Por causa do obstáculo, Natal tem ficado fora dos roteiros de nossas associadas”. A declaração do presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos à Revista Exame, Marco Ferraz, reflete o baixo entusiasmo do segmento turístico potiguar quando a promoção de passeios náuticos. Na edição quinzenal do impresso que circula em todo o território nacional a partir deste final de semana, a reportagem “Uma ponte que afasta” revela as consequências de uma obra mal pensada.
Para quem circula na capital potiguar, cruzando dia a dia os dois lados da cidade separados pelo rio Potengi, não restam dúvidas a utilidade da Ponte Newton Navarro. A estrutura reduziu para minutos o tempo de trânsito que algumas pessoas chegavam a levar horas para cumprir. Entretanto, a boa ventura de uns se tornou o problema de outros.
Natal é uma cidade que tem como principal atividade econômica o turismo, segmento que movimenta 52 cadeias produtivas em todo o Rio Grande do Norte. O turismo náutico chegou a ser a grande aposta de agências que viam no Porto de Natal uma grande estrutura a ser explorada pelo segmento. Mas a existência da Ponte Newton Navarro impôs dificuldade para a atividade náutica.
Para chegar ao porto, os navios precisam passar por baixo da ponte. Mas sua estrutura impede a passagem de embarcações com altura maior do que 55 metros. Eis o problema: boa parte dos navios de cruzeiros (explorados por turistas de alto poder aquisitivo) que navegam na costa brasileira é mais alta do que isso. Portanto, não pode atracar no Terminal de Passageiros do Porto de Natal.
Com informações do Jornal de Hoje – Carolina Souza

Foi construída em local errado. Deveria ter sido construída em Igapó facilitando o acesso ao aeroporto de São Gonçalo além de não interferir no acesso dos grandes navios ao porto de Natal.
Perfeito. Se a ponte fosse em Igapó, o acesso ao aeroporto seria mas rápido. Alem disso, os grandes navios de cruzeiro chegariam ao porto. Em vez de incentivo, construíram um obstáculo ao turismo
Sebastião Leite, proativo no Porto de Natal já havia noticiado isso mesmo antes do início da construção da Ponte, a algumas outorgares Públicas e ao MP.
Agora é tarde.
N época da construção da ponte nenhum senador, deputado federal e estadual e nem vereadores d capital com suas assessorias moveram uma palha seca sobre este assunto. O nosso paladino José Agripino, na época conseguiu uma emenda de 40 milhões pra a construção de uma ponte, mas não foi pra ponte da redinha, mas para o estado de Sergipe, onde o governador era do demos. Com isso o turismo do rn sofre as consequencias, mas vários políticos receberam propina dos super futuramente e nenhum era do PT…..
O pobre estado do RN sempre foi penalizado com prefeitos e governadores que, ao invés de utilizarem o dinheiro do contribuinte com projetos inteligentes, funcionais, econômicos e que tenham como objetivo principal atender as necessidades da população, constroem obras que mesmo tendo supostamente passado pelo crivo técnico, na grande maioria dos casos apresentam problemas de toda ordem: concepção, execução ou funcionamento.
A ponte Newton Navarro não é exceção. Até hoje especialistas dizem que o local ideal para a construção seria outro e não aquele no qual a ponte foi construída.
Outras obras que podemos mencionar são as de mobilidade da Copa: gastaram toneladas de concreto em um viaduto com duas faixas de trânsito que ao final se transforma em uma e vira gargalo. Será que não havia uma solução de engenharia mais inteligente e funcional?
Cansamos de ver nos canais de TV paga grandes obras de engenharia que são construídas em toda parte do mundo que atendem perfeitamente ao seu fim, porém ao compararmos com as construções brasileiras verificamos que as que são realizadas por aqui são muito mais simples e caras.
Podemos resumir tudo da seguinte maneira: a qualidade das obras depende da qualidade dos políticos; a qualidade dos políticos depende da qualidade dos votos; a qualidade dos votos depende da qualidade da sociedade; a qualidade da sociedade depende da qualidade da educação e a qualidade da educação depende da qualidade da política.
Que amadorismo gigantesco! Parece piada. Ridículo.