A confirmação do não pagamento das folhas salariais de dezembro e do décimo terceiro salário aos cerca de 110 mil servidores do Governo do Estado implicará na não circulação de aproximadamente R$ 1 bilhão ao longo do mês de dezembro na economia do Rio Grande do Norte. De acordo com dados do Sistema Fecomércio/RN, os salários do funcionalismo público potiguar – incluindo Prefeituras, o próprio Estado e os servidores federais aqui lotados – correspondem a cerca de 40% da massa salarial paga no Rio Grande do Norte. Somente o Governo do Estado responde por 28% desse total. Com estoques abastecidos para o ciclo natalino, considerado o melhor para o Comércio, empresários temem queda nas vendas, retração na prestação de serviços e menor abertura de postos de trabalho.
“É um volume muito grande de recursos que deixarão de circular. É impossível não dizermos que haverá, sim, reflexos negativos nas nossas vendas, com possíveis impactos até mesmo na geração de empregos”, destaca o presidente do Sistema Fecomércio/RN, Marcelo Queiroz. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram o quão dependente o Rio Grande do Norte é da massa salarial do funcionalismo público. Isso porque, no terceiro trimestre deste ano, havia 233 mil pessoas ocupadas no setor público rendimento médio real habitual de R$ 2.824,00. A massa de rendimento de todos os servidores públicos no terceiro trimestre deste ano no RN, conforme o IBGE, somou R$ 2,101 bilhões.
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL Natal), Augusto Vaz, reforça o risco para a economia em torno da falta de quitação desses salários. “O não pagamento dos salários do Estado com certeza reflete na nossa economia. Além de ter o prejuízo particular das famílias que sofrem com isso, acaba gerando inadimplência e novos problemas. Especificamente para a economia, esse não pagamento faz falta”, afirma. Augusto Vaz acreditava que o Governo do Estado conseguisse efetuar pelo menos uma parte do pagamento. “Esse dinheiro faz falta principalmente no final do ano. É o período mais aquecido do Comércio, um período muito importante de vendas. De 10 dezembro a 30 de dezembro, a gente tem um volume de vendas muito grande na cidade”, destaca o presidente da CDL Natal.
A expectativa de crescimento das vendas no ciclo natalino deste ano, conforme a CDL Natal, é de 4,5% ante mesmo ciclo de 2017. Com o não pagamento dos salários, a manutenção desse percentual é uma incógnita. “Não dá para medir o impacto”, diz Augusto Vaz. Ele confirma, porém, que para não deixar de consumir nessa época do ano, os empresários acreditam que o uso do cartão de crédito e o parcelamento das compras aumentará nos próximos dias. Isso pode gerar outro problema a partir de janeiro de 2019: o recrudescimento da inadimplência, que já afeta quase um milhão de potiguares.
Conforme exposto pelo presidente do Sistema Fecomércio/RN, a situação atual reforça a necessidade de um ajuste fiscal no Governo do Rio Grande do Norte. “Antes de mais nada é importante ressaltar que nós entendemos todas as dificuldades financeiras pelas quais o Executivo Estadual passa. E é exatamente por isso que temos alertado para a necessidade urgente de se encontrar caminhos para o reequilíbrio fiscal e financeiro das contas públicas. Mas, não podemos deixar de registrar que este não pagamento dos salários seria uma péssima notícia também para o comércio. Nossa economia é muito dependente dos salários dos servidores públicos em geral”, frisa Marcelo Queiroz.
Comércio de Rua
Entre os empresários que atuam com lojas de rua na Cidade Alta, tradicional bairro comercial da capital, o clima é de temor. “O nosso Estado depende muito do Governo, das Prefeituras e dos militares. Num momento que o décimo terceiro e os salários não são pagos, isso é muito forte para o comércio. É uma queda muito forte. O comércio sente isso muito rápido. O Estado praticamente para, empobrece numa hora dessas. O Estado deveria fazer uma força para efetuar esses pagamentos. A população que depende desses recursos também espera”, declara Delcindo Mascena, empresário e presidente da Associação Viva o Centro de Natal (AVICEN).
A chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, Tatiana Mendes Cunha, afirmou que não há recursos para pagar o décimo terceiro salário de 2018 no final da manhã da sexta-feira passada, 30. Segundo Tatiana Mendes Cunha, a folha de dezembro também deve ser paga somente em janeiro, pelo histórico recente do Estado em pagar a folha no mês seguinte. Se o quadro for confirmado, o governador Robinson Faria deixará duas folhas não pagas para a governadora eleita Fátima Bezerra no seu primeiro mês de mandato.
Tatiana Mendes Cunha afirmou que o uso de tropas federais nas eleições é pertinente. A secretária-chefe do Gabinete Civil disse que não há recursos para pagar salários.
Tribuna do Norte

Isto é que da criar micro municípios com fim eleitoreiros, com menos de dois mil habitantes e não ter renda nem para o salário do prefeito. Tem que acabar com isto. Municipios tem que ter no mínimo 30 mil habitantes, só assim teria renda e uma assistência melhor para o munícipes e assim acabaria com o cabide eleitoral.
Alô governadora. Volte a Sec. de Tributação a ser Secretaria da Fazenda com o controle das receitas e despesas e escolha um auditor do Fisco do RN para secretário. Aí sim as contas do Estado irão melhorar.
Lembrando q a Prefeitura Municipal do Natal está dando sinais de q poderá atrasar salários também.O mês de novembro/2018 não pagou a folha integral e o 13º nem fala.Acabou a campanha politica.
O Governador terminou de acabar o Estado
Mas Fátima com sua extraordinária capacidade irá colocar em dia, ela confirmou que sabia como. Não se preocupe.
O Comércio das Cidades do Interior estão quase aniquilados. Em todos os setores a queda nas vendas é dramática!
A governadora eleita que durante toda a sua vida pública só soube criticar, agora durante a campanha disse que estava preparada. Vamos ver que mágica ela vai fazer pra botar o Estado em dia. Tô achando que no são João, já vai estar queimada e botando a culpa nos outros, como é de praxe do partido dos trambiqueiros.
Perfeita explicação. Há mais de dois anos que os servidores do Estado que ganham mais de R$ 5.000,00, não podem gastar dinheiro na Páscoa, época junina, dia das crianças, Natal, nem em nenhum evento particular por não receberem seus salários em dia. Não existe comemoração, pois o dinheiro (quando sobra) tem que ficar guardado esperando pelo do próximo mês. A parte do funcionalismo que injetava mais dinheiro no comércio, teve que ficar reprimida e muitas vezes passaram dificuldades; muitos perderam plano de saúde, cartão de crédito, o nome, só não puderam perder a vergonha. São anos de doenças (depressão, infarte…) e humilhações. Falta o sustento, Cosern atrasada, Caern, IPTU, IPVA, aluguel, colégio dos filhos; falta dinheiro para o remédio e até para alimentação. Mas vemos sobras do duodécimo na AL, no TJ, no MPE, sobras essas que são usadas e justificadas pelos detentores das Leis, que em nenhum momento desses dois anos e infinitos meses se propuseram a cobrar os direitos dos servidores, mas não deixaram de entrar com liminares e aplicar multas para que o excecutivo repassasse o bendito duodécimo na data certa. Faltou gestão por parte do governo, mas os SENHORES do Poder Judiciário, não se movimentaram para diminuir o caos que se transformou a realidade do nosso RN. Só sei de uma coisa, os servidores passam necessidades, mas o comércio não vende e daí a arrecadação não aumenta, consequentemente o Estado não tem dinheiro , aumenta o desemprego e só nos resta esperar Jesus.
A verdade é que boa parte dos municípios do RN não têm razão para existir, vivendo apenas de repasses da União.
E ainda deu a notícia no jornal sorrindo. Totalmente sem noção e ridicula.