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Alfabetização digital é antídoto contra ódio, diz socióloga

O antídoto contra o discurso de ódio é a alfabetização digital. Isso é o que sugere Esther Solano Gallego, socióloga, professora da Unifesp e organizadora do livro “O Ódio Como Política – A Reinvenção das Direitas no Brasil” (ed. Boitempo), lançado ainda na esteira das eleições brasileiras de 2018. Para Solano, a reprodução de falas discriminatórias está ligada à educação excessivamente instrumentalizada praticada no país.

“É uma educação muito focada na ideia de formar trabalhadores, que é técnica e esquece a política. Vemos pessoas com ensino superior completo que dizem barbaridades e podem ser muito intolerantes. Essa incapacidade de convívio existe porque muitos brasileiros não foram ensinados a lidar com o diferente. Nem todo mundo está preparado afetivamente e intelectualmente para isso”, afirma a doutora em ciências sociais pela Universidad Complutense de Madri.

Segundo a pesquisadora, “é importante ter uma educação política e crítica, que possa de fato formar cidadãos aptos para conviver com as diferenças e respeitá-las.”

A ruptura entre familiares, casais e amigos ocasionada pelo processo eleitoral do ano passado teve saldo negativo para todo o país, segundo ela. “Não se tratou apenas de ruptura institucional e política, mas de ruptura social. Era enxergar no outro um inimigo continuamente. E o outro podia ser meu filho homossexual, ou podia ser meu namorado petista. É uma ideia profundamente antidemocrática, de não tolerar o convívio com o outro.”

A saída, segundo a socióloga, é a alfabetização digital: educar o brasileiro para que ele saiba encontrar formas responsáveis de se informar por meio das redes sociais e também de se comportar dentro delas.

“No fundo, a gente volta à mesma ideia de um conhecimento politizado e crítico, mas ligado à utilização das redes sociais. O aluno precisa ser ensinado a se posicionar, a agir e reagir. É essencial um ensino que seja voltado também para essa mostra online, para a sociabilidade na internet. A pessoa precisa ter alfabetização digital para saber se a informação que está lendo é verídica, para ter um comportamento minimamente responsável. É importante levar esse tipo de conhecimento para a sala de aula.”

A ideia é que o discernimento individual possa regular o conteúdo a que cada um está exposto, sem interferências drásticas nem controle excessivo do Estado.

“Há, de fato, páginas que muito ostensivamente propagam fake news e aí, claro, elas devem ser retiradas do ar. Mas existe um limite tênue entre o que seria a fiscalização do conteúdo de ódio e de fake news e a censura. É delicado isso. E é um grande medo dos grupos progressistas, que lutaram pelo marco e pela liberdade da internet, que em nome de criar uma nova legislação muito dura contra esse tipo de informação falsa seja provocada uma censura na internet”, afirma ela, que também é a favor de responsabilizar grandes corporações, como Google e Facebook.

As redes sociais funcionam com algoritmos que selecionam o que cada um vai acessar, normalmente de acordo com o que o usuário mais vê, comenta e compartilha.

Assim, criam-se as bolhas, que favorecem o encontro de conceitos semelhantes —e os impulsionam. “Por isso o discurso de ódio encontra um campo bastante fértil nas redes sociais, além do fato de que as pessoas se sentem mais protegidas pela falta de fiscalização e pelo anonimato. Isso desenvolve uma polarização muito clara e uma lógica bélica, cria um muro virtual entre pensamentos distintos.”

A mesma agressividade vem se estabelecendo no Brasil em relação à imprensa. Donald Trump, nos EUA, estabeleceu uma cruzada contra a mídia, destratando jornalistas e desmentindo reportagens na internet.
Estratégia semelhante foi adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que passou a desqualificar o trabalho de jornais, a selecionar quem poderia participar de suas coletivas de imprensa e a usar intensamente as redes sociais para suas colocações.

“Quando a imprensa é atacada, a democracia também é atingida, porque não existe democracia sem acesso à informação. Ter uma imprensa realmente qualificada, que forneça informação de alto nível, significa que os cidadãos vão ter também uma formação política qualificada e de alto nível. Obviamente, um governo demagógico e populista não quer um cidadão que consiga criticar e questionar. Quer um cidadão infantilizado. E, portanto, é um governo que vai favorecer as fake news em detrimento da qualidade de imprensa.”

Segundo Gallego, a polarização vem sendo usada como estratégia política no mundo todo. “Se você vir detalhadamente os movimentos de extrema direita nos Estados Unidos e em países da Europa como Itália, Hungria e França, a retórica é sempre a mesma. Como esses grupos não têm normalmente propostas pragmáticas e são muito violentos no discurso, com frequência apostam nesse jogo de colocar o outro polo como inimigo, forçam o ódio político.”

O que chama a atenção é que muitos eleitores que apoiam esses discursos bélicos assumem uma postura defensiva ao dizer que não os compartilham, segundo a socióloga.

Aqueles que apoiam candidatos com falas machistas, racistas ou homofóbicas não se veem nesse papel. “É um discurso típico dessas figuras contemporâneas da extrema direita. São políticos que se mostram como falastrões, de forma meio folclórica, um pouco ridícula e até tosca. Aí as pessoas dizem ‘ele fala um pouco demais, exagera’ e acabam desculpando isso. Mas quando você desculpa um comentário desses, significa que você está sendo conivente com ele. Porque uma piada machista é isso: machista!”

A crise econômica é outro fator que impulsiona o discurso de ódio. No livro organizado por Gallego, o escritor e militante Ferréz discute a propagação de falas discriminatórias nas periferias. “A crise pegou todos, mas aqui é onde tem seu retrato mais cru. E por que não deixar sair esse ódio?, mas da forma de comprar um argumento também de ódio, de separatismo, de preconceito, de sexismo. Tudo isso se compra quando o viver com dignidade se vai”, afirma o texto.

De acordo com a socióloga, a perda do poder aquisitivo e do emprego e a consequente precarização naturalmente causam desespero e frustração. “No final, a pessoa se sente impelida a adotar esse tipo de fala. Os líderes da extrema direita têm discursos duros e se apresentam como os heróis que vão salvar o país. Então, alguém numa situação de desespero acredita no que é possível acreditar. É justamente nos momentos de crise política e econômica que o discurso de ódio ganha sua principal força, nos momentos de vulnerabilidade psicológica e social.”

A frustração com a política tradicional é mundial —em muitos países, especialmente voltada à esquerda— e abriu espaço para que líderes da direita conquistassem o eleitorado. No Brasil, isso ficou ainda mais explícito desde as manifestações de junho de 2013.

“Há um desgaste dos partidos tradicionais e, consequentemente, o fortalecimento de uma lógica antissistema muito forte. Em 2013, houve uma catarse coletiva. E, como o PT, que é um partido de esquerda, mas naquele momento também era o partido do sistema, não conseguiu dar nenhuma resposta à insatisfação popular, fortaleceu-se a direita —desde movimentos como MBL e Vem pra Rua até grupos mais clássicos, que conseguiram canalizar esse descontentamento. O problema é que há uma erosão no sistema como um todo e a percepção de que ele é fisiológico, de que atende apenas a seus próprios privilégios. Assim surgiram os ‘outsiders’ da política.”

Na mesma medida se fortaleceram os movimentos sociais brasileiros —ainda bastante desconectados da estrutura política formal. O #EleNão reuniu mulheres feministas contra a candidatura de Bolsonaro em manifestações por todo o país e em iniciativas que viralizaram na internet.

“É bem importante destacar que o discurso feminista no Brasil e na América Latina é fundamental, porque são países que estão entre os que mais matam mulheres no mundo. É um movimento de luta pela vida, literalmente. Mas há uma reação muito grande da direita com relação às pautas identitárias, que estão cada vez mais presentes na sociedade. Então, virou bacana falar que é racista, que é machista, sob o argumento de que não quer se submeter a essa ditadura do politicamente correto.”

A socióloga destaca também que, quando um líder político assume um discurso discriminatório, a situação se agrava. “As pessoas que já praticam esse tipo de violência cotidiana se sentem legitimadas. É um exemplo bastante negativo e de proliferação do ódio.”

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Vai dizer isso pra um fanático do PT ou do PSL… vai levar e um cassete!!! Kkk o fanatismo deixa as pessoas cegas

  2. Está comprovado que no Brasil as verbas públicas pra imprensa não interfere na tendência das notícias divulgadas, inclusive com declarações de quem participava dos núcleos de decisões de varios órgãos de imprensa nacionais de grande porte, inclusive, se pegarmos uma amostragem aqui no estado do RN não conseguiremos identificar isso. Rsrsrs

  3. Esquerdista defasada! A preocupação desses professores e servidores das universidades públicas era e continua a ser, com a vitória de Bolsonaro, o teto de gastos, pois referido teto impõe limites aos planos de cargos e salários e outras implementações financeiras de natureza salarial, a saber, poste Andrade prometera aos seus eleitores que acabaria com o mencionado teto. Ou seja, estão muito mais preocupados com o próprio bolso do que com a "devassidão conservadora" da direita. Os que conheço, não dão um pão para um doido, notadamente os petistas mais aguerridos.

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ABC vence o Águia de Marabá por 3 a 0 e avança às oitavas da Série D

Foto: Guilherme Drovas/ABC F.C.

O ABC está nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (12), o Alvinegro venceu o Águia de Marabá por 3 a 0, na Arena das Dunas, reverteu a derrota por 2 a 1 no jogo de ida e avançou com placar agregado de 4 a 2.

O primeiro gol do Mais Querido saiu aos 35 minutos do primeiro tempo, após cruzamento de Jhosefer e gol contra de Wendell Araújo. Na etapa final, Jhosefer ampliou aos 37 minutos, aproveitando sobra após escanteio, e Wellington Reis fechou a goleada em um contra-ataque comandado por Wallyson.

Nas oitavas de final, o ABC enfrentará o vencedor do confronto entre Guaporé-RO e Luverdense-MT. No jogo de ida, o Luverdense venceu por 1 a 0, fora de casa, e decidirá a vaga em casa.

Os jogos das oitavas estão previstos para os dias 17 ou 18 de julho (ida) e 25 ou 26 de julho (volta). A tabela detalhada será divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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VÍDEO: Motorista perde o controle e capota Troller em trilha no interior do RN

Um veículo Troller capotou durante uma trilha no interior do Rio Grande do Norte após o motorista perder o controle do veículo. O acidente foi registrado por pessoas que acompanhavam o percurso, e as imagens repercutiram nas redes sociais.

Apesar dos danos materiais provocados pelo capotamento, ninguém ficou ferido.

Até o momento, não foram divulgadas as circunstâncias que fizeram o motorista perder o controle do automóvel durante a trilha.

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Governo Lula tenta última reunião com EUA antes de decisão de Trump sobre tarifas

oto: REUTERS/Dado Ruvic

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta realizar uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o presidente Donald Trump decidir, até quarta-feira (15), se aplicará novas tarifas contra produtos brasileiros. As informações são da CNN Brasil.

Segundo a emissora, o Planalto busca um encontro com Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), na expectativa de conhecer antecipadamente a decisão do governo norte-americano. Na última quinta-feira (9), Greer afirmou à Fox Business que as negociações “ainda estão distantes de um acordo”.

Na sexta-feira (10), Lula reuniu ministros para definir a estratégia brasileira. De acordo com a CNN Brasil, o governo trabalha com dois cenários: o mais provável é a aplicação das tarifas, que o Planalto considera injustificadas; o outro é um eventual adiamento da medida por parte dos EUA.

Ainda segundo a CNN Brasil, integrantes do governo avaliam que, caso o adiamento seja atribuído ao pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que as tarifas sejam aplicadas apenas após as eleições de outubro, isso reforçaria a percepção de que as sanções têm motivação política, e não econômica.

As tarifas propostas pelo USTR incluem 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais, resultado de uma investigação iniciada em 15 de julho de 2025, e mais 12,5% por alegada falta de restrições à importação de produtos feitos com trabalho análogo à escravidão.

O QUE OS EUA ALEGAM PARA TARIFAR O BRASIL EM 25%*

Pontos criticados:

  • PIX: BC favorece o sistema em detrimento de provedores norte-americanos.
  • Decisões judiciais: Tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para remoção de conteúdos políticos e suspensão de perfis.
  • Tarifas preferenciais desleais: Audiência pública para debater medidas propostas.
  • Desmatamento ilegal: Brasil historicamente falhou no combate.
  • Acesso ao mercado de etanol: Brasil não oferece tratamento recíproco à exportação do etanol vindo dos EUA.
  • Proteção da propriedade intelectual: Falta de aplicação de leis penais e aduaneiras contra falsificação de serviços.
  • Combate à corrupção: Brasil não adota medidas de combate à corrupção.

*Fonte: Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

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Mais um restaurante anuncia encerramento das atividades na Grande Natal em 2026: o Mirante do Mar, em Tabatinga

Imagem: reprodução

O Mirante do Mar, um dos mais tradicionais bares e restaurantes de Tabatinga, em Nísia Floresta, anunciou neste domingo (12) o encerramento das atividades em publicação nas redes sociais. O estabelecimento funcionará até 26 de julho.

“Agradecemos de coração a todos os clientes e amigos que fizeram parte da nossa história”, diz a publicação que também comunicou que o Point Arituba, que funciona na Lagoa de Arituba seguirá funcionando.

O Mirante do Mar é mais um restaurante na Grande Natal que encerra as atividades em 2026. Desde o início do ano, tradicionais estabelecimentos também fecharam suas portas. Entre os casos mais emblemáticos estão o Santa Maria, um ícone da gastronomia portuguesa em Natal, que em fevereiro anunciou o fechamento após mais de 20 anos de funcionamento; O Duma Cozinha, que encerrou as atividades em abril; E ainda o Restaurante Caicoense, que funcionava na praça de alimentação do Natal Shopping desde 2012 e fechou em junho deste ano.

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COLUNA DO ESTADÃO: Temer revela que Trump perguntou a ele: ‘Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?’

Foto: Felipe Rau/Estadão

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

Se pudesse dar um conselho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a relação com Donald Trump, Michel Temer recomendaria ao petista “amenizar as palavras”. Mas, desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, Temer e Lula não conversaram mais.

Em entrevista ao Estadão, o ex-presidente lembrou uma passagem que teve com Trump, pouco mais de um ano após a deposição de Dilma, para descrever as idas e vindas do americano.

A sopa de cenoura com gengibre e carneiro ainda estava fumegando naquele jantar de gala, em Nova York, quando o presidente dos Estados Unidos, à época em seu primeiro mandato, fez uma pergunta que deixou os interlocutores desconcertados. “Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?”, disparou Trump, sem rodeios nem meias-palavras.

A cena ocorreu em 18 de setembro de 2017, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da ONU. A indagação de Trump foi dirigida a Temer e a seus colegas da Argentina, da Colômbia e do Panamá. O americano parecia nervoso.

“Foi a primeira pergunta que ele fez”, contou Temer. “Houve um certo constrangimento, mas cada um disse: ‘Olha, presidente, nós estamos tomando providências de natureza diplomática’”.

Trump foi ouvindo um a um. À mesa, muitos destacaram o bom relacionamento com a Venezuela e o povo venezuelano, embora não admitissem o regime de Nicolás Maduro. Argumentaram que, por isso mesmo, a Venezuela havia sido suspensa do Mercosul.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, disse Temer.

No discurso para todos os convidados, Trump afirmou que os EUA estavam prontos para adotar “ações adicionais” contra a ditadura de Maduro. Na conversa com os presidentes latino-americanos, porém, ele concordou que o melhor era agir pela via diplomática, e não fazer uma intervenção militar.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, insistiu Temer ao ser questionado sobre o risco de Trump usar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas para também intervir no Brasil.

Na prática, porém, o tom cada vez mais inflamado do governo contra as investidas de Trump – da ameaça de novo “tarifaço” ao carimbo do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas – serve sob medida à campanha de Lula. Tanto é assim que a defesa da soberania entrou até no programa de governo do PT.

De qualquer forma, como o que Trump fala não se escreve, quase nove anos depois daquele jantar de sinais trocados em Nova York, a invasão da Venezuela saiu do papel.

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

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PEDIDO DE PAZ: Papa Leão XIV pede diálogo para fim de guerras no Oriente Médio e na Ucrânia

Foto: Mídia do Vaticano/ via Reuters

O papa Leão XIV fez neste domingo (12), em Castel Gandolfo, um novo apelo pela paz diante dos conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras regiões do mundo. O pontífice defendeu o diálogo e a diplomacia para conter a escalada da violência.

“Não permitamos que esses ventos extingam a chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parecer frágil e vacilante”, afirmou o papa, ao renovar seu pedido por negociações entre as partes.

O pronunciamento ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, após a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã, e ao aumento da ofensiva russa contra a Ucrânia. Nas últimas semanas, Kiev também intensificou ataques contra a logística militar russa em áreas ocupadas.

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Geral

APARECEU O COITADO: Autor de perfil criado para defender Allyson e atacar adversários tenta se vitimizar, mas não explica ligações com ex-prefeito de Mossoró

Foto: reprodução/pngtree

João Carlos Medeiros, autor do perfil @rncomallyson, criado para fazer propaganda da pré-candidatura de Allyson Bezerra e detonar seus adversários na disputa pelo Governo do Estado, publicou um vídeo se vitimizando, dizendo que está sendo atacado e afirmando que é alvo de “mentiras orquestradas por gente que se acha muito poderosa”.

Ele disse que o perfil que administra “não é fake, não é anônimo e nem apócrifo”, que foi feito com seu número de telefone e e-mail pessoal e que não precisaria sequer de decisão judicial para identificá-lo. Em seguida, João Carlos confirmou que a página foi criada para defender Allyson Bezerra, mas omitiu que também promove ataques sistemáticos contra os adversários do ex-prefeito de Mossoró.

Apesar de dizer que não precisaria de decisão judicial para identificá-lo, João Carlos só esqueceu de explicar que a autoria do perfil só foi revelada após a Meta enviar ao TRE as informações sobre o endereço IP vinculado à conta @rncomallyson. Não fosse isso, até hoje ninguém saberia quem administra a página no Instagram.

Ele também não explicou suas muitas ligações com o pré-candidato ao Governo do Estado. João Carlos é vice-presidente estadual e presidente da Juventude do União Brasil em Mossoró. Além disso, ele é noivo da ex-secretária de Comunicação da Prefeitura de Mossoró e braço direito de Allyson Bezerra.

As ligações não param por aí. O Blog do BG revelou nesta semana que João Carlos também era sócio de outro blog, chamado “Toda Hora Mossoró”, junto com sua prima Jaiane Carla da Silva Medeiros, que recebeu R$ 46.905,00 da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2024.

João Carlos quer dar uma de coitado para esconder que, apesar de garantir que “fazia tudo por conta própria”, ele na verdade sempre foi remunerado pela estrutura de Allyson Bezerra. Essa estratégia de dizer que está “sendo perseguido pelos poderosos”, além de não ser original, não resiste aos fatos.

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Guerra

VÍDEO: EUA concluem nova rodada de ataques ao Irã e dizem ter atingido 140 alvos militares

Imagens: CENTCOM/EUA

Os Estados Unidos anunciaram a conclusão da terceira rodada de ataques contra o Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação atingiu cerca de 140 alvos militares, incluindo instalações de mísseis e drones, equipamentos navais, depósitos de munição, redes de comunicação e sistemas de vigilância costeira.

Com a nova ofensiva na noite de sábado (11) , o número de alvos atingidos pelos EUA no Irã na última semana ultrapassa 300. De acordo com o governo norte-americano, a ação busca reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz.

O Centcom afirmou, em comunicado:

“Durante três noites de ataques nesta semana, o CENTCOM atingiu mais de 300 alvos sob as ordens do Comandante-em-Chefe, com o objetivo de prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo estreito. O trânsito de navios comerciais por este importante corredor marítimo internacional continua.”

Também neste sábado, a Marinha iraniana anunciou o bloqueio por tempo indeterminado do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo. A medida ocorre após o rompimento do cessar-fogo entre os dois países e a retomada das hostilidades.

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Geral

VÍDEO: Manifestantes protestam contra situação precária da RN-269, bloqueiam trecho da rodovia e cobram ação do governo Fátima

Moradores da região Agreste Potiguar bloquearam um trecho da RN-269, que liga Nova Cruz às cidades de Montanhas e Pedro Velho, em protesto pelas más condições da rodovia, na manhã deste domingo (12). Eles utilizaram galhos e atearam fogo.

“Isso é uma vergonha para a governadora. As estradas esburacadas, os carros quebrados. É uma vergonha para ela não ajeitar a estrada. Ajeitou até perto de Pedro Velho e não ajeitou o resto porque o prefeito de Nova Cruz não apoia ela”, reclamou um cidadão presente na manifestação.

Opinião dos leitores

  1. Foram esses mesmos idiotas que elegeram esse lixo , façam uma pesquisa no WALFREDO GURGEL , as dezenas que estão no corredor esperando a morte , votaram no PT , então MERECEM , povo burro

  2. É revoltante essa buraqueira nas estradas do RN.
    Agora é repugnante, imoral o que acontece no trecho Nisia Floresta a praia de Barreta.
    O governo gastou milhões do contribuinte e a estrada já acabou, lembrando que essa obra foi entregue no final de 2025 e não aguentou hum inverno o de 2026.
    Isso é sacanagem com o dinheiro do povo, asfalto Sonrisal não pode ver água que desmancha.
    Não tem o menor cabimento isso.
    Quem quiser ver é só ir até Barreta e comprovar com as proprias vistas.

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Geral

Ministério diz que hacker que enviou alerta de Defesa Civil aprendeu a mandar alarme falso em curso do governo

Foto: Ilusrativa/Gerada por IA via Inpainting/ChatGPT

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou à Câmara dos Deputados que o hacker responsável pelo envio de alertas falsos da Defesa Civil, em 19 de junho, aprendeu a operar o sistema por meio de um curso disponível na plataforma do governo.

Segundo a pasta, o invasor, que se identifica como “Misantropi4”, utilizou credenciais válidas de usuários da plataforma IDAP, obtidas após vazamento em um grupo no Telegram, e explorou uma vulnerabilidade no sistema para disparar mensagens falsas, incluindo alertas sobre um suposto “ataque alienígena”. A Polícia Federal investiga o caso.

O ministério afirmou que os problemas já foram corrigidos e que não houve comprometimento da infraestrutura do órgão. Entre as medidas adotadas estão o bloqueio das contas utilizadas, a implantação de autenticação em dois fatores, restrição de acesso ao sistema à rede interna do ministério e uso obrigatório de VPN pelas Defesas Civis autorizadas.

Opinião dos leitores

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