Está na Tribuna do Norte
A Justiça Estadual sentenciou o primeiro processo da Operação Assepsia, que trouxe denúncias feitas pelo Ministério Público Estadual de um suposto esquema de corrupção na Secretaria Municipal de Saúde, durante a gestão da ex-prefeita Micarla de Sousa. A Assessoria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte confirmou que foram condenados, em primeira instância, Alexandre Magno Alves, Rozimar Gomes e Antonio Carlos de Oliveira Júnior.
O juiz José Armando Pontes, através da Assessoria de Imprensa, informou que o processo estava com o Ministério Público Estadual para ser dado ciência da sentença. A Assessoria do MP confirmou que estava com o processo, mas disse que apenas hoje divulgaria o resultado das condenações. Tanto o Ministério Público quanto o Tribunal de Justiça confirmaram as condenações, mas não trouxeram detalhes sobre a que penalidades Alexandre Magno Alves, que é procurador do município de Natal, e os empresários Rozimar e Antonio Carlos foram condenados.
A Operação Assepsia foi deflagrada no dia 27 de junho de 2012. Nela o Ministério Público investigou fraudes no processo de licitação que contratou o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (IPAS), do Instituto de Tecnologia Capacitação e Integração Social (ITCI) e da Associação Marca pela Secretaria de Saúde.
Na 7ª Vara Criminal a denúncia foi protocolada ano passado. No processo foram denunciadas 30 pessoas. Na época, o promotor Emanuel Dhayan, chegou a afirmar que as acusações foram feitas baseadas em “dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos e encontra-se protegida por segredo de justiça”.
As denúncias do Ministério Público apontam para fraudes nos contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde e que teria como um dos principais interlocutores o procurador Alexandre Magno Alves. Somente em “consultoria”, o Município pagou, entre novembro de 2010 e maio de 2011, cerca de R$ 1,7 milhão a Associação MARCA. Os valores foram obtidos como resultado de uma perícia contábil realizada por um profissional habilitado contratado pelo Ministério Público. Os serviços, porém, não estavam acompanhados de qualquer explicação que servisse como justificativa para o gasto milionário.

Quantas condenações esse Alexandre Magno Alves tem mesmo?
Ele era ou é procurador do município?
O Marco Aurélio está certo, lembro dele dando as cartas na secretaria de educação quando o deputado Rogério Marinho dominava aquela pasta. Mandava e muito!
As sanções para os casos de corrupção e má gestão deveriam ser pesadíssimas.
Os maus gestores e os maus políticos tem que se sentir intimidados a praticarem atos tipificados como sendo 'improbidade administrativa' e até mesmo de serem reincidentes nesse tipo de condenação.
As pessoas que morrem nos corredores dos hospitais, a falta de remédios e materiais cirúrgicos nos hospitais, postos de saúde que não tem estrutura para atender a população, falta de escolas, escolas caindo aos pedaços ou sem condições de funcionamento, falta de gasolina e falta de manutenção para os carros oficiais, ruas esburacadas, falta de presídios ou presídios sem condições de abrigar presos, delegacias em ruínas, entre muitos outros, são problemas recorrentes (para não dizer permanentes) e efeitos nefastos provocados pela má gestão pública e pela corrupção.
DNA DE ROGÉRIO MARINHO
Acredito que todos lembram que o Procurador Alexandre Magno Alves era o braço direito de Rogério Marinho desde quando este ocupou a direção da Urbana Municipal, passando pela Câmara de Vereadores e depois na Secretaria de Educação do Estado, onde comandava, mesmo sem ter sido nomeado para um cargo definido. Lá na Secretaria de Educação do Estado o mesmo mantinha uma sala especial com direito a garçons de terno servindo em copos de cristal, enquanto controlava e centralizava todas as finanças daquele órgão que tinha a irmã de Rogério na Chefia de Gabinete. Todos se reportavam e recebiam orientações do Dr. Alexandre Magno Alves, inclusive toda a Assessoria Jurídica ocupada por um laranja que nunca chegou nem a ser nomeado e recebia seus vencimentos "por fora".
Se quiserem saber mais é só puxar o fio e seguir a trilha nesse labirinto que começa provavelmente na DESTAQUE que organizou e administrou as campanhas de Vilma de Faria desde a Prefeitura de Natal até hoje, mesmo que alguns tenham se separado e sigam carreira solo nos dias atuais.