Diversos

Aluno bagunceiro pode ser profissional bem-sucedido

Por IG

Quem encontra o empresário Marcelo Veneroso, 55, em situações profissionais não imagina que por trás do comprometimento e do extenso currículo que construiu ao longo da sua carreira de sucesso já houve um aluno ‘bagunceiro de carteirinha’. Hoje ele é presidente da Neuman & Esser América do Sul, vice-presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), diretor da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e produtor rural.

Aquela dose de indisciplina que fez Veneroso ser expulso da sala de aula e levou a mãe dele a procurar um médico para tentar tratar a sua “hiperagitação” (comuns a tantos outro alunos) vem sendo estudada pela alho acaba sendo negativo para essas crianças”, afirma Ronda.Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores descobriram que esses comportamentos inadequados sob o ponto de vista do professor e prejudiciais nos estudos, na verdade, ajudam essas mesmas pessoas no mercado de trabalho. Orientado pelo professor de economia Nicholas Papageorge, um dos coautores do projeto, o brasileiro Victor Ronda, explica que várias pessoas já haviam explorado a relação entre “mau comportamento” e o mercado de trabalho, mas no novo estudo eles deram um passo adiante, separando o “mau comportamento” na escola em dois componentes distintos: um ligado à depressão (comportamento internalizante) e o outro ligado à agressividade (comportamento externalizante). “Ao fazermos isso, descobrimos uma relação positiva entre o comportamento externalizante aos 11 anos e os salários dessas mesmas pessoas aos 33 anos”, afirma Victor Ronda.

Os dados usados na análise norte-americana são de um estudo inglês (National Childhood Development Study – NCDS) que segue 18 mil crianças nascidas em 1958 no Reino Unido. Virando o jogo. No caso do empresário Richard Lowenthal, 40, a dificuldade nos estudos sempre foi atribuída a sua falta de atenção. “Sempre foi traumático passar de ano. Nunca repeti, mas era um dos piores da classe. Inclusive, no dia da formatura do ensino médio, eu era o único fazendo prova de recuperação”, lembra o CEO. Essas marcas, que fizeram os pais de Lowenthal desacreditarem a sua capacidade de concluir os estudos, hoje são muito bem trabalhadas por ele. Tanto é que ele se uniu a um ex-bagunceiro, e, juntos, quem diria, fundaram a Febracorp University, que oferece cursos na área de negócios. “Foi fundamental ter vivido essa experiência, porque, hoje, quando estamos testando qualquer experimento de aula, eu sou a cobaia. Se eu consigo manter a atenção ligada e não me distraio é porque a aula está boa”, brinca. Toda criatividade, espírito empreendedor e influência na opinião dos colegas, que muitas vezes são vistos como indisciplina, de acordo com a psicóloga e coordenadora de consultoria educacional do Sistema Ari de Sá, em São Paulo, Karine Moreira, certamente não devem ser considerados um problema natural, mas é preciso ser entendido e investigado. “Esse comportamento pode denunciar dificuldades no processo pedagógico e até uma incoerência entre o discurso da escola e o da família. Cabe ao professor perceber as potencialidades de cada um dos alunos para que a indisciplina não atrapalhe o rendimento da sala como um todo. Essas características que são preponderantes, se não forem bem canalizadas, podem tender para o lado oposto, mas é preciso deixar definidos alguns papéis: a escola escolariza e a família educa”, diz Karine.

É o perfil ou só uma fase bagunceira? Apesar de admitir que sua característica “bagunceira”, de certa forma, tenha dado mais desenvoltura no mercado de trabalho, Marcelo Veneroso reconhece que com os filhos a cobrança também acontece. “Não sou um pai inibidor por completo, mas fico preocupado com foco”, afirma. Para a psicóloga Karine Moreira, é preciso perceber a diferença entre uma fase e um perfil bagunceiro. “Deve verificar se a criança é danada quando pode ser danada, mas entende que existem regras e hora para tudo”, diz.

Contexto social é muito importante para ‘reviravolta’ O contexto social, o suporte familiar e o acesso a oportunidades favorecem a superação dos prejuízos da fase bagunceira. Porém, os estudiosos da Universidade Johns Hopkins dizem que esse retorno positivo do comportamento externalizante no mercado de trabalho desaparece quando se trata de crianças de famílias de baixa renda. O coautor do estudo, Victor Ronda, destaca ainda a inexistência dos “benefícios” da agressividade durante o período escolar. “Na verdade, crianças com altos níveis de comportamento externalizante tendem a atingir menores níveis de escolaridade se comparadas a outras crianças com o mesmo nível cognitivo”, afirma. Por isso, na continuação do trabalho os pesquisadores estão explorando essa heterogeneidade. Além disso, há uma questão racial polêmica no estudo. Os resultados preliminares apontam que o retorno do comportamento externalizante é negativo para crianças negras, mas não para crianças brancas. “Uma possível explicação que a gente encontra nos dados é que as crianças negras que se comportam mal na escola tendem a ser punidas com suspensões, enquanto as brancas recebem tratamento médico. Essas crianças negras, com alto nível de mau comportamento, também têm um maior risco de se envolverem com a criminalidade. Como consequência, o retorno do mau comportamento no mercado de trabalho acaba sendo negativo para essas crianças”, afirma Ronda.

Opinião dos leitores

  1. Assino em baixo está matéria, procede. Também fui um aluno atrapalhado em sala de aula, encarava tudo com brincadeiras, e me considero hoje, uma pessoa centrada, organizada e bem sucedida. Também conheço outras pessoas igualmente bem sucedidas. É isso aí.

  2. EU TENHO UM ( AMIGO ) QUE FOI O PIOR BAGUNCEIRO DE UM COLÉGIO DE NATAL; E HOJE É DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL. É MOLE OU QUERES MAIS!!!!!!!!

    1. Deve ter sido ajudado. A maioria dos bagunceiros não termina bem qualificado, há poucas exceções.

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Política

[VÍDEO] Multidão lota o largo do Atheneu para o último comício de Álvaro Dias no 1º turno em Natal

Em clima de festa e emoção na reta final da campanha, Álvaro Dias (PL) realizou, nesta quinta-feira (1º), seu último comício em Natal antes do primeiro turno. Com o Largo do Atheneu lotado, o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte chegou caminhando no meio do povo, abraçando apoiadores e sendo recebido por caravanas e lideranças de várias regiões do Estado.

Ao lado de Álvaro estavam o prefeito Paulinho Freire, a vice-prefeita Joanna Guerra, o candidato ao Senado Coronel Hélio e os candidatos a deputado federal General Girão, Carla Dickson, Coronel Brilhante, Sargento Gonçalves e Nina Souza, além de candidatos a deputado estadual, prefeitos, vereadores e outras lideranças.

Ao falar sobre a decisão de realizar o último comício, Álvaro destacou a importância de encerrar a campanha perto da população. “As pessoas me aconselharam a não fazer o último comício, e eu disse: eu tinha que fazer. Eu não podia encerrar essa campanha política sem fazer o que fiz hoje aqui: chegar abraçado à população, apertar as mãos dos nossos amigos da cidade de Natal”, declarou.

Emocionado, Álvaro falou da caminhada eleitoral e da esperança que encontrou nas ruas. “Não poderia sair dessa campanha sem ver a esperança do povo do Rio Grande do Norte, abraço por abraço, sorriso por sorriso. Vamos juntos mudar o Estado do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Ao final, Álvaro agradeceu aos apoiadores que o acompanharam durante a campanha e encerrou a noite em meio às manifestações de carinho do público.

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Geral

CENSURA: Globo afirma que “decisões judiciais” que levaram a cancelamento do debate “representam uma interferência indevida na liberdade dos veículos de imprensa”

Foto: Reprodução / Jornal Nacional

A Globo afirmou que “as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate” com os candidatos a presidente, previsto para esta quinta-feira (1º), “causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais”.

“Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite”, informou a emissora, que lembrou da sua “longa tradição na organização de debates eleitorais”.

“Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil. Oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia”, destacou a Globo.

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Política

[VÍDEO] “NÃO VOU COMPACTUAR COM A CENSURA”: Flávio Bolsonaro denuncia interferência do Judiciário nas eleições de 2026

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não vai “compactuar com censura e interferência do Judiciário nas eleições [de 2026]”. A declaração se deu depois que ele anunciou a decisão de não participar do debate que estava previsto para ocorrer nesta quinta-feira (1º) na TV Globo.

O candidato convocou os eleitores a decidirem a disputa presidencial já no primeiro turno. “Vamos resolver esse negócio já nesse domingo agora para que a gente possa dar um recado claro de que o Brasil tem jeito e ninguém aguenta mais essa situação de sequestro que a nossa democracia enfrentou”, disse ele.

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Brasil

URGENTE: Globo cancela debate presidencial após decisões do TSE e STF e desistência de Flávio

Reprodução

A TV Globo cancelou o debate entre os candidatos à Presidência de República que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º). O encontro seria o último antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).

O cancelamento ocorreu após uma sequência de decisões judiciais. A ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a emissora de mostrar o púlpito vazio de Lula (PT), enquanto Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão), contrariando decisões anteriores de Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques.

Lula já havia informado que não compareceria. Depois da decisão sobre o púlpito, Flávio Bolsonaro (PL) também desistiu e alegou “censura”. Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estavam confirmados.

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Política

EDITORIAL BG: A toga tomou o lugar dos candidatos no debate da Globo

Arte Metrópoles

O debate presidencial da TV Globo, marcado para a noite desta quinta-feira (1º), foi atropelado pelo Judiciário antes mesmo de começar. Em poucas horas, decisões de ministros passaram a determinar o que a emissora poderia mostrar e até quem deveria estar no palco. A Justiça deixou de garantir as regras da eleição para interferir diretamente na organização de um programa jornalístico.

Primeiro, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Lula (PT), que decidiu não comparecer ao último debate antes do primeiro turno. A magistrada entendeu que a imagem poderia pressionar candidatos a participar, embora o comparecimento seja facultativo.

O argumento não convence. Mostrar o lugar vazio de um candidato convidado não é censura, punição nem constrangimento ilegal. É informar ao eleitor que aquele candidato escolheu não estar ali. Lula tem o direito de faltar, mas a emissora e o público também têm o direito de registrar sua ausência. Depois da decisão, Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de participar e classificou a medida como “censura”.

Para piorar ainda mais, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou que a Globo incluísse Renan Santos (Missão) no debate. A decisão contrariou entendimentos anteriores da ministra Cármen Lúcia e do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.

O Missão possui apenas um deputado federal, enquanto a legislação assegura a participação aos candidatos de partidos ou federações com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. As regras da Globo permitiam que a emissora, diante da desistência de um convidado, chamasse outro candidato bem colocado na pesquisa Quaest, mas deixavam claro que isso ocorreria a seu exclusivo critério. Gilmar transformou uma possibilidade editorial em obrigação judicial.

Gilmar passou por cima dos dois colegas de STF e decidiu, sozinho, quem deveria participar de um debate promovido por uma empresa jornalística. Isso não é um detalhe jurídico. É uma interferência direta na liberdade de imprensa e no processo democrático.

Hoje, um ministro determina quem entra no debate. Outro decide qual imagem pode aparecer. Amanhã, o que impedirá o Judiciário de estabelecer as perguntas, escolher os temas ou definir o formato mais conveniente?

Em defesa da liberdade de imprensa e por respeito à democracia, a emissora deveria cancelar o debate. Essa seria uma resposta dura, mas necessária, diante de decisões que desmontaram as regras acertadas previamente e transformaram um encontro entre candidatos em um espetáculo comandado por ministros.

Debate eleitoral deve ser decidido por regras públicas, pela lei e pela autonomia jornalística, não pela vontade de uma toga.

 

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Política

[VÍDEO] DESESPERO: Robério expõe estratégia esquerdista para tentar barrar avanço da direita no RN


Em um pronunciamento após retirar sua candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte, Robério Paulino (PSOL) explicitou o cálculo eleitoral que levou a esquerda a concentrar forças em torno de Cadu Xavier (PT) para tentar impedir o avanço da direita no Estado. De olho na eleição presidencial, o partido preferiu deixar de lado suas convicções na disputa pelo Governo.

A declaração de Robério nas redes sociais deixa exposta a estratégia de transferência de votos para Cadu com o objetivo de impedir que Álvaro Dias, que Robério classificou como candidato da “direita radical”, chegue ao segundo turno e funcione como palanque para Flávio Bolsonaro no RN.

O pronunciamento revela a dimensão nacional que a esquerda atribui à disputa no RN.

 

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Política

Interferência cruzada do Judiciário esvazia regras, transforma debate da Globo em circo e impõe o cancelamento

Reprodução

A sucessão de intervenções diretas da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal transformou o aguardado debate presidencial da TV Globo em um cenário de completa insegurança jurídica, restando à emissora apenas uma alternativa viável para preservar sua autonomia: o cancelamento do confronto marcado para esta quinta-feira (1).

O colapso do formato começou a se desenhar quando a ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a emissora de utilizar o tradicional púlpito vazio para representar a ausência do presidente Lula (PT), determinando ainda que os demais concorrentes pudessem direcionar perguntas ao petista mesmo sem a sua presença física no estúdio. Em paralelo, o STF determinou a inclusão do candidato do Missão, Renan Santos, no debate, atropelando critérios jornalísticos e normas estabelecidas previamente pelo canal.

Diante de um cenário onde regras são reescritas de última hora em Brasília e o principal candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL), já havia anunciado sua desistência em protesto contra a censura.

Com informações do Metrópoles 

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Política

[VÍDEO] ESCULHAMBAÇÃO TOTAL: Atropelo jurídico no STF implode regras do debate da Globo

A reta final da corrida presidencial foi sacudida nesta quinta-feira (1) por uma sequência de manobras jurídicas que transformou o debate da TV Globo em um verdadeiro imbróglio institucional. O ponto de ruptura ocorreu quando o ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no confronto televisivo, rasgando entendimentos firmados anteriormente pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. Com regras alteradas à revelia e critérios atropelados na véspera do evento, o candidato Flávio Bolsonaro (PL), bateu o martelo e anunciou que não participará da sabatina.

A decisão de última hora gerou forte repercussão na imprensa e entre comentaristas políticos, que não hesitaram em classificar a reviravolta como uma clara engenharia política nos bastidores. Analistas apontam que a ingerência sobre as normas eleitorais escancara a fragilidade das garantias institucionais e expõe o desespero de setores que tentam moldar o tabuleiro do primeiro turno a qualquer custo.

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Política

A três dias das Eleições, duas pesquisas apontam Walter Alves na liderança da nominata do MDB e entre os mais citados para deputado estadual

Reprodução

A três dias das Eleições Gerais, o candidato a deputado estadual, Walter Alves (MDB), aparece liderando a nominata do partido em duas grandes pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta quinta-feira (1º).

Além de liderar a nominata, nas duas pesquisas — Perfil/Blog do BG e Consult/Tribuna do Norte — Walter aparece entre os mais citados pela população. Esses dois novos levantamentos reforçam uma tendência que vem se mantendo desde o início da campanha: que Walter Alves deve ser eleito como primeiro deputado do MDB e que o partido deve conseguir fazer mais de uma cadeira na Assembleia Legislativa.

“As pesquisas desta quinta-feira, tão perto da eleição e feitas por institutos tão respeitáveis, não deixam dúvida de que o nosso trabalho lá atrás, como deputado, tem o reconhecimento da população, que nos coloca como o nome mais citado do MDB”, disse.

Pesquisas

A pesquisa Perfil/Blog do BG foi realizada entre os dias 26 e 29 de setembro de 2026, com 2.000 entrevistados no Rio Grande do Norte. Nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,19 pontos porcentuais. Registrada sob o número RN-08009/2026.

A pesquisa Consult/TRIBUNA DO NORTE foi realizada entre os dias 24 e 26 de setembro e utilizou uma amostra probabilística de 1.700 entrevistas. O erro amostral máximo da pesquisa é de 2.37%, e a confiabilidade de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o seguinte número: BR 04825/2026 RN 02343/2026.

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Política

Gilmar Mendes determina participação de Renan Santos no debate da Globo

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O ministro Gilmar Mendes determinou que Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, participe do debate da TV Globo nesta quinta-feira (1º). A decisão contraria entendimentos anteriores de Kassio Nunes Marques (presidente do Tribunal Superior Eleitoral) e da ministra Cármen Lúcia (STF).

Gilmar atendeu a uma ação apresentada pelo Solidariedade, que alegou risco de prejuízo irreparável ao candidato e aos eleitores. “Nenhuma decisão futura devolverá ao candidato a participação nem ao eleitor a possibilidade de ouvi-lo em confronto com os demais”, afirmou o ministro.

A Globo havia estabelecido a participação de candidatos ligados a partidos com pelo menos cinco deputados federais. O Missão possui apenas um parlamentar na Câmara, Kim Kataguiri (SP).

Kassio Nunes Marques havia entendido que a emissora não era obrigada a convidar Renan. Cármen Lúcia, por sua vez, considerou inadequado o instrumento jurídico usado pela campanha e apontou que o caso deveria ser analisado pela Justiça Eleitoral.

Renan marcou 3% na pesquisa Quaest mais recente. A ausência de Lula (PT), que decidiu não comparecer ao debate, também abriu espaço para a inclusão do candidato do Missão pelas regras definidas pela emissora.

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