A realização de um sonho. Era assim que os pais de Geovanna Vitória de Barros, de 1 ano, morta na noite de sexta-feira com um tiro no peito, durante uma tentativa de assalto, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, viam a menina. Priscila de Barros Firmino, de 27 anos, se submeteu a sucessivos tratamentos para engravidar. Depois que isso aconteceu e a tão esperada menina nasceu, ela e o marido, Adenildo Firmino, de 30 anos, faziam questão de comemorar cada mês de aniversário da pequena. O casal está junto há 11 anos.
– Minha filha fez tratamento durante cinco anos e sempre quis uma menina. Conseguiu, e agora isso acontece – emocionou-se o pai de Priscila, José Carlos Gomes de Barros, de 49 anos.
Durante o enterro, realizado neste sábado, no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu, a mãe e o pai da criança não saíram do lado do pequeno caixão. Adenildo beijava a tampa. Priscila passou mal.
– Me leva junto com ela, Senhor – disse Priscila, antes de desmaiar.

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