O reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares com aniversário entre maio de 2019 e abril de 2020 não poderá ultrapassar 7,35%. O limite foi anunciado hoje (23) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e será publicada no Diário Oficial da União de amanhã (24).
A ANS mudou a metodologia do cálculo que define o limite do reajuste, após oito anos de estudos e discussões com o setor e a sociedade. Pela primeira vez, a agência combinou o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), calculado por ela própria, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sem o subitem plano de saúde. O IPCA é o indicador oficial que mede a inflação na economia brasileira e é divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IVDA mede a variação dos custos com atendimento aos beneficiários de planos de saúde e tem peso de 80% nessa nova metodologia da ANS. Já o IPCA (sem o subitem planos de saúde) tem peso de 20% e serve para considerar os custos das operadoras com despesas de outras naturezas, como as administrativas.
O percentual máximo para reajuste autorizado para 2019 é o menor desde 2010. No ano passado, a agência autorizou reajustes de até 10% para os planos individuais e familiares, e, nos três anos anteriores, o reajuste máximo ficou na casa dos 13%.
A agência orienta os beneficiários a observarem se os reajustes aplicados serão iguais ou inferiores a esse limite e se a cobrança reajustada está sendo feita a partir do mês de aniversário do contrato.
Segundo dados da agência reguladora, em 2018 o número de procedimentos realizados com a cobertura dos planos de saúde aumentou 5,4%, enquanto o número de beneficiários permaneceu praticamente estável, variando de 47,15 milhões em 2017 para 47,26 milhões em 2018.
O limite de reajuste é válido para os planos de saúde individuais ou familiares médico-hospitalares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. Esse grupo inclui atualmente 17% do total de beneficiários em planos de assistência médica – aproximadamente 8 milhões de usuários.
Agência Brasil

Nós que somos da diretoria da Unimed Federação Rn , gostaríamos de oferecer o menor reajuste possível diante da realidade salárial do país , no entanto , é preciso que aconteça algumas ações para não aumentar os custos e tudo começa na caneta do médico cooperado ou credenciado , sem uma boa avaliação clínica é gigantesca a quantidade de exames desnecessários solicitados . Outro fator , o paciente que usa o cartão como se fosse um cheque em branco , " tá pagando " quer fazer consultas e exames sem critério, visita pronto socorro quase todo dia , sem ter medo de contrair doenças . E os piores agravamentos ; acertos entre médicos e vendedores de OPME , indicação desnecessária de cirurgias e procedimentos e a " maquiagem " das contas hospitalares . Na oncologia é escândaloso o que acontece em certas clínicas e mais aberrações . Finalmente , os juizes estão se valendo de assessorias médicas éticas para os seus pareceres e a judicialização vem sendo pacificada.
Na Unimed a maioria dos planos ofereçe liberdade de escolha dos profissionais , ao contrário de um outro plano no Nordeste que visa apenas o lucro e tudo é feito em seus hospitais.
Devido a tudo isso , desde 2014 que a federação Rn não consegue ter nem 5% de resultado financeiro, mesmo com faturamento anual na casa dos 150 milhões.
Faculdades que preparem médicos para cuidar de pessoas, educação de todos e sentimento cooperativista entre nós é o caminho para diminuirmos os reajustes nos nossos planos do Sistema Unimed.