Os membros da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Natal realizaram nesta quinta-feira (04) Audiência Pública para discutir o projeto de unificação das carreiras do magistério público de Natal. O evento foi presidido pela vereadora Amanda Gurgel (PSTU).
Na ocasião, professores e representantes da categoria manifestaram-se a favor da jornada de 20h e contrários ao sistema de avaliação funcional institucional na Rede Municipal de Ensino, além dos mecanismos de reajuste salarial e aplicação das remunerações nos quatro níveis (graduados, especialista, mestre e doutor).
No inicio da audiência, a vereadora Amanda Gurgel falou sobre um email que teria sido enviado pela Secretaria Municipal de Educação, pressionado para que os professores não comparecessem a Câmara ou seriam fiscalizados e descontadas as suas ausências das escolas. “Como encaminhamento já vamos estudar a elaboração de um oficio ou aprovação de requerimento solicitando que a Secretaria não aplique qualquer tipo de punição a esses professores que tem o direito de debater a situação de sua categoria”, disse. Em seguida foram apresentados os dados referentes a situação dos professores da Rede.
“Nós precisamos explicar mais para a sociedade o que é ser professor e como seria um salário razoável dentro disso pois acho que a sociedade ainda não compreendeu essa luta. O profissional professor precisa ser melhor entendido e hoje sabemos que os governantes decidem conforme as pressões da sociedade. Tem que haver um movimento bem maior pois aqui tratamos mais de números e orçamentos”, defendeu a vereadora Eleika Bezerra(PSDC).
A representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública, Vera Messias, também criticou a avaliação de desempenho da SME. “Consideramos que a avaliação deveria ser diagnostica com um trabalho de capacitação, mas ela ocorre de forma punitiva e não avalia a instituição. O sindicato e a Comissão de Educação precisam sentar juntos para destrinchar essa unificação e com o Dieese discutir números”, defendeu.
Os vereadores Junior Grafith e Julia Arruda também opinaram. “É muito importante que este projeto ao chegar nesta casa senador conhecimento dos vereadores. Que eles estudem tecnicamente o projeto e saibam no que estão votando”, disse o parlamentar. “Desde que cheguei aqui faço parte desta Comissão. Sempre procurei os representantes desta categoria e assim participamos dos trabalhos de uma das comissões mais atuantes desta casa. É uma somatória de esforços que já aprovou muitos projetos e recursos importantes”, lembrou a vereadora.
Os membros da Comissão, além de representantes do Sinte e da categoria se reunirão e passarão pelos gabinetes dos demais vereadores para debater com os parlamentares detalhes do projeto de unificação que ainda será encaminhado à Casa.

"MELHORANDO É?"
Sair de praticamente coisa nenhuma para quase nada é mesmo um grande salto quântico. Ainda mais quando verificamos que qualquer cargo de nível médio ou mesmo de motorista do Poder Judiciário e Legislativo ganhando o triplo e ainda receber generosas "Gratificações", tais como Auxílio Alimentação, Auxílio Saúde, GTNS DE 100%, entre outros.
É mole mesmo: "PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO."
Quem deseja ser Professor para além de todas as dificuldades de estrutura e funcionamento das unidades de ensino precárias, ainda ter que fazer cota para comprar a água e o cafezinho que vão beber?
A sociedade tem que começar a exigir resultafos destes professores, os salários a vem melhorando mais os resultados dos índices educacionais só fazem piorar. Estes mesmos professores ensinam na rede privada, ganham o mesmo salário, só que NA rede privada eles trabalham e na pública não, lógico q não são todos más uma grande maioria.