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Aposentadorias de juízes condenados pelo CNJ custam R$ 16,4 milhões ao ano

21fev2016-imagem-ilustrativa-justica-lei-judiciario-1456069548343_615x300Uso do cargo para beneficiar loja maçônica, vendas de sentenças, relações pessoais com traficantes e assédio sexual a servidoras de tribunais. É grande a lista de crimes cometidos por juízes e desembargadores em todo o país que levou o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a determinar a aposentadoria compulsória de 48 magistrados desde 2008. A punição por aposentadoria compulsória custa aos cofres públicos anualmente R$ 16,4 milhões em pensões vitalícias e valores brutos, conforme levantamento inédito feito pelo UOL.

O montante gasto com os 48 magistrados condenados pelo CNJ daria para pagar com folga durante três anos os salários dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Eles custam, juntos, cerca de R$ 5 milhões por ano entre vencimentos e impostos.

Em valores líquidos, após o desconto de impostos, a folha salarial dos ministros cai para R$ 3,2 milhões por ano. A remuneração dos magistrados punidos pelo CNJ fica em R$ 11,85 milhões anuais.

O valor médio recebido anualmente por juiz ou desembargador condenado com a aposentadoria compulsória varia de R$ 237 mil a R$ 329 mil, conforme a diferença entre vencimentos líquido e bruto. Os valores mensais foram multiplicados por 13 meses para chegar ao total anual, considerando o 13º salário.

Os dados foram coletados pelo UOL nos sites de transparência dos tribunais brasileiros e, em alguns casos, em valores informados pelas assessorias de imprensa dos órgãos judiciários.

Duas resoluções do CNJ determinam total transparência na folha de pagamentos dos tribunais. Mas nem todos cumprem a determinação. Os Tribunais de Justiça da Paraíba e do Rio de Janeiro não disponibilizam os dados.

A reportagem procurou as assessorias para acessar os números, mas não obteve resposta. Uma servidora que pediu para não ser identificada disse que foi “repreendida” por solicitar os dados internamente.

Para o ex-corregedor do CNJ Gilson Dipp, a dificuldade em ter acesso a informações que deveriam ser públicas ocorre porque “a Justiça não tem muita transparência”.

‘Disparate’

O período de Dipp à frente da corregedoria nacional, entre os meses de setembro de 2008 e 2010, foi o de maior punição de magistrados. Ele participou de 18 afastamentos compulsórios, incluindo o do ex-ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Paulo Medina por venda de sentenças para beneficiar empresários de bingos ilegais.

Dipp, que foi também ministro do STJ, considera o montante pago a magistrados afastados por atos ilícitos um “disparate” que contribui para reforçar na sociedade o sentimento de que a aposentadoria compulsória é um “prêmio” a corruptos.

Já o presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), João Ricardo Costa, defende a manutenção das aposentadorias. “Essa regra traz muito mais ganhos para a sociedade do que fatos isolados que nós temos no país”, diz.

A aposentadoria compulsória é a pena máxima prevista na Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional), criada em 1979 e incorporada pela Constituição de 1988. É uma medida administrativa, sem efeito penal imediato, e o pagamento só pode ser suspenso caso o magistrado seja condenado pela Justiça comum.

Embora desde 2012 o STF tenha decidido que magistrados aposentados não têm direito a foro privilegiado, a condenação no CNJ não gera uma ação penal automaticamente. É preciso que o Ministério Público, um tribunal ou mesmo um cidadão acione a Justiça para investigar o magistrado fora do âmbito administrativo. No geral, os casos envolvendo juízes e desembargadores caem no esquecimento após sair do CNJ.

Costa avalia que a punição administrativa é importante para evitar que os magistrados fiquem à mercê de pressões políticas e econômicas locais, uma vez que as investigações começam nos tribunais espalhados pelo país antes de chegar ao CNJ.

O dirigente da AMB cita um caso no Acre, onde um juiz endureceu nas decisões contra nepotismo e sofreu retaliações. “A punição administrativa é feita pela administração do tribunal, que pode ser pressionada pelo poder político local, pelo governo do Estado etc. Por isso tem toda uma justificativa para que o juiz não seja demitido pelo processo administrativo”, diz.

Dipp sugere uma revisão na legislação para suspender os pagamentos em casos mais graves, como a venda de sentença. “O desejável é que não houvesse nenhum benefício [como a aposentadoria compulsória após comprovação de ilicitudes]. Isso é terrível, mas está previsto na lei. O Judiciário tem vantagens [financeiras] decorrentes de leis ou de decisões judiciais que não deveriam existir”, afirma.

O dirigente da AMB defende uma reforma no sistema recursal, que permite um número elevado ações para protelar decisões definitivas. “O problema todo é que temos um sistema processual em que os processos não terminam nunca, principalmente em situações que envolvem agentes políticos, grandes empresários e também a magistratura”, diz.

‘Bandidos de toga’

A venda de sentença é a principal causa de afastamento de magistrados pelo CNJ, que inclusive já condenou três vezes o mesmo desembargador pelo crime.

Autora da expressão “bandidos de toga” para se referir aos magistrados corruptos, a ex-corregedora do CNJ e ex-ministra do STJ Eliana Calmon diz que pouca coisa mudou desde quando fez a afirmação, quando comandava a apuração de infrações cometidas por magistrados entre 2010 e 2012. “A sociedade não perdoa juiz corrupto. É repugnante até para quem corrompe”, afirma.

Para Eliana Calmon, é preciso mudar a Lei Orgânica da Magistratura Nacional para haver mais rigor na punição de ilegalidades praticadas por juízes e desembargadores. “É necessário separar as maçãs podres para fortalecer o Judiciário com ainda mais credibilidade popular, como vem acontecendo depois da Lava Jato. Isso não exclui os juízes corruptos que se escondem, se protegem por detrás das garantias da magistratura. Este foi o sentido da frase que cunhei ao me referir aos bandidos de toga”, recomenda.

A revisão da Loman, contudo, ganhou os holofotes recentemente depois que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para “agilizar” a votação da proposta de emenda constitucional (PEC 53/2011).

A emenda foi aprovada no Senado em 2013, prevendo a cassação dos vencimentos de magistrados condenados pelo CNJ ao criar a possibilidade de “demissão” no âmbito da magistratura.

O texto dormitava nos escaninhos da Câmara, mas ressurgiu com a eclosão da Operação Lava Jato. Renan defendeu a PEC como “uma medida fundamental de combate à corrupção e à impunidade” dos magistrados e para acabar com o “prêmio” representado pela “aposentadoria por juiz e membro do Ministério Público” que cometeram crimes.

Dipp avalia que a iniciativa do Congresso fere a Constituição, uma vez que esta define o STF como órgão que deva sugerir um projeto de lei regulamentando uma nova Loman.

Na madrugada do dia 30, deputados federais aprovaram o texto-base do pacote de medidas anticorrupção proposto pelo Ministério Público. Com os novos tópicos apresentados e a derrubada de outros tantos, o projeto ficou desfigurado e foi criticado por várias instâncias do Judiciário, como a Procuradoria-Geral da República e a presidente do STF. Ele prevê punição a magistrados por abuso de autoridade.

Mas o ex-corregedor do CNJ critica a demora do STF em propor a lei. Nas contas de Dipp, o Supremo discute o tema internamente há mais de 15 anos. “Acho que o Judiciário já deveria ter ditado a adequação da nova Loman, consentânea com os tempos atuais. A Loman atual é antiquada e de certa maneira é corporativista”, avalia.

Eliana Calmon também defende mudanças, ressaltando que há casos em que a aposentadoria compulsória é uma boa medida para servidores públicos em geral, inclusive no Judiciário. “É imprescindível que se façam correções na Loman”, diz.

A ex-ministra do STJ sugere uma nova legislação que crie multas para infrações menores, exija o ressarcimento de dinheiro público desviado e suspenda o direito de magistrados voltarem por novo concurso. “Conheço juiz aposentado compulsoriamente por corrupção e que prestou novo concurso. Era juiz estadual e, após a punição administrativa, fez concurso para juiz federal. Se houvesse impedimento legal, ele não mais poderia fazer concurso, pelo menos para a magistratura”, conta.

Penduricalhos

A folha de pagamento com os compulsórios pode ser ainda maior se considerar gratificações e indenizações pagas pelos tribunais regionais. São os chamados “penduricalhos”.

O Tribunal de Justiça do Amazonas pagou neste ano, por exemplo, de R$ 10 mil a R$ 18 mil a cada um de quatro juízes aposentados por decisão do CNJ. Os valores aparecem na folha de pagamento apenas como “vantagens pessoais”.

A situação permite a um ex-desembargador do TJ-AM ampliar substancialmente os seus vencimentos. O salário fixo dele é de R$ 30.471,11 por mês, mas, com o recebimento nos últimos meses de R$ 10 mil como “gratificação”, o ganho mensal sobe para R$ 38.261,05. Em maio deste ano, ele recebeu R$ 15,8 mil em gratificação, que, somados à parcela do 13º, fizeram sua renda líquida atingir R$ 46.404,63.

Em resposta, o TJ-AM disse “que o valor de R$ 15.788,49 corresponde à Parcela Autônoma de Equivalência, no montante de R$ 10 mil, paga em cumprimento à decisão judicial, assim como acontece em todos os tribunais do país, devida aos magistrados ativos e inativos; e o valor de R$ 5.788,49, concedido por decisão administrativa que corresponde a uma diferença de subsídio do ano de 2005 autorizada pela Lei 3.506/2010, de 17/05/2010, cujo término do pagamento se deu em junho de 2016”.

São esses penduricalhos nos salários que fazem o Judiciário pagar, em muitos casos, mais que o teto permitido pela Constituição, que é o vencimento bruto de ministro do STF: R$ 33.763.

Dipp afirma que “tem certos benefícios que não podem ser recebidos pelos aposentados, mas vários tribunais estão pagando”.

O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJ-SC) reforçou, em agosto, por exemplo, o contracheque de um ex-desembargador com bonificação de R$ 11.516,34. Foi o repasse da Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), concedido pelo órgão catarinense a seus magistrados para corrigir perda salarial com a URV (Unidade Real de Valor), adotada em 1994 para fazer a transição do cruzeiro para o real.

Ele foi afastado pelo CNJ em junho de 2014. Ele perdeu o cargo por não denunciar a exploração sexual de uma adolescente. A Polícia Federal identificou que ele sabia de relações de um amigo com uma garota de programa de 16 anos.

O ex-magistrado catarinense recebe mais de R$ 22,5 mil líquidos como aposentadoria, mas custa mais de R$ 30,3 mil ao TJ-SC, entre vencimento e impostos. Ele recebe mensalmente outros R$ 300 como auxílio-saúde.

Em nota, o TJ-SC confirmou o benefício da “restituição de contribuição do Instituto de Previdência de Santa Catarina, cobrado de forma equivocada em relação aos magistrados, e naquele instante [agosto] recomposto ao patrimônio dos anteriormente prejudicados, em conformidade com a legislação vigente”.

Para o ex-corregedor do CNJ, a crise econômica impõe mais rigor ao Judiciário com esse tipo de “penduricalho” e deveria partir do STF a revisão dos benefícios. “O ajuste fiscal [conduzido pelo governo federal], não importa quem seja o causador, deve corresponder a todo o serviço público.”

O presidente da AMB defende um enxugamento nos benefícios dos magistrados. Ele avalia que o ideal é uma combinação de salário mais o adicional por tempo de serviço, que englobaria o auxílio moradia pago hoje a magistrados da ativa. “O que queremos é uma política mais estável para a magistratura. O Congresso entende isso, mas não se direciona para criar essa estrutura legal”, diz João Ricardo Costa.

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UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Qual a autoridade, do ponto de vista de quem está preocupado com a boa aplicação dos recursos públicos, juiz e promotor esta mesmo preocupado em receber auxilio moradia de 5mil, ferias de 60 dia, auxilio alimentação de 1.600reais e PAE ( Parcela Autônoma de Equivalência, que na verdade é o apelido que arranjaram para a famosa, escandalosa, monstruosa, caridosa, caprichosa, escarniosa, cabuliosa e escabrosa “verba de paletó”).
    No meu entendimento quem recebe vantagens não tem autoridade moral para cobrar, por isso está perdendo o respeito da sociedade, eles não dão exemplos parcimoniosos de boa aplicação dos recursos públicos, vivem atacando a classe política com o intuito de desmoraliza-la e conseguirem mais facilmente suas vantagens, que embora sejam legais, mas no ponto de vista da nossa realidade social e econômica são imorais levando em conta a situação do pais.
    O proprio ministro do STF, Gilmar Mendes diz que o MP está chantageando deputados e senadores para obterem mais privilégios de carreira no Congresso Nacional”.

    Defendo que devemos fazer uma revisão geral nestas regalias do Brasil inclusive aproveitando para acabar com todas, principalmente as concedidas aos membros Ministério Público e magistratura. Eles agora com a nova LOMAN – Lei Orgânica da Magistratura Nacional querem ampliar seus privilégios como por exemplo: 60 dias de férias com pagamento de salário-base, passaporte diplomático, auxílios para alimentação, moradia, creche, educação (para filhos entre 6 e 24 anos), plano de saúde, extra de até 20% do salário para pós-graduação, até 3 subsídios como auxílio-mudança, pagamento de auxílio-transporte na falta de carro oficial e extras até por participação em banca de concurso e mesmo sendo condenado por improbidade, magistrado não perde o cargo, apenas poderá ser aposentado. ISSO É UMA VERGONHA!
    Será que os brasileiros aceitam isso?

  2. Passeata de robôs!

    Os Manifestantes simplesmente seguiram as ordens do MBL e companhia, repetindo como zumbis o mantra de procuradores e juízes, de que a emenda aprovada pela Câmara, que pune agentes públicos por abuso de autoridade, tem o objetivo de atingir os operadores da Lava-Jato e impedir o combate à corrupção. E sem conhecer sequer o texto do projeto de lei.
    Acordem Inocentes úteis, o Brasil tem um Judiciário caríssimo, lentíssimo e inoperante. Só beneficia os Ricos e Milionários. E possui os maiores salários do Planeta, se aposentando quando são punidos.
    É brincadeira, ou quer mais?

    1. A jUSTIÇA TÁ PEGANDO OS LARÁPIOS COMANDADOS PELO LADRÃO LULA E VCS DOCES IMBECIS ESTÃO COM ÓDIO NO CORAÇÃO! TODOS QUE QUEREM O FIM DESSES MARGINAIS, NA CABEÇA DESSE POVINHO DA ESQUERDA SÃO OS VILÕES E NÃO OS SAFADOS DO PT E CIA!

  3. Tente explicar a um estrangeiro que no Brasil um Juiz, Promotor quando comete um erro ou se torna bandido, tem como pena a aposentadoria. Isso é uma vergonha e quem apoia uma medida dessa não pode ser sério ou tem medo de amanhã também se tornar um marginal. Tem que acabar com isso, quem usar toga e cometer crime, tem que perder o cargo e ir para a prisão que o lugar de bandido.

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“Não vou participar, isso é um teatro”, diz Augusto Cury sobre debate da Band ao confirmar ausência durante live na porta da emissora

Foto: Cristiane Agostine/Valor

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) anunciou que não irá participar do primeiro debate presidencial momentos antes do encontro, que estava previsto para às 20h deste domingo (23).

O anúncio ocorreu durante live na porta da TV Bandeirantes. “Decidi de última hora [que não vou participar] quando Lula da Silva [PT] está fazendo ume entrevista no mesmo horário do debate. Isso é um teatro, não é democracia”, disse o candidato, referindo-se à entrevista do petista ao Domingo Espetacular, da TV Record, nesta noite.

Cury também criticou as ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). “Acho uma irresponsabilidade porque os principais atores para discutir a nação não estão aqui. É uma falta de respeito com os brasileiros”, afirmou.

Com informações de Valor Econômico e CNN

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[VÍDEO] Em primeira aparição após diagnóstico com a doença de Creutzfeldt-Jakob, influenciador natalense Lito Sousa faz apelo urgente por tratamento experimental

 

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Um post compartilhado por Lito Sousa (@lito)

O influenciador e ex-mecânico de aviação, nascido em Natal-RN, Lito Sousa fez neste domingo (23) um apelo para ter acesso a um tratamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurológica rara, grave e de rápida progressão.

Em sua primeira aparição desde que o diagnóstico foi divulgado pela esposa, Mila Seidl, Lito publicou um vídeo no Instagram pedindo ajuda para ser incluído em estudos experimentais desenvolvidos por pesquisadores nos Estados Unidos e na Europa.

No vídeo, ele faz um apelo à farmacêutica Ionis Pharmaceuticals, ao Broad Institute, à Universidade Harvard e à Mayo Clinic. “Este é um apelo urgente”, afirma Lito, antes de pedir que as instituições avaliem seu caso.

A família busca a inclusão do influenciador em estudos que investigam tratamentos para a doença, entre eles pesquisas relacionadas ao medicamento ION717, desenvolvido pela Ionis Pharmaceuticals.

Segundo Mila, os estudos considerados promissores atualmente não estão recebendo novos participantes, mas ela tenta obter uma exceção para que Lito seja avaliado.

A doença tem evoluído rapidamente. Segundo a esposa, Lito chegou a perder parte da visão de um dia para o outro. “Eu tenho 0% de chance, mas se eu tiver 1% de chance em qualquer lugar, a gente quer esse 1%”, afirmou Mila durante a mobilização pelas redes sociais.

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[VÍDEO] Secretário de Saúde do RN admite gravidade em falta de medicamentos e insumos no Hospital Walfredo Gurgel e afirma que situação já foi pior

O secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Mota, reconheceu a falta de medicamentos e insumos no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e afirmou que o cenário atual já foi mais grave. A declaração foi feita em vídeo publicado após a repercussão pelo BLOGDOBG sobre um reportagem da Tribuna do Norte que revelou informações de um documento interno da unidade que aponta 189 itens em falta, entre medicamentos e insumos essenciais.

Ao lado do farmacêutico Thiago Sá, responsável pela elaboração do relatório da Divisão de Farmácia, Mota confirmou que o documento é verdadeiro e afirmou que levantamentos sobre a falta de insumos fazem parte da rotina do hospital.

“Isso é uma rotina no nosso hospital. Inclusive, a direção exige essa rotina, que passamos para ele as questões das faltas, dos itens críticos, de como estão os processos. Isso é rotina aqui no hospital”, explicou Tiago Sá.

Os dados do documento que foram publicizados apontam que 25% dos itens avaliados estão com estoque zerado e outros 11% em nível crítico. O relatório classifica a situação como de “extrema gravidade e vulnerabilidade assistencial” e cita a falta de medicamentos, materiais cirúrgicos e itens básicos, como luvas, seringas e soros.

Questionado pelo secretário sobre se já houve períodos piores, o farmacêutico afirmou que sim. “Já tivemos aqui percentuais de falta de cerca de 36%, ou seja, 64% de abastecimento”, disse.

Segundo Thiago Sá, os relatórios têm como objetivo alertar a alta gestão sobre os itens em falta e as medidas necessárias. Entre as ações adotadas atualmente estão permutas entre unidades, licitações, empenhos e negociações com fornecedores. “Esse é o mundo real do dia a dia do Walfredo Gurgel e da Sesap. Todo dia tem problema, todo dia se resolve”, declarou Mota complementando a fala de Thiago.

A Sesap também já havia informado que não há risco imediato aos pacientes e atribuído parte dos problemas a atrasos de fornecedores, além de citar remanejamentos, negociações e empréstimos de insumos para evitar a interrupção dos atendimentos.

Opinião dos leitores

  1. É um absurdo, as pessoas não refletem sobre a gravidade desta fala, não se tem noção do quê é falta de insumos. As pessoas estão anestesiadas com os absurdos, até que fiquem reféns deles. Sinceramente perdemos a noção de governança pública, são nossas vidas e a vida de terceiros, as pessoas não compreendem isto ? é revoltante ! um dia TALVEZ, quando você ou uma pessoa próxima precisar de um insumo e morrer pela falta dele, TALVEZ você mude de ideia, mas já será tarde, e TALVEZ você se revolte, se você não for a vítima.

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Prevista para durar três meses, reforma do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Walfredo Gurgel está parada desde 2024

Foto: reprodução

Prevista para durar cerca de três meses, a reforma do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel começou em junho de 2024 e permanece sem conclusão mais de dois anos depois. O atraso reduziu a capacidade de atendimento do setor e levou o caso à Justiça.

Os recursos destinados à reforma estão previstos desde 2019. O convênio, de aproximadamente R$ 1,7 milhão, tem vigência até 30 de setembro deste ano.

A primeira empresa contratada pelo Governo do Rio Grande do Norte não concluiu os serviços previstos, e o contrato acabou rescindido. O Estado realizou uma nova contratação emergencial, mas a execução novamente não avançou como esperado. Após quase 150 dias do segundo contrato, apenas 2,33% da obra havia sido executada, equivalente a cerca de R$ 29 mil em serviços. O contrato também acabou rescindido.

Com a reforma inacabada, o CTQ passou a operar com capacidade reduzida, de cerca de 12 leitos, além de ter espaços de isolamento, atendimento semi-intensivo e reabilitação comprometidos.

LEIA TAMBÉM: Após seis anos, reforma do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Walfredo Gurgel segue sem conclusão e com apenas R$ 8,5 mil pagos à empresa responsável

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[VÍDEO] DESCASO: Influencer denuncia abandono da Cidade da Criança pelo Governo do Estado

A influencer Silvana Amélia denunciou, em vídeo publicado nas redes sociais, o estado de abandono da Cidade da Criança, em Natal, espaço administrado pelo Governo do Estado por meio da Fundação José Augusto (FJA).

Durante a visita ao local, Silvana mostrou problemas no parquinho, que apresenta avarias e até gambiarras, além de grades de proteção do lago enferrujadas e quebradas. A situação representa risco para as crianças que frequentam o espaço.

“O problema é que essas gambiarras não resolvem a situação. E não é questão de deixar o lugar bonito, é porque simplesmente é um lugar que oferece risco real para crianças”, afirmou.

A influencer também criticou as condições do lago e lamentou o abandono do anfiteatro, que, segundo ela, poderia receber apresentações infantis.

Silvana fez um apelo ao Governo do Estado para que providências sejam tomadas antes que ocorra um acidente. “Não é necessário que aconteça realmente um acidente para que providências sejam tomadas”, disse.

Opinião dos leitores

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Após seis anos, reforma do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Walfredo Gurgel segue sem conclusão e com apenas R$ 8,5 mil pagos à empresa responsável

Foto: José Aldenir / Agora RN

O Governo Fátima pagou apenas R$ 8.553,56 pela reforma do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, apesar de os recursos para a obra estarem previstos desde meados de 2019.

A reforma, considerada essencial para o atendimento de pacientes vítimas de queimaduras graves, segue sem conclusão após seis anos e teve a execução questionada na Justiça.

Além disso, o convênio de aproximadamente R$ 1,7 milhão encerra no dia 30 de setembro. Deste valor total, o governo federal repassou somente cerca de R$ 85 mil em razão do baixo avanço físico da obra que não chegou a 3% do total.

Mesmo com recursos previstos desde 2019, a reforma só começou de fato em junho de 2024, durante o segundo mandato da governadora Fátima Bezerra (PT). Desde então, contratos foram rescindidos, houve paralisações e uma nova contratação emergencial também não conseguiu garantir a conclusão do serviço.

Segundo informações apresentadas em uma ação judicial do Ministério Público, após quase 150 dias de contrato, a execução física havia chegado a apenas 2,33%, correspondente a cerca de R$ 29 mil em serviços, valor que também não havia sido pago à empresa responsável.

Com a obra inacabada, a capacidade do CTQ foi reduzida e espaços destinados a atendimentos especializados ficaram comprometidos. Em julho de 2026, a Justiça determinou a retomada da reforma e fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

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Mendonça e Gonet ampliam queda de braço em casos Master e Lulinha


Foto: Rosinei Coutinho/STF / Victor Piemonte/STF

As investigações envolvendo o Banco Master e Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, aumentaram a divergência entre o ministro do STF André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

No caso de Lulinha, Gonet defende que a investigação seja enviada para a primeira instância, sob o argumento de que não existem indícios mínimos de participação de autoridades com foro no STF.

Mendonça, porém, tende a manter o caso no STF, considerando a conexão da apuração com o escândalo de fraudes no INSS e as menções a autoridades com foro privilegiado encontradas nas mensagens analisadas pela Polícia Federal.

A divergência é mais um capítulo de um relacionamento marcado por posições diferentes nos últimos meses. No caso Master, por exemplo, Mendonça já discordou de manifestações da PGR relacionadas a medidas contra investigados e autorizou operações e apreensões que haviam recebido resistência do Ministério Público.

A tensão também aparece nas investigações sobre as fraudes no INSS. Recentemente, Gonet se posicionou contra mandados de busca e apreensão em endereços ligados a familiares do senador Weverton Rocha e ao advogado Willer Tomaz, mas Mendonça autorizou a operação solicitada pela Polícia Federal.

Disputa pode chegar à Segunda Turma

Caso Mendonça rejeite o pedido da PGR para retirar o caso de Lulinha do STF, Gonet poderá recorrer à Segunda Turma da Corte, responsável por analisar processos sob relatoria do ministro.

O colegiado é formado pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e pelo próprio Mendonça. Nos julgamentos relacionados aos casos Master e INSS, o ministro tem encontrado apoio principalmente de Nunes Marques e Fux.

Com informações do jornal O Globo

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LAURO JARDIM: Jantar na casa de Moraes teria discutido como fragilizar André Mendonça

Foto: Antonio Augusto/SCO/STF

Um jantar reservado na casa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria tratado de estratégias para fragilizar o ministro André Mendonça, segundo informações da coluna de Lauro Jardim, publicada na edição deste domingo (23) do jornal O Globo.

O encontro ocorreu no início de agosto e reuniu o presidente Lula (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), além de Moraes e do ministro Cristiano Zanin.

De acordo com a coluna, informações chegaram ao gabinete de Mendonça apontando que um dos assuntos discutidos teria sido justamente como enfraquecer o ministro, que atualmente é relator dos inquéritos envolvendo o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Zema desiste de debate na Band após ausência de Lula e Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) decidiu não participar do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pela Band, neste domingo (23), em São Paulo.

Em nota oficial divulgada à imprensa, a campanha alegou que a decisão ocorreu após a confirmação das ausências do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A assessoria de Zema afirmou que a mudança da data do debate, inicialmente marcado para 16 de agosto, havia sido aceita sob a expectativa de que Lula participaria do encontro. Com a ausência do petista, a campanha considerou que o evento perdeu o “propósito inicial” de garantir maior pluralidade ao confronto.

Após as três desistências, o debate da Band, marcado para as 20h, deverá reunir apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

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[VÍDEO] Ex-secretário do governo Fátima elogia atendimento humanizado na UPA de Pajuçara, administrada pela Prefeitura de Natal

O petista Pedro Lopes, candidato a deputado estadual, ex-secretário estadual de Administração e ex-controlador-geral do Estado, publicou um vídeo nas redes sociais elogiando o serviço de Saúde da Prefeitura de Natal, especificamente o atendimento da equipe médica da UPA Pajuçara, na Zona Norte de Natal.

Na publicação, o petista registrou seu agradecimento à equipe médica e aos funcionários da unidade “pelo atendimento humanizado e respeitoso que testemunhei durante o acompanhamento de uma querida parente”.

O reconhecimento ao serviço ofertado pela saúde municipal, vindo de um opositor da gestão do prefeito Paulinho Freire (União Brasil), rendeu reações positivas para o candidato do PT. Um seguidor comentou na publicação parabenizando Pedro Lopes pela “coragem e hombridade em reconhecer a eficiência e a qualidade dos nossos serviços municipais”, destacando que esse resultado é fruto do trabalho iniciado na gestão do ex-prefeito e candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL).

Opinião dos leitores

  1. A próxima pesquisa de INTENÇÃO DE VOTOS para Governo do RN. “CADU DE LULA” já vai aparecer em segundo lugar.

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