Os esforços para resgatar sobreviventes do Dorian foram redobrados nesta quarta-feira (4) nas Bahamas, com o apoio dos Estados Unidos e do Reino Unido, em meio à grande devastação causada pelo furacão no arquipélago.
O ministro da Saúde das Bahamas, Duane Sands, informou que 20 pessoas morreram, mas as autoridades trabalham com a possibilidade de que o número aumente.
Motos aquáticas e botes estão sendo usados para retirar as pessoas presas em suas casas inundadas e destruídas pelas intensas chuvas e ventos de um dos ciclones mais potentes de que se tem registro.
A Guarda Costeira americana e a Marinha Real britânica se somaram às equipes de resgate com helicópteros, conduzindo evacuações médicas e avaliações aéreas para ajudar a coordenar os esforços de alívio, assim como voos de reconhecimento para avaliar os danos.
A Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) disse estar preparando “um grande esforço de emergência” para aliviar a situação de cerca de 76 mil pessoas afetadas pelo ciclone em Grand Bahama e nas ilhas Ábaco.
O primeiro-ministro Hubert Minnis qualificou a situação como “uma das maiores crises da história de nosso país”.”Há inundações graves, danos graves nas casas, comércios, outras edificações e infraestrutura”, acrescentou.
No aeroporto de Nassau, as ambulâncias aguardavam a chegada de feridos para levá-los aos hospitais, enquanto as pessoas se aglomeravam para obter notícias de familiares e amigos.
Entre a multidão, há três estudantes cujas famílias vivem em Ábaco.
“Tudo o que temos – que tínhamos – está nessa ilha”, disse Meghan Bootle, de 21 anos. “Não nos restou nada”.
G1

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