A titularidade no Manchester United, a terceira conquista do Campeonato Inglês na carreira, além da sequência de boas atuações na última temporada, colocariam Rafael entre os favoritos por uma vaga na Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2014. Pelo menos em teoria. Na prática, entretanto, a história é completamente outra. Com duas convocações para amistosos sob o comando de Mano Menezes, o lateral-direito de 23 anos fez parte da equipe que chegou à final dos Jogos Olímpicos de 2012. O sonho da inédita medalha de ouro acabou frustrado pelo México.
A atuação do jogador na partida decisiva ficou marcada pelo passe errado que deu origem ao primeiro gol do adversário, na derrota por 2 a 1. Como se não bastasse, ainda discutiu em campo com o zagueiro Juan, da Inter de Milão, depois de tentar dar um toque de letra quando o Brasil estava atrás no marcador. E, por tudo isso, acabou ganhando a pecha de “vilão” naquela derrota.
Os episódios na capital britânica no ano passado seriam os responsáveis pela ausência do jogador nas convocações de Luis Felipe Scolari? “Com certeza, aquele jogo teve muita coisa. Além do gol, ainda discuti em campo”.”O lance do gol (do México) não me parece que tenha sido o mais importante. Foi um erro, mas eu estava tentando fazer alguma coisa ali. Para mim, acho que não estou na Seleção nem tanto por esse lance, mas porque discuti naquela partida. E talvez por isso eu não tenho sido chamado atualmente”, pondera.
Apesar do tom de lamentação pela evidente “escorregada”, Rafael não demonstra abatimento por – ao que tudo indica – ter que acompanhar a Copa de 2014 como um mero torcedor. Com o contrato renovado até 2016 no time inglês e reconquistando a vaga de titular após uma lesão no início da temporada, ele revela confiança no retorno à Seleção. Diante da pouca idade, aposta que 2018 será a sua grande chance.
Acho que sim. Estarei mais experiente, com 27, 28 anos, que é a idade perfeita para o jogador. Espero estar aqui no Manchester, mantendo o mesmo nível. Porque, então, a chance será grande”, afirma. “Como sempre falo, tenho que continuar fazendo meu trabalho aqui. O importante é estar jogando, se não nem o Felipão, nem ninguém vai me ver. Então, quando a oportunidade aparecer de novo tenho que aproveitar”.
Terra

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