Diversos

Atriz Angelina Jolie diz que Brasil é um conto de fadas: ‘Que país extraordinário! Que gente interessante!’

Foto: Divulgação

Sem aviso prévio, Angelina Jolie surge em cena enrolada num robe branco e com grampos nos cabelos. Um boas-vindas e tanto para desconstruir qualquer imagem de perfeição que pudesse existir. O primeiro contato é rápido e sem troca de palavras. A atriz, de 44 anos, apenas escuta algumas instruções da equipe de relações públicas dos Estúdios Disney e desaparece do hall do hotel, em Beverly Hills. Nossa conversa só acontece quase sete horas depois desse “encontro”. Na agenda, o lançamento do filme “ Malévola: dona do mal ”, com estreia marcada para 17 de outubro nos cinemas brasileiros. Os assessores deixam claro a todo instante que perguntas pessoais estão terminantemente proibidas, ainda que o clima familiar do ambiente esteja propício para a investida. Circulam pelo espaço os três filhos biológicos que teve com o ator Brad Pitt — de quem se separou em 2016, após 12 anos entre namoro e casamento, alegando “diferenças irreconciliáveis”.

Shiloh, de 13, está no grupo. Talvez essa seja a herdeira do clã Jolie-Pitt com mais destaque na imprensa, em reportagens que abordam, na sua maioria, a identidade de gênero da adolescente. Defensora da diversidade , Angelina nunca tratou o tema como tabu. “Ela gosta de se vestir como um garoto. Quer ser um menino. Ela acha que é um dos irmãos”, disse a atriz em entrevista à revista “Vanity Fair”, em 2010.

Sem causar o mesmo alarde de Shiloh, os gêmeos Vivienne e Knox, de 11 anos, também são vistos e até param para lanchar na sala de espera. Vivienne, aliás, fez uma ponta no primeiro “Malévola”, de 2014. Era a única criança que não caía no choro ao ver Angelina caracterizada como a “vilã” de chifres e asas do conto de fadas. A família, no entanto, não está completa. Os filhos adotivos da atriz, Maddox, de 18 (que agora é um estudante de bioquímica numa faculdade na Coreia do Sul), Pax, de 15, e Zahara, de 14, aparentemente não estão acompanhando a mãe no trabalho. “À medida que crescem, vejo que eles são indivíduos fortes, com a cabeça aberta”, disse a estrela à revista “Hello!”. “Tento liderar pelo exemplo e ser gentil, agradável, amorosa e tolerante.”

Não se trata de mais um de seus papéis. Ao vivo e a cores, Angelina é tudo isso. Ao longo da nossa entrevista, a americana não parece desinteressada em momento algum. Dá uma gargalhada logo no primeiro minuto do bate-papo ao ouvir que nasceu para interpretar a elegante Malévola. “Foi tão divertido voltar ao set. Considero um trabalho fácil porque amo a personagem”, comenta ela, vencedora do Oscar de atriz coadjuvante pelo filme “Garota, interrompida”, em 2000. “Foi realmente incrível nos reencontramos em fases diferentes da vida”, acrescenta Elle Fanning , coprotagonista de “Dona do mal”, que tinha apenas 14 anos quando rodou o primeiro filme.

A continuação do longa se passa tempos depois de a princesa Aurora (Elle, hoje com 21) despertar do sono da morte com um “beijo de amor” — e não foi de um príncipe encantado. “O que acho bonito na sequência é que no centro da discussão está o direito de Aurora defender o que quer: um casamento, formar uma família própria com o príncipe que ela ama”, conta Angelina. “Esse filme é sobre abraçar sua verdadeira natureza. Espero que encoraje as pessoas a aceitarem quem são. Elas podem ser suaves, guerreiras, selvagens… Não importa, contanto que seja real.”

E Angelina é muito “de verdade”, cheia de nuances. Filha do ator Jon Voight, com quem nem sempre teve uma boa relação (chegou a tirar o sobrenome do pai na Justiça) e da atriz Marcheline Bertrand, morta em 2007 (vítima de câncer no ovário), foi uma adolescente abastada com tendência depressiva, tinha uma queda por facas e automutilação, usou heroína e chegou a carregar um colar com o sangue do diretor americano Billy Bob Thornton, seu segundo marido — Pitt foi o terceiro; e o ator britânico Jonny Lee Miller, o primeiro.

Depois de uma temporada no Camboja, onde rodou “Lara Croft: Tomb Raider” (2001) e presenciou a pobreza e o sofrimento, a jovem rebelde foi se transformando numa importante voz a favor dos direitos humanos. A americana, inclusive, fica visivelmente tocada ao falar sobre o trabalho que desempenha no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados(Acnur). Colaboradora da ONU desde 2001, ela roda o mundo para fazer o bem. Em junho, visitou a América do Sul para conferir a situação dos refugiados venezuelanos. “Tenho sorte de passar um período com essas pessoas, que sobrevivem com tanta graça e cuidam dos filhos apesar dos obstáculos inacreditáveis pelo caminho. Sinto-me honrada de levar um pouco de sorriso para as crianças”, conta a atriz. “Ela não se conforma em acompanhar os casos pela TV. Vai a campo passar longas horas com os refugiados. As histórias ajudam a torná-la uma defensora ainda mais poderosa”, diz Federico Sersale, chefe do escritório do Acnur em Riohacha, na Colômbia.

A estrela, que retirou os seios, os ovários e as trompas de Falópio para prevenir o câncer, parece imune aos efeitos colaterais da fama. “Precisamos ter uma razão para viver. Estamos aqui, de alguma forma, nessa condição humana, juntos, para explorar nossas diferenças. Descobrir em que pontos somos semelhantes para nos unirmos; desafiar uns aos outros. Mas é necessário ser quem somos. Não há tempo nessa vida para fingir”.

Autora do icônico vestido preto que Angelina usou no Oscar de 2012, a estilista Donatella Versace afirma que a atriz ama ser quem é: “Ela gosta de ser a criadora do próprio destino”. Ícone do tapete vermelho, Angelina, que é garota-propagada da Guerlain (“É livre, independente, sensível e autêntica, com diferentes papéis, elogia Laurent Boillot, CEO da grife), não enxerga esses momentos como um conto de fadas, mesmo vestindo Versace, Saint Laurent e tantas outras grifes: “Claro que é uma parte interessante do meu ofício, mas o red carpet nunca foi meu objetivo. Para mim, o Brasil é como um conto de fadas. Sei que existem muitos desafios e dificuldades, mas que país extraordinário! Que gente interessante! Que história incrível, com aquela natureza linda. É um sonho.”

Depois de rodar o mundo, Angelina deseja que os seis filhos — todos nascidos fora dos Estados Unidos, em países como Camboja, Etiópia, Vietnã, Namíbia e França —, e até os futuros netos tenham a chance de ver de perto o que ela viu. “Espero que todos sejam capazes de entender o quão preciosa é a diversidade.”

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Fumou maconha estragada. O Brasil já foi um país maravilhoso. Hj temos uma população neurótica e intransigente…

  2. Só o Brasileiro não valoriza o Brasil. Todos sabem que o pior do Brasil, é justamente o brasileiro.

  3. O país é o povo brasileiro são verdadeiramente extraordinários, o grande problema e um percentual, uma camada de brasileiros políticos, que destrói a grande e imensa maioria.
    Até quando??

    1. Coitada. Não conhece o Bozo,os filhos dele, eleitores e milícias. Nem o Luladrao e os petistas fanáticos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

Pesquisa aponta Cristiane Dantas em 4º lugar no RN, e é a deputada estadual mais citada da Federação PSDB-Cidadania

Foto: Divulgação

A deputada estadual e candidata à reeleição Cristiane Dantas (PSDB) aparece em quarto lugar no levantamento geral da nova pesquisa Qualittá para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Com 2,1% das intenções de voto, ela também ocupa a primeira posição entre os candidatos a deputado estadual da Federação PSDB-Cidadania.

O resultado coloca Cristiane entre os primeiros nomes apresentados pela pesquisa na disputa e, dentro da federação, à frente dos demais candidatos. É a terceira pesquisa divulgada em um intervalo de cinco dias que registra alta intenção de voto em Cristiane, mantendo a deputada entre os nomes de destaque na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

“Estar entre os primeiros colocados no Estado e liderar entre os candidatos da nossa federação é um resultado que recebemos com responsabilidade. É o reconhecimento de um mandato presente, que fiscaliza, cobra e trabalha pelos municípios”, afirmou Cristiane Dantas.

A pesquisa Qualittá ouviu 1.200 eleitores entre os dias 27 e 31 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-06751/2026 e divulgada nesta terça-feira (1º).

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

CALCINHA DE URNA? Nomes de Flávio, Lula, Cury e outros candidatos vão parar em lingeries

Foto: Reprodução

Santinhos, toalhas, cangas, camisas… euzinha achava que já tinha visto de tudo com referências aos candidatos nas eleições. Mas, acredite se quiser, este ano é o mercado de lingeries personalizadas que está se movimentando a partir dos nomes que irão para as urnas. De Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a políticos locais, vale tudo, basta encomendar.

Um desses estabelecimentos “calientes” fica em Pinheiro, cidade de 84,6 mil habitantes na região da Baixada Maranhense. A Pinheiro Sex Shop (@pinheirosexshop) pertence ao empresário Marcos Soares, que também é dono da Loja Diamantes, especializada em moda íntima.

Segundo ele, a galera (da política) fez foi gostar, porque acaba sendo uma mídia gratuita. “Mais de 80 mil pessoas vendo o seu nome, vão achar bom. Até as esposas dos caras começaram a me seguir, e isso foi bem legal. A gente só faz mediante o pagamento, e envia para todo o Brasil. Dificilmente vai ser usada com o candidato, é mais uma questão de meme”, disse.

Na loja de Marcos, cada peça sai a R$ 25, com adicional de R$ 5 por letra. Façam as contas aí do quanto quem apoia o Flávio Bolsonaro gastará a mais que o eleitor do Lula. Nome completo é papo de ostentação.

Na primeira vez que a brincadeira foi feita, em 2024, as personalizações levavam em conta políticos da cidade de Pinheiro que usavam alcunhas de animais. O prefeito eleito pelo Podemos, André da Rapnet, teve lingerie com um (com todo respeito) “Come tudo, Leão”.

Com informações de Extra

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Rogério Marinho e lideranças da oposição no Congresso pedem à PGR a prisão preventiva e o afastamento de Alexandre de Moraes

Notícia-crime apresentada à PGR aponta suspeitas de tráfico de influência e obstrução de investigação; oposição na Câmara também ingressou com novo pedido de impeachment do ministro e afastamento do diretor-geral da PF. Foto: Reprodução

O líder da Oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, Rogério Marinho (PL-RN), assinou nesta terça-feira (1º) notícia-crime apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) que sustenta a necessidade de prisão preventiva e afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A representação também é subscrita pelo Partido NOVO e pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara.

O documento pede a investigação de Moraes pela potencial prática dos crimes de tráfico de influência e obstrução de investigação de organização criminosa. A representação se baseia em elementos atribuídos a relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Moraes. Segundo a peça, os diálogos indicariam tentativas de atuação junto a autoridades públicas em favor de Vorcaro e do banco, inclusive para retardar medidas no âmbito da Operação Compliance Zero.

A notícia-crime também relaciona esses diálogos ao contrato de prestação de serviços advocatícios firmado entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. A representação sustenta, com base nas informações atribuídas à investigação da PF, que o próprio ministro teria participado da edição da minuta do contrato, originalmente estipulado em R$ 131 milhões, e aponta pagamentos de aproximadamente R$ 80 milhões durante sua vigência. Essas alegações integram a fundamentação dos requerentes e deverão ser objeto de apuração pelas autoridades competentes.

Ao defender a prisão preventiva, a representação argumenta que a permanência de Moraes em liberdade e no exercício do cargo representaria, na avaliação dos autores, risco à instrução das investigações. A peça invoca os requisitos previstos no Código de Processo Penal e pede também o afastamento cautelar do ministro do STF.

O senador Rogério Marinho e o líder da Oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva, também encaminharam ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, solicitando a convocação de uma sessão presencial, pública e transparente do plenário para analisar os elementos apresentados pela Polícia Federal sobre as possíveis ligações entre Moraes e Vorcaro.

Em outra iniciativa, os líderes oficiaram ao presidente Lula solicitando o afastamento imediato e preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O ofício cita mensagens nas quais Vorcaro teria manifestado a necessidade de obter a “proteção de Andrei e de Paulo”, referências associadas no documento a Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Para os parlamentares, o afastamento é necessário para preservar a independência e a credibilidade das investigações e não representa antecipação de responsabilidade.

Para a oposição, a dimensão das informações reveladas exige que nenhuma autoridade esteja acima da investigação e que todos os fatos sejam submetidos, com transparência, às instituições responsáveis por sua apuração. Paralelamente, o Partido NOVO e a Liderança da Oposição na Câmara apresentaram um novo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

SEM DETALHES: Mendonça avisou Fachin e Moraes que avançaria com investigação

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), avisou ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, e ao próprio ministro Alexandre de Moraes que avançaria com a investigação sobre o Banco Master.

O primeiro a ser informado foi Fachin, no final de semana. Segundo relatos feitos à CNN, Fachin tentou contemporizar e até manifestou cautela sobre o conteúdo da investigação.

Na sequência, na segunda-feira (31) à tarde, Mendonça conversou com Moraes. Segundo relatos feitos à CNN, o diálogo foi direto, mas generalista.

Mendonça não contou a Moraes detalhes da investigação. E não informou que quebraria o sigilo antes da manifestação da PGR (Procuradoria Geral da República).

Por isso, a quebra do sigilo pegou de surpresa ministros da Suprema Corte. O episódio foi descrito por magistrados como “inédito”, com potencial de piorar a relação dentro do Poder Judiciário.

Nesta terça-feira (1), Fachin tem defendido em reservado uma reunião entre os magistrados da Suprema Corte para evitar que a crise interna abale ainda mais a imagem do Supremo Tribunal Federal.

No Palácio do Planalto, a avaliação é semelhante. O receio é de que o episódio gere uma turbulência política que prejudique o processo eleitoral deste ano.

Com informações da CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

CASO MASTER: Diretor da PF vê abuso de autoridade e nulidades em ordem de Mendonça

Foto: Fernando Frazão

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou como ilegal e passível de configurar abuso de autoridade o pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para mapear referências a autoridades na investigação do Banco Master, segundo apuração do UOL. Rodrigues também afirmou a interlocutores que a medida pode provocar nulidades no inquérito.

Mendonça pediu à PF, na semana passada, que produzisse um relatório com todas as menções encontradas no material apreendido ao ministro do STF Alexandre de Moraes, ao procurador-geral da República Paulo Gonet e ao próprio diretor-geral da corporação.

A divergência entre Mendonça e Rodrigues está em saber se a solicitação constitui uma nova investigação sobre Moraes. A avaliação do chefe da PF considera o entendimento de ministros do Supremo de que uma apuração contra um integrante da Corte depende de autorização do plenário.

O relatório produzido pela PF para o STF, que teve o sigilo retirado, reúne mensagens que indicam proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes. O material mostra que o ministro conversou com Vorcaro sobre a Operação Compliance Zero na véspera da prisão do banqueiro, quando as diligências ainda estavam sob sigilo.

“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra”, disse Vorcaro a Moraes pouco antes de ser preso, segundo uma das mensagens.

As conversas também mostram que um contrato de R$ 131 milhões com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, foi fechado logo depois de duas reuniões presenciais entre Moraes e Vorcaro.

Com informações do UOL/ Coluna Natália Portinari

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Natal projeta ocupação hoteleira de 77% no feriadão de 7 de Setembro


Foto: Reprodução/ Visite Natal

Natal se prepara para o feriadão de 7 de Setembro com expectativa de aumento na movimentação turística. Segundo projeção da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio Grande do Norte (ABIH-RN), a ocupação da rede hoteleira da capital deve alcançar aproximadamente 77% durante o período.

Neste ano, o feriado da Independência do Brasil será celebrado em uma segunda-feira, favorecendo viagens de curta duração. A expectativa também aponta para um período de maior movimentação no setor turístico fora dos meses tradicionalmente associados à alta temporada.

Para o prefeito de Natal, Paulinho Freire, a expectativa de uma cidade movimentada durante o feriado demonstra a importância do turismo para a economia e para a geração de oportunidades.

“Natal tem uma vocação turística reconhecida e continua mostrando sua capacidade de receber visitantes durante todo o ano. Um feriadão como o 7 de Setembro movimenta hotéis, restaurantes, comércio, serviços e diversos trabalhadores que dependem direta ou indiretamente do turismo. É uma cadeia que gera emprego, renda e oportunidades para os natalenses, e a Prefeitura segue trabalhando para fortalecer cada vez mais esse setor”, afirmou.

Além da projeção para a capital, os números para o Rio Grande do Norte também apontam um cenário de crescimento. A ocupação hoteleira projetada para o Estado passa de 62% em 2025 para 73% em 2026, um avanço de 11 pontos percentuais, equivalente a aproximadamente 17,7% de crescimento.

De acordo com o secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, os dados apontam para uma movimentação importante durante o feriadão.

“Os números mostram um cenário bastante favorável para Natal neste feriado. A projeção de 77% de ocupação hoteleira confirma que existe uma demanda importante pelo nosso destino, inclusive em períodos fora da alta temporada. O feriado prolongado também favorece o turismo de curta duração, especialmente o regional, e amplia a circulação de visitantes pela cidade. Para o trade, isso significa mais movimento e uma oportunidade concreta de aquecer a atividade turística e toda a cadeia que depende dela”, destacou.

A expectativa é de que o feriado prolongado contribua para a movimentação de diferentes segmentos do turismo em Natal, incluindo hotelaria, alimentação, passeios, transporte, comércio, serviços de receptivo e artesanato.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

VAI DAR PIZZA? PGR pede nulidade da decisão de Mendonça sobre conversa de Vorcaro e Moraes

Foto: Divulgação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) maninfestou nesta terça-feira (1) pela nulidade da investigação comandada por André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Uma troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.

Os diálogos estão em um relatório enviado pela PF ao STF, que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça. O material também foi enviado para manifestação da PGR, agora divulgada.

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet faz críticas ao ministro André Mendonça.

“Se a autoridade policial deve interromper as suas investigações para que sobre elas delibere o órgão do Judiciário encarregado do julgamento, com maioria de razão não deve o relator admitir e nem determinar que um Colega da Corte seja escrutinado. Na realidade, o relator nem sequer detém competência para dirigir as ações policiais contra alvos que resolva mirar. Quem investiga, na fase pré-processual é polícia judiciária, cabendo ao Ministério Público, como órgão de acusação, com a titularidade única para propor a ação penal, igualmente buscar elementos de convicção”, diz o texto.

Com informação do g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

OPINIÃO ESTADÃO: Moraes tem de sair do Supremo

Foto: Marcelo Camargo

Alexandre de Moraes não tem mais condições de seguir como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e deveria pedir exoneração do cargo, para o bem da própria Corte. As revelações feitas pelo Estadão de que Moraes ajudou a elaborar o contrato milionário entre o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, desmentem categoricamente que o ministro fosse alheio ao acerto e a todas as suas implicações éticas e legais.

Para começar, participar da elaboração de um contrato é exercício de advocacia, atividade incompatível com a magistratura. Mas as mensagens do celular de Vorcaro tornadas públicas hoje pintam um quadro muito mais grave. O banqueiro, pivô do maior escândalo da história do sistema financeiro nacional, tratava Moraes como alguém a quem podia recorrer para influir no curso de investigações. “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?”, perguntou, em referência ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Em outra mensagem: “Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”. Dois dias antes de ser preso, Vorcaro perguntou: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Não se sabe o que Moraes respondeu. Pouco importa, porque já não se pode negar o que está diante dos olhos: um investigado por fraudes bilionárias buscava num ministro informação, orientação e intervenção sobre atos da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), enquanto seu banco pagava somas exorbitantes ao escritório de sua família – contrato que tem as digitais do próprio Moraes.

Há perguntas que só uma investigação responderá. Moraes procurou Gonet? Falou com Andrei? Tentou retardar diligências? Transmitiu informações sigilosas? Dependendo das respostas, podem estar em jogo ilícitos de imensa gravidade, como prevaricação, advocacia administrativa, obstrução de justiça e corrupção passiva. Gonet não pode continuar tratando esse material como “insuficiente”, como já o fez no passado, sem cair ele mesmo em suspeição.

Gonet arquivou anteriormente uma representação contra o ministro. Agora surgiram evidências novas, e uma delas envolve o procurador-geral nominalmente: Vorcaro pedia a Moraes que recorresse ao próprio Gonet para conter a investigação. André Mendonça já cobrou esclarecimentos da PGR e avalia os próximos passos. Se isso ainda não basta para abrir uma investigação formal e independente, é difícil saber o que bastaria.

Investigar, porém, resolve apenas parte da crise. As suspeitas recaem justamente sobre o uso do poder que Moraes continua exercendo. O homem que lhe pedia ajuda para alcançar o chefe da PF e o procurador-geral era o dono do banco que despejava dezenas de milhões de reais no escritório de sua mulher. O ministro participou pessoalmente do contrato e agora pode ter de ser investigado pelas mesmas instituições sobre as quais Vorcaro esperava que ele exercesse influência. Essa situação é incompatível com a normalidade institucional.

Moraes tem direito à presunção de inocência, ao devido processo e a todas as garantias legais que tantas vezes negou a outros, mas essas garantias não obrigam o Supremo a carregar, por tempo indefinido, o peso de um ministro cuja permanência compromete a autoridade da própria Corte.

O STF já errou demais no caso Master. Dias Toffoli, que também mantinha negócios com Vorcaro, só deixou a relatoria do caso depois que sua posição se tornou insustentável. Agora a crise atinge Moraes em outro patamar – o mesmo ministro que tantas vezes invocou a defesa do STF e do Estado Democrático de Direito para justificar o exercício de seus poderes. Chegou a hora de demonstrar que seu compromisso com as instituições vale também quando o sacrifício é seu.

Moraes tem de deixar o Supremo. Sua responsabilidade criminal será apurada, mas a responsabilidade institucional já se impõe. Se ele se recusar a retirar esse peso da Corte, sua permanência terá de ser enfrentada por quem a Constituição encarregou de julgar crimes de responsabilidade de ministros do STF: o Senado. Defender o Supremo, agora, significa impedir que a crise de um ministro se torne a crise da instituição.

Com informação do Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

ANÁLISE: Lula tenta se descolar de Moraes após escândalo envolvendo Vorcaro e vai defender investigações

Foto: Ricardo Stuckert

Os diálogos que vieram à tona entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, causaram extrema preocupação na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As conversas foram reveladas pelo Estadão.

Desta vez, a gravidade do relatório da Polícia Federal detalhando mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro é tanta que o comitê de Lula ainda está à procura de uma estratégia para se afastar da crise. Agora, a guerra fratricida nas fileiras do STF ameaça explodir em várias direções da Praça dos Três Poderes e até paralisar votações de interesse do governo no Congresso.

Dizer que quem tem de prestar contas sobre a relação com Vorcaro é o candidato do PL, Flávio Bolsonaro – uma vez que até hoje não se sabe onde foi parar o dinheiro enviado pelo banqueiro para financiar o filme Dark Horse –, não é suficiente. Muito menos observar que o ministro do STF André Mendonça – antagonista de Moraes, o Xandão – atua com dois pesos e duas medidas por ter sido indicado para a Corte pelo então presidente Jair Bolsonaro.

A partir de agora, Moraes e o Supremo viraram o principal assunto da disputa eleitoral. Aliás, nada mais conveniente para Flávio do que o surgimento dessa troca de mensagens às vésperas do ato convocado por ele para 7 de setembro, na Avenida Paulista.

Embora o escândalo não se refira a Lula, o episódio serve de munição para Flávio e fortalece a defesa do impeachment de ministros do STF. O afastamento de magistrados precisa passar pelo crivo do Senado e candidatos a uma cadeira na Casa de Salão Azul que já adotam essa bandeira vão ampliar a ofensiva.

Mas como a campanha de Lula vai reagir ao ataque frontal a Moraes, relator das investigações que resultaram na condenação de Jair Bolsonaro pelos atos golpistas do 8 de Janeiro?

“Vale para o STF o que vale para todos. Se cometeu um crime, tem que ser investigado e tem que ser punido. Ninguém está acima da lei”, disse o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

Na prática, Boulos adotou o mesmo discurso que Lula tem empregado em relação a seu próprio filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado em três inquéritos por suspeita de tráfico de influência no governo. Não quis, porém, jogar Moraes na fogueira.

“Eu não sou investigador da Polícia Federal, nem procurador de Justiça. Cabe (a nós) ver a investigação acontecer”, disse ele. “Acho que ninguém, em sã consciência, acha bom a imagem do Supremo ser vilipendiada”.

Lula chegou a se distanciar de Moraes, seu antigo aliado, após saber que o ministro atuou para barrar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma cadeira no STF. Antes mesmo desse episódio, o presidente já havia dito ao ministro que ele deveria explicar o contrato milionário firmado pelo escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci, com Vorcaro.

Tudo voltou a ser só sorrisos, porém, quando Moraes foi anfitrião de um jantar em sua casa, no início de agosto, para reaproximar Lula do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A crise atual tem como agravante uma queda de braço entre Mendonça, o algoz de Moraes, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Resta saber o potencial de destruição dessa guerra.

Com informações do Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Zema chama Moraes de ‘projetinho de ditador’ e também defende prisão do ministro

Foto: Reprodução

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a defender o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-governador de Minas Gerais passou a pedir também a prisão do magistrado. As declarações foram publicadas nesta terça-feira, 1º, no perfil de Zema no X (veja abaixo). A fala ocorreu depois da revelação de que Moraes editou uma versão do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Esse projetinho de ditador nunca me enganou”, escreveu Zema. Segundo ele, a Polícia Federal teria demonstrado que Moraes editou o contrato “às 23h04, no mesmo sistema que ele usa pra despachar processo”.

Na mesma publicação, o candidato afirmou ainda que “Moraes teria pedido proteção pro Vorcaro” diretamente ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Com informações da Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *