A execução do advogado Antônio Carlos de Souza Oliveira segue intrigando a polícia.
As únicas pistas que se têm sobre o caso é o Doblô no qual os assassinos fugiram e o depoimento de um policial civil a quem o veículo pertenceu. O carro foi vendido há três meses.
Com a identificação do comprador do Doblô, a polícia espera que, ao encontrar essa pessoa, possa avançar nas investigações, o que não ocorreu até agora.
Durante o fim de semana, divulgou-se que um caso de R$ 50 mil no qual o advogado atuou pode ter relação com assassinato. Pelo relatado, Souza não logrou êxito, mas embolsou o dinheiro, o que teria causado desapontamento a seu cliente.
Também se soube, através de informação do Ministério Público Estadual, que o advogado teria traído a confiança de outros dois clientes, caso chamado de “patrocínio infiel”. A representação movida contra ele, contudo, foi arquivada por falta de indícios probatórios.
Enquanto isso, a OAB montou comissão especial para acompanhar os desdobramentos do caso, que segue cheio de interrogações.
Para completar, Souza era conhecido por tratar com gente implicada em difíceis casos criminais, o que levou o delegado Roberto Andrade, que cuida do caso, a sentenciar que a principal linha de investigação é relacionada à prática advocatícia.
Sobram questões sobre o caso, e nenhuma resposta.
Foto: Reprodução
BG, sou advogado, atuo na área criminal, eleitoral e em improbidade administrativa. Defendo toda raça de gente, de assassinos de sangue que matam um até prefeitos que terminam por assassinar muitos desviando dinheiro público da saúde e da educação. O fato é que quem advoga nessa área sabe que o dinheiro que recebe é, de certa forma, manchado. Eu trabalho porque tenho dois filhos para criar, mas que é difícil botar a cabeça no travesseiro quando se advoga para bandido, é.