
Pelo menos 14 pessoas foram mortas, neste domingo, 29, em um ataque suicida a uma estação de trem, em Volgogrado, no sudeste da Rússia. Este é o segundo atentado na região nos últimos três dias, o que tem causado apreensão diante da proximidade das olimpíadas que acontecem em fevereiro no resort de Sochi, no Mar Negro.
De acordo com o Comitê Nacional Antiterrorista, uma mulher suicida é suspeita de ter causado a explosão. Ela teria detonado os explosivos em frente ao detector de metais na entrada principal da estação central da cidade. Vladimir Markin, porta-voz do Comitê de Investigação, afirmou que o número de mortos chegava a 14, já o governador regional de Volgogrado, Sergei Bozhenov, aponta para 15 mortos. Segundo o departamento de saúde da cidade, ao menos 50 pessoas estão feridas.
Em declaração oficial, Markin afirmou que a bomba era de fabricação caseira e continha 10 kg de TNT. Para ele, que os controles de segurança conseguiram evitar um estrago ainda maior porque a estação estava lotada de passageiros com trens atrasados. “Quando a suicida viu um policial próximo ao detector de metais, ela ficou muito nervosa e ativou os explosivos”, explicou. Até agora, nenhum grupo terrorista assumiu a autoria do atentado.
TENSÃO. Na última sexta-feira, a explosão de um carro bomba deixou três mortos na cidade de Pyatigorsk, a 270 km à leste de Sochi. No dia 21 de outubro, sete pessoas morreram durante um ataque de uma mulher suicida em Volgogrado.
A cidade de 1 milhão de habitantes fica a cerca de 690 km a nordeste de Sochi, onde os Jogos Olímpicos de Inverno começarão em 7 de fevereiro. A localidade fica perto do Cáucaso Norte, uma faixa povoada por províncias muçulmanas afetadas por violência diária e uma antiga insurgência islamita. O líder insurgente Doku Umarov, um militante checheno, pediu a rebeldes em um vídeo publicado na Internet em julho a usar “força máxima” para impedir que Putin apresente-se nas Olimpíadas. Fonte: Reuters e Dow Jones Newswire.
Estadão
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