Chamado de “traidor” por policiais civis e federais, Jair Bolsonaro sucumbiu à pressão e entrou pessoalmente em campo, ainda na tarde desta terça (2), para modificar trecho da reforma da Previdência que muda as regras de aposentadoria das carreiras de segurança mantidas pela União. O presidente falou por telefone com o relator da proposta na Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP), e com outros deputados, em busca de termo que atendesse o Congresso e as categorias que apoiaram sua eleição.
Segundo relatos, os contatos do presidente foram feitos por meio do telefone do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). As negociações também envolveram o ministro Paulo Guedes (Economia), que torcia o nariz para os que reivindicavam concessões no texto.
Ficou acertado que Guedes não se manifestará sobre a alteração das normas antes previstas para agentes das forças de segurança. O ministro vai se recolher. Seus aliados acham que qualquer aval pode ser interpretado como sinal verde para mais desidratações na reforma.
A mobilização de Bolsonaro surtiu efeito imediato e, já na noite desta terça, deputados começaram a formular nova versão das regras de aposentadoria para as categorias abraçadas pelo presidente.
PAINEL FOLHA

Governo traidor! TÔ FORA!!!
Até os policiais levaram uma rasteira desse desgoverno.
Não seria justo beneficiar uma categoria e menosprezar outra, quando na verdade, todas as forças policiais, quer seja Civil, PM, etc, têm o mesmo risco de vida, mesmo exercendo funcões diferenciadas.
Os policiais tem q ter consciência que é totalmente injustificável, o cara ganhar muito bem, se aposentar e ficar aposentado duas vezes mais tempo que o tempo que trabalhou, como pode o cara trabalhar 30 anos e ficar aposentado por 50 anos, que previdência suporta isso, amigo?
A expectativa média de vida do policial brasileiro não chega a 60 anos, Francisco. Se informe antes de falar besteira.
Difícil é um policial "ganhar muito bem", sobreviver aos 30/35 anos de serviço e ainda durar muito após se aposentar. Agora veja o caso do pessoal das forças armadas, passam 30 anos aquartelados, esperando uma guerra que nunca vem, mas vão ter uma série de benefícios ampliados com esta reforma. No final das contas, quem vai pagar a conta é o povão…
Só se o policial sobreviver 110 anos, o que é impossível pela atividade estressante.