Jornalismo

Ataque à imprensa alcançou escala inédita com Bolsonaro

No já célebre “Como as Democracias Morrem”, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt mostram como a intimidação à mídia está conectada à falência do Estado de Direito. O ataque sistemático à imprensa, que passa a ser apresentada como inimiga de políticos e regimes, está fartamente descrito no livro como parte do processo de fragilização das democracias pelo mundo.

O fenômeno não é, portanto, criação do Brasil. Nem novo é por aqui. Ganhou, porém, escala e organização inéditas na disputa eleitoral deste ano, protagonizado —sem exclusividade, é verdade, mas com destaque— por apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL).

Qualquer reportagem que incomode o candidato ou seus simpatizantes é descrita como fake. O Judiciário, o Congresso, os partidos e os adversários são alvos de tratamento semelhante. Até a Polícia Federal, exaltada por muitos dos que são “contra tudo o que está aí”, recebeu pedradas. Nenhuma instituição parece merecer voto de confiança.

Mas aqui vou me ater a ofensas contra jornalistas. Ah, não vai falar sobre a esquerda? Vou. Em 2013, fui cobrir pela Folha o ato de dez anos do PT no governo. Houve tumulto na entrada. Fui checar. Militantes viram meu crachá. Tomei um chute pelas costas e fui chamada de coisas como “cadela do PIG” —termo usado por detratores quando a imprensa era chamada de golpista, e não de esquerdista como agora.
A direção do PT emitiu nota lamentando o ataque e afirmando respeito —não expresso no discurso de seus líderes— aos profissionais de comunicação.

Em 2014, fiz reportagem que desagradou eleitores do PSDB. Um blogueiro do partido, já morto, escreveu: “Repórter que levou pontapés da esquerda ataca a direita liberal”. Novamente, pedidos de desculpas de líderes da sigla.

O episódio mais recente de manifestação de ódio veio neste ano e em grande escala, após o programa Roda Viva com Bolsonaro. Peço desculpas aos leitores que defendem a moral, os bons costumes e os valores da família, mas o que reproduzo abaixo foi expresso por quem diz pregar ideias parecidas.

“Vagabunda”, “filha da puta”, “piranha”, “mentirosa”, “bandida”, “jumenta”, “você é do tipo que merece receber menos do que os homens”, “você merece morrer”. Foi em julho. Não parou mais.

Neste mês, gravei um programa na internet sobre pesquisas. “Essa repórter é filha do cão. Petralha imunda. Nordeste, sai do Brasil!”. Outro: “Essa boca só serve para mamar mesmo”.

Na terça (25), os repórteres Rubens Valente e Marina Dias, da Folha, revelaram documento do Itamaraty que registra que, em 2011, uma ex-mulher de Bolsonaro disse ao órgão que havia fugido do país sob ameaça de morte. Hoje ela nega —a negativa já constava da reportagem antes de ela produzir vídeo contra o que chama de “mídia suja”.

Os dois repórteres foram alvo de um levante. Parte dos bolsonaristas errou a mira e atacou uma homônima de Marina. Um amigo foi às redes dizer que haviam pego a pessoa errada para Cristo. Em vão. “Olhem a cara dessa vagabunda. Putas de rua têm mais decência do que essa cadela.”

Jornalistas da TV Globo, de O Globo, do Estadão, de blogs, sites de checagem… Todos estão com as redes cheias dessas mensagens. O motim é contra a imprensa livre, crítica e profissional. Reportagem com documento oficial, três fontes e outro lado não presta. Vídeo de youtuber com teoria da conspiração sem qualquer prova? Esse vale.

Bolsonaro não representa ameaça à democracia, dizem seus apoiadores. Bolsonaro não é misógino, insistem. Ele e seus aliados, então, deveriam desencorajar oficialmente esse tipo de conduta —o que não foi feito até a conclusão desse texto. Afinal, o que dizer desses eleitores?

Daniela Lima

É editora do Painel / FOLHA

Opinião dos leitores

  1. Se liga, onde vc vive ? Na zumbilândia, Bolsonada já fez acordo com a globo, a globo odeia o PT e quer que o PSDB governe, como Alckmin não tem a mínima chance , eles vão apoiar Bolsonada.

  2. A Globolixo vai penar proximo ano!!! Com Bolsonaro não tem acordinho nem acordo algum!!! Vai pagar a dívida gorda!!

  3. A midia/FIESP/Coxas/Flavio Rocha e afins na tara de acabar com o PT acabaram gerando um monstro. Agora nao sabem o q fazer com ele e sua legião de cães raivosos q o seguem.
    Triste fim.

  4. se os militares no poder foi tão bom, porque o brasil não virou uma superpotência econômica ?
    se quem é preso é presidiário, porque o capitão ( coiso) não é também assim tachado ?
    se o neonazista afirmam que o COISO é diferente, como explicar a WAL do AçAÍ, assessora fantasma ?
    se os milicos são fazedores de obra, porque não concluíram a Transamazônica ?
    se os civis não prestam, porque TODO MILITAR quer ser servidor público do estado ?
    Porque a declaração dos direitos humanos não é aceita pelo milicos ?
    Afinal de contas, o realmente fazem de útil á sociedade os milicos, seja na area urbana ou fronteiras ?
    porque apenas os militares do brazil não foram julgados pelas atrocidades em época ditadura militar, considerando a América Latina ?
    Afinal, a mulher merce ganhar menos porque gera os futuro do pais ?
    onde se prova que a opção sexual é suficiente para segregar socialmente um ser humano ?
    #elenão 29 de setebro #ELEnão 29/09

    1. Vai em um pelotão de fronteira, no meio do nada. Só floresta por todo lado. Mosquito e animais selvagens. Homens que guarnecem a fronteira brasileira e que cantam todo dia nosso hino nacional, que pelo visto vc não conhece.

  5. Isso é ótimo, o povo tem mais é que rebater, a mídia tá colhendo o que plantou, um bom sinal, significa dizer que o povão está esperto. Hoje em dia o povo também tem a sua rede, jornalistas tem que entender isso, daqui pra frente é assim, bateu, levou!

  6. A imprensa merece estar passando por todas essas críticas, pois ajudou e muito a que figuras fascistas e preconceituosas alcançassem esse patamar.

  7. A desonestidade de jornalistas nos dias atuais atropela qualquer descencia, qualquer respeito , e sem medo das consequencias, liquidam reputações, destroem pessoas únicamente para valer os dinheiros de suborno que recebem de quem lhes contrata, para denegrir a imagem de pessoas com fins ideológicos. Não é nenhum segredo que a folha de São paulo é esquerdista e luta para ver de volta no poder os ladrões vermelhos, sejam do PT, Psol, PcdoB etc, desde que roubem e lhes dividam um pouco. Para isso, maldita prata, se vendem ao demônio, mentem, pervertem, falsificam dados, ou a exemplo desta senhora articulista cima, responsabiliza Bolsonaro, um homem acamado num hospital lutando por sua vida, e pela dela tambem, como sendo o reesponsável pelas consequencias dos escritos imundos e desonestos dela. Uma vergonha absoluta e completa. Ainda vai demorar umas 4 décadas de moralismo e civismo para que o povo do Brasil se livre dos esfeitos perniciosos, abomináveis do esquerdismo, cuja raíz é a desonestidade sem temor, pois sabem que jamais serão punidos por sua falsidade e todos os atos desonestos que praticam. É preciso haver punição. è preciso haver a quem prestar contas, e um órgão que lhes seja superior e de autoridade, ou serão para sempre estes arautos fabricantes de mentiras, ajudando os partidos que simpatiza, ou lhes subornam, não se importando quem destróem pelo caminho. No momento, enquanto Bolsonaro não assume ainda o poder, temos que esperar que Deus tome Justiça, e puna estes canalhas que vivem da mentira.

  8. O problema começa, quando mal jornalistas, sem checar as fontes o que faz parte da profissão, publicam "fakes".Não quero entrar no mérito se proposital, remunerado, ou por razões outras.
    Acho que podem e devem ter posição política, desde que assinem, pois são profissionais!
    Quanto as "fakes" das redes sociais, feitas por qualquer um, usando um pouco do bom senso são relativamente óbvias,né?

  9. Quem queria regular a imprensa era o PT e não vi preocupação nenhuma. Pelo contrário, aceitaram sem dizer um ai. A imprensa está tomada pela ideologia de esquerda e quando alguém questiona ficam logo ofendidos.

  10. Imprensa quase sempre manipuladora e tendenciosa, quer aura de isonomia e qualidade?
    Especialmente quem subscreve esse editorial, A Folha de SP presta muitas vezes um desserviço, acho é pouco sofrer a livre crítica do cidadão.

  11. É preciso ressaltar que o jornalismo não é uma instituição que não pode receber críticas. Vivemos num decurso tecnológico no qual as redes sociais possibilita a viralização de notícia das quais se observa em sua ampla maioria uma tendência de implicância para com a cândidatura do Jair Bolsonaro. A internet democratrizou o acesso a informação e também a opinião das pessoas, a imprensa não é dona da verdade principalmente quando está se prontifica a difundir inverdades com o intuito de caluniar a vida de outrem por não concorda com o seu posicionamento político. Não compactuo com a utilização de palavras de baixo calão para intimidar a ninguém, todavia ressalto a responsabilidade que o jornalista tem de checar a informação sempre ouvindo os dois lados para não cometer injustiça para com ninguém. Toda opinião tem sua responsabilidade quem fala o que quer ouvirá o que não quer, logo está instituição que é corporativista se fecha em defesa da liberdade de imprensa e da democracia.em detrimento da honra e da vida do outro por ela destruída. Essa situação se resolveria com um simples editorial afirmando ser solidário aquele(a) candidatura no pleito expondo o posicionamento político da instituição, logo as suas opiniões seriam melhor compreendidas pela população em geral.

  12. claro, essa mídia maldita não cansa de mentir.
    não é só em eleições, é SEMPRE.
    o brasileiro todo dia é enganado aí quando vai no whatsapp
    vê a notícia real, um vídeo gravado por um amador e fica irado.
    deveria virar CRIME publicar notícia sem fundamento

  13. Quando é fake, tem de ser contestada. Ou os senhores jornalistas são Santos, perfeitos e imparciais?

  14. Tadinha!!

    Só faltou uma Manjedoura…

    Tá bem pertinho desses jornais "imparciais" fecharem as portas …

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Judiciário

Justiça condena influenciadora que usou nome de nutricionista para promover curso online no RN

A 3ª Vara Cível da Comarca de Mossoró determinou que uma influenciadora digital, estudante de Nutrição e com mais de 1 milhão de seguidores, retire em até 48 horas todas as publicações em que utiliza o nome de um nutricionista e professor universitário para promover cursos online de educação alimentar. A decisão é do juiz Flávio César Barbalho de Mello, que fixou multa de até R$ 10 mil em caso de descumprimento.

De acordo com o processo, a estudante entrou em contato com o professor — coordenador do curso de Nutrição de uma instituição de ensino superior — apenas para esclarecer dúvidas sobre termos técnicos como calorias, proteínas e déficit calórico.

No entanto, ela passou a divulgar cursos de orientação alimentar em redes sociais, utilizando o nome do docente como se fosse um avalista acadêmico do material. Prints apresentados nos autos mostram que a influenciadora oferecia conteúdos relacionados à organização da rotina alimentar e substituições conscientes de alimentos.

A prática pode ser enquadrada como ilegal, já que a Lei nº 8.234/1991 veda a prescrição individualizada de dietas por pessoas sem formação e registro profissional em Nutrição.

Decisão

Na sentença, o juiz destacou que a estudante descumpriu a promessa de não prescrever ou orientar programas nutricionais, além de ter usado a credibilidade do professor sem autorização.

“O caso se agrava ainda mais com a associação do autor, profissional da nutrição e coordenador do curso, como avalista do curso oferecido pela ré, estudante de nutrição”, ressaltou o magistrado.

Ele também apontou risco de dano imediato à imagem do professor, enquanto seu nome continuar vinculado ao material divulgado pela influenciadora.

Conselho de Nutrição vai acompanhar o caso

Além da remoção do nome do nutricionista das redes sociais, a decisão proíbe novas associações sem autorização expressa. O Conselho Estadual de Nutrição foi notificado para acompanhar a situação.

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Brasil

Sob Lula, deficit nominal anual volta a subir e atinge R$ 968,5 bi

Foto: Reprodução

O deficit nominal do setor público consolidado –formado por União, Estados, municípios e estatais– atingiu R$ 968,5 bilhões no acumulado de 12 meses até julho. O saldo negativo voltou a subir depois de atingir R$ 894,4 bilhões em junho. Agora, está no maior patamar desde dezembro de 2024, quando somou R$ 998,0 bilhões.

O BC (Banco Central) divulgou o relatório “Estatísticas Fiscais” nesta 6ª feira (29.ago.2025).

Em 12 meses, a despesa com juros da dívida totalizou R$ 941,2 bilhões, o que corresponde a 7,64% do PIB (Produto Interno Bruto). Havia sido de R$ 869,8 bilhões nos 12 meses até julho de 2024.

O resultado primário –que exclui gastos com a dívida pública– foi de um deficit de R$ 27,3 bilhões no acumulado de 12 meses até julho.

DÍVIDA BRUTA
A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) subiu para 77,6% do PIB (Produto Interno Bruto) em julho. Aumentou 0,9 ponto percentual ante junho.

A relação dívida-PIB aumentou 1,1 ponto percentual no acumulado do ano e 5,9 pontos percentuais no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o Banco Central, a dívida bruta do Brasil somou R$ 9,6 trilhões em julho.

Poder360

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Geral

Menina de 6 anos morre vítima de bala perdida na Zona Norte de Natal

Foto: Reprodução

Uma menina de 6 anos morreu vítima de bala perdida na noite de quinta-feira (28) no conjunto Vale Dourado, Zona Norte de Natal (RN). De acordo com a Polícia Militar, a criança, identificada como Ana Lavínia, foi atingida por um disparo de arma de fogo e socorrida para o Hospital Santa Catarina.

A mãe da criança relatou que o alvo do ataque era o pai da menina, mas o tiro acabou atingindo a filha. Segundo o 4º Batalhão da Polícia Militar, posteriormente veio a confirmação de que o pai de Ana Lavínia estava morto no local, na Rua João Paulo II.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Novo Notícias

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Brasil

Quando será o julgamento do Bolsonaro? Veja datas e horários

Foto: Reprodução

A primeira turma do STF (Supremo Tribunal Federal) inicia na próxima terça-feira (2) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do núcleo 1 da ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022.

O ministro Cristiano Zanin, presidente do colegiado, marcou sessões em cinco dias para as discussões. Em dois desses, o julgamento ocorre das 9h às 12h. Nos outros três dias, haverá duas sessões diárias: umas das 9h às 12h e outra das 14h às 19h.

Como os julgamentos das turmas do STF ocorrem apenas às terças-feiras a tarde, Zanin marcou seis sessões extras para analisar o caso. A análise poderá durar, ao todo, 27 horas.

Os réus não precisarão comparecer presencialmente ao julgamento na Suprema Corte. Conforme apurou a CNN, o tenente-coronel Mauro Cid, por exemplo, optou por não comparecer para evitar constrangimentos com os demais réus.

Veja datas e horários do julgamento:
2 de setembro, terça-feira: 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Ordinária)
3 de setembro, quarta-feira: 9h às 12h (Extraordinária)

9 de setembro, terça-feira: 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Ordinária)
10 de setembro, quarta-feira, 9h às 12h (Extraordinária)
12 de setembro, sexta-feira, 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Extraordinária)

Veja quem são os réus do núcleo 1:
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022;
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente;
Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro; e
Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro.

CNN

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Geral

Controladoria Geral de São Gonçalo inicia capacitação para fortalecer a gestão financeira municipal

Foto: Divulgação

A partir da orientação do prefeito Jaime Calado, a Controladoria Geral do Município de São Gonçalo do Amarante (CGM/SGA) deu um passo importante para aprimorar a gestão pública local. Na última quarta-feira (27), a equipe da CGM, liderada pelo controladoria-geral Marcos Alexandre, promoveu a primeira etapa de uma oficina de capacitação para servidores.

O foco da iniciativa é padronizar e legalizar os processos de pagamento, garantindo uma administração fiscal mais responsável e transparente. O evento reuniu secretários, assessores e servidores-chave, destacando a colaboração de toda a gestão para atingir um nível elevado de excelência e conformidade.

O controlador-geral enfatizou a visão preventiva da Controladoria: “Nossa missão é evitar erros por falta de conhecimento e garantir que todos os procedimentos financeiros estejam alinhados com as leis vigentes.”

O projeto não se encerra com a oficina. Os próximos passos incluem um acompanhamento “in loco”, onde a equipe da CGM irá diretamente aos setores para dar suporte e orientação contínuos. A capacitação visa preparar a equipe para aplicar os recursos públicos de maneira eficiente, em conformidade com as diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a ordem cronológica de pagamentos (seguindo a Resolução 011/2024 do TCE/RN) e as demais normas do TCU e outros órgãos fiscalizadores.

O projeto também busca total adequação às normas da LGPD, da Lei de Acesso à Informação e o fortalecimento do controle social.

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Saúde

Sindsaúde critica desabastecimento em hospitais da rede estadual

Foto: Anderson Régis

O Rio Grande do Norte enfrenta um momento crítico nos hospitais da rede estadual por falta de insumos. A situação, alvo de uma decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal que apontou um “cenário de colapso progressivo” na saúde, é enfrentada de perto por pacientes e profissionais da área. Segundo o Sindsaúde, faltam itens como cateteres, sabão, álcool, antibióticos, heparina (medicamento anticoagulante), gazes e outros. O Walfredo Gurgel, referência em trauma-ortopedia no RN, é a unidade mais afetada, onde as tomografias computadorizadas com contraste foram suspensas no início do mês por falta de bombas injetoras.

A lista de insumos em falta é extensa. De acordo com o sindicato, faltam também lençóis, óleo mineral (ofertado a pacientes com prisão de ventre), óleo de girassol para curativos, equipo (dispositivo utilizado na dieta de pacientes) e crepom. Uma funcionária do setor de materiais do Walfredo Gurgel disse à reportagem que os kits usados em cirurgias, conhecidos como ‘laps’, estão em péssimo estado. “Além disso, esse é um material que precisa de reserva para casos de emergência – são necessários pelo menos dois lápis-reserva, mas não temos nenhum”, contou a funcionária sob condição de anonimato.

Elizabeth Teixeira, diretora do Sindsaúde, denunciou que médicos do Walfredo chegam a tirar dinheiro do próprio bolso para comprar alguns itens. “Isso tem ocorrido no Centro de Queimados, que está sendo improvisado em uma área do hospital depois que iniciaram uma obra no setor e que já se arrasta há um ano. Por lá falta crepom, usado em ataduras em pacientes queimados. A falta de insumos é uma realidade que se agrava no Walfredo Gurgel, mas que não é difícil de encontrar também em hospitais como o Maria Alice Fernandes, por exemplo”, afirma.

Questionada sobre a situação em toda a rede e sobre qual o planejamento para resolver os problemas, a Sesap respondeu citando apenas o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Em nota, a pasta afirmou que “não procedem as faltas relativas ao abastecimento do hospital”. Segundo a Secretaria, “nunca foi registrada falta, por exemplo, de gazes ou óleo mineral, bem como há estoque de álcool, sabão, laps e outros itens, tornando improcedente a lista apresentada. Sobre as angiotomografias, estão sendo todas realizadas em outros hospitais da rede estadual, não tendo, portanto, registro de desassistência aos pacientes”.

Ainda segundo a Sesap, a respeito da situação registrada no Hospital Geral João Machado, “conforme manifestação anterior da Secretaria à época do episódio no início de agosto, boa parte da alimentação fornecida na unidade é produzida por uma empresa contratada, que entrega as refeições lacradas para consumo. Diante do registro apresentado, a Secretaria notificou a empresa responsável e acionou a Vigilância Sanitária para a apurar a situação”.

Tribuna do Norte

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Geral

Operação contra o PCC: investigação iniciou com inteligência em 2023

Foto: CNN

A Operação Carbono Oculto do Ministério Público de São Paulo, realizada nesta quinta-feira (28), foi o resultado de uma investigação iniciada em 2023. A ação em oito estados mirou um esquema criminoso bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, ações de inteligência há dois anos possibilitaram a ação desta quinta, que contou com cerca de 1,4 mil agentes em uma força tarefa que uniu diversos orgãos de segurança de todo o país. Durante a operação, mandados foram cumpridos na Avenida Faria Lima, principal centro financeiro do país.

Além da Carbono Oculto, a Polícia Federal realizou as operações “Quasar” e “Tank” com o mesmo objetivo: desarticular esquemas de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis. Apesar de serem três ações separadas, elas foram realizadas a partir de uma grande coordenação entre órgãos de segurança estaduais e federais.

“O Brasil, infelizmente, tem muitas brechas para isso. São regimes especiais tributários que às vezes são concedidos, importações de um determinado tipo de produto para ser utilizado na indústria química, mas, chega aqui, ele é rebeneficiado e acaba chegando aos postos. Essas operações ilícitas foram sendo mapeadas e a gente teve a eclosão hoje da Carbono Oculto, que é uma resposta do estado com relação a essa inserção do crime no setor de combustíveis”, afirma Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.

Em coletiva de imprensa, as autoridades explicaram a origem da investigação, que partiu do MPSP ao solicitar um levantamento de possíveis postos de combustíveis usados pelo crime organizado ao Centro de Inteligência da Polícia Militar do estado. As apurações identificaram o uso de fintechs e fundos de investimento para lavar o dinheiro do esquema de fraudes em combustíveis.

CNN

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Geral

Governo envia Orçamento em meio a dilema entre arcabouço e agenda política

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Executivo apresenta nesta sexta-feira (29) ao Congresso o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026, considerado o mais importante do atual governo. A peça será o fio condutor das contas públicas em pleno ano eleitoral, quando a pressão por gastos se intensifica e a credibilidade fiscal fica em cheque.

Mais que uma formalidade constitucional, a proposta se transforma em um termômetro político. O texto vai expor como o governo pretende equilibrar a promessa de superávit com as pressões por mais investimentos e emendas parlamentares, em meio a discussões sobre equilíbrio fiscal e cortes de benefícios.

O texto deve detalhar a meta fiscal, projeções macroeconômicas e prioridades de despesa do próximo ano, como os valores do salário mínimo, do Bolsa Família e espaço para as políticas carro-chefe para o próximo ano.

O texto é elaborado a partir das diretrizes já definidas no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias), entregue em março, e servirá de base para o debate orçamentário até a votação final, prevista para dezembro.

A proposta vai projetar um resultado primário de superávit, em 0,25% do PIB para o próximo ano, conforme fixado no PLDO, além de apresentar receitas suficientes para cumprir a regra. No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que não há previsão de o texto trazer medidas adicionais de receita.

A apresentação precisa considerar a meta cheia, sem apoio na banda inferior permitida pelo arcabouço fiscal, em 0,25% do PIB de superávit ou de déficit, equivalente a cerca de R$ 34 bilhões.

Também entram em jogo as despesas com precatórios, que podem ser retiradas do cálculo para a checagem da meta, abrindo espaço no resultado oficial — já que a regra estabelecida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) vale até 2027.

Para fechar as contas, a equipe econômica deve apostar em medidas em tramitação, como corte de benefícios tributários, mudanças na tributação de investimentos e antecipações ligadas ao petróleo.

Os últimos acontecimentos, como o tarifaço de Donald Trump às exportações brasileiras, e uma megaoperação que identificou lavagem de bilhões de reais ligados ao PCC, e a posição do governo frente a isso, deram mais fôlego político ao presidente Lula para o pleito de 2026.

A expectativa é de que o texto seja enviado à tarde, com possível coletiva técnica para explicar os números à imprensa — que pode ficar para a segunda-feira (1º), como já aconteceu em outros casos.

CNN

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Geral

VÍDEO: Mulher presa com arma ilegal em Natal dispara: “eu não sou bandida, bandida é a polícia”

Vídeo: Via Certa Natal

Uma mulher foi presa na comunidade do Detran, em Natal, após a Polícia Militar apreender com ela uma arma de fabricação caseira e porções de drogas. Enquanto era encaminhada a delegacia, a mulher se revoltou contra os policiais e chegou a afirmar: “eu não sou bandida, bandida é a polícia”. A declaração foi registrada em vídeo pela reportagem do Via Certa Natal.

De acordo com a PM, a arma estava em situação irregular e a droga seria destinada à venda na região. A mulher foi conduzida à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça.

A ação da polícia desencadeou um protesto de moradores nas proximidades. Pneus foram queimados e o Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas e liberar a pista.

Com informações do Via Certa Natal

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Geral

[VÍDEO] MAIS UMA PROMESSA: Cadu diz que solução de consignados só em dezembro

Vídeo: Reprodução/98 FM

Durante participação no programa 12 em Ponto, da 98 FM Natal, nesta quinta-feira (27), o secretário da Fazenda e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), comentou sobre os atrasos nos repasses de empréstimos consignados aos servidores estaduais, que estão congelados desde o dia 10 de julho. Xavier afirmou que o problema deve ser solucionado até dezembro.

Segundo ele, não se trata de apropriação indevida do dinheiro descontado dos contracheques, mas sim de uma questão de gestão orçamentária. O secretário pontuou que o Estado prioriza o pagamento da folha de servidores, e muitas vezes não há sobra de recursos para efetuar imediatamente os repasses aos bancos.

“Não é que o Estado fica com o dinheiro do servidor. O dinheiro simplesmente não existe. Pagamos o salário líquido, e não sobra para o repasse do consignado porque priorizamos a folha. Quando terminamos de pagar a folha, não sobra um centavo”, afirmou.

O secretário ainda ressaltou que o atraso é pontual e que, até o momento, o problema afeta apenas os empréstimos consignados do Banco do Brasil, sem gerar negativação no Serasa ou cobranças indevidas aos servidores.

Cadu Xavier informou que o governo está em negociação com o banco e projeta que até dezembro todos os repasses atrasados sejam regularizados, permitindo a retomada das operações de crédito consignado. “Até dezembro é a previsão. Temos expectativa de resolver isso até novembro, pagando o que está atrasado e retomando o crédito para os servidores”, disse.

Ele destacou também que, enquanto o problema não for resolvido, servidores que precisarem de empréstimos podem buscar outras instituições financeiras que oferecem o consignado, já que o bloqueio é específico do Banco do Brasil.

98 FM

Opinião dos leitores

  1. Parte do salário do servidor é retida pelo governo pois é uma parcela do empréstimo consignado. O Estado não repassa o valor ao banco. Mas o candidato diz que não fica com o dinheiro. Vamos! Todos votando nele ano que vem!!

  2. Secretário, o problema é que o dinheiro descontado do servidor não é do governo do RN, mas do próprio servidor. Isso se chama apropriação indébita.

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