundo”.

A Agência Executiva é uma das grandes agências do mercado potiguar. Com 15 anos de atuação no mercado, desenvolve campanhas on e off-line para grandes clientes, como o Carnatal, Detran-RN e muitas outras empresas conceituadas do nosso estado.

Dirigida por Odemar Neto e Erick Gurgel, profissionais renomados da área, a agência conta com diversos prêmios e destaques internacionais.

 

O Brasil é a segunda nação mais ‘viciada’ em internet do mundo

(Foto: Reprodução)

Desde que você acordou hoje, quantas vezes você já utilizou a internet? De acordo com o relatório Digital 2019, uma pessoa passa em média mais de um quarto da vida online. Este número é ainda maior entre os brasileiros.

A média mundial

O estudo foi realizada pelo Hootsuite, em parceria com a empresa We Are Social, e mostra que estamos gastando em média 6 horas e 42 minutos online por dia. Metade deste tempo é gasto em dispositivos móveis.

Fazendo um cálculo de longo prazo, isso equivale a mais de 100 dias de tempo online todos os anos para cada usuário da Internet no planeta. Isso representa pouco mais de 27% de todos os anos das nossas vidas.

A média nacional

As 6h42min é a média mundial, no Brasil, o segundo país mais viciado em internet do mundo, a média é de 9h29min, de acordo com o relatória da Digital 2019. O nosso país fica atrás apenas das Filipinas, onde a média diária é de 10h02min, enquanto o Japão aparece em último lugar, com apenas 3h45min.

Desta forma, fazendo um cálculo de longo prazo, os brasileiros passariam pouco mais de 144 dias do ano online, todos os anos. Isso representa pouco mais de 39% de todos os anos das nossas vidas.

Outros números

O estudo também revelou que o número de usuários de Internet está crescendo a uma taxa de mais de um milhão de pessoas por dia, e cerca de 5,1 bilhões de pessoas agora possuem um dispositivo móvel. Confira:

Já somos 5,11 bilhões de usuários de dispositivos móveis únicos no mundo hoje, um aumento de 100 milhões (2%) em relação ao ano passado;

Há 4,19 bilhões de usuários de internet em 2019, um aumento de 366 milhões (9%) em relação a janeiro de 2018;

Existem 3,48 bilhões de usuários de mídia social em 2019, com o total mundial crescendo em 288 milhões (9%) desde o ano passado;

Em 2019, somos 3,26 bilhões de pessoas usando mídias sociais em dispositivos móveis, com crescimento de 297 milhões de novos usuários, representando um aumento anual de mais de 10%.

Por outro lado, o Digital 2019 afirmou que houve um leve declínio em relação aos números do ano passado, sugerindo que iniciativas de empresas como o Google e a Apple, que auxiliam os usuários a passar menos tempo no celular, possam estar ajudando as pessoas a passar menos tempo na internet.

Para desenvolver o Digital 2019, foram usados os dados coletados pelo GlobalWebIndex, GSMA Intelligence, Statista, Locowise, App Annie e SimilarWeb. Para conferir o relatório completo, clique aqui.

Olhar Digital, via 9to5mac

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sueldo disse:

    Os jovens brasileiros estão se transformando em zumbis. Vivem pelos cantos com a cara enfiada no celular. Estão fundidos.

Whatsapp supera Facebook e se torna app mais popular do mundo

O último relatório anual do State of Mobile, realizado pela empresa de pesquisa Annie (via VentureBeat), revelou uma notícia que deve deixar qualquer cidadão americano de cabelo em pé. O Whatsapp, praticamente desconhecido nos EUA, superou o Facebook e se tornou o app para dispositivos móveis mais popular do mundo.

De acordo com a Annie, a posição de liderança do Whatsapp foi alcançada em setembro de 2018 e foi mantida até o final do ano. Não foi informado qual é a distância, em quantidade de downloads, existente entre os dois apps atualmente e, embora o Facebook tenha batido o Whatsapp na média de usuários móveis ativos, considerando todo o ano de 2018, as taxas de crescimento atuais devem consolidar o atual líder na primeira posição para todo o resto de 2019.

Nos EUA, o Facebook e o Facebook Messenger são, de longe, os apps mais populares, enquanto que o Whatsapp não fica nem entre os 10 primeiros. É estranho que, mesmo o Facebook sendo dono do Whatsapp, parece não haver muito esforço de Mark Zuckerberg para popularizar o nosso querido “zap zap” por lá (não se sabe como os americanos conseguem levantar e ir trabalhar todos os dias sem os gifs animados de “bom dia” dos grupos de família). Ele, que costumava exibir os números e realizações dos produtos da empresa, tem andado um tanto contido nos últimos dois anos.

No início de 2018, o Whatsapp tinha 1,5 bilhão de usuários ativos mensais em todo o mundo. Até o final de 2017, o Facebook havia contabilizado 2 bilhões. Agora, embora esses números possam ter se invertido, ainda temos de considerar os vários usuários do Facebook que só o utilizam via PC ou notebook.

Tecmundo

 

O que é a diabulimia, considerado um dos distúrbios alimentares mais perigosos do mundo

Becky Rudkin tem diabulimia, transtorno alimentar que pode levar à morte. Foto: Becky Rudkin

“Tenho a minha vida e tenho meus pés. São duas das coisas mais importantes para mim, considerando o dano que eu poderia ter causado a mim mesma”.

Becky Rudkin, de 30 anos, tem diabulimia — termo usado para descrever pessoas com diabete tipo 1 que tomam deliberadamente menos insulina que o necessário com o objetivo de perder peso.

A diabetes tipo 1 — doença autoimune, que costuma ser diagnosticada na infância — ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente. Seu tratamento prevê a aplicação de injeções diárias do hormônio, responsável por controlar a glicose no sangue e fornecer energia ao organismo.

A diabulimia não é reconhecida oficialmente pela comunidade médica, mas uma verba de 1,2 milhão de libras (cerca de R$ 5,7 milhões) acaba de ser concedida para o financiamento de uma pesquisa sobre o tema na Grã-Bretanha.

A expectativa é que os cientistas consigam elaborar um programa de tratamento eficaz para pessoas que sofrem com o transtorno.

Becky, que é de Aberdeen, na Escócia, participou do documentário da BBC Diabulimia: The World’s Most Dangerous Eating Disorder (“Diabulimia: o Transtorno Alimentar Mais Perigoso do Mundo”, em tradução livre), produzido em 2017.

Na época, ela revelou que, por não estar tomando insulina suficiente, os ossos dos seus pés começaram a se desintegrar no que os médicos descreveram como “favo de mel e papa”. Eles estavam tão frágeis que quebravam com frequência.

“O dano no nervo é tão sério que eu nem sinto — só consigo ver o quão inchados estão”, relatou na ocasião.

Becky precisou usar muletas por causa do problema nos pés e passou três anos entrando e saindo de uma clínica de distúrbios alimentares.

A diabulimia é considerada mais perigosa do que a anorexia e a bulimia. Nos casos mais graves, pode levar à insuficiência cardíaca, à amputação de membros e até à morte.

“As pessoas com diabetes tipo 1 (que sofrem com o distúrbio) têm medo que a insulina leve ao ganho de peso. Esse medo é tão forte que faz com que omitam a dose de insulina que precisam tomar com o objetivo de perder peso”, explicou Khalida Ismail, professora do King’s College London, especializada em diabetes e saúde mental, ao documentário da BBC.

“Se um paciente com diabetes tipo 1 não tomar insulina, ele vai morrer muito rápido”, completou.

Diário da diabulimia

Em 2016, a BBC News Brasil relatou o caso da britânica Lisa Day, que morreu em 2015, aos 27 anos, após sofrer por anos de diabulimia.

Lisa tinha 14 anos quando começou a escrever o diário. FOTO: EPA

Ela tinha sido diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 14 anos de idade. Por isso, precisava de injeções diárias de insulina e tinha de cuidar da dieta. Mas ela tomava quantidades bem abaixo de insulina do que deveria. Os efeitos do descompasso no uso da medicação foram devastadores: emagreceu, teve problemas nos rins e nos olhos. Com a saúde debilitada, sofreu um infarto fatal.

Katie Edwards, a irmã mais velha de Lisa, cedeu à BBC trechos do diário escrito pela caçula, para alertar a respeito desse distúrbio pouco conhecido.

Lisa começou a escrever o diário pouco depois de ser diagnosticada com diabetes, em setembro de 2001.

Os relatos revelam um perfil típico de uma jovem com anorexia, mas que também tem de lidar com o diabetes:

“15 de março de 2002

Me sinto tão gorda. Me odeio. Amanhã começo a trabalhar em um petshop. Há uma discoteca no FC amanhã. Vou com Holly.

18 de março de 2002

Tive uma ‘hipo’ (hipoglicemia) terrível na hora do almoço. Estava sentada com Mike e sua namorada. Não acho que ele ache que eu estou em boa forma.”

A ciência por trás da diabulimia

A ciência básica por trás da diabulimia é que, sem insulina para processar a glicose, o corpo não pode quebrar os açúcares dos alimentos para obter energia. Em vez disso, as células do corpo começam a quebrar a gordura já armazenada no organismo, liberando o excesso de açúcar pela urina. Na ausência de gordura, o corpo começar a queimar músculo.

Um ano depois do documentário, Becky contou ao programa Newsbeat, da Radio 1 da BBC, que “as coisas meio que melhoraram” para ela.

Ela não precisa mais usar muletas, tampouco consultar a equipe de acompanhamento de saúde mental. E diz que está animada com os planos para o futuro:

“Estou noiva e vou me casar. Meu companheiro foi morar comigo e temos uma cachorrinha.”

“Ela é meu bebê agora e isso tem me ajudado muito. Animais de estimação têm esse poder, ela me dá muito carinho”, contou.

O financiamento para a pesquisa sobre diabulimia foi obtido pela cientista clínica Marietta Stadler, que trabalha no King’s College Hospital, em Londres.

Ela e sua equipe vão usar a verba para tentar entender melhor a condição. Para isso, vão entrevistar pessoas que apresentam o transtorno.

“Você não pode ter um bando de médicos decidindo sobre uma intervenção, as pessoas que vivem com a condição precisam estar envolvidas”, diz ela.

A pesquisa deve levar cinco anos, e o plano atual é criar um programa de tratamento de 12 módulos – uma sessão quinzenal por seis meses – para pacientes com diabulimia.

Ao saber da pesquisa, Becky diz que “já não era sem tempo, porque o diabetes é negligenciado”. Mas ela também manifesta algumas preocupações.

“Todo mundo é diferente e cada um de nós trata a diabulimia e diabetes de formas completamente distintas. Então eu suponho que é onde poderia pegar um pouco.”

“O que você pode fazer em 12 sessões com alguém que tem diabulimia? Você não vai a fundo em um encontro quinzenal, não sei se é suficiente”, completa.

O financiamento foi concedido pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde (NIHR, na sigla em inglês), que oferece verba para projetos de pesquisa que dizem ter “um claro benefício para os pacientes e para o público”.

“Tudo o que financiamos deve ter um efeito real e útil para o NHS (sistema público de saúde do Reino Unido), e a pesquisa de Marietta foi um grande exemplo disso.”

Marietta Stadler afirma, por sua vez, que a pesquisa é apenas o “primeiro passo”. Segundo ela, após os cinco anos de financiamento, seria necessário um estudo maior antes de qualquer programa oficial de tratamento ser adotado pelo NHS.

“Como todo mundo, quem é diagnosticado com diabetes tipo 1 não tem apenas necessidades de saúde física, também tem necessidades de saúde mental”, disse um porta-voz do governo.

A ONG Diabéticos com Transtornos Alimentares (DWED na sigla em inglês) estima que 40% das mulheres com diabetes tipo 1 admitem ter negligenciado a administração de insulina para perder peso.

R7, com BBC Brasil

 

RÉVEILLON PELO MUNDO – (FOTOS): Já é 2019 na Oceania, com Austrália e Nova Zelândia, e outros países na Ásia

Já é 2019 na Oceania e em partes da Ásia.  Países como Austrália, Tailândia, Indonésia, Laos, Vietnã e Camboja já estão em festa. Confira abaixo registros.

Fogos de artifício em Singapura (Foto: Feline Lim/Reuters)

Celebração da chegada de 2019 em Quezon City, nas Filipinas (Foto: Eloisa Lopez/Reuters)

Fogos de artifício marcam a chegada do Ano Novo em Sydney, na Austrália (Foto: Peter Parks/AFP)

Fogos de artifício marcam a chegada do Ano Novo em Sydney, na Austrália (Foto: Brendan Esposito/AAP via AP)

G1

Empresa israelense cria o primeiro bife feito em laboratório no mundo

(Foto: Shutterstock / nevodka)

Uma empresa israelense chamada Aleph Farms afirmou que conseguiu criar o primeiro bife desenvolvido em laboratório no mundo. E sem matar um único animal no processo.

Para chegar ao produto, a empresa afirma que descobriu como criar a estrutura da carne real a partir de células animais em uma placa de Petri – com isso, segundo, seus os cientistas da empresa, a sensação é que que você está, realmente, mordendo um pedaço de carne, em vez de apenas saboreá-la.

“Teoricamente, estamos falando que você pode estar comendo carne de boi sem matar bois. Você poderia estar comendo baleia sem prejudicar as baleias ”, disse Jan Dutkiewicz, pesquisador da Universidade Johns Hopkins, em entrevista ao jornal Wall Street Journal.

A Aleph Farms está entre as várias empresas que disputam uma corrida para cultivar carne em um laboratório usando grupos de células de animais, sem realmente matá-las. Reguladores nos EUA ainda estão avaliando se esse tipo de produto é seguro para os consumidores, e se eles deveriam ser chamados, de fato, de carne.

As empresas envolvidas dizem que essas novas carnes podem ser produzidas por uma fração dos custos ambientais que vêm da agricultura tradicional de larga escala. No entanto, neste estágio inicial de desenvolvimento, produzir um quilo de carne a partir de células ainda é muito mais caro que o processo tradicional, envolvendo o abate dos animais.

Olhar Digital, via Wall Street Journal

 

Piloto espanhol em viagem ao redor do mundo pousa em Natal

O espanhol Michel Gordilo, ex-piloto da Força Aérea Espanhola, começou sua terceira viagem ao redor do mundo. Hoje (24), às 17h30, ela pousa sua aeronave modelo RV8 no Aeroporto Internacional Aluízio Alves. O piloto saiu da Espanha e essa será a sua primeira parada.

Além de uma aventura pessoal, a viagem tem um viés científico. Durante o trajeto, o piloto recolherá amostras do ar em diferentes regiões do mundo. As amostras serão entregues às universidades para estudo sobre os efeitos das partículas de carvão. Em Natal, a amostra será entregue na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Mais informações sobre o projeto podem ser vistas no site www.skypolaris.org.

CADÊ NICOLELIS? Brasil tem quatro cientistas entre os mais influentes do mundo

Quatro pesquisadores brasileiros estão entre os 3 mil cientistas “mais influentes” do mundo, segundo um levantamento feito pela empresa Thomson Reuters. São eles, em ordem alfabética:

Ado Jorio de Vasconcelos, físico de Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); que “trabalha com pesquisa e desenvolvimento de instrumentação científica para o estudo de nanoestruturas para aplicação em novos materiais e biomedicina” — Currículo Lattes/CNPq

Adriano Nunes-Nesi, agrônomo da Universidade Federal de Viçosa (UFV); que “atua principalmente nos seguintes temas: metabolismo de carboidratos e interações entre o metabolismo mitocondrial e outras vias metabólicas em plantas” — Currículo Lattes/CNPq

Alvaro Avezum, diretor da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, que participa de vários estudos clínicos e epidemiológicos internacionais — Currículo Researchgate

Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo (USP); que “trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos e poluição do ar urbana” — Currículo Lattes/CNPq

É a terceira vez que a Thomson Reuters publica esse relatório, entitulado As mentes científicas mais influentes do mundo, que pode ser pesquisado aqui: http://highlycited.com (as versão anteriores são de 2001 e 2014). Um pdf do relatório, noticiado pela Agência Fapesp, pode ser baixado aqui: http://goo.gl/OI9H1C.

A lista é baseada na quantidade de trabalhos “altamente citados” publicados por cada pesquisador entre 2003 e 2013, em 21 áreas do conhecimento, chegando a um total de 3.126 nomes. Segundo a empresa, portanto, estes são os pesquisadores com o maior número de estudos de alto impacto publicados nesse período de 11 anos. Mas o relatório apresenta os nomes apenas em ordem alfabética, sem revelar os números de publicações ou citações associados a cada um deles individualmente.

Levantamentos desse tipo são interessantes e costumam ter bastante repercussão — assim como os rankings de universidades —, mas precisam ser analisados com uma boa dose de ressalvas (ou, como dizem os americanos, com uma “pitada de sal”), para não se cometer injustiças. Como já escrevi num outro post cerca de um ano atrás, é importante não confundir métricas com adjetivos: “mais citados” não significa necessariamente “melhores”, “mais produtivos” nem “mais influentes”.

Quando falo em não cometer injustiças, me refiro tanto àqueles que estão na lista quando aos que ficaram fora dela. Acho sempre temeroso produzir rankings baseados em métricas isoladas — neste caso, o número de trabalhos “altamente citados”. Sem querer, com isso, desmerecer os quatro brasileiros: O fato de eles figurarem nessa lista mostra, certamente, que são pesquisadores de alto nível, produzindo ciência de alto impacto, em colaboração com pesquisadores estrangeiros. Mas seria uma injustiça concluir, com base nisso, que são os quatro cientistas brasileiros “mais influentes do mundo”.

Especialmente para o grande público, pode-se passar a impressão de que o Brasil só tem uma meia-dúzia de cientistas capazes de produzir ciência de relevância internacional; o que não é verdade. A ciência brasileira é limitada em muitos aspectos e tem muito o que melhorar, sem sombra de dúvida, mas uma coisa que não nos falta são bons cientistas. Faltam, sim, condições institucionais, orçamentárias e regulatórias adequadas para eles trabalharem, ousarem e ganharem espaço no cenário internacional.

Fonte: Herton Escobar / Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vinícius disse:

    Sua aversão ao PT deixa aflorar seu complexo de vira-latas.
    Por que tanta raiva de Nicolelis?
    Só pq ele não segue a sua orientação política?
    Quanta mesquinhez.
    Chega a provocar pena.

  2. Elves Alves disse:

    Nicolelis deve estar muito ocupado saudando a mandioca de "Luma".

  3. Brasil meu país! disse:

    Agora temos patrulha ideológica….a direita brasileira alcançou o fundo do poço.
    Se descobrirem que esses 4 mais influentes do mundo tb votam no PT de nada adianta a influência….é uma decadência total dos eleitores do terceiro partido com mais politicos corruptos(PSDB), depois do DEM e PMDB.

  4. Maria Dantas disse:

    Deve estar gastando os milhões que o governo deu para ele desenvolver o exoesqueleto que nunca funcionou.

  5. charles disse:

    Pergunta ao povo do pt.

Calvin Harris é DJ mais bem pago do mundo e supera até a atriz Jennifer Lawrence

O escocês Calvin Harris assumiu nesta segunda-feira, 24, a primeira posição da lista de DJs mais bem pagos elaborada pela revista Forbes, com um rendimento estimado em US$ 66 milhões no último ano. O valor, aliás, ultrapassa p arrecadado pela atriz Jennifer Lawrence, estrela da franquia “Jogos Vorazes”, chegando ao topo da lista de artistas mais bem pagos do mundo.

Trata-se, também, de um reflexo da da música eletrônica ao redor do planeta. Harris, de 31 anos, produtor musical que trabalhou com artistas como Rihanna e Ne-Yo, viu seu disco “Motion”, de 2014, chegar ao topo das paradas de dance music nos Estados Unidos. Ele também é o garoto-propaganda das linhas de roupa íntima masculina, óculos e relógios da grife Giorgio Armani, e está namorando a cantora pop Taylor Swift.

“A ascensão da dance music vem sendo astronômica…aconteceu de eu estar no lugar certo na hora certa”, disse Harris à Forbes.

Ele foi seguido pelo DJ francês David Guetta (37 milhões de dólares) e pelo DJ holandês Tiesto (36 milhões de dólares) na terceira posição, e os norte-americanos Skrillex e Steve Aoki completaram a lista dos cinco mais bem remunerados com 24 milhões de dólares cada um.