Placa Mercosul já está em 1 milhão de carros no Brasil e deve ser ampliada

Foto: Ilustrativa

A placa padrão Mercosul já está presente em 959.714 veículos no país. A informação é do Ministério da Infraestrutura, ao qual o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) passou a ser subordinado desde a extinção da pasta das Cidades.

O planejamento agora é de ampliar o uso da placa, bem como a segurança de informações, contrariando inclusive uma opinião expressa pelo então candidato Jair Bolsonaro, em maio de 2018, de que gostaria de extinguir a nova identificação.

De acordo com o Ministério, a nova placa já está em vigor em sete Estados: Rio de Janeiro, o primeiro Estado a adotar a “placa Mercosul”, em setembro do ano passado; mais Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, unidades da federação que migraram para o formato em dezembro de 2018.

Implantação em todos os Estados estava prevista para dezembro do ano passado, mas foi adiada para o próximo dia 30 de junho.

No mais recente dos adiamentos, em dezembro, o órgão alegou que era necessário mais prazo para adequação dos estados, por conta de falta de matéria-prima para confecção das novas placas e/ou de dificuldades para integrar o banco de dados de cada Detran (Departamento Estadual de Trânsito) à base nacional de informações do Denatran.

Em outubro, a placa Mercosul chegou a ser suspensa via liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília (DF), mas o veto foi derrubado no mesmo mês pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segurança vai ser ampliada

Em dezembro, antes de tomar posse na Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) chegou a se dizer contrário à nova placa e até mencionou em sua conta no Twitter que revogaria o novo formato.

No entanto, a placa Mercosul permanecerá, possivelmente com alterações de segurança, conforme sinalizou o Ministério da Infraestrutura.

“Estudos estão em curso quanto às características da placa e do sistema desenvolvido para a sua emissão (…). É importante destacar que, muito mais do que adequação ao padrão Mercosul, a equipe técnica está buscando identificar questões de segurança na identificação do veículo, por meio da placa, a fim de reduzir os riscos de clonagem de veículos”, afirmou o órgão, ao ser questionado por UOL Carros.

Desde março de 2018, quando o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou a Resolução 729, regulamentando a nova placa, o dispositivo perdeu uma série de itens de segurança inicialmente previstos: lacre, substituído pelo QR Code; tarja superior em 3D; e, mais recentemente, a bandeira do Estado e brasão do município onde o veículo foi registrado.

Segundo o Denatran, essa simplificação visou cortar custos e desburocratizar o processo para o cidadão — em consonância com o discurso do novo presidente.

Quem precisa trocar de placa?

As novas placas são obrigatórias nos Estados vigentes apenas para o registro de veículos novos, na transferência de município ou na troca de placa danificada. Quem quiser, também pode trocar por vontade própria.

UOL

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Anti-Comunista disse:

    O Rio Grande do Norte mora de favor no Brasil por isso dessa grave crise financeira do Estado. Novo Pacto federativo, aumentar as barreiras alfandegárias, combater o contrabando de mercadorias, evasão de divisas, sonegação fiscal.

Infestação de escorpiões no Brasil pode ser imparável, diz pesquisador

ESCORPIÃO AMARELO VENENOSO (TITYUS SERRULATUS) (FOTO: FLICKR/JOSÉ ROBERTO PERUCA/CREATIVE COMMONS)

oro em São Paulo, a maior cidade do Brasil, que abriga cerca de 12 milhões de pessoas – 20 milhões se você contar os arredores, que estão espalhados há três décadas.

Isso faz com que seja um bom lugar para observar o fenômeno que eu pesquiso: problemas sociais complexos. Na vida acadêmica, esse conceito refere-se a problemas como corrupção, crime e trânsito – problemas que, na prática, não podem ser resolvidos. Eles devem ser simplesmente mitigados ou gerenciados.

São Paulo é uma cidade densa, com escassos espaços verdes e pouca ou nenhuma vida animal – sem esquilos, sem guaxinins, nem mesmo muitos pássaros. Então fiquei surpreso quando, em janeiro, soube que os escorpiões haviam infestado meu bairro.

Acontece que pessoas do outro lado da cidade e do estado de São Paulo estavam tendo o mesmo problema com esses perigosos e venenosos aracnídeos. Em todo o estado, picadas de escorpião triplicaram nas últimas duas décadas.

Quatro tipos de escorpião vivem em todo o Brasil, mas historicamente apenas em áreas rurais. Os moradores de São Paulo são urbanos. Nós conquistamos a natureza – ou assim pensamos.

Escorpiões urbanos do Brasil

A infestação de escorpião no Brasil é o exemplo perfeito de como a vida moderna se tornou imprevisível. É uma característica do que nós, no complexo campo de problemas, chamamos de um mundo “VUCA” (na sigla em inglês) – um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Cerca de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo, do México à Rússia, vivem com escorpiões, que geralmente preferem habitats quentes e secos.

Mas as cidades brasileiras também fornecem um excelente habitat para os escorpiões, dizem os especialistas. Elas oferecem abrigo em redes de esgoto, muita água e comida no lixo que não é recolhido, e não há predadores naturais.

Escorpiões, como as baratas que eles comem, são uma espécie incrivelmente adaptável. Como o clima no Brasil fica mais quente devido às mudanças climáticas, os escorpiões estão se espalhando por todo o país – inclusive nos estados sulistas mais frios que raramente, ou nunca, tiveram relatos de escorpiões antes deste milênio.

O número de pessoas picadas por escorpiões em todo o Brasil aumentou de 12 mil em 2000 para 140 mil no ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde.

A maioria das picadas de escorpião é extremamente dolorosa, mas não fatal. Para as crianças, no entanto, elas são perigosas e requerem atenção médica urgente. Oitenta e oito pessoas morreram de feridas em 2017, segundo o jornal O Globo, destacando a falta de atendimento médico adequado disponível em pequenas cidades. Muitos dos mortos são crianças.

Em Americana, uma cidade com cerca de 200 mil habitantes no estado de São Paulo, equipes que realizam buscas noturnas por escorpiões capturaram mais de 13 mil no ano passado – isso é o equivalente a um escorpião para cada 15 pessoas.

Pior ainda, a espécie que aterroriza os brasileiros é o perigoso escorpião amarelo, ou Tityus serrulatus. Ele se reproduz por meio do milagre da partenogênese, significando que um escorpião feminino simplesmente gera cópias de si mesma duas vezes por ano – nenhuma participação masculina é necessária.

Cada instância da reprodução partenogenética pode gerar 20 a 30 filhotes de escorpião. Embora a maioria morra em seus primeiros dias e semanas de vida, livrar as cidades brasileiras de escorpiões seria uma tarefa hercúlea, se não totalmente impossível.

DOIS ESCORPIÕES AMARELOS VENENOSOS (TITYUS SERRULATUS) (FOTO: FLICKR/LUIZ CARLOS ROCHA/CREATIVE COMMONS)

Problemas ruins em um mundo louco

A infestação do escorpião urbano no Brasil é um clássico “problema perverso”.

Este termo, usado pela primeira vez em 1973 pelos teóricos do design Horst Rittel e Melvin Webber, refere-se a enormes problemas sociais ou culturais como pobreza e guerra – sem solução simples ou definitiva, e que surgem na interseção de outros problemas.

Problemas perversos são um sintoma de vários outros problemas relacionados, tanto naturais quanto feitos pelo homem. Nesse caso, a infestação do escorpião urbano no Brasil é o resultado de uma gestão inadequada do lixo, saneamento inadequado, urbanização rápida e mudanças climáticas.

É provável que seja tarde demais para impedir a disseminação de escorpiões nas cidades brasileiras.

Em um mundo VUCA, minha pesquisa acadêmica e outros estudos de solução mostram que problemas perversos devem ser identificados e confrontados o mais rápido possível, usando uma série de respostas.

No VUCA, quanto mais recursos você der para os problemas, melhor. Isso pode significar tudo, desde campanhas de conscientização pública que educam brasileiros sobre escorpiões até forças-tarefa exterminadoras que trabalham para controlar sua população em áreas urbanas. Os cientistas devem estar envolvidos. O sistema nacional de saúde pública do Brasil precisará se adaptar a essa nova ameaça.

O governo do Brasil parece estar mal equipado para enfrentar a infestação de escorpiões.

Apesar da obstinada cobertura da imprensa, as autoridades federais de saúde mal falaram publicamente sobre o problema do escorpião urbano no Brasil. E, além de alguns esforços mornos em nível nacional e estadual para treinar profissionais de saúde sobre o risco de escorpião, as autoridades parecem não ter nenhum plano para combater a infestação no nível epidêmico para o qual ela está se dirigindo.

Também não é provável que as cidades vejam dinheiro federal dedicado a combater essa infestação de escorpiões: o Brasil está em profunda recessão desde 2015, e os orçamentos da saúde pública foram reduzidos.

Temo que os escorpiões amarelos venenosos tenham reivindicado seu lugar ao lado de crimes violentos, tráfico brutal e outros problemas crônicos com os quais os urbanitas no Brasil precisam lidar diariamente.

* Hamilton Coimbra Carvalho é pesquisador em Problemas Sociais Complexos, na Universidade de São Paulo (USP). Este artigo foi escrito em inglês e originalmente publicado no The Conversation.

ERRATA: Até as 12h24 do dia 14 de fevereiro de 2019, o texto informava incorretamente que escorpiões são insetos, em vez de aracnídeos. O erro constava também na versão original do texto.

Galileu

OMS alerta para possível 3ª onda de surto de febre amarela no Brasil

Com pelo menos 36 casos de febre amarela confirmados em humanos no período entre dezembro de 2018 e janeiro deste ano, o Brasil poderia estar vivendo uma terceira onda de surto da doença. O alerta foi divulgado esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O país registra ainda, segundo a entidade, oito mortes confirmadas por febre amarela no mesmo período.

Os casos se concentram em 11 municípios de dois estados. Em São Paulo, foram confirmadas infecções em Eldorado (16 casos), Jacupiranga (1), Iporanga (7), Cananeia (3), Cajati (2), Pariquera-Açu (1), Sete Barras (1), Vargem (1) e Serra Negra (1). No Paraná, dois casos foram confirmados em Antonina e Adrianópolis. O local de infecção de um último caso confirmado ainda está sob investigação.

Ainda de acordo com a OMS, entre os casos confirmados em humanos, 89% deles foram identificados em homens com média de idade de 43 anos e pelo menos 64% dos infectados são trabalhadores rurais.

“Embora seja muito cedo para determinar se este ano apresentará os altos números de casos em humanos observados ao longo dos dois últimos grandes picos sazonais [o primeiro entre 2016 e 2017 e o segundo entre 2017 e 2018], há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional”, destacou a entidade, por meio de comunicado.

Números

Dados da OMS apontam que, na primeira onda de febre amarela, entre 2016 e 2017, foram confirmados 778 casos em humanos e 262 mortes. Já na segunda onda, entre 2017 e 2018, foram contabilizados 1.376 casos em humanos e 483 mortes. O período classificado como sazonal para o aparecimento ou aumento de casos da doença no Brasil geralmente ocorre entre dezembro e maio.

Vacina

A orientação da entidade, enviada a todos os estados-membros no último dia 25, é que os esforços para vacinação em áreas consideradas de risco sejam mantidos e que viajantes sejam orientados e imunizados pelo menos dez dias antes de visitar o local onde a dose é recomendada.

“A OMS recomenda a vacinação de viajantes internacionais com idade acima de 9 meses e que estiverem se dirigindo ao Brasil”, destacou a nota.

A dose é indicada para todas as pessoas que visitam os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.

Agência Brasil

 

Desemprego no Brasil vai cair em 2019 e 2020, diz Organização Internacional do Trabalho (OIT)

FOTO: RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

As taxas de desemprego no Brasil vão cair em 2019 e 2020. Mas o avanço na criação de postos de trabalho será lento e o país corre o risco de ter de esperar “anos” até ver as taxas retornarem para níveis registrados antes da recessão. O índice brasileiro de desemprego é ainda mais de duas vezes superior à média mundial, de cerca de 5% em 2019.

A avaliação é da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que, em seu informe anual, aponta para uma taxa de desemprego no Brasil de 12,5% ao final de 2018. Para 2019, o índice pode cair para 12,2% e, em 2020, essa taxa seria de 11,7%.

De acordo com a OIT, a queda na taxa de desemprego está ligada à recuperação da economia. Em 2018, a expansão foi de apenas 0,7%. Mas a perspectiva da entidade é de que o crescimento seja de 2,4% em 2019.

Em números absolutos, o total de brasileiros desempregados passará de 13,5 milhões de pessoas em 2017 para 13,3 milhões ao final de 2018. Para 2019, o total chegará a 13,1 milhões e, em 2020, o número serra de 12,7 milhões.

Apesar da queda, o departamento de pesquisa da OIT estima que um retorno a taxas de 7% de desemprego no Brasil não ocorrerá no curto prazo. O índice havia sido registrado antes de 2014.

Para que esse número tenha uma melhora mais rápida, um forte aumento de demanda teria de ser registrado na economia nacional. A OIT tampouco acredita que, de imediato, a reforma trabalhista possa dar um impulso e seus resultados teriam de ser aguardados para os próximos anos.

As taxas brasileiras, mesmo sofrendo uma queda, continuam entre as mais elevadas do G-20, o grupo que reúne as maiores economias do mundo. No México, o desemprego deve ser de 3,4% em 2019, contra 3,9% nos EUA e 6,1% no Canadá. No Japão, o índice será de 2,4% contra 3,7% na Coreia.

De acordo com a OIT, a Austrália deve fechar o ano com uma taxa de 5,3%, contra 4,4% na Indonésia, 3,2% na Alemanha, 3,8% no Reino Unido e 4,5% na Rússia. França, Itália e Turquia contam com taxas de desemprego que variam entre 9% e 11%. Mas, mesmo assim, abaixo da média brasileira dos últimos anos.

No geral, a OIT estima que 172 milhões de pessoas estavam desempregadas ao final de 2018, o equivalente a uma taxa de 5%. Essa é a primeira vez que, desde a eclosão da crise financeira em 2008, os níveis globais retornaram para o patamar de 5%. Para 2019 e 2020, a previsão é de que a taxa fique inalterada.

Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. realmadriddepiumgenerico disse:

    Sem 13º, sem férias e sem FGTS, mas não pode reclamar. É direito ou desemprego.

  2. Potiguar disse:

    Jornalismo de guerra. Na época do PT era notícias ruins toda hora. Agora, na falta de alguma notícia boa do governo bozo, apela-se para previsões.

  3. Marcos disse:

    Com esse governo ideológico de direita nada vai avançar. Assistindo tudo de camarote!

  4. Wagner Lopes disse:

    Estou desempregado pra ver!!!!

  5. Pedro disse:

    Çeiiiiiii…….

    • Prof. Eduardo Aguiar disse:

      Não adianta torcer contra. Pode estrebuchar!!!

    • Pedro disse:

      Se o piloto do avião é cego, não adianta torcer nem a favor , nem contra. Só existe um resultado possível
      Kkkkkkkkkkkk

    • Cidadão disse:

      Ainda, tem o co-piloto.

Polícia Civil do RN: um dos menores efetivos do Brasil

Artigo publicado nesta terça-feira(05) pelo Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte(Sinpol-RN) destaca “uma instituição em processo de extinção”. Confira íntegra abaixo.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) é uma instituição que vem sendo sucateada há anos, seus profissionais trabalham em delegacias com condições estruturais totalmente adversas, salários atrasados, sem equipamentos adequados e com sobrecarga de demandas. Há dez anos sem realizar concurso publico, a PCRN possui um dos menores efetivos do Brasil. Estamos em 23º no ranking em comparação com os 27 estados da federação (fonte: COBRAPOL).

A proporção ideal de policial/habitante é relativa, os contextos sócio-culturais envolvidos como credibilidade da força policial e níveis de violência variam em todos os lugares, a quantidade de policiais necessária em Tóquio, considerada a capital mais segura, não é a mesma de Natal que é uma das cidades mais violentas do mundo. Em análise aos contextos e peculiaridades locais em 2010 foi instituído através da Lei Complementar 417/2010, que o efetivo policial civil necessário ao RN era 5.150 policiais, e hoje contamos com um efetivo de 1.398. Em 2010, o estado do RN era um dos mais seguros do Brasil, ao contrário de hoje.

Estudos realizados por duas universidades em Santa Catarina (UFSC e UNISUL), que envolvem a atividade policial civil, demonstram que 60% do efetivo estava acometido por síndrome de burnout, caracterizando a atividade como de estresse excessivo e demonstrando não haver diferença significativa entre o policial operacional de rua e aquele que faz atividade de atendimento ao publico e coleta de oitivas, referentes a atividades internas. Fadiga e sobrecarga de trabalho são uns dos itens desencadeadores da síndrome. O efetivo policial civil de SC é maior que do RN.

A PCRN não possui um sistema informatizado que possa garantir otimização do efetivo e uma melhor eficiência na resolução dos crimes, o que também impede a mensuração dos resultados dos trabalhos produzidos demonstrando a produção individualizada por área, por delegacia e por policial. A falta de sistemas informatizados adequados também gera uma subnotificação dos crimes, ausência de informação sobre a criminalidade em diversas áreas e ausência de compartilhamento de informações entre as forças de segurança no estado. Soluções simples para esta situação existem, mas a burocracia e a inscícia por parte dos gestores da nossa instituição relativa a políticas de tecnologia, impedem a implantação de sistemas inteligentes.

Qual a efetividade na resolução de crimes que PCRN tem? A resposta é complexa por não haver dados confiáveis, devido a falta de um sistema informatizado e gerenciável na instituição. A média nacional de resolubilidade de crimes de homicídios dolosos (intenção de matar) é de 6%, conforme dados oficiais da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública. Possivelmente nosso índice seja igual ou pior, pois temos uma das policias mais deficitárias do país em relação a efetivo. A impunidade impera no Estado do Rio Grande do Norte.

Nosso estado possui uma das maiores taxas de mortes do sexo feminino no Brasil, de 2015 até agosto de 2018 foram 270 mortes, sendo 71 por razão de gênero. No ranking nacional, o estado potiguar figura na quarta posição com o maior crescimento de mulheres assassinadas, conforme relatório do Observatório da Violência no RN (OBVIO). A maioria desses crimes aconteceu no período noturno e finais de semana. Por motivo do baixo efetivo as delegacias especializadas de atendimento a mulher (DEAM), não apuram lesão corporal, ameaça, importunação ofensiva ao pudor, injuria, calúnia e difamação mesmo tendo motivação de gênero (não sendo em sede de violência domestica); nem tentativa de feminicídio e nem feminicídio. Não há no nosso estado nenhum atendimento especializado a mulher no período noturno e nos fins de semana, as DEAMs fecham a noite por falta de efetivo. No período de maior vulnerabilidade da mulher, ela irá encontrar as portas da Polícia Civil do RN fechadas.

Quais políticas e atitudes o Ministério Publico tem realizado em prol da instituição PCRN no sentido de fortalecê-la? Qual o apoio em prol de um concurso publico e da aquisição de ferramentas que possam qualificar a investigação na luta contra a impunidade? Por que não ajudar a fortalecer uma instituição que pode promover a justiça e proteger a sociedade? “Nenhuma pergunta é tão difícil de responder quando aquela cuja resposta é óbvia”, Bernard Shaw. O Ministério Publico do RN, instituição rica, sólida e bem estruturada, deveria atuar de forma mais contundente na busca do fortalecimento da polícia investigativa, com intuito de diminuir os índices de impunidade e criminalidade no nosso estado.

Muitos policiais se submetem a mais de 70 horas semanais de carga horária, para terem uma complementação salarial em diárias operacionais. O salário em início de carreira de agentes e escrivães é de R$3.755,48, temos um dos piores salários do Brasil, 24º do ranking entre estados. Os policiais civis sofrem há mais de dois anos com regulares atrasos salariais.

Com todas estas adversidades o termo herói não é adequado para o policial civil do RN, pois o herói sempre possui dotes extraordinários, sobre-humanos para superação dos problemas contando com o apoio e admiração de todos. O melhor termo é obstinado, pois mesmo com limitação de forças sendo cobrado, desmotivado, emocionalmente esgotado, e muitas vezes punido segue inflexível no cumprimento de suas missões.

Nilton Arruda
Presidente do SINPOL/RN

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Renato disse:

    Fizeram concurso em 2009 e, por ordem judicial, em 2013 foram inseridos centenas de delegados, escrivães e agentes na Polícia Civil do RN. Alguém viu diferença?? Será que a criminalidade diminuiu nesse tempo no Estado ou aumentou exponencialmente??

  2. Chico disse:

    E vcs querem o quê? Polícia Civil está toda aposentada e os que ficaram trabalham 2 dias por semana. Um monte de menino de 45/50 anos anos, coçando o saco e ganhando salários q ultrapassam, em muito, o teto da previdência. O dinheiro da secretaria vai todo para pagar salário de 25 paus p delegados e outra lapada para agentes, enquanto as delegacias são verdadeiros lixos Um dia desses uma delegada q parecia uma menina falou q estava se aposentando. Acho q não tinha nem 45 anos kkkk RN falido quem chegar primeiro leva.

  3. Everton disse:

    Tem menos que Sergipe, isso explica muita coisa.

  4. Gerson disse:

    Com os salários que os delegados ganham e com a idade que se aposentam, se colocarmos mais dez deles o Estado quebra de vez!!!

  5. Wilson disse:

    Efetivo e salários.

  6. SD MARCOS disse:

    FALTOU FALAR DA PÉSSIMA GESTÃO E DA FALTA DE COMPROMISSO.

O Brasil é a segunda nação mais ‘viciada’ em internet do mundo

(Foto: Reprodução)

Desde que você acordou hoje, quantas vezes você já utilizou a internet? De acordo com o relatório Digital 2019, uma pessoa passa em média mais de um quarto da vida online. Este número é ainda maior entre os brasileiros.

A média mundial

O estudo foi realizada pelo Hootsuite, em parceria com a empresa We Are Social, e mostra que estamos gastando em média 6 horas e 42 minutos online por dia. Metade deste tempo é gasto em dispositivos móveis.

Fazendo um cálculo de longo prazo, isso equivale a mais de 100 dias de tempo online todos os anos para cada usuário da Internet no planeta. Isso representa pouco mais de 27% de todos os anos das nossas vidas.

A média nacional

As 6h42min é a média mundial, no Brasil, o segundo país mais viciado em internet do mundo, a média é de 9h29min, de acordo com o relatória da Digital 2019. O nosso país fica atrás apenas das Filipinas, onde a média diária é de 10h02min, enquanto o Japão aparece em último lugar, com apenas 3h45min.

Desta forma, fazendo um cálculo de longo prazo, os brasileiros passariam pouco mais de 144 dias do ano online, todos os anos. Isso representa pouco mais de 39% de todos os anos das nossas vidas.

Outros números

O estudo também revelou que o número de usuários de Internet está crescendo a uma taxa de mais de um milhão de pessoas por dia, e cerca de 5,1 bilhões de pessoas agora possuem um dispositivo móvel. Confira:

Já somos 5,11 bilhões de usuários de dispositivos móveis únicos no mundo hoje, um aumento de 100 milhões (2%) em relação ao ano passado;

Há 4,19 bilhões de usuários de internet em 2019, um aumento de 366 milhões (9%) em relação a janeiro de 2018;

Existem 3,48 bilhões de usuários de mídia social em 2019, com o total mundial crescendo em 288 milhões (9%) desde o ano passado;

Em 2019, somos 3,26 bilhões de pessoas usando mídias sociais em dispositivos móveis, com crescimento de 297 milhões de novos usuários, representando um aumento anual de mais de 10%.

Por outro lado, o Digital 2019 afirmou que houve um leve declínio em relação aos números do ano passado, sugerindo que iniciativas de empresas como o Google e a Apple, que auxiliam os usuários a passar menos tempo no celular, possam estar ajudando as pessoas a passar menos tempo na internet.

Para desenvolver o Digital 2019, foram usados os dados coletados pelo GlobalWebIndex, GSMA Intelligence, Statista, Locowise, App Annie e SimilarWeb. Para conferir o relatório completo, clique aqui.

Olhar Digital, via 9to5mac

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sueldo disse:

    Os jovens brasileiros estão se transformando em zumbis. Vivem pelos cantos com a cara enfiada no celular. Estão fundidos.

Brasil ganhou 8,1 mil novos varejistas em 2018

FOTO: EBC

O comércio varejista fechou 2018 com 8,1 mil novas lojas. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), esse é o saldo entre o número de estabelecimentos que fecharam e que abriram as portas.

O resultado positivo vem depois de três anos com saldo negativo (mais empresas fechando as portas do que abrindo). Entre 2015 e 2017, o setor perdeu 223 mil estabelecimentos.

Em 2018, o segmento com melhor desempenho na abertura de lojas foi o de hiper e supermercados, que ganhou 4.510 novos estabelecimentos, seguido pelo de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (1.747) e pelas drogarias, farmácias e lojas de cosméticos (1.439).

Os únicos segmentos com saldo negativo foram móveis e eletrodomésticos (-176) e material de construção (-926).

Regionalmente, em 15 das 27 unidades da Federação foram registradas mais aberturas do que fechamentos, destacando-se de forma positiva os estados de São Paulo (3.883), Santa Catarina (1.706) e Minas Gerais (940).

Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, contribuíram para o saldo positivo a inflação abaixo da meta, a redução dos juros ao consumidor, a reação do mercado de trabalho e a disponibilização de recursos como os saques nas contas do PIS/Pasep.

Para este ano, são esperadas novas 23,3 mil lojas, com crescimento de 5,8% nas vendas do setor.

Agência Brasil

Número de pessoas superendividadas no Brasil chega a 30 milhões

Existem superendividados ativos e passivos. Foto: Pixabay

Cerca de 30 milhões de brasileiros não conseguem mais pagar suas dívidas, segundo dados do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor). Chamados de superendividados, os indivíduos deste grupo representam 15% da população brasileira e metade do número de pessoas inadimplentes no país, que, segundo o SPC Brasil, fechou 2018 com 62,6 milhões de CPFs negativados.

Ainda de acordo com uma pesquisa do SPC, 36% da população não controla a vida financeira, e as desculpas mais usadas são de que os cálculos podem ser feitos de cabeça, têm preguiça, falta de tempo e falta de disciplina para administrar as finanças.

Nesse grupo de superendividados está a secretária Márcia*. Ao ficar desempregada, ela viu as contas se acumularem e virarem um grande problema na sua vida. Hoje, tem uma dívida de mais de R$ 30 mil que compromete sua rotina.

Márcia trabalhava em uma empresa e teve um problema de saúde que causou o seu afastamento pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por um ano. Assim que voltou ao emprego, foi demitida e passou a usar o cartão de crédito para pagar contas básicas, como compras de mercado.

Hoje, tem pelo menos R$ 3.000 em dívidas com dois bancos, deve R$ 20 mil de condomínio e R$ 8 mil de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

“Eu ainda estou devendo. Quando tocava o interfone, eu achava que era um oficial de Justiça. Isso prejudicou muito mais a minha saúde”, conta, afirmando que procurou ajuda psiquiátrica para conseguir lidar com a situação. Márcia chegou a receber intimações judiciais, além de ligações e e-mails cobrando o pagamento das dívidas em atraso.

Atualmente, a secretária paga as contas básicas sempre com 30 dias de atraso, mas não mais do que isso. Ela conta que hoje não tem mais gastos para cortar, já que possui apenas internet, água, luz, gás e telefone.

Pressão para pagar

“A pressão que existe para você pagar é a pior coisa. Eu não atendo telefone que eu não conheço. Tem hora que até desligo. Eu tive que mudar de e-mail, porque era um tal de gente mandando coisa de cobrança”, conta. “Passei muita noite em claro [pensando nas dívidas], mas não resolve”, afirma Márcia, que alega não perder o otimismo mesmo frente às dificuldades.

O superendividamento pode ter duas definições, diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Segundo ela, ele ocorre quando a dívida da pessoa é superior ao seu salário e quando as dívidas começam a prejudicar o orçamento e a vida da família.

Já a professora de economia comportamental da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e planejadora financeira Paula Sauer afirma que existem dois tipos de superendividados: o ativo e o passivo. O primeiro é aquele que consome além das possibilidades do seu orçamento, enquanto o segundo se endivida por causa de imprevistos da vida, como desemprego, redução de salário e doenças.

Para Paula, é importante entender que nem todo endividado é irresponsável e acumula dívidas por falta de controle com as finanças. A professora da ESPM diz que tanto o ativo como passivo têm em comum o excesso de otimismo, assim como ocorre com a secretparia Márcia. “Eles têm sempre a sensação de que aquilo é uma situação temporária, de que vai melhorar, e acabam por minimizar o risco na hora em que pegam o empréstimo, pois acham que vai se solucionar muito rápido”, explica.

O histórico familiar também é um ponto que influencia o comportamento de cada um com o dinheiro. “De uma maneira geral, a gente vai aprender a lidar com dinheiro com a família de origem — pai e mãe ou quem representa esse núcleo. A gente não senta e ensina sobre finanças”, afirma.

Paula diz que o dinheiro compra muito mais do que bens e serviços e, por isso, está diretamente ligado com as emoções dos brasileiros. “O dinheiro é muito simbólico. Compra o sucesso, as amizades, deixa você participar de eventos de que não participaria sem ele.”

O endividamento, nesse cenário, muitas vezes acontece para que a pessoa não tenha que mudar o padrão de vida e não mostrar para os outros que está passando por dificuldades. Segundo Paula, aceitar a redução do padrão de vida gera o sentimento de fracasso e de dor. “As pessoas se endividam para não ter essa sensação.”

Crise e falta de educação financeira

Marcela diz que a crise econômica e a falta de educação financeira também são dois fatores que levam ao superendividamento dos brasileiros. “O brasileiro tem dois problemas. Um é a crise economia, que pegou todo o mundo, não teve quem não sofresse. Mas tem um segundo ponto que independe do tempo. O brasileiro não tem educação financeira e não coloca a vida financeira como prioridade”, afirma.

Segundo ela, se houvesse mais planejamento por parte de todos, a crise demoraria mais para impactar no bolso dos brasileiros, que conseguiriam se virar por um pouco mais de tempo, mesmo desempregados. A falta de educação financeira e o acesso a crédito pioram ainda mais a situação.

Marcela diz que uma pesquisa do SPC mostra que houve uma melhora na quantidade de brasileiros que pouparam para pagar as contas do começo de 2019 — passou de 21% em 2018 para 31% em 2019. No entanto, receia que a melhora seja pontual. “As estratégias foram de curto prazo, como pesquisar mais, trocar marca. Quando a gente fala de aposentadoria, reserva para imprevisto, esse tipo de coisa não teve mudança. Meu medo é que, quando você muda só um pedaço da estratégia, não tenha havido uma conscientização de fato.”

O coordenador do MBA de gestão financeira da FGV (Fundação Getulio Vargas) Ricardo Teixeira diz que, por causa da crise, muitas pessoas que tinham condições de arcar com as dívidas perderam esse poder e ficaram superendividadas. A crise, segundo ele, também desestruturou o planejamento de famílias, que passaram a ganhar menos do que precisavam para se manter.

De acordo com o Banco Central, algumas causas para o superendividamento são “situações inesperadas ou de força maior, tais como a perda de emprego, uma doença em pessoa da família; a morte de cônjuge, divórcio e salários atrasados.Também há situações que envolvem um comportamento ou uma avaliação equivocada, tais como consumo irresponsável, má avaliação do orçamento doméstico (gastar mais do que ganha), contratação de crédito caro etc”.

Os superendividados que não souberem por onde começar a resolver seu problema podem procurar o Procon local e Tribunais de Justiça que tenham programa para superendividados, como é o caso de Brasília.

Caso haja cobrança abusiva de juros ou outros problemas legais, é possível procurar a Justiça. Para não fazer novas dívidas com advogados, Marcela orienta que a pessoa procure escritórios modelo de faculdades, em busca de aconselhamento gratuito.

Como lidar com as dívidas

A economista-chefe do SPC diz que o primeiro passo para todo endividado é analisar se a dívida é, de fato, importante. Marcela exemplifica citando um carro: a pessoa precisa decidir se é melhor devolver o veículo e acabar com as pendências. No caso de motoristas de aplicativo, por exemplo, o bem é um instrumento de trabalho e, por isso, será preciso encontrar outras formas de arcar com a dívida.

Quando a dívida vem de um empréstimo, a alternativa é fazer um ajuste no padrão de vida, já que não há como “devolver” o empréstimo ao credor. “Isso é sacrificante, mas o padrão de vida vai ter que caber no que sobra no orçamento”, afirma.

Para Marcela, o ideal é priorizar as dívidas atrasadas, que geralmente possuem taxas de juros. O endividado precisa sentar e anotar todos os gastos para entender o que pode ser redirecionado para o pagamento da dívida.

“Tem que ser muito frio nessa hora para achar dinheiro”, afirma. Marcela diz, por exemplo, que uma família que possui pacote de TV paga, mas não usa todos os canais, pode cancelar o serviço ou reduzir o pacote para pagar menos. O dinheiro da diferença pode ser redirecionado para a dívida.

O corte de gastos pode trazer tristeza e preocupação para os superendividados. Mas, segundo Paula, o mais importante é entender o que é essencial e supérfluo para aquela pessoa. É importante que ela mantenha as atividades que não conseguiria viver sem.

Depois de realizar a análise das contas, é o momento de se encontrar com o credor para renegociar a dívida. Se tentar renegociar sem entender seus gastos, a chance de não conseguir arcar com o compromisso de novo é grande.

Teixeira afirma que ser sincero com o credor é muito importante. “Você precisa ser transparente e verdadeiro. Não adianta aceitar uma negociação que não cabe no bolso e tentar esticá-la demais. É um ganha-ganha”, afirma.

Além disso, guardar as contas é importante tanto quando é preciso acionar a Justiça quanto para entender qual o gatilho que gerou o endividamento. “Mais do que pagar a dívida, preciso saber por que eu entrei no looping de endividamento e não entrar mais. As contas antigas vão te contar uma história. Você não quer ver, mas vai te mostrar por que você gastou mais [do que podia].

Dívidas para priorizar

Marcela indica que existem dois tipos de dívidas que devem ser priorizadas: aquelas põem em risco serviços básicos, como água e luz, e as que possuem altas taxas de juros.

Além de analisar as contas e renegociar a dívida, é preciso acabar com o acesso a novas dívidas. “O superendividado acaba pedalando na dívida dele e vai todo mês piorando a situação. Cortar o acesso ao cheque especial e ao cartão de crédito para evitar tapar o buraco de ontem e abrir um maior ainda amanhã”, afirma.

Hoje, a taxa de juros do cheque especial e do cartão de crédito são algumas das mais altas do mercado – 305,7% e 255,6%, respectivamente, segundo os dados do Banco Central divulgados em dezembro de 2018. Para acabar com o acesso, o endividado deve solicitar o cancelamento destes serviços em uma agência bancária.

Para Teixeira, além de analisar as taxas de juros das dívidas, é importante priorizar aquelas que o endividado vai conseguir se livrar logo. “Você vai querer quitar os compromissos com taxas mais elevadas e que você consegue quitar no curto e médio prazo [mais baratas]”, afirma.

Fique atento!

Marcela, por sua vez, afirma que, no momento do desespero, pessoas procuram ajudas “milagrosas”, que prometem limpar o nome e acabar com a dívida sem ter que pagá-la. “Se você fez a dívida, é difícil que a alguém faça milagre. Muita gente acaba caindo no golpe e gasta dinheiro adicional”, alerta.

* O nome foi trocado para preservar a identidade da entrevistada.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rosa disse:

    Essa é a herança deixada pelos 16 anos de desmando e roubalheira patrocinado s pelos Petralhas e agregados.

  2. junin disse:

    Eu acho bonito esse discurso dessas professoras especialista em marketing, economistas, planejadoras de outras bostas dizerem que o endividado é irresponsavel… quero ver vim para o lugar de quem trabalha o mes inteiro e nao recebe o salario pra pagar as contas com nós servidores do RN, e mais ainda com familia com crianças ainda pequenas!!! se fosse eles ,ECONOMISTAS E OUTROS BOSTAS FALADORES priorizariam o que??? a conta do cartao de crédito ou o alimento do seus filhos??? e outra ninguem se endivida tanto assim por que quer nao, existem varios fatores tipo doenças e outros imprevistos!! esse povo especializado em falar, estao falando em favor dos patroes!!!

  3. Abraão Queiroga Formiga disse:

    A culpa do endividamento é muitas vezes do governo que não paga nossos precatórios, atrasa nossos salários, nossos décimos e nossos dissídios.

Governo estuda formas de regularizar permanência de médicos cubanos no Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo federal estuda formas de regularizar a permanência de médicos cubanos que queiram ficar no Brasil. Para o Ministério da Saúde, a iniciativa se enquadra na determinação de fortalecimento da atenção básica à saúde. As medidas são analisadas após o fim do acordo de cooperação entre o Brasil e Cuba para participação no programa Mais Médicos, que ocorreu em novembro do ano passado.

O número de profissionais de saúde de Cuba interessados em permanecer no Brasil ainda está sendo contabilizado, pois o Ministério da Saúde aguarda receber a informação do escritório brasileiro da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), intermediadora do acordo.

Na última semana, representantes do grupo interministerial se reuniram no Ministério da Educação sobre a situação dos profissionais cubanos. A assessoria do Ministério da Saúde informou que o governo federal espera chegar a um consenso para atender os médicos de Cuba que queiram atuar no Brasil.

Por intermédio da assessoria, o Ministério da Saúde informou à Agência Brasil que, “preocupado com a questão humanitária e em parceria com o Conselho Federal de Medicina e o Ministério da Educação, busca uma forma de permitir a reintegração desses profissionais após a revalidação dos seus diplomas.

Divergências

Em novembro de 2018, foi encerrado o acordo de cooperação assinado pelo Brasil e Cuba. O governo cubano discordou das novas exigências feitas pelo Brasil, como a necessidade de os profissionais se submeterem ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida).

O Revalida serve para comprovar o grau de conhecimento de médicos brasileiros ou estrangeiros que obtiveram diplomas de graduação em instituições de ensino do exterior e que queiram atuar no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro reiterou a defesa pelas novas exigências.

Refúgios

Desde que o Programa Mais Médicos foi criado em 2013, o número de cubanos pedindo refúgio tem crescido. Porém, de acordo com órgãos responsáveis pela área, não há dados precisos que permitam a associação entre o aumento do número de pedidos de refúgio e a quantidade de cubanos no país.

De 2003 a 2012, a média de pedidos anuais foi de 22 solicitações. Em 2013, 69 cubanos solicitaram refúgio ao Brasil. A partir daí, as requisições cresceram ano após ano: 113 (2014); 422 (2015); 1.121 (2016); 2.020 (2017) e 2.743 (2018).

Desde o final de novembro de 2018, até o último dia 21, o número chegou a 798 – quase o dobro do total registrado durante os mesmos três meses de 2017/2018, quando 438 cubanos pediram refúgio ao Brasil.

Anteriormente

Em 2017, ano em que 33.866 cidadãos de várias partes do mundo pleitearam o direito de permanecer no Brasil, os cubanos formaram o segundo grupo que mais pediu refúgio, atrás apenas dos venezuelanos.

Os dados são do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) e foram divulgados no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O Conare informa que o status de refugiado é concedido à pessoa que deixa o seu país de origem ou de residência habitual devido a fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, como também devido à grave e generalizada violação de direitos humanos, e não possa ou não queira acolher-se da proteção de tal país.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro disse:

    Os comunistas infiltrados???

Amazon entra de vez no Brasil: entrega rápida em dois dias

Foto: Divulgação

A gigante do comércio eletrônico Amazon chega com tudo ao território nacional nesta terça-feira (22): a empresa anuncia o início das operações de um novo centro de distribuição em Cajamar, no Estado de São Paulo. Ao todo, 120 mil novos itens passam a fazer parte do estoque da empresa, que vai vender diretamente para o consumidor final. Entre as novidades da operação, a possibilidade de entrega rápida em até dois dias, caso o cliente cumpra alguns requisitos.

O anúncio foi feito pelo gerente regional Alex Szapiro. Até agora, a Amazon realizava vendas principalmente no modelo de market place – ou seja, outras lojas ofertavam seus produtos dentro do site e nos aplicativos da empresa. Com a mudança, a companhia passa a oferecer 15 categorias de produtos. Dentre os novos setores estão: brinquedos, produtos para bebês, beleza e cuidados pessoais. Os usuários perceberão novas verticais dedicadas a estas temáticas diretamente no menu de navegação da Amazon brasileira.

O reforço na atuação nacional tem a ver com o novo centro de logística. Ele se soma a outro em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, onde atualmente ficam alguns aparelhos – dentre eles o Kindle. Szapiro estima que os 42 mil metros quadrados equivalem a dez estádios de futebol. Lá vão atuar alguns dos 1,4 mil funcionários diretos e indiretos da companhia no país.

A despeito de um centro novinho, construído especialmente para a empresa – que não revela o investimento nem o tempo dedicado ao projeto –, não há robotização do espaço. São humanos que realizam toda a movimentação de estoque. “O ser humano é muito mais eficiente para escolher as prateleiras e colocar os produtos”, explica Szapiro num bate-papo com o TechTudo. Ele ressalta que apenas 26 dos 175 centros de logística espalhados pelo mundo adotam modernos robôs para a realização de tarefas.

Os consumidores contam, a partir de agora, com diversas opções de entrega. O funcionamento é similar ao do e-commerce nos Estados Unidos: para cada compra, a Amazon oferece diversos preços e prazos (inclusive com serviço dos Correios). O delivery rápido figura entre as modalidades. Neste primeiro momento, está disponível para itens selecionados e a consumidores das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.

Outra mudança diz respeito ao custo da entrega: a empresa promete frete grátis para compras que ultrapassem os R$ 149. Não se sabe se a condição é promocional ou permanecerá como característica da Amazon brasileira.

A loja liderada por Jeff Bezos aceita pagamento em até dez vezes no cartão de crédito (sem juros) ou por boleto bancário. Atuando no conglomerado há sete anos, Szapiro revela as muitas prestações foram identificadas como uma particularidade do público brasileiro. Foi necessário desenvolver por aqui uma tecnologia que possibilitasse cobrar as parcelas. A possibilidade chamou a atenção de executivos do exterior, que optaram por repetir a fórmula em outros países.

O ingresso na venda direta ao consumidor não muda a forma como a Amazon lida com o chamado market place. Szapiro diz que o sistema não privilegia o estoque da própria Amazon e pode exibir parceiros, uma vez que o local de acesso também é considerado, e há situações em que lojas geograficamente mais próximas consigam entregar uma experiência de compra melhor.

Ele cita três pilares para defender o algoritmo “neutro”: “Tem coisas que são universais. Ninguém quer pagar mais caro, receber mais devagar ou não encontrar o produto que está buscando”.

Amazon Prime brasileiro? Lojas em que os clientes não precisam passar por caixas? Entregas com drones? São alguns dos assuntos que a empresa não comenta. No entanto, faz questão de salientar que pensa estrategicamente, de olho nos próximos 50 ou 60 anos.

Globo, via Techtudo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. BBjones disse:

    Verdade, aqui esses órgãos. MP. MPT. IDEMA, IBAMA etc. Quebra qualquer um. Eu sou testemunha e vítima .

  2. Brasil é verde e amarelo disse:

    Venha para o RN que em 2 meses o governo quebra vocês …aqui é a TERRA do JÁ TEVE ?,já teve indústria..já teve turismo ( gringo ) ,já teve investidores noruegueses…..aqui se o MP não quebrar o IDEMA QUEBRA

WhatsApp impõe limite de compartilhamento para até cinco conversas no Brasil

(Foto: Reprodução)

O WhatsApp começou a implantar limites mais rígidos de compartilhamentos de mensagens no Brasil. Após um período de testes iniciado em dezembro, o aplicativo agora oficializou que os usuários só podem compartilhar mensagens com até cinco conversas de uma vez.

Até agora, o Brasil estava entre o grupo de regiões onde a restrição era mais leve, permitindo o compartilhamento para até 20 conversas de uma só vez. No entanto, o WABetaInfo informava que o WhatsApp planejava limitar o compartilhamento a cinco conversas em todo mundo, e o Brasil foi um dos primeiros a ser atingido.

A iniciativa surgiu como uma forma de frear a disseminação de boatos na plataforma. A Índia foi o primeiro alvo da medida, justamente após uma onda de boatos causar uma epidemia de linchamentos, forçando o WhatsApp a implementar o limite mais rígido de compartilhamento para apenas cinco conversas.

A decisão de implementar a novidade no Brasil chega, no entanto, um pouco depois do período mais crítica em que a ação seria mais importante. O aplicativo foi uma ferramenta das mais poderosas para a difusão de boatos durante o período eleitoral, mesmo com o limite de compartilhamento para 20 pessoas.

A questão é saber se a restrição tem, de fato, alguma eficácia. Afinal de contas, nada impede que sejam feitos múltiplos compartilhamentos de cinco em cinco. Além disso, o WhatsApp considera os grupos, que podem conter até 256 pessoas, como apenas uma conversa, o que amplia consideravelmente o alcance. Além disso, o app ainda permite as listas de transmissões, que permitem enviar uma mesma mensagem para um determinado grupo de pessoas indo muito além do limite de cinco conversas.

Olhar Digital

Decreto da posse de armas será editado até o dia 15, diz ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni

Decreto incluirá apenas a posse, e não o porte, que atuoriza a pessoa a circular com a arma – Arquivo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro deve assinar, até a próxima terça-feira (15), o decreto que regulamenta a posse de armas de fogo no Brasil, informou o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O ministro fez a afirmação após a cerimônia de posse do novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, em Brasília, na qual estavam o presidente Jair Bolsonaro e várias autoridades federais.

Segundo o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que foi recebido há quatro dias pelo presidente Bolsonaro, o texto deve incluir anistia a portadores de armas irregulares, permitindo que o cidadão que tem arma em casa, sem registro ou com o documento vencido, faça o recadastramento.

De acordo com Fraga, o decreto também deve acrescentar um dispositivo que vai tirar do delegado da Polícia Federal o poder de decidir se a pessoa poderá obter a posse, além de elevar o prazo do registro da arma de três para 10 anos.

Fraga acrescentou que o decreto deverá ainda suprimir a necessidade comprovada para obtenção de posse de arma de fogo. Segundo o deputado, bastará o cidadão informar o motivo pelo qual deseja ter uma arma em casa. A justificativa não será mais um impeditivo.

A legislação é clara ao distinguir posse e porte de arma. A posse de arma de fogo, tratada no futuro decreto, permite ao cidadão ter a arma em casa ou no local de trabalho. O porte, que não será contemplado nesse decreto, diz respeito à circulação com arma de fogo fora de casa ou do trabalho.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Felipe disse:

    E triste ver que ainda tenha Brasileiros torcendo e fazendo corrente para que as tudo der errado no novo governo, mas como chorar é gratuito, chora mais!!

  2. Fagner disse:

    Grande coisa!

  3. Thiago Maia disse:

    Estelionato eleitoral que chama? A posse todo mundo já tem, não vai influenciar muita coisa. Quem conhece a lei, sabe!

OTIMISMO: Forbes vê cenário positivo para o mercado de ações do Brasil; Bolsonaro e Paulo Guedes elogiados

Desempenho da bolsa brasileira supera o de gigantes mundo afora – Imagem: Shutterstock

O Brasil poderá ter o melhor desempenho no mercado global de ações neste primeiro trimestre ou até mesmo no semestre, segundo avaliação da revista Forbes.

O otimismo da publicação com as ações brasileiras tem como base o cenário traçado pela Fitch diante da expectativa de avanço da agenda reformista do governo de Jair Bolsonaro.

Em relatório publicado, segundo a Fobers, a Fitch espera crescimento de 2,4% neste ano e de 1,3% em 2018.

“A recuperação econômica do Brasil vai ganhar força nos próximos trimestres, disseram pesquisadores da Fitch Solutions em um relatório publicado na terça-feira. Eles citaram um sentimento positivo entre os empresários impulsionado pela nova administração de Bolsonaro”, escreveu a publicação.

Neste ano, a bolsa já acumula alta de mais de 6% e tem renovado sucessivamente o seu patamar recorde.

Entre as principais medidas esperadas pelos investidores, está a reforma da Previdência. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a proposta da reforma será enviada ao Congresso em fevereiro, com um regime de capitalização.

“Brasil é o melhor mercado de ações do mundo”

Parece que o sentimento de otimismo com o Brasil ultrapassou as fronteiras do país e já atingiu uma galera de peso lá na gringa. No começo desta semana, o colunista da Forbes, Kenneth Rapoza, fez uma espécie de homenagem pública ao afirmar que o Brasil atualmente é o melhor mercado de ações do mundo. Para ele, a nossa bolsa mostrou uma força invejável neste começo de ano e caminha para apresentar o melhor desempenho trimestral (e talvez semestral) entre todos os mercados do globo.

“Parabéns, Jair Bolsonaro”, afirma Rapoza, com a congratulação em português. “Antes que os tanques do exército entrem, como seus oponentes acreditavam há apenas quatro meses, o Brasil está a caminho de ser o mercado de melhor desempenho neste trimestre, se não no primeiro semestre de 2019.”

O colunista, que escreve sobre investimentos em mercados emergentes, explica que, com base nas maiores transações dos mercados, o índice de ações brasileiro está superando as principais bolsas do mundo, como dos EUA, da Rússia, da Índia, da China, do México, da Europa, do Japão e de outros mercados emergentes.

Rapoza também baseia seu argumento sobre o mercado de ações no otimismo dos pesquisadores da Fitch Solutions. Segundo eles, a recuperação econômica do Brasil ganhará força nos próximos trimestres, apoiada em um sentimento positivo de negócios que foi reforçado pelo novo governo. “O clima geral no Brasil não é exatamente eufórico, mas pode ser descrito uma mistura de suspiro de alívio e de ‘esperar para ver'”, afirma.

Dados que refletem o tom positivo

Rapoza fez uma análise da situação econômica do país e relata que, ainda que as estimativas de crescimento do PIB brasileiro neste ano tenham sido cortadas, há uma clara tendência positiva para o sentimento de negócios local.

“Mais investimento corporativo geralmente se traduz em novas contratações. O mercado de trabalho brasileiro abriu 755.537 vagas de emprego entre janeiro e novembro, e a taxa de desemprego caiu para 11,6%. O percentual ainda é alto, mas é o menor desde julho de 2016”, disse.

Para o colunista, a inflação estável é outro ponto positivo para o desenvolvimento do país, já que isso significa que os brasileiros também têm mais dinheiro em seus bolsos.

Reformas, reformas, reformas

Se você acha que a mania de bater na tecla das reformas é exclusiva dos investidores brasileiros, então achou errado. Rapoza também é um dos que acredita que o maior desafio do governo Bolsonaro é a reforma da Previdência, e faz um alerta para a falta de alinhamento entre os cabeças do novo governo: de um lado, Paulo Guedes e sua equipe declaradamente liberal e pró-reforma. De outro, a classe militar, uma das maiores beneficiárias do atual sistema de aposentadoria brasileiro e que não dá sinais que pretende abrir mão de suas regalias.

Para o colunista da Forbes, a falta de progresso com as reformas irá corroer a confiança do investidor, embora a maioria do mercado tenha dado o benefício da dúvida ao capitão. Por ora, Rapoza fica com o grupo dos otimistas e diz: Bolsonaro fez um bom começo.

Com informações do G1 e Seu Dinheiro

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Potiguar disse:

    Avante Sucupira!!!!

  2. Francisco disse:

    É gopi das zelites, deviam elogiar maduro e o presidente da Nicarágua e Cuba, que são progressista esquerdopatas, todos de iPhone 8. Rsrsrs

Levantamento em dezembro aponta cidade do RN com a gasolina mais barata do Brasil: R$ 3,19 por litro

Foto: Ilustrativa

A Tribuna do Norte destaca nesta sexta-feira(11) que o município de Caiçara do Norte, distante 149 km de Natal, no litoral do Rio Grande do Norte, tem o litro de gasolina mais barato do Brasil.

De acordo com a reportagem, a cidade de cerca de seis mil habitantes cobra o valor de R$ 3.19 e ganhou destaque no levantamento feito no mês de dezembro em 20 mil estabelecimentos pela Valecard, empresa especializada em soluções de gestão de frota.

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/munica-pio-do-rn-tem-a-gasolina-mais-barata-do-brasil/435603

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bosco disse:

    Homi! Alex! Tu moras onde? Esse posto fica em Caiçara do Norte (150 km de Natal).

  2. Alex disse:

    O mais interessante é que ninguém encontra esse bendito posto. Mas os pesquisadores sim

Brasil tem 10.274 casos confirmados de sarampo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde o início de 2018 até 8 de janeiro de 2019, o Brasil registrou 10.274 casos confirmados de sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, onde há 9.778 casos e, em Roraima, onde foram contabilizados 355 ocorrências.

Casos isolados foram anotados em São Paulo (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (45), Rondônia (2), Bahia (2), Pernambuco (4), Pará (61) e Sergipe (4), além do Distrito Federal (1).

Foram registrados ainda 12 óbitos por sarampo: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará.

Os surtos, segundo o Ministério da Saúde, estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus que circula no Brasil é o mesmo da Venezuela, país com surto da doença desde 2017.

Por meio de nota, o ministério informou que a explosão de casos confirmados no Amazonas é resultado de uma força-tarefa realizada no final de 2018 em Manaus, quando mais de 7 mil casos que estavam em investigação foram concluídos.

“Nas últimas semanas, houve diminuição na notificação de casos novos no Amazonas e em Roraima. No Amazonas, a concentração de casos desta semana se deu nos meses de julho e agosto. No estado de Roraima, o pico da doença ocorreu entre fevereiro e março de 2018. Em ambos os estados, no momento, a curva de novos casos é decrescente”, disse o Ministério da Saúde.

Vacinação

De janeiro de 2018 até janeiro deste ano, o ministério encaminhou 15,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio nos seguintes estados: Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Sergipe, além do Distrito Federal.

Certificado

O Brasil tem até fevereiro deste ano para reverter os surtos de sarampo, sob pena de perder o certificado de eliminação da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2016. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, Lúcia Helena de Oliveira, durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro.

Ela lembrou que a Venezuela, de onde veio a cepa de sarampo identificada no Brasil, perdeu seu certificado de eliminação em junho deste ano.

O critério adotado pela Opas para conferir transmissão sustentada é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. As autoridades sanitárias brasileiras, portanto, correm contra o tempo, já que os primeiros casos da doença no Norte do país foram identificados no início de 2018.

“Sabemos que os casos no Brasil são de importação, lamentavelmente, pelas condições de saúde em que vive a Venezuela. Mas só estamos tendo casos de sarampo no Brasil porque não tínhamos cobertura de vacinação adequada. Se tivéssemos, esses casos viriam até aqui e não produziriam nenhum tipo de surto”, destacou a assessora da Opas.

Agência Brasil