
O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, negou nesta sexta-feira, 24, ter ocorrido substituição de parte da equipe de sua campanha ao Palácio do Planalto destinada às redes sociais nas eleições 2018. Segundo o tucano, o que houve foi uma “ampliação” na estrutura de campanha.
Na edição desta sexta-feira, o Estado mostrou que as mais recentes pesquisas sobre a eleição presidencial que mostram o candidato do PSDB ainda no patamar de um dígito das intenções de voto pressionam a equipe de comunicação da campanha e causaram a primeira baixa no time do tucano. Responsável pela área digital, o publicitário Marcelo Vitorino foi retirado do cargo nesta quinta-feira, 23, e realocado em nova função.
“Não houve substituição. O Vitorino (Marcelo Vitorino) continua com a gente. Nós agregamos lá, ampliamos um pouco o time na área das redes sociais”, disse Alckmin, que visitou nesta sexta-feira entidade de assistência social em Belo Horizonte.
Ao Estado, tucanos e aliados admitem reservadamente que a campanha ainda não encontrou uma narrativa nas redes sociais para “desconstruir” o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e alavancar Alckmin. As redes sociais são consideradas um elemento-chave na campanha de Alckmin por ser uma arena na qual Bolsonaro tem a presença mais consolidada.
No Facebook, por exemplo, o candidato do PSL possui 5,5 milhões de seguidores; Lula tem 3,7 milhões e Alckmin, 912,6 mil. O Estado apurou que o candidato do PSDB está insatisfeito com a ação nas redes sociais e que Vitorino também se desentendeu com membros da equipe do marqueteiro Lula Guimarães.
Estadão Conteúdo
Comente aqui