Comportamento

ATENÇÃO: O vírus está nas minhas roupas? Nos sapatos? Cabelo? Jornal?

Quando pedimos aos leitores para nos enviar suas dúvidas sobre o coronavírus, surgiu um tema comum: muitas pessoas temem trazer o vírus para casa nas roupas, nos sapatos, na correspondência ou mesmo no jornal.

Consultamos especialistas em doenças infecciosas, cientistas que estudam aerossóis e microbiólogos para responder às perguntas dos leitores sobre os riscos de entrar em contato com o vírus durante trajetos essenciais fora de casa e entregas de mercadorias. Devemos sempre tomar precauções, mas as respostas foram tranquilizadoras.

Devo trocar de roupa e tomar uma ducha quando chego em casa vindo do mercado? Para a maioria das pessoas que praticam o distanciamento social e vão apenas de vez em quando ao mercado ou à farmácia, os especialistas concordam que não é necessário trocar de roupa ou tomar banho ao voltar para casa. Mas deve-se sempre lavar as mãos.

Embora seja verdade que um espirro ou tosse de uma pessoa infectada possa projetar gotículas virais e partículas pelo ar, a maioria delas cairá ao chão.

Estudos mostram que algumas pequenas partículas virais podem flutuar no ar durante cerca de meia hora, mas elas não atacam como vespas e tendem a não colidir com suas roupas.

“Uma gotícula pequena o suficiente para flutuar no ar durante algum tempo não tende a se depositar nas roupas por causa da aerodinâmica”, disse Linsey Marr, cientista na Universidade Virginia Tech. “As gotículas são tão pequenas que elas se movimentarão no ar ao redor do seu corpo e das roupas.”

Por que gotículas e partículas virais geralmente não pousam nas roupas? Pedi à professora que explicasse melhor, já que estamos numa aula rápida de aerodinâmica. “A melhor maneira de descrever isso é que elas seguem o fluxo de ar em torno da pessoa, porque nos movemos relativamente devagar. É como os pequenos insetos ou partículas de poeira que voam nas correntes de ar em torno de um carro em baixa velocidade, mas potencialmente se chocam com o parabrisa se o carro estiver mais rápido”, disse a professora.

“Os seres humanos geralmente não se movimentam com rapidez suficiente para que isso aconteça”, continuou Marr. “Enquanto nos movemos, empurramos o ar para fora do trajeto, e a maioria das gotículas e partículas também é empurrada para longe. Uma pessoa teria de borrifar grandes gotículas ao falar, tossir ou espirrar para que elas pousassem em nossas roupas. As gotículas também teriam de ser grandes o bastante para não acompanharem o fluxo de ar.”

Então, se você estiver fazendo compras e alguém espirrar sobre você, provavelmente é melhor voltar para casa, tomar um banho e trocar de roupas. Mas nas demais ocasiões fique tranquilo, porque seu corpo em movimento lento empurra o ar e as partículas virais para longe de suas roupas —um resultado da física simples.

Existe o risco de que o vírus fique no meu cabelo ou na barba? Por todos os motivos expostos acima, você não deve se preocupar com contaminação viral no seu cabelo ou barba se você estiver praticando o distanciamento social. Mesmo que alguém espirre na sua nuca, alguma gotícula que pousar no seu cabelo provavelmente não seria uma fonte de infecção.

“Você tem de pensar em todo o processo do que deve acontecer para que uma pessoa seja infectada”, disse o doutor Andrew Janowski, instrutor de doenças infecciosas pediátricas na escola de medicina da Universidade de Washington, Hospital Infantil St. Louis. “Alguém espirra, mas ela precisa ter uma quantidade X de vírus no espirro. Depois deve haver um número de gotículas que pousam em você.”

“Depois você tem de tocar aquela parte do seu cabelo ou da roupa onde estão as gotículas, que já tiveram uma redução significativa de partículas virais”, disse Janowski. “Então você precisa tocar aquilo e depois tocar qualquer parte do seu rosto para entrar em contato com elas. Quando você percorre a série de eventos que precisam ocorrer, esse longo número de coisas tem de acontecer precisamente. Isso diminui muito o risco.”

Devo me preocupar ao lavar e separar as roupas? Posso sacudir partículas virais de minhas roupas e as espalhar pelo ar? A resposta depende de se você está fazendo lavagem habitual ou a de roupas de alguém doente. A lavagem de roupas rotineira não deve causar preocupação. Lave-as como faz normalmente.

Embora alguns tipos de vírus, como o novovírus, possam ser difíceis de limpar, o novo coronavírus, assim como o da gripe, é rodeado por uma membrana de gordura que é vulnerável a sabão. Lavar suas roupas com sabão apropriado, seguindo as instruções da fábrica, e secá-las na secadora é mais que suficiente para remover o vírus —se é que havia algum.

“Sabemos que os vírus podem se depositar nas roupas (com as gotículas) e depois ser sacudidos no ar com o movimento, mas seriam necessários muitos vírus para que isso fosse preocupante, muitos mais do que uma pessoa comum encontraria quando sai para caminhar ao ar livre ou ir ao mercado”, disse Marr.

A exceção é quando você entra em contato próximo com uma pessoa doente. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças recomendam que você use luvas quando fizer a limpeza de objetos de uma pessoa doente e tome cuidado para não sacudir as roupas e lençóis. Use a água mais quente possível e seque totalmente. Você pode misturar roupas de uma pessoa doente com as demais da casa. Mas basta deixar a roupa parada por algum tempo para reduzir o risco, porque o vírus secará e entrará em decomposição.
“Sabemos que esses tipos de vírus tendem a se decompor mais depressa em tecido do que em superfícies duras e sólidas como aço ou plástico”, afirmou Marr.

Por quanto tempo o vírus pode continuar ativo quando depositado em tecido e outras superfícies? A maior parte do que sabemos sobre quanto tempo esse novo coronavírus vive em superfícies vem de um importante estudo publicado em março em The New England Journal of Medicine. O estudo descobriu que o vírus pode sobreviver, sob condições ideais, até três dias em superfícies duras metálicas e plásticas e até 24 horas sobre papelão.

Mas o estudo não examinou tecidos. A maioria dos especialistas do ramo acredita que a pesquisa em papelão dá pistas sobre como o vírus provavelmente se comporta em tecidos. As fibras naturais absorventes do papelão pareceram fazer o vírus secar mais rapidamente do que em superfícies rígidas. As fibras do tecido provavelmente produziriam um efeito parecido.

Um estudo de 2005 sobre o vírus que causa a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), outra forma de coronavírus, oferece mais garantias. Nesse estudo, pesquisadores testaram quantidades cada vez maiores de amostras virais sobre papel e sobre um vestido de algodão. Dependendo da concentração de vírus, levou cinco minutos, três horas ou 24 horas para que ele se tornasse inativo. “Mesmo com uma carga viral relativamente alta na gotícula, uma rápida perda de efetividade foi observada em papel e material de algodão”, concluíram os pesquisadores.

Devo me preocupar com a correspondência, pacotes ou o jornal? O risco de adoecer ao manusear cartas ou pacotes é extremamente baixo e, nesta altura, apenas teórico. Não há casos documentados de alguém que adoeceu por abrir um pacote ou ler um jornal.

Mas isso não quer dizer que você não deva tomar precauções. Depois de manusear correspondência ou pacotes ou ler o jornal, jogue fora as embalagens e lave as mãos. Se você ainda se sentir nervoso a esse respeito, siga a orientação do estudo do New England Journal e deixe as cartas e pacotes parados durante 24 horas antes de abri-los.

O quanto devo me preocupar com a contaminação se eu apenas sair para passear o cachorro ou me exercitar? A probabilidade de alguém pegar o vírus quando sai de casa é extremamente baixa, desde que se mantenha uma distância segura de outras pessoas.

“O espaço aberto é seguro, e certamente não existem nuvens de gotículas carregadas de vírus por aí”, disse Lidia Morawska, professora e diretora do Laboratório Internacional para Qualidade do Ar e Saúde na Universidade de Tecnologia de Queensland, em Brisbane, na Austrália.

“Em primeiro lugar, qualquer gotícula infecciosa exalada lá fora seria rapidamente diluída no ar, por isso suas concentrações rapidamente se tornariam insignificantes”, disse Morawska. “Além disso, a estabilidade do vírus ao ar livre é significativamente menor do que em espaços internos. Por isso lá fora não é realmente um problema, a não ser em espaços muito cheios de gente —o que não é permitido, de qualquer forma. É seguro sair para caminhar e correr sem se preocupar com vírus no ar, e não há necessidade de lavar as roupas imediatamente.”

Eu li que quando volto da rua para casa devo tirar os sapatos e limpá-los. Devo gastar meus preciosos lenços desinfetantes nos sapatos? Os calçados podem abrigar bactérias e vírus, mas isso não quer dizer que eles sejam uma fonte comum de infecção. Um estudo de 2008 encomendado pela Rockport Shoes revelou muita coisa feia, incluindo bactéria fecais, nas solas de sapatos. Um estudo recente na China entre profissionais de saúde descobriu que a metade tinha coronavírus nos calçados, o que não causa surpresa, já que eles trabalhavam em hospitais com pacientes infectados.

Então o que devemos fazer com nossos sapatos? Se eles forem laváveis, lave-os. Alguns leitores perguntaram sobre limpar a sola dos sapatos com lenços desinfetantes. Isso não é recomendado. Não apenas desperdiça um bom lenço (eles ainda estão em falta no comércio), como traz para as suas mãos germes que ficariam na sola do sapato ou no chão.

Você pode tentar não pensar sobre o que espreita em seus sapatos —ou ter uma conversa com sua família sobre ser uma casa sem sapatos. Se você tiver um filho que engatinha ou brinca no chão, um membro da família alérgico ou alguém com um sistema imune comprometido, um lar sem calçados pode ser uma boa ideia para a higiene geral.

Janowski disse que os sapatos não são uma grande preocupação para a contração do coronavírus, mas podem deixá-lo enojado se pensar sobre onde eles andaram.

“Se você quiser falar sobre bactérias, sabemos que elas adoram viver nos calçados”, disse a professora. “Você nunca sabe em que pisou.”

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

GREEN CARD: Tempo de espera pelo benefício nos EUA chega a 179 anos após medida de Trump

Foto: Reprodução

O tempo de espera por green cards chega a surreais 179 anos, após o governo de Donald Trump impor limites rigorosos à concessão de residência permanente.

A atual fila de espera por green cards atingiu 1,2 milhão de pessoas. A legislação federal de imigração limitou a 140 mil o número de vistos concedidos anualmente, com um teto de 7% para cada país.

A nova política, revelada por relatório da National Foundation for American Policy (NFAP), indica que imigrantes de países populosos, como Índia e China, estão sujeitos a tempos de espera de décadas ou mais antes de obterem a residência permanente.

De acordo com os dados, um cidadão chinês que solicite um green Card na categoria EB-2, que abrange a maioria dos profissionais com mestrado, poderia enfrentar uma espera de aproximadamente 25 anos.

A situação é bem mais dramática com profissionais da Índia, para os quais a espera estimada é de 179 anos, segundo a NFAP, uma organização sem fins lucrativos sediada na Virgínia que estuda imigração e comércio internacional.

Já os trabalhadores mais qualificados, de acordo com os padrões da imigração dos EUA, das Filipinas enfrentam uma espera de apenas alguns meses.

Os maiores tempos de espera para os cobiçados green cards da categoria EB-1, reservados para pessoas com “habilidade extraordinária”, giram em torno de quatro a cinco anos para cidadãos indianos e cinco anos para solicitantes da China.

A NFAP argumenta que os longos períodos de espera dificultam a contratação e a retenção de trabalhadores estrangeiros por empregadores sediados nos EUA e sobrecarregam as famílias de imigrantes.

“Muitos americanos não percebem o quão desafiador pode ser imigrar legalmente para os Estados Unidos, mesmo para as pessoas mais inovadoras e altamente qualificadas do país”, disse Stuart Anderson, diretor executivo da NFAP, ao “San Francisco Chronicle”. “São pessoas que querem se tornar americanas e estão dispostas a esperar anos por essa oportunidade”, emendou.

Para os portadores de vistos de trabalho temporários H-1B, concedidos majoritariamente a profissionais do setor de tecnologia, processos pendentes de green card os imigrantes presos no chamado “limbo do H-1B”, obrigando-os a permanecer em postos em empresas que patrocinam a solicitação do benefício.

Com informações de Extra

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

APARECEU: OAB vai a Fachin pedir investigação rigorosa do escândalo Vorcaro/Moraes

Foto: Reprodução/IA

O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e os presidentes das 27 seccionais da Ordem marcaram reunião para o prøximo dia no dia 9 com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir investigação rigorosa das mensagens ligadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Na audiência, a entidade deve manifestar a preocupação da advocacia com os fatos recentes envolvendo integrantes da Corte, em especial Moraes, e reiterar o pedido de investigação aprofundada, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência. Os representantes da OAB também pretendem ouvir de Fachin quais providências já estão sendo tomadas.

O encontro foi solicitado pelo próprio Simonetti, por telefone. Em nota divulgada no dia 1º de setembro, a OAB já havia defendido a apuração dos fatos “em relação a quem quer que seja” e alertado para os impactos da crise sobre as instituições. Os presidentes das seccionais terão espaço para apresentar suas posições durante a reunião.

Com informações do Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

CACETADA: Emendas parlamentares podem chegar a R$ 57,5 bilhões em 2027

Foto: Ilustração/ Pinterest

As emendas parlamentares ao Orçamento da União podem chegar a R$ 57,5 bilhões em 2027.

O valor corresponde a pouco mais de 25% das despesas não obrigatórias do governo federal, que incluem recursos para custeio e investimentos.

O montante considera R$ 44,8 bilhões já reservados pelo Executivo na proposta orçamentária para emendas individuais e de bancadas estaduais, ambas de execução obrigatória, e até R$ 12,7 bilhões que poderão ser destinados às emendas de comissões do Congresso.

Na comparação com 2026, o crescimento seria de quase 7%.

Neste ano, as emendas somaram cerca de R$ 50 bilhões, mas outros R$ 3,9 bilhões inicialmente destinados às bancadas estaduais foram remanejados para o Fundo Eleitoral.

Considerado esse valor, a diferença entre os dois anos fica menor.

As emendas permitem que deputados e senadores direcionem recursos do Orçamento para Estados e municípios.

Embora possam financiar diferentes áreas, a saúde concentra parcela significativa das indicações parlamentares.

Os R$ 44,8 bilhões previstos para emendas individuais e de bancadas estaduais foram calculados a partir de uma regra estabelecida pelo ministro Flávio Dino, do STF, para limitar o ritmo de crescimento desses recursos.

Pelo critério, a atualização deve considerar o menor resultado entre três indicadores: o reajuste permitido pelo arcabouço fiscal para o limite total de gastos, a variação da receita corrente líquida e o crescimento das despesas não obrigatórias.

Para 2027, o menor índice foi justamente o previsto pelas regras do arcabouço fiscal.

Com isso, as emendas continuam crescendo, mas em ritmo inferior ao que ocorreria caso fossem adotados os demais critérios.

Com informações de Congresso em Foco

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

Data Capital: Walter Alves lidera nominata do MDB e desempenho indica partido com força para eleger pelo menos três deputados estaduais

Foto: Divulgação

A pesquisa Data Capital, divulgada nesta sexta-feira (4), reforça a força do MDB na disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O levantamento aponta Walter Alves na 3ª colocação geral entre os candidatos a deputado estadual e, mais uma vez, como o nome mais citado da nominata do MDB.

Além de Walter Alves, outros dois nomes do partido também aparecem entre os mais candidatos mais citados: Bibiano (4º) e Ivan Júnior. O resultado mostra a competitividade da nominata emedebista e sinaliza um cenário favorável para que o partido possa eleger pelo menos três deputados estaduais nas Eleições de 2026.

Para Walter Alves, o resultado representa o reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos anos e a confiança do eleitor potiguar. “Recebo esse resultado com muita alegria e, principalmente, com gratidão. Quero agradecer a cada potiguar que confia no nosso trabalho e no MDB. Essa confiança aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de continuar trabalhando”, afirmou.

A liderança de Walter dentro da nominata e a presença de outros nomes do MDB entre os mais citados reforçam a expectativa de crescimento do partido na Assembleia Legislativa. O desempenho também evidencia a força da nominata construída pelo MDB para as Eleições deste ano.

Pesquisa

A pesquisa Data Capital foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte sob o número RN-03735/2026. O levantamento ouviu 2.150 eleitores entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 2026, em todo o Rio Grande do Norte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Doença rara que atinge milhares de mulheres pode garantir isenção do Imposto de Renda

Foto: Divulgação

Uma falta de ar repentina durante uma caminhada curta, tosses que nunca passam e idas e vindas a postos de saúde com diagnósticos errados de asma ou bronquite. Essa é a rotina silenciosa enfrentada por cerca de 3 mil brasileiras que convivem com a linfangioleiomiomatose, conhecida na medicina pela sigla LAM. Para tentar diminuir o peso financeiro que acompanha essa condição grave e sem cura, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deu um passo importante ao aprovar uma proposta que isenta as pacientes aposentadas e pensionistas do pagamento do Imposto de Renda.

O Projeto de Lei 2.220/2024, de autoria do senador Alan Rick (Republicanos) tem o objetivo de permitir que o dinheiro retido pela Receita Federal fique no bolso de quem precisa custear remédios contínuos, cilindros de oxigênio e deslocamentos frequentes para centros de tratamento especializados.

A LAM se caracteriza pelo crescimento desordenado de células musculares que formam cistos por todo o tecido pulmonar, destruindo aos poucos a capacidade da pessoa de respirar. Por ter forte ligação com hormônios femininos, o problema atinge quase que exclusivamente mulheres em idade fértil, entre 20 e 40 anos.

Com o avanço dos danos nos pulmões, muitas pacientes perdem a capacidade de trabalhar e acabam aposentadas por invalidez ainda jovens. O tratamento exige o uso do medicamento sirolimo, fornecido pelo SUS, mas os custos adicionais com exames particulares, fisioterapia respiratória e suporte de oxigênio dentro de casa comprometem grande parte da renda familiar. Caso a nova regra entre em vigor, a isenção valerá para quem recebe aposentadoria, pensão ou para militares que foram transferidas para a reserva por conta da saúde.

Além da barreira financeira, quem sofre com a LAM enfrenta uma corrida contra o tempo para descobrir o que realmente tem. Dados apresentados em agosto pela Comissão de Direitos Humanos do Senado que das cerca de 3 mil mulheres estimadas com a doença no Brasil, somente 500 conseguiram um laudo conclusivo.

Como os sintomas iniciais imitam problemas respiratórios comuns do dia a dia, a maioria das leva anos até passar por uma tomografia de tórax detalhada ou por exames de sangue específicos. Esse atraso faz com que muitas cheguem aos consultórios com os pulmões severamente comprometidos, quando a única alternativa de sobrevivência a longo prazo passa a ser a fila do transplante.

Apesar do avanço, a medida ainda não começou a valer. O texto segue agora para análise e votação na Câmara dos Deputados. Se for aprovado pelos parlamentares sem alterações, vai direto para sanção do presidente da República e só passa a vigorar após a publicação oficial.

Com informações do Correio 24h

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

JÁ PENSOU? Lula diz que ninguém tem “autoridade moral” para cobrá-lo na área fiscal

Foto: Marcelo Camargo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 6ª feira (4.set.2026) que nenhum economista ou ex-presidente tem “autoridade moral” para cobrá-lo sobre responsabilidade fiscal. Candidato à reeleição, o petista disse que aprendeu com a mãe, dona Lindu, a não gastar mais do que ganha e defendeu que despesas acima da receita só se justificam quando destinadas à aquisição de ativos ou à ampliação do patrimônio público.

“Não tem nenhum economista e nenhum ex-presidente que tem autoridade moral para falar de responsabilidade fiscal comigo”, declarou em entrevista à Rádio Progresso FM, no Ceará. Segundo Lula, os efeitos de desequilíbrios nas contas públicas recaem principalmente sobre a população de menor renda. “Eu sei que, quando a corda arrebenta, é sempre do lado do pobre”, disse.

A declaração foi dada depois de Lula ser questionado sobre como pretende conciliar equilíbrio fiscal e novos investimentos em um eventual 4º mandato. O presidente respondeu citando os resultados das contas públicas durante suas primeiras passagens pelo Palácio do Planalto.

“Ninguém vem a mim falar de responsabilidade, que eu aprendi com a dona Lindu, não aprendi na escola. Eu aprendi com a dona Lindu que, se a gente gastar mais do que a gente ganha, a gente vai quebrar a cara”, afirmou.

Com informações de Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“CABOU-SE”: Senadora diz que Moraes gastou ‘última ponta de credibilidade’ do STF

Foto: Agência Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou nesta sexta-feira 4, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de decisão que atingiu o ministro André Mendonça.

Segundo Damares, Moraes teria usado “a última ponta de credibilidade do STF” para atacar quem o investiga. A parlamentar também classificou como “ilegal” o inquérito em que a decisão foi tomada.

“Moraes gastou a última ponta de credibilidade do STF para, em decisão em um inquérito ilegal, partir para o ataque contra quem o investiga”, escreveu a senadora nas redes sociais.

Com informações da Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Flávio rebate deputado: “Será que vou ter que classificar o PT como organização terrorista?”

Foto: Reprodução/Redes sociais

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou uma denúncia apresentada contra um deputado estadual do PT para sugerir que poderá classificar a sigla como organização terrorista caso seja eleito.

No X, o parlamentar compartilhou uma reportagem sobre o pedido apresentado pelo Ministério Público Eleitoral para impugnar a candidatura do deputado estadual pelo Rio, Renato Machado, por supostamente liderar uma “narcomilícia” em Maricá, na Região dos Lagos.

“Será que além de PCC, CV e milícias vou ter que classificar o PT como organização terrorista também?”, escreveu no X.

Com informações de O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“Mendonça tem que dar voz de prisão a Moraes em plenário”, encoraja Nikolas

Foto: Kayo Magalhães

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem que dar voz de prisão ao colega de Corte Alexandre de Moraes. A declaração é dada em meio à crise instaurada no STF.

A publicação foi feita logo após Moraes pedir ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que Mendonça seja investigado.

Segundo Moraes, há “indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade” pelo ministro André Mendonça na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e fraude no INSS.

Moraes, no entanto, utilizou um relatório da Polícia Federal (PF) classificado pela própria corporação como sem “valor probatório” para fundamentar a decisão em que atribui a Mendonça três supostos crimes relacionados à condução do caso Banco Master.

Com informações de Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Com fim definitivo da ‘taxa das blusinhas’, veja como ficam compras na Shein, Shopee e AliExpress

Foto: Agência Senado

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que mantém zerado o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O fim da chamada “taxa das blusinhas”, que já está em vigor desde maio, depende agora da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se tornar permanente.

A MP perderia a validade em 8 de setembro caso não fosse aprovada por deputados e senadores. Nesse cenário, a cobrança de 20% voltaria a incidir sobre encomendas feitas em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress.

Apesar da retirada do imposto federal, as compras continuam sujeitas ao ICMS, cuja alíquota é de 17% ou 20%, dependendo do estado.

Na prática, a mudança reduz o preço final das encomendas. Uma compra de US$ 50, por exemplo, chegava a US$ 72,29 com o imposto de importação de 20% e o ICMS de 17%. Sem a cobrança federal, o valor fica em US$ 60,24. Pela cotação usada no cálculo, isso representa uma redução de aproximadamente R$ 374 para R$ 312.

A votação ocorreu após um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A articulação evitou que a MP perdesse a validade.

A “taxa das blusinhas” havia entrado em vigor em agosto de 2024, estabelecendo imposto de importação de 20% para compras de até US$ 50 dentro do programa Remessa Conforme. Em maio deste ano, o governo zerou a alíquota por meio da medida provisória.

Nos quatro primeiros meses de 2026, antes da mudança, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O resultado foi 25% maior que o registrado no mesmo período de 2025 e representou recorde para o intervalo.

Com informações do Correio 24h

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *