Confira programa desta terça-feira(22). O Meio-Dia Cidade, com este blogueiro, teve como entrevistados, o diretor-presidente da Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN), Murilo Diniz, o diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), Emerson Fernandes, e o advogado Erick Pereira, doutor em Direito Constitucional pela PUC/SP.
No texto, o veículo sustenta que a decisão do colegiado, formado pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, teria desconsiderado entendimentos consolidados sobre citação de réus que se encontram no exterior.
Segundo a análise, a ausência de citação pessoal por carta rogatória deveria ter sido considerada antes do prosseguimento do caso. O portal argumenta que o entendimento adotado pelo relator diverge de interpretações defendidas por parte da doutrina e da jurisprudência sobre o tema.
O Diário360 também afirma que a decisão levanta debates sobre devido processo legal, ampla defesa e contraditório. Na avaliação apresentada pelo site, o julgamento pode reforçar críticas de setores que apontam excesso de ativismo judicial por parte do Supremo.
O conteúdo reproduz a interpretação jurídica e política do Diário360 sobre o caso e não representa decisão adicional do STF além daquela já registrada nos autos.
Imagens de câmeras corporais obtidas pela imprensa colocaram em dúvida a versão apresentada por dois policiais militares sobre a morte do eletricista Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, de 45 anos, em São Paulo.
Os registros mostram que o cabo Cauan Alencar Bastos e o soldado José Otávio Ribeiro efetuaram disparos contra Igor durante a ocorrência. Segundo a reportagem, as imagens indicam que a vítima não teria apresentado ameaça aos agentes no momento da abordagem.
Antes de deixar a viatura, o cabo Cauan aparece afirmando que iria atirar contra o eletricista. Na sequência, as imagens mostram o policial desembarcando já efetuando disparos. O vídeo também registra tiros realizados pelo soldado José Otávio.
De acordo com a ocorrência, os policiais foram acionados após um motoboy relatar um desentendimento de trânsito com Igor e afirmar que ele estaria portando uma faca. Já em depoimento à Polícia Civil, os militares sustentaram que a vítima teria avançado contra a equipe, versão utilizada para justificar os disparos.
A divergência entre os relatos prestados pelos policiais e as imagens captadas pelas câmeras corporais passou a integrar a apuração do caso. Familiares informaram que Igor era neurodivergente. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.
Um motociclista provocou um incêndio em um posto de combustíveis no bairro da Freguesia, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após reclamar da suposta qualidade da gasolina utilizada para abastecer seu veículo. Toda a ação foi registrada por testemunhas.
Nas imagens, o homem aparece discutindo com um funcionário enquanto segura um galão com líquido inflamável. Em seguida, ele espalha o combustível pelo pátio do estabelecimento e afirma que colocaria fogo no local. Apesar dos apelos de pessoas que acompanhavam a cena, o suspeito usou um isqueiro e iniciou o incêndio.
As chamas se espalharam rapidamente pelo chão do posto, provocando correria entre funcionários e clientes. Após o episódio, o motociclista fugiu e ainda não foi identificado.
Segundo o Corpo de Bombeiros, equipes foram acionadas às 16h10 e conseguiram controlar o fogo rapidamente. A ocorrência foi encerrada às 16h40 e ninguém ficou ferido.
A Polícia Civil informou que não havia registro formal do caso até aquele momento, mas a 41ª DP (Tanque) abriu investigação após tomar conhecimento das imagens. Diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do crime e identificar os envolvidos.
O atentado que deixou ferido o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) voltou a chamar atenção para os casos de violência envolvendo agentes políticos no RN, conforme informações do Diário do RN.
Apesar da repercussão do episódio, a Secretaria Estadual de Segurança Pública informou que, até o momento, não há elementos que indiquem motivação política para o crime.
Nos últimos anos, prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e candidatos foram vítimas de assassinatos ou atentados no estado.
Entre os casos de maior repercussão estão as mortes do então prefeito de São José de Campestre, Neném Borges, em 2023; do prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira, durante a campanha eleitoral de 2024; e do ex-prefeito de São Pedro, Miguel Cabral, em 2025.
Também ganhou destaque a tentativa de homicídio contra Wendel Lagartixa e Sargento Gonçalves durante as eleições de 2022.
O caso mais recente ocorreu na noite desta segunda-feira (15), em Mossoró. Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo em frente à UPA do Alto de São Manoel quando homens armados efetuaram disparos.
O vereador foi atingido nas pernas e permanece internado em estado estável. Já o assessor Alyson Dyego de Oliveira, que o acompanhava durante a fiscalização, foi baleado e morreu.
Horas após o atentado, dois suspeitos foram presos em Fortaleza, no Ceará. Segundo a Polícia Militar, José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel confessaram participação na ação criminosa durante a abordagem.
O veículo usado no crime também foi localizado pelas forças de segurança.
Entre os casos que marcaram os últimos anos estão ainda o assassinato do vereador Fábio Vicente (PL), morto dentro de casa em Extremoz, em março deste ano, e o homicídio do ex-prefeito Miguel Cabral, executado em fevereiro de 2025 no Largo do Atheneu, em Natal.
No caso de João Dias, a Polícia Civil concluiu que o assassinato do prefeito Marcelo Oliveira teve relação com disputas políticas locais. Já as investigações sobre o atentado contra Cabo Deyvison seguem em andamento.
A investigação sobre o atentado que feriu o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (16).
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), um PIX de R$ 10 mil foi identificado em um dos celulares apreendidos com suspeitos presos no Ceará. A Polícia Civil apura se a transferência tem relação com o crime. As informações são do Diário do RN.
O atentado ocorreu na noite de segunda (15), durante uma transmissão ao vivo feita pelo parlamentar em frente à UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró.
Cabo Deyvison foi baleado nas pernas, passou por cirurgia e segue internado. Já o assessor Alyson Dyego de Oliveira morreu após ser atingido pelos disparos.
Nesta terça, as forças de segurança anunciaram a prisão de José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas, detidos em Beberibe, no Ceará.
De acordo com a investigação, ambos confessaram participação no atentado. Os celulares apreendidos com os suspeitos serão submetidos à perícia para aprofundar as apurações.
Ao confirmar a existência do PIX, o secretário de Segurança Pública do RN, coronel Francisco Araújo, informou que a transferência foi localizada em um dos aparelhos apreendidos.
Já o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, afirmou que a informação poderá auxiliar os investigadores a rastrear a origem dos recursos eventualmente utilizados na ação criminosa.
Segundo as autoridades, ainda não há conclusão sobre a finalidade da transferência nem confirmação de que o valor tenha ligação direta com o atentado.
A Polícia Civil segue analisando o material apreendido e investigando a possível participação de outros envolvidos no crime.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que uma eventual redução da maioridade penal só terá apoio no colegiado se for limitada a autores de crimes hediondos e a casos de reincidência.
Segundo ele, ele é favorável à responsabilização de adolescentes que pratiquem crimes graves e voltem a cometer delitos. “Crime hediondo, reincidente, sou a favor. O cara que faz uma vez, faz duas”, disse.
A discussão ganhou força após a CCJ da Câmara dos Deputados aprovar a admissibilidade da PEC 32/2015, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto seguirá agora para uma comissão especial antes de ser analisado pelo plenário da Casa e, posteriormente, pelo Senado.
O relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), manteve a redução apenas na esfera penal. A versão original previa também mudanças na maioridade civil, incluindo regras sobre voto e elegibilidade, mas esses pontos foram retirados do texto.
Durante a tramitação, a PEC foi anexada a outras propostas que tratam da responsabilização de adolescentes em crimes graves.
Uma das referências citadas pelo relator foi o texto aprovado pela Câmara em 2015, que previa a redução da maioridade para 16 anos apenas em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.
A Segunda Turma do STF decidiu, por 3 votos a 1, manter a prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento, concluído nesta terça-feira (16), confirmou a decisão do relator do caso, ministro André Mendonça.
Além de Mendonça, os ministros Nunes Marques e Luiz Fux votaram pela manutenção da prisão. O único voto divergente foi do ministro Gilmar Mendes, que defendeu a substituição da medida por prisão domiciliar.
Gilmar afirmou que a investigação ganhou grande repercussão pública e apontou riscos de excessiva exposição midiática.
O ministro também observou que a Polícia Federal apresentou indícios de contato de Henrique Vorcaro com investigados, mas destacou que não identificou elementos concretos que demonstrassem solicitação direta para a prática de atos ilícitos.
Segundo Mendonça, a prisão é necessária para evitar a continuidade de supostas atividades ilícitas e preservar as investigações diante de indícios de ameaça a testemunhas, destruição de provas e risco de fuga.
Henrique Vorcaro está preso desde 14 de maio, após ser alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero.
De acordo com a Polícia Federal, ele e o filho, Daniel Vorcaro, são investigados por supostamente ocultar ao menos R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas de fraudes relacionadas ao Banco Master. A investigação segue em andamento.
Mensagens encontradas pela Polícia Federal nos celulares apreendidos durante a Operação Compliance Zero indicam que Joana Mourão, irmã de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, afirmou possuir documentos capazes de “acabar com a família inteira” do banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo a investigação, ela também teria cobrado ajuda financeira de Henrique Vorcaro, pai do empresário, conforme informações divulgadas pelo Estadão.
De acordo com a PF, Joana enviou mensagens nas quais reclamava da falta de repasses financeiros e dizia ter informações que poderiam atingir integrantes da família Vorcaro.
Em uma das conversas registradas pelos investigadores, ela afirmou estar “muito perto do abismo” e que poderia “levar ele junto”, acrescentando: “Eu tenho material pra acabar com a família inteira”.
Os diálogos foram trocados com Manoel Mendes Rodrigues, apontado pela investigação como operador do jogo do bicho e alvo da mais recente fase da operação.
Segundo a PF, após as conversas, Manoel informou Henrique Vorcaro de que tentava resolver a situação.
Os investigadores afirmam que as mensagens permitem inferir a existência de um acordo financeiro para auxiliar a irmã de Mourão.
No entanto, segundo a própria investigação, não há confirmação sobre a formalização do contrato mencionado nos diálogos.
A Polícia Federal também sustenta que Manoel teria atuado para viabilizar repasses financeiros à família de Mourão.
Em outro trecho das conversas, Joana critica a postura da família Vorcaro após a morte do irmão, afirmando que não teria recebido qualquer homenagem ou apoio.
A defesa de Henrique Vorcaro nega irregularidades. Segundo os advogados, os pagamentos mencionados nos autos estariam relacionados a contratos imobiliários firmados desde 2021 e a serviços de vigilância prestados por outro investigado.
O presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participaram de atividades do G7, na França, mas não teriam se cumprimentado durante o evento. A informação foi publicada pelo colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Segundo a coluna, Lula chegou à véspera do encontro e buscou aproximação com líderes presentes na reunião internacional. No entanto, não teria ocorrido interação direta com Trump durante a cerimônia que reuniu chefes de Estado e de governo.
Ainda de acordo com a publicação, os dois líderes chegaram a permanecer próximos durante o momento da foto oficial do evento, mas não houve registro de aperto de mão ou conversa entre eles.
A coluna interpreta o episódio como um sinal de ausência de aproximação diplomática entre os presidentes durante o encontro internacional.
Até o momento, não houve manifestação pública da Presidência da República ou da Casa Branca sobre o episódio relatado pela publicação. O G7 reuniu líderes de diversos países para discutir temas da agenda internacional.
O ministro do STF, André Mendonça, afirmou que a investigação do caso Master apresentou “contornos de máfia” e características de “crime organizado mafioso”, com uso de armamento pesado, como fuzis e metralhadoras, além de possível infiltração no sistema policial.
A declaração foi feita durante julgamento na Segunda Turma da Corte, que analisava prisões relacionadas a familiares do empresário Daniel Vorcaro.
Em seu voto, Mendonça também mencionou uma conversa que teve com o ministro Gilmar Mendes antes de assumir uma cadeira no STF.
Segundo ele, foi dito que seria necessário “coragem” para integrar a Corte.
O ministro afirmou ainda que não teme a morte nem pressões externas e destacou que sua atuação no Supremo não é guiada pela busca de protagonismo ou repercussão na imprensa.
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