Clima

Após Fundo Amazônia, país pode perder bilhões sem ação ambiental

A Amazônia tem potencial bilionário e, por isso, os riscos de perda financeira relacionada à floresta também são bilionários. A prova disso é o Fundo Amazônia, atualmente paralisado após ações e acusações por parte do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Até o momento, cerca de US$ 1,3 bilhão em doações foram recebidas pelo fundo, com pouco menos da metade do valor já desembolsado.

A paralisação do fundo ocorreu após Salles tentar mudar os mecanismos de gestão do fundo e acusar supostos indícios de irregularidades financeiras em projetos de ONGs —o ministro afirmou ter analisado ¼ dos contratos e não apresentou documentos, citando dados isolados.

A verba no Fundo Amazônia tinha diversas destinações, inclusive o combate aos crescentes incêndios na Amazônia que desembocam na atual crise política e ambiental.

O Ibama, pelo PrevFogo, recebeu mais de R$ 14 milhões para ações contra queimadas.

O dinheiro em questão foi destinado à compra de equipamentos de proteção para os brigadistas e de combate ao fogo, motobombas, mangueiras, reservatórios de água e geradores de energia, além de caminhões e caminhonetes para transportar as equipes.

A Operação Awá, na terra indígena Araribóia, é um exemplo de ação que usou verbas do fundo e auxiliou na proteção de áreas de tribos isoladas.

Outro contrato do fundo, de pouco mais de R$ 19 milhões e que tem como parte a ONG Centro de Trabalho Indigenista, visa exatamente a proteção de povos indígenas isolados.

Parte do objetivo do projeto, iniciado em 2014, é a pesquisa de 20 referências não confirmadas de índios isolados na Amazônia, além de melhorias na interlocução com indígenas e populações que vivem no entorno de povos isolados.

As atividades citadas têm parceria com a Funai (Fundação Nacional do Índio).

A despeito da afirmação de Bolsonaro de que o fundo servia apenas a ONGs, outros órgãos governamentais e governos estaduais e municipais se beneficiavam dele. Como a Folha mostrou recentemente, por exemplo, R$ 359 milhões foram usados pelos estados amazônicos para implementar o Código Florestal.

A monetização ou capitalização da floresta em pé —proposta de Salles para evitar desmatamentos— também já ocorre com ajuda de dinheiro do fundo. O Acre teve aprovado em 2010 um projeto de R$ 57 milhões para incentivar financeiramente práticas sustentáveis, como manejo florestal de produtos relacionados à madeira e reflorestamento de áreas degradadas.

Ideia semelhante é aplicada no Bolsa Floresta, projeto que recebeu, ao todo, cerca de R$ 50 milhões direcionados a pequenos empreendimentos sustentáveis na floresta, visando ajudar o aumento de escala das iniciativas, com equipamentos, obras, planos de negócio, desenvolvimento de produtos, certificações e assistência técnica.

Mas o dinheiro que entra na floresta não vem só do Fundo Amazônia, como mostrou a  Alemanha recentemente ao suspender verbas que iriam para projetos amazônicos diante da falta de resultados.O mesmo aumento do desmate que levou Berlim a cortar financiamento, resignada diante da política ambiental hostil do governo, pode tirar muito mais dinheiro do país.

Estão em jogo futuras negociações no GCF Fundo Verde do Clima, mecanismo regido pelo Acordo de Paris (2015) que permite a países em desenvolvimento captar dinheiro de países ricos para mitigar a emissão de gases-estufa.

O Brasil fechou a primeira negociação nesse âmbito, que prevê o fluxo de US$ 96 milhões para o país, referentes à redução do desmatamento verificada entre 2014 e 2015.

“E o problema não se restringe à mitigação da mudança climática, porque o Brasil, como um dos países mais afetados, também poderia solicitar recursos para adaptação à mudança climática”, explica Carlos Eduardo Young, economista da UFRJ especialista em ambiente.

Segundo ele, o aquecimento global deve trazer perdas de produtividade em culturas como feijão e milho, o que qualificaria o país a acessar recursos internacionais de compensação —desde que demonstre avanço na redução de emissões por desmate.

“Mas se o governo federal não tem uma relação de confiança com o potencial doador, o recurso não será oferecido. Ou é até possível que o recurso venha, mas para ONGs e governos estaduais ou municipais.”

Se o desmatamento sair de controle, outra fonte financeira relevante que pode secar é a malha filantrópica internacional, afirma Ana Toni, diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade, que atua captando recursos para projetos socioambientais no Brasil.

“No auge do período em que os índices de desmatamento estavam caindo, o país captava muitos recursos internacionais, da ordem de R$ 100 milhões por ano, mas agora entra muito menos”, afirma.

Não há, porém, levantamento específico para estimar o fluxo desse dinheiro, que é muito fragmentado. Uma política ambiental fracassada na Amazônia também pode afugentar recursos nacionais de filantropia, hoje da ordem de R$ 3 bilhões ao ano, diz Toni.

“Algo como 7% ou 8% disso estava indo para projetos na Amazônia, mas esses recursos podem ganhar outro destino”, afirma a economista.

“O dinheiro filantrópico é hiperconservador. Os doadores querem ver o recurso empregado de maneira que comprovadamente melhore a vida das pessoas naquela região. Se não há garantias, muitos podem preferir colocar dinheiro em um projeto em São Paulo, na avenida Paulista, que eles sabem que funciona.”

A perda de investimento pode ser apenas uma fração daquilo que uma política ambiental ineficaz representaria para o comércio do país.

O acordo entre União Europeia e Mercosul, se for comprometido pelo desmatamento da Amazônia, poderia provocar perdas substanciais.

Segundo Young, altos índices de desmatamento (que resultam em emissão de CO²) podem solapar também a ambição do Brasil de exportar etanol para a Europa, que vê nos biocombustíveis uma saída para cortar o consumo de combustíveis fósseis, algo que o Acordo de Paris exige.

O Brasil teria de provar ainda que a dinâmica fundiária da expansão e capitalização da cana-de-açúcar não vai forçar a fronteira agrícola da pecuária a avançar na floresta.

Uma mancha na imagem ambiental do país —como a que parece se instalar com a atual crise— pode afetar até a exportação de madeira certificada “que não tem culpa nenhuma do desmatamento”.

“Um segundo potencial recurso que não está sendo contabilizado é o da nova economia do mercado de carbono —a economia da floresta em pé— na qual o Brasil nunca apostou”, afirma Ana Toni.

Os mercados de carbono do tipo “cap-and-trade”, num cenário avançado de implementação do acordo do clima, preveem que países sem opções para reduzir emissões possam “comprar” cortes de emissão de lugares como a Amazônia, que em contrapartida se comprometeria em manter o carbono das árvores nas árvores.

“Se, no mercado internacional o preço da tonelada de carbono atingir US$ 20 ou US$ 30, basta multiplicar esse valor pela biomassa da Amazônia para que se tenha uma ideia do montante envolvido.”

Esse potencial dinheiro que o país tem a perder não leva em conta perdas de médio e longo prazo com a deterioração dos serviços ambientais.

A presença de floresta gera captação de água e regulação de clima local que, uma vez perdidos, têm impacto direto na agropecuária, inclusive em biomas fora da Amazônia.

Segundo Ana Toni, um dos problemas da atual gestão ambiental do Brasil é pensar que a preservação de floresta é cara e não ver a economia ambiental de forma integrada, nem no contexto do Acordo do clima de Paris.

“Quanto custa ao governo manter a floresta em pé? É preciso fortalecer o Ibama, o ICMBio, o Inpe? É preciso ter Bolsa Verde, Bolsa Família?” diz Ana Toni. “Se você souber o custo, você tem como pensar na proteção da Amazônia como um business plan para negociar com mecanismos multilaterais e bilaterais os recursos para cobrir esse custo.”

FOLHAPRESS

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

LÍDER DO GOVERNO LULA NO SENADO: Jaques Wagner é alvo de buscas da PF em investigação sobre Banco Master

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a nona fase da Operação Compliance Zero e cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

Segundo a investigação, a operação apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master, o PT da Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a possível participação de Wagner nos fatos investigados.

Além dos endereços ligados ao senador, a PF também realizou buscas em empresas e residências de Augusto Lima, na Bahia, em Brasília e em São Paulo.

Lima é ex-sócio de Vorcaro e participou da implementação de um sistema de crédito consignado para servidores públicos durante a gestão de Wagner no Governo da Bahia.

De acordo com os investigadores, o modelo foi posteriormente levado para o Banco Master. O Credcesta, sistema citado na apuração, tornou-se um dos principais ativos financeiros da instituição.

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do STF, André Mendonça. Procurados pela reportagem do Estadão, Jaques Wagner e Augusto Lima ainda não haviam se manifestado até a publicação da matéria.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Lula amplia Bolsa Família em ano eleitoral; gasto chega a R$ 13,1 bilhões

Foto: Reprodução

O governo do presidente Lula (PT) ampliou o número de beneficiários do Bolsa Família em 2026, ano em que o país realizará eleições gerais.

Dados oficiais mostram que 19,35 milhões de famílias receberão o benefício em junho, ante 18,66 milhões registradas em novembro de 2025. No período, houve um acréscimo de aproximadamente 690 mil famílias.

A expansão ocorre após o pente-fino realizado ao longo de 2025, quando cerca de 2,1 milhões de cadastros foram excluídos do programa durante o processo de revisão de benefícios e de identificação de irregularidades apontadas pelo governo federal.

O valor médio pago neste mês será de R$ 677,66 por família. Embora o benefício básico seja de R$ 600, adicionais destinados a grupos específicos, como crianças, gestantes e nutrizes, elevam o valor médio recebido pelos beneficiários.

Levantamento divulgado pelo Poder360 em 2025 apontou que parte das irregularidades identificadas no programa envolvia inconsistências cadastrais, incluindo casos de omissão de cônjuge.

O estudo também registrou situações em que famílias recebiam mais recursos por meio de benefícios sociais do que por renda do trabalho.

Segundo dados do governo federal, o Bolsa Família consumirá R$ 13,1 bilhões em junho, valor R$ 384 milhões superior ao registrado em novembro de 2025.

O aumento acompanha a ampliação do número de famílias atendidas pelo programa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

COMO FICA A ESQUERDA? O que muda após Lula afirmar que “nunca foi esquerdista” no G7

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante uma conversa captada por microfone aberto na cúpula do G7, o presidente Lula (PT) afirmou que “nunca foi esquerdista” e defendeu que “o mundo é do caminho do meio”.

A declaração chamou atenção por ter partido da principal liderança do PT, partido historicamente associado a pautas da esquerda brasileira.

A fala também foi comparada a declarações feitas pelo próprio presidente em agosto de 2025, quando afirmou que ficaria cada vez mais “esquerdista” e “socialista”.

O episódio repercutiu nas redes sociais e no meio político, onde apoiadores e críticos passaram a discutir o significado da declaração e sua relação com o posicionamento ideológico adotado por Lula ao longo da carreira política.

Até o momento, o presidente não comentou publicamente a repercussão da fala nem apresentou esclarecimentos adicionais sobre o contexto em que a declaração foi feita durante o encontro internacional.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] “INCOERÊNCIA”: Lula diz ao G7 que “nunca foi esquerdista” após afirmar em 2025 que ficaria “cada vez mais socialista”

Imagens: Reprodução/MRO Marcelo

O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira (17), durante encontro do G7 na França, que “nunca foi esquerdista”. A declaração foi feita durante uma conversa com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.

Ao comentar a alternância entre governos de direita e esquerda em diferentes países, Lula afirmou que “o mundo não é de esquerda”, mas “de meio”.

Em seguida, após ser lembrado por Georgieva de que sua eleição em 2003 gerou expectativa de um governo mais alinhado à esquerda, o presidente respondeu que “nunca foi esquerdista”.

Durante a conversa, Lula também relembrou episódios de sua trajetória política e afirmou que, nos anos 1980, chegou a ser chamado de “anticomunista” após recusar um convite para participar de um congresso na então União Soviética.

A declaração contrasta com uma fala feita pelo próprio presidente em agosto de 2025, durante reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Na ocasião, Lula afirmou que ficaria cada vez mais “esquerdista” e “socialista”.

Os dois posicionamentos foram registrados e divulgados pelo portal Metrópoles, que destacou a diferença entre as declarações dadas pelo presidente em momentos distintos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

QUE INVERTIDA: assessor de Lula compara Irã e EUA e é rebatido por jornalista norte-americano ao vivo

Imagens: Reprodução/Direita Boston

Uma entrevista do assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, repercutiu após um debate ao vivo com um jornalista de uma emissora americana sobre a situação dos direitos humanos no Irã.

Ao ser questionado sobre o regime iraniano, Amorim afirmou que discorda do tratamento dado às mulheres no país, mas acrescentou que também discorda da pena de morte ainda adotada em alguns estados dos Estados Unidos.

A declaração levou o entrevistador a contestar a comparação. Segundo ele, estabelecer uma equivalência moral entre o sistema de justiça americano e o regime iraniano não seria uma comparação “respeitável”.

O momento gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre direitos humanos, política internacional e os limites de comparações entre diferentes sistemas políticos.

O episódio ocorreu durante uma entrevista concedida por Amorim à imprensa americana e passou a circular em perfis e páginas voltados à cobertura de política e relações internacionais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

INADIMPLÊNCIA ALTA: RN soma R$ 7,8 bilhões em dívidas e mais da metade dos adultos está no vermelho

Foto: Reprodução

Mais da metade da população adulta do RN estava com contas em atraso em maio. Segundo dados da Serasa, 1.379.226 potiguares estavam inadimplentes, o equivalente a 51,8% dos adultos do estado. Juntas, as dívidas somavam R$ 7,8 bilhões.

Ao todo, foram registradas 4.477.740 pendências financeiras. Em média, cada consumidor negativado devia R$ 5.664,86, conforme informações da Tribuna do Norte.

Apesar do cenário ainda preocupante, o número de inadimplentes apresentou leve queda de 0,10% em relação a abril.

De acordo com a Serasa, as dívidas com bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela dos débitos no estado, respondendo por 32,10% do total.

Em seguida aparecem as financeiras, com 25,59%, e as contas de serviços essenciais, como água, energia elétrica e telefonia, que representam 13,98%.

Para a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, a inadimplência é reflexo de fatores como custo de vida, renda disponível e capacidade das famílias de absorver despesas inesperadas.

Segundo levantamento da instituição, o custo médio mensal de vida no Rio Grande do Norte alcançou R$ 2.550 em fevereiro deste ano.

Mesmo com a pequena redução observada em maio, a especialista avalia que o elevado contingente de consumidores com dívidas em atraso ainda exige cautela.

Já o presidente do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon-RN), Ricardo Valério, defende o fortalecimento das ações de educação financeira como forma de reduzir o endividamento e evitar que consumidores recorram a novos empréstimos para quitar débitos antigos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Performance artística em audiência LGBTQIA+ na Grande Natal gera repercussão nas redes

Imagens: Reprodução/RN Hoje

Uma audiência pública para discutir direitos, inclusão e políticas voltadas à população LGBTQIA+ ganhou repercussão nas redes sociais após uma apresentação artística realizada durante o evento. As informações são do RN hoje.

Imagens compartilhadas por participantes e internautas mostram um homem pintado realizando uma performance no plenário da Câmara Municipal de Ceará-Mirim, na Grande Natal.

O episódio rapidamente passou a circular nas redes e gerou debates entre apoiadores e críticos da manifestação.

Defensores da apresentação afirmam que a performance integrou a proposta de discussão sobre diversidade e inclusão promovida durante a audiência.

Já críticos questionaram a realização da atividade dentro do espaço legislativo.

A repercussão ampliou o debate sobre os limites das manifestações artísticas em ambientes institucionais e sobre o papel das audiências públicas promovidas pelo poder público.

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Morte de PM no Recife: investigação apura ciúmes, medida protetiva, troca de taças e hipótese de envenenamento

Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Pernambuco investiga a morte do cabo da PM José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, encontrado sem vida dentro do apartamento da ex-companheira no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife.

O caso ocorreu na quinta-feira (11) e foi inicialmente registrado como morte a esclarecer. Uma das linhas de investigação é a possibilidade de envenenamento, mas a causa da morte ainda depende de exames periciais.

Segundo as investigações, o policial esteve no imóvel após sair do trabalho.

No local, ele e a ex-companheira, uma advogada de 48 anos, teriam passado parte da madrugada e da manhã consumindo bebidas alcoólicas e energético.

Foto: Reprodução

A mulher possuía medida protetiva em vigor contra o ex-companheiro, mas autorizou sua entrada no condomínio.

Durante o encontro, taças e bebidas foram utilizadas e posteriormente recolhidas para perícia, após o episódio.

O caso também envolve relatos de conflitos anteriores, com registro de medida protetiva e versões apresentadas em depoimentos e mensagens analisadas pela investigação.

A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias e aguarda os laudos periciais para esclarecer a causa da morte.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Após Lula negar rótulo de esquerda, Haddad afirma que presidente tem postura “pragmática”

Foto: Reprodução

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que o presidente Lula (PT) tem uma postura “pragmática”, ao comentar a declaração do chefe do Executivo de que nunca se definiu como “esquerdista”.

A fala de Haddad ocorreu durante evento na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em reação às declarações feitas por Lula durante reunião do G7.

Segundo Haddad, o presidente evita rótulos ideológicos e prioriza resultados práticos. Ele citou como exemplo uma fala atribuída a Lula em que o presidente se define como “torneiro mecânico”, destacando que ele teria uma postura voltada a resultados.

Mais cedo, durante conversa informal no G7, Lula afirmou que nunca se considerou “esquerdista” e relembrou sua trajetória como dirigente sindical antes de chegar à Presidência da República.

O presidente também mencionou episódios da década de 1980, quando disse ter sido visto como “anticomunista” após viagens e articulações políticas na Europa durante o período em que foi convidado a participar de eventos internacionais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Lindbergh pede retorno de Bolsonaro ao regime fechado na Papudinha

Foto: Reprodução

O vice-líder do governo na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias (PT), acionou o ministro do STF Alexandre de Moraes e pediu a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com retorno ao regime fechado.

O pedido foi motivado após a apreensão de uma pistola Glock 9mm ligada ao ex-presidente durante uma abordagem no Distrito Federal. O caso foi revelado na terça-feira (16), conforme o Metrópoles.

Na petição enviada ao STF, Lindbergh afirma que a presença de arma de fogo no imóvel onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar configuraria descumprimento das condições da medida.

Ele também cita que a defesa do ex-presidente teria reconhecido a existência da arma no local, além de um carregador.

Segundo o parlamentar, o armamento teria sido manuseado para verificação de falha e posteriormente entregue a um militar para avaliação técnica.

Ele sustenta ainda que a ausência de previsão expressa não autorizaria a permanência da arma no ambiente da custódia.

Além do pedido de revogação da prisão domiciliar, o deputado solicita que o caso seja considerado na análise de eventual renovação da medida ao fim do prazo de 90 dias.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *