Economia

Aposentado do INSS pode aumentar renda sem ir à Justiça; saiba como

Aposentados e pensionistas podem contar com vantagens capazes de ampliar a renda mensal. O acréscimo depende da capacidade do beneficiário em comprovar direitos não requisitados ou ignorados pelo INSS.

O Agora relacionou situações pouco conhecidas pelo público que podem resultar em ganho financeiro.

O primeiro exemplo desse tipo de desconhecimento é também um dos mais comuns: a possibilidade de acumular pensão por morte e aposentadoria.

De acordo com as regras atuais, ambos os benefícios podem ser recebidos por um mesmo segurado, independentemente do valor de cada um deles.

A reforma da Previdência prevê limitar o valor dos benefícios recebidos, mas isso não será aplicado aos casos em que o direito aos dois benefícios foi adquirido antes da mudança da legislação previdenciária, que ainda depende do segundo turno de votação no Senado.

O acúmulo de aposentadorias do INSS e de regimes próprios de servidores públicos também é permitido.
Para receber os dois benefícios, o cidadão deve possuir contribuições suficientes para se aposentar nos dois sistemas, sem utilizar recolhimentos realizados ao mesmo tempo em ambos os regimes.

Aposentados por invalidez que precisam permanentemente de um cuidador têm direito de receber um acréscimo de 25% na renda. A majoração devido à grande invalidez, como o benefício é conhecido, precisa ser confirmada pela perícia médica do INSS.

Revisões administrativas —realizadas pelo próprio INSS, sem ação judicial— também são oportunidades para o aumento da renda, pois diminuem o desconto provocado pelo fator previdenciário.

As revisões mais comuns são utilizadas para comprovar vínculos rejeitados pelo INSS na concessão do benefício. Mas há outras possibilidades mais específicas.

Por exemplo, quem recebeu auxílio-doença ou teve uma aposentadoria por invalidez cancelada e depois voltou a realizar contribuições pode revisar a renda para ter o período de afastamento por incapacidade contado como tempo de contribuição.

A mesma lógica de acréscimo de tempo de serviço pode ser aplicada às revisões de aposentadorias de quem comprova o trabalho antes dos 16 anos (aposentadorias concedidas a partir de 17 de outubro de 2018) e de trabalhadores expostos a ambientes insalubres.

Dicas

PARA AMPLIAR A RENDA | DIRETO NO INSS
Parte dos aposentados pode receber uma renda extra
Confira situações que permitem aumentos nos ganhos

1 – ACUMULE BENEFÍCIOS DO INSS
É permitido acumular aposentadoria e pensão por morte do INSS. Para isso, o segurado precisa atender às exigências dos dois benefícios.

Exemplo
Uma mulher de 60 anos fica viúva de um aposentado do INSS e começa a receber a pensão
Ela também paga o INSS como contribuinte facultativa e atinge 180 recolhimentos (15 anos)
Além de ter direito à pensão, ela ainda cumpre as exigências para se aposentar por idade
A segurada pode pedir os dois benefícios para o INSS, a pensão e a aposentadoria por idade

Sem risco de perder
Quem já recebe um benefício e pede outro não corre risco de perder uma das rendas

2 – RECEBA DUAS APOSENTADORIAS
Quem é aposentado do setor público pode receber também uma aposentadoria do INSS. O contrário também vale, ou seja, o aposentado do INSS pode se aposentar como servidor.

Como funciona
É preciso cumprir os requisitos de dois regimes de previdência para ter duas aposentadorias
Também é permitido transferir contribuições de um regime previdenciário para o outro
Mas não é possível transferir recolhimentos que já foram aproveitados em uma aposentadoria

Exemplo:
Uma professora de 60 anos se aposenta com 25 anos de contribuição ao regime próprio
Antes de ser professora, ela trabalhou 15 anos em um escritório, com carteira assinada
Por cumprir a carência de 15 anos de contribuição, ela pode se aposentar pelo INSS

Duas aposentadorias e uma pensão
O segurado que recebe duas aposentadorias de diferentes regimes previdenciários pode receber pensão por morte do INSS, desde que preencha as exigências do benefício.

3 – AUMENTO DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
O aposentado por invalidez pode ter o seu benefício aumentado em 25%. O direito existe para beneficiários que dependem da ajuda de um cuidador.

É preciso comprovar:

O aposentado deve comprovar a “grande invalidez”
A constatação é feita por um médico perito do INSS
É necessário possuir exames e laudos médicos atuais
Revisão

Em muitos casos, o segurado se aposenta por invalidez, mas sem direito à majoração
Mas se o beneficiário sofreu o agravamento da incapacidade, ele pode revisar o benefício

4 – INCLUA O AUXÍLIO-DOENÇA NO CÁLCULO

O auxílio-doença pode ser contado como tempo de contribuição
Para isso, o auxílio deve estar intercalado entre contribuições
A regra também vale para aposentadoria por invalidez cancelada
O período de auxílio deve estar na contagem do tempo contribuído
A informação pode ser consultada na carta de concessão do benefício
Revisão

Quem já é aposentado e não teve o auxílio contado pode pedir a revisão
Nesse caso, o prazo para revisar o cálculo é de dez anos após a concessão

5 – PEÇA UMA REVISÃO

A revisão do cálculo inicial da renda é um direito de todos os beneficiários
A correção solicitada no posto do INSS não exige a contratação de advogado
O pedido é pelo 135 ou na internet (inss.gov.br/servicos-do-inss/revisao)
Dica
Ao fazer o pedido de revisão, informe exatamente o que considera errado no benefício

Documentos

Apresente ao INSS documentos que comprovem o direito ao aumento no valor da renda
A documentação exigida varia de acordo com o tipo de análise que o segurado solicitar
Correção do salário
Se o valor da contribuição considerada pelo INSS não corresponde aos salários recebidos, o trabalhador deve comprovar a verdadeira renda por meio de:

Holerites
Anotações na carteira profissional
Extrato do FGTS (fornecido pela Caixa Econômica)
Reconhecimento de vínculo
Se o motivo da revisão é a falta de algum emprego no cálculo da aposentadoria, é necessário apresentar provas da existência do vínculo com os seguintes documentos:

Ficha de registro do funcionário (acompanhada de declaração da empresa)
Carteira profissional original com o registro do vínculo de trabalho
Testemunhas (o INSS poderá exigir nome e contato de três testemunhas)
Dez anos
O prazo para pedir a revisão do cálculo da renda é de dez anos apos o mês seguinte ao saque do primeiro benefício.

Nesses casos, quando esse período acaba, a solicitação pode ser negada, pois haverá a decadência do direito à revisão.

Congelado
Enquanto revisa um benefício, o INSS congela a contagem do prazo.
A contagem fica suspensa até a conclusão da análise do pedido.

Não há prazo
Se o erro não fez parte do cálculo inicial, não há limite de tempo para pedir revisão.
Diferenças provocadas por mudanças na lei, por exemplo, não possuem decadência.

Atrasados
Ao comprovar erro no valor da renda, o segurado tem direito de receber os atrasados.
Os valores retroagem até cinco anos antes do pedido de revisão apresentado no posto.

6 – CONVERTA TEMPO ESPECIAL EM COMUM

O tempo trabalhado em locais onde existe risco para a saúde é considerado especial
A conversão do tempo especial em comum ajuda a aumentar o período de contribuição
Essa conversão diminui o desconto do fator previdenciário no cálculo da aposentadoria
Se o tempo especial não entrou no cálculo da renda, o aposentado pode pedir a revisão
Para atividades com insalubridade considerada baixa, cada ano especial equivale a:

1,2 ano comum, para a mulher
1,4 ano comum, para o homem

Sem desconto
O segurado tem a aposentadoria especial, sem desconto do fator previdenciário, se a revisão comprovar que ele ficou na atividade insalubre por:

15 anos (atividades de alto risco para a saúde, como mineração no subsolo)
20 anos (atividades de risco moderado, como na superfície das mineradoras)
25 anos (atividades de risco baixo, como em indústrias químicas e metalúrgicas)
É preciso comprovar

Até 28 de abril de 1995, a atividade especial é comprovada pelo registro na carteira profissional. Após essa data, a comprovação se dá por formulários fornecidos pelo empregador. O nome do formulário varia de acordo com o período de exercício da atividade especial:

PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) -> Desde 1º de janeiro de 2004
LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho) -> De 14 de outubro de 1996 a 31 de dezembro de 2003

Dirben-8030 -> De 26 de outubro de 2000 a 31 de dezembro de 2003
DSS-8030 -> De 13 de outubro de 1995 a 25 de outubro de 2000
Dises BE 5235 -> 16 de setembro de 1991 a 12 de outubro de 1995
SB-40 -> 13 de agosto de 1979 a 11 de outubro de 1995

7 – CONSIDERE O TRABALHO NA INFÂNCIA

O INSS reconhece que o trabalho do menor de 16 anos conta na aposentadoria
Quem não teve esse direito concedido pode solicitar uma revisão para o INSS
A regra vale para benefícios solicitados a partir de 19 de outubro de 2018

Documentos
O trabalhador urbano precisa de documentos em seu nome para provar a atividade
Recibos de pagamento e contratos de trabalho podem ser provas para a revisão

COMO FAZER OS PEDIDOS AO INSS
Por telefone -> Ligue 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h
Pela internet -> Acesse meu.inss.gov.br (é preciso fazer um cadastro)

Atendimento
O INSS poderá marcar uma data para atender o segurado
No dia marcado, leve a documentação que comprova o direito

Folha de S.Paulo

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Geral

ÚLTIMO DIA DE CAMPANHA: Lula foca na Paulista e Flávio Bolsonaro divide agenda entre SP e RJ


Fotos: Divulgação/Campanhas

Os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizam neste sábado (3) os últimos atos de campanha para o primeiro turno das eleições de 2026. Concentrados estrategicamente na região Sudeste, o maior colégio eleitoral do país, os principais concorrentes buscam consolidar apoios e atrair votos de última hora antes de os brasileiros irem às urnas neste domingo (4).

O presidente e candidato à reeleição, Lula, encerra sua agenda com uma caminhada na Avenida Paulista, na capital paulista. O estado é considerado prioridade absoluta pela coordenação de campanha e foi o mais visitado pelo petista ao longo do pleito, reunindo um eleitorado apto de 34,1 milhões de pessoas.

Além de buscar votos para a corrida presidencial, Lula tenta impulsionar a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual para forçar um segundo turno contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A missão, contudo, é desafiadora: pesquisa Datafolha recente indica Tarcísio com 56% dos votos válidos, ante 37% de Haddad, o que acende o alerta para o risco de o petista ficar sem palanque competitivo no maior estado do país.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro divide o último dia de campanha entre São Paulo e o Rio de Janeiro. Pela manhã, o senador participa de uma moto-carreata ao lado de Tarcísio de Freitas no interior paulista, percorrendo trechos entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana. À tarde, viaja para o Rio de Janeiro, berço político de sua família e onde deu início à corrida presidencial em agosto, onde comanda uma mobilização entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste.

Com estratégias focadas em demonstrações de força nos redutos decisivos do Sudeste, os candidatos encerram uma das campanhas mais disputadas da história recente, deixando o veredito final nas mãos dos eleitores neste domingo.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Em alta desde 2006, abstenção no 1º turno pode definir resultado entre Lula e Flávio Bolsonaro


Foto: TRE/SP

A abstenção no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras tem apresentado trajetória de alta desde 2006. O índice acumulou um crescimento de quatro pontos percentuais até 2022, quando alcançou 20,79%, representando a ausência de 32,2 milhões de eleitores. Diante de um cenário atual marcado por grande acirramento e margens apertadas entre os principais concorrentes, analistas avaliam que o nível de comparecimento às urnas poderá ser o fiel da balança na disputa pelo Palácio do Planalto.

No pleito anterior, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), a dinâmica foi distinta: com margens mais amplas e menor apatia na reta final, a abstenção caiu no segundo turno pela primeira vez desde 2002. Na corrida atual, contudo, especialistas apontam fatores inéditos, como a ausência de debates entre os principais candidatos e um engajamento geral considerado baixo desde a redemocratização.

O impacto nas bases e divergências entre especialistas

Para o cientista político Antônio Lavareda, presidente da Abrapel, o crescimento da abstenção tende a penalizar a candidatura de Lula. Baseando-se na correlação quase absoluta de -0,97 entre menor escolaridade e abstenção, público tradicionalmente de maior apoio petista, Lavareda argumenta que as dificuldades logísticas e a insatisfação econômica pesam mais sobre os eleitores de menor renda e menor instrução.

“A abstenção vai prejudicar Lula porque ele tem menos votos entre os menos escolarizados do que tinha em 2022. Há uma insatisfação com a economia e a percepção de que ela não melhorará”, aponta o cientista político.

Em contrapartida, Luciana Chong, diretora do Datafolha, pondera que a projeção exata sobre quem será mais prejudicado é complexa. Dados de propensão de voto do instituto mostram perfis de menor engajamento concentrados entre jovens e menos escolarizados, mas com nuances geográficas importantes. Enquanto o Sudeste registra maiores taxas de propensão à ausência, o Nordeste demonstra índices mais elevados de fidelidade ao comparecimento.

O peso histórico e o voto obrigatório

Para Jairo Nicolau, pesquisador do CPDOC/FGV, o cenário atual gera curiosidade por evidenciar um clima de apatia e recusa à política cujos reflexos definitivos nas urnas ainda são imprevisíveis. Já Bruno Reis, professor de ciência política da UFMG, relativiza o impacto institucional do absenteísmo e destaca a resiliência do sistema brasileiro: para ele, mesmo com penalizações brandas pelo descumprimento do voto obrigatório, a taxa histórica de comparecimento em torno de 80% continua sendo um indicador positivo de engajamento cívico.

Com informações da Folha de São Paulo

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Geral

“DIAS MAIS DIFÍCEIS”: Michelle detalha momento de Bolsonaro após Damares relatar que ex-presidente passou mal


Foto: Wilton Junior/Estadão

A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) precisou cancelar sua participação presencial em um evento de campanha realizado nesta sexta-feira (2), em Brasília. A ausência ocorreu devido a momentos de instabilidade emocional enfrentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar decorrente de condenação por tentativa de golpe de Estado.

Inicialmente, a senadora Damares Alves (PL-DF), presente no evento, afirmou aos apoiadores que a ex-primeira-dama não pôde comparecer porque Bolsonaro havia passado mal. No entanto, Michelle esclareceu posteriormente que o marido não sofreu um mal-estar físico súbito, mas tem vivido “dias mais difíceis”, marcados por quadros de ansiedade e oscilações emocionais agravadas pela reta final da campanha eleitoral.

Participando de forma virtual e com uma aparência abatida, segundo relatos de aliados, Michelle destacou o desafio de conciliar a agenda política com a dedicação integral ao marido, uma vez que ela própria cumpre restrições de horários de circulação impostas pela Justiça. “Estou presa com meu marido, todo mundo sabe, tenho horário pra sair e horário para voltar. Não é fácil ter que associar também uma campanha com os cuidados de casa e estar ali também dando todo apoio para ele”, desabafou, acrescentando que pediu o apoio e orações de líderes religiosos.

A situação gerou fortes críticas da senadora Damares Alves à condução judicial do caso pelo Supremo Tribunal Federal. Para Damares, as restrições impostas a Bolsonaro — que não possui direito a um cuidador formal — acabam por punir também a ex-primeira-dama. “O ministro Alexandre de Moraes prendeu ao mesmo tempo o Bolsonaro e prendeu a Michelle, pois ele não tem direito a um cuidador. A Michelle é a carcereira do Bolsonaro”, declarou a parlamentar, que também levantou preocupações sobre o impacto da prisão na saúde do ex-presidente.

Com informações do Estadão

Opinião dos leitores

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Geral

[VÍDEO] Caravana 22 toma as ruas de Natal e Parnamirim na reta final da campanha de Álvaro Dias


Foto: Divulgação/Campanha Álvaro Dias


A reta final da campanha de Álvaro Dias (PL) ganhou as ruas de Natal e Parnamirim nesta sexta-feira (2). Em uma grande carreata da Caravana 22, o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte percorreu bairros das duas cidades acompanhado por apoiadores, candidatos e lideranças políticas.

A Caravana saiu de Neópolis, em Natal, seguiu por Nova Parnamirim e Cidade Verde e avançou por Parnamirim, passando pela Coophab e pelo bairro da Liberdade até chegar ao Centro da cidade.

Ao longo do trajeto, carros e apoiadores acompanharam Álvaro pelas ruas e avenidas, marcando mais uma noite de movimentação da campanha às vésperas da votação de domingo.

Participaram da carreata a vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires; o prefeito de Natal, Paulinho Freire; a vice-prefeita Joanna Guerra; o senador Rogério Marinho; os candidatos ao Senado Styvenson Valentim e Coronel Hélio; o comunicador Salatiel de Souza; os candidatos a deputado federal General Girão, Carla Dickson e Gabi Trajano; os candidatos a deputado estadual Taveira Júnior, Coronel Azevedo, Josemar Varela, Gabriel César e Pastora Jois; além do vereador e presidente eleito da Câmara Municipal de Natal, Aldo Clemente.

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Geral

Flávio Bolsonaro alcança 58% na Kalshi e 57% no Polymarket em projeções de vitória


Foto: Maria Erlich/Getty Images/Bloomberg

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) desponta com alta probabilidade de vitória na corrida pelo Palácio do Planalto para as eleições de outubro, segundo dados de plataformas internacionais de mercados de previsões, como Kalshi e Polymarket. É importante destacar, contudo, que essas estimativas não seguem rigores metodológicos científicos e que a modalidade de mercado preditivo é proibida no Brasil.

De acordo com o levantamento consultado na noite dessa sexta-feira (2), a Kalshi aponta Flávio com 58% de probabilidade de vitória, enquanto o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registra 44%.

Abaixo dos dois principais nomes, o cenário nas apostas mostra Renan Santos (Missão) com 0,6%, enquanto as porcentagens de Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) não foram detalhadas pela plataforma.

Na Polymarket, o cenário apresenta pequenas oscilações recentes: Flávio Bolsonaro lidera com 57% de chance de vencer, o que representa uma queda de 6,3 pontos percentuais em relação aos 63,3% registrados na véspera. Em sentido inverso, Lula subiu de 37% para 43% de probabilidade. Nessa mesma plataforma, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury aparecem com menos de 1% de chance cada.

Tanto a Kalshi quanto a Polymarket funcionam como bolsas internacionais de apostas onde usuários movimentam dinheiro real frequentemente em criptomoedas para especular sobre a probabilidade de concretização de eventos futuros.

Com informações da CNN Brasil

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Política

“INTERFERÊNCIA INDIRETA”: Ex-embaixador vê ação política dos EUA em suspensão de consulados no Brasil

Ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Barbosa | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Barbosa afirmou que a suspensão dos atendimentos presenciais da embaixada e dos consulados dos Estados Unidos pode ser uma forma indireta de interferência na eleição brasileira.

Para o diplomata, a medida adotada a dois dias do primeiro turno passa uma imagem de insegurança e alimenta um clima de desconfiança no país.

“Desde o começo eu falei que acreditava que iria haver uma interferência direta ou indireta dos Estados Unidos na eleição aqui no Brasil. Acho que isso talvez seja uma maneira indireta de interferir nas eleições”, declarou ao UOL News.

O governo americano alegou “preocupações com a segurança”, mas não divulgou detalhes sobre possíveis ameaças. A Austrália também fechou sua embaixada em Brasília nesta sexta-feira (2).

Opinião dos leitores

  1. Dr:
    Peraí!
    O sistema das urnas eleitorais do Brasil não são invioláveis??
    Quem vota são os brasileiros que saem de casa pra escolher o seu candidato, Trump não vota aqui e até onde sei não é ele que opera o computadorzão quardado dentro de uma sala.
    Interferência mesmo é do nosso Judiciário dizendo o que é e o que não é pra fazer na eleição e no Brasil sem receber serem votados é essa galera sem votos que manda no brasil hoje.
    Se metem em tudo que não é da sua competência, isso sim é Interferência direta na eleição.

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Política

Quem é de direita e vota em Flávio Bolsonaro sabe e reconhece o trabalho de General Girão

Divulgação

Candidato à reeleição pelo PL, Girão aparece com 3,5% na pesquisa Seta e soma mais de R$ 542 milhões em emendas para o Rio Grande do Norte

O eleitor potiguar que vai digitar o número de Flávio Bolsonaro no próximo domingo conhece a história de General Girão. Sabe que ele subiu no palanque de Jair Bolsonaro em 2018, quando poucos políticos do estado tinham disposição para isso, e que nunca mudou de lado desde então.

A relação entre os dois vem de muito antes da política. Girão e Bolsonaro se conheceram como cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras. Girão seguiu carreira no Exército até chegar a general de brigada e, na reserva, comandou a Segurança Pública em Roraima, no Rio Grande do Norte e em Mossoró.

Na primeira eleição, pelo PSL, teve 81.640 votos. Quatro anos depois, já no PL, foi reeleito com 76.698. Em Brasília, acompanhou a orientação do partido em mais de 91% das votações. Agora, em busca do terceiro mandato com o 2210, conta com pedidos de voto de Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Hélio Negão.

Divulgada nos últimos dias, a pesquisa do Instituto Seta mostra Girão com 3,5% das intenções de voto para deputado federal. No levantamento Exatus, encomendado pelo Grupo Agora RN, ele figura entre os nomes mais citados espontaneamente pelos eleitores.

“O povo de direita do Rio Grande do Norte me conhece. Sabe que eu estava com Bolsonaro antes de virar moda e que continuo com a mesma posição. E sabe também que o mandato trouxe resultado para os municípios”, disse Girão.

Recursos em todas as regiões

São mais de R$ 542 milhões em emendas destinadas ao estado ao longo de dois mandatos, com a saúde em primeiro lugar e a infraestrutura logo atrás. Boa parte dessa verba virou pavimentação e drenagem em cidades do interior e da capital.

Com R$ 80 milhões, o Seridó foi a região que mais recebeu. Caicó ficou com R$ 11 milhões e Parelhas, com mais de R$ 6,8 milhões. Para o Alto Oeste foram cerca de R$ 20 milhões. Maxaranguape teve mais de R$ 5,3 milhões em pavimentação, e o bairro de Neópolis, em Natal, recebeu mais de R$ 4,7 milhões para as obras do Projeto Minas Novas.

Girão também se dedica à causa autista e à inclusão de pessoas com deficiência. Na causa animal, articulou o segundo hospital público veterinário de Natal, que será instalado na Zona Norte. Agricultores receberam tratores e equipamentos por meio de suas emendas, e o esporte, área esquecida por boa parte da bancada, tem recebido recursos do mandato com frequência. Na segurança, destinou verba para guardas municipais e para a construção do 12º Batalhão de Polícia Militar, em Mossoró.

Para quem acompanha a direita potiguar desde o começo, Girão não precisa de apresentação.

Dados das pesquisas

Instituto Seta: 1.500 eleitores ouvidos no Rio Grande do Norte entre 21 e 24 de setembro de 2026. Margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Registro RN-06302/2026.

Exatus/Grupo Agora RN: 1.500 eleitores ouvidos em 55 municípios, distribuídos pelas 11 regiões geográficas imediatas do estado, entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026. Margem de erro de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Registros RN-03924/2026 e BR-03775/2026.

Opinião dos leitores

  1. O pior secretário de segurança da história do rn. O que esse cidadao fez em 8 anos como parlamentar?

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Brasil

“DOENÇA AVASSALADORA”: Viúva de Lito Sousa revela vídeos deixados para o filho assistir no futuro

Mila Seidl, viúva de Lito Sousa, após o velório — Foto: Maria Isabel Oliveira

Mila Seidl, viúva do influenciador Lito Sousa, revelou nesta sexta-feira (2) que o marido deixou vídeos gravados para o filho de sete anos assistir em aniversários futuros. Lito morreu na quinta-feira (1º), aos 59 anos, vítima da doença de Creutzfeldt-Jakob.

“Foram dias muito difíceis. É uma doença avassaladora, que em dias muda todo o cenário”, declarou Mila após o velório. Segundo ela, as mensagens deixadas pelo influenciador trazem lições que ele considerava importantes para o filho.

A cerimônia foi realizada no Campo de Marte, em São Paulo. Mila explicou que Lito desejava uma despedida perto da aviação, área que marcou sua vida profissional e o tornou conhecido por meio do canal “Aviões e Músicas”.

Sócia do marido, Mila afirmou que os sites e cursos criados por ele terão continuidade. “Esse legado não acaba”, declarou.

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Mundo

Trump não declara apoio a Flávio, mas diz que “observa a eleição de perto”

Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial brasileira. Questionado diretamente sobre o candidato, respondeu apenas: “Observamos a eleição muito de perto”.

Foi a segunda vez nesta semana que Trump comentou o pleito sem manifestar preferência entre Flávio e o presidente Lula (PT). Na quinta-feira (1º), ele classificou a eleição como “muito importante” e elogiou o Brasil e o povo brasileiro.

A declaração ocorreu a dois dias do primeiro turno, marcado para domingo (4). Apesar da proximidade política com a família Bolsonaro, Trump ainda não anunciou apoio formal a nenhum candidato na disputa brasileira.

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Brasil

BOMBA OU BLEFE? Vorcaro e Zettel dizem ter “bala de prata” que pode atingir Lula ou Flávio

Reprodução

Advogados que estiveram com Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel afirmam que os dois dizem possuir uma “bala de prata” capaz de pesar na eleição presidencial. A dúvida é quem seria atingido pelo material: Flávio Bolsonaro (PL) ou o presidente Lula (PT).

De acordo com a coluna de Bela Megale (O Globo), novos integrantes da equipe passaram a rever a estratégia adotada até agora. O conteúdo e as provas que formariam essa suposta “bala de prata”, porém, não foram revelados.

Vorcaro está preso na Papuda, em Brasília, enquanto Zettel permanece detido em Potim, no interior de São Paulo.

A defesa de Vorcaro negou qualquer intenção de interferir nas eleições. Disse ainda esperar que o caso seja analisado juridicamente e que o ex-banqueiro possa responder em liberdade e colaborar com as investigações.

Opinião dos leitores

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