Economia

Auditoria na Petrobras revela licitações dirigidas e contratos fajutos na Transpetro

No começo de 2012, o empresário German Eframovich, dono do grupo Sinergy, esteve em Brasília para uma rodada de conversas com seus muitos contatos políticos. O Sinergy é um vasto conglomerado. Inclui empresas como a companhia aérea Avianca, os estaleiros Eisa e Mauá, fazendas de café, hotéis e laboratórios de remédios.

A maioria dos negócios de German, como é conhecido no meio empresarial e político, depende da boa vontade de Brasília. Nenhum depende tanto quanto os contratos na Petrobras. Especialmente na Transpetro, subsidiária de transporte e logística da estatal. Naquele momento, os estaleiros de German detinham R$ 1,2 bilhão em contratos com a Transpetro, em parte financiados pelo BNDES.

A ascensão de German na Transpetro dera-se na gestão do ex-senador Sérgio Machado, do PMDB cearense. Ele assumira a empresa ainda no começo do governo Lula, em 2003. Machado não entendia nada de navios, terminais ou oleodutos. Mas tinha o padrinho certo: o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas. German, um empresário que aprendeu cedo o valor dos atalhos do poder, mantinha excelentes relações com Machado e Renan.

Numa das reuniões daquela viagem, German recebeu uma notícia que o deixou transtornado, na definição de quem estava lá. A presidente Dilma Rousseff decidira demitir Machado. Para o lugar dele, já até convidara o petista José Eduardo Dutra, presidente da Petrobras nos primeiros anos do governo Lula.

German soltou uma profusão de palavrões. “Estou lascado! O que vou fazer agora?”, repetia aos interlocutores. Com Dutra à frente da Petrobras, German, que prosperara na estatal durante o governo Fernando Henrique Cardoso, não conseguira emplacar mais contratos. Tivera muitos encontros com o sindicalista Diego Hernandes, chefe de gabinete de Dutra, e com o lobista Fernando Moura, ligado ao grão-petista José Dirceu – os dois homens que, naquele momento, melhor resolviam os problemas dos grandes empresários na Petrobras. Não adiantou. German perdeu muito dinheiro. Se Dutra assumisse a Transpetro, German corria o risco de perder seus contratos bilionários. Deixou a reunião às pressas e foi ajudar numa articulação do PMDB para barrar a decisão de Dilma.

O movimento dela era arriscado – e ela demonstrara, a interlocutores, saber disso. Desde que assumira o governo, em 2011, Dilma tentava reduzir, sem sucesso, o aparelhamento político na Petrobras. Enfrentava a resistência de Lula e dos demais padrinhos de quem estava na estatal. No começo de 2012, enfrentou parte dessas resistências. Demitiu o sindicalista José Sérgio Gabrielli da Presidência da Petrobras e nomeou Graça Foster para o cargo.

Demitiu também o diretor internacional, Jorge Zelada, indicado pelo PMDB da Câmara, e o diretor de abastecimento, Paulo Roberto Costa, bancado por um consórcio entre PP, PMDB, PT e Lula. (Costa é aquele que foi preso recentemente pela Polícia Federal.) Dilma não conseguiu apear todos que queria. O principal deles era Machado. Os telefonemas ao gabinete presidencial vieram de todos os lados. O recado era claro. Se demitisse Machado, Dilma perderia o Senado – pois quem comanda o Senado, senão o PMDB de Renan?

Difícil quebrar as leis do poder. Machado ainda é presidente da Transpetro. Os demais diretores da empresa são técnicos – um dos apadrinhados do senador Romero Jucá foi demitido recentemente. Sobrou apenas o pastor Rubens Teixeira, indicado pelo senador Marcelo Crivella, do PRB, candidato ao governo do Rio de Janeiro. Ele é diretor financeiro da Transpetro desde 2008. Administra um orçamento de quase R$ 8 bilhões. Como o padrinho Crivella, Teixeira é da Assembleia de Deus. Dá cultos no Ministério Óleo e Vida, em Duque de Caxias, no Rio. Entende tanto da indústria de petróleo quanto Machado.

Essa união de interesses permite entender por que a atual CPI da Petrobras no Senado nunca sairia do lugar – como a anterior, em 2009, também não saiu. A revelação de que executivos da estatal receberam dos senadores as perguntas antes dos respectivos depoimentos torna-se ainda mais compreensível.

Como são compreensíveis os gestos de Renan na semana passada, quando classificou de “graves” as denúncias e abriu uma sindicância para investigar o caso. Quanto mais esse assunto dominar as atenções do Congresso, maior a chance de a gestão dos senadores na Transpetro continuar despercebida, tanto na CPI do Senado quanto na CPI mista, que funciona, mesmo aos solavancos.

Nos últimos anos, apareceram suspeitas de irregularidades na Transpetro. Nenhuma foi investigada a fundo. A maioria foi abafada, por pressão política, no TCU e dentro da própria Petrobras. Recentemente, ÉPOCA teve acesso a um relatório confidencial da auditoria interna da Petrobras que investigou a Transpetro. É o primeiro documento do tipo a vir a público em anos. Mais espantoso que seu conteúdo é que, dois anos depois, o principal responsável pelas irregularidades ainda esteja no cargo. Trata-se do pastor Teixeira, diretor financeiro da empresa.

Os auditores da Petrobras, mesmo tendo poderes limitados de investigação, descobriram uma fieira de irregularidades: licitações dirigidas, empresas-fantasmas participando de licitações, empresas minúsculas ganhando, sem licitação, contratos milionários, empresa de amigo faturando contrato, empresa que recebeu mesmo sem prestar quaisquer serviços… Descobriram ainda casos de nepotismo e de uso ilegal dos carros dos diretores. Tudo isso sob a responsabilidade do pastor Teixeira e sob a complacência dos demais diretores da Transpetro.

Nada aconteceu, apesar dos pedidos dos auditores. “Tendo em vista a gravidade das não conformidades, as quais fragilizam o ambiente de controle e possibilitam a ocorrência de fatos que ferem a ética empresarial, faz-se necessário que a Transpetro adote as medidas cabíveis e apure as responsabilidades no sentido de evitar a repetição de situações semelhantes, que podem comprometer a gestão da companhia e sua imagem pública”, escreveram.

NEPOTISMO Rubens Teixeira, diretor financeiro  da Transpetro.  Ele contratou a empresa de uma amiga (Foto: Reprodução)

O caso mais lapidar do que acontece quando pessoas como o pastor Teixeira são apadrinhadas para um cargo desses envolve uma empresa chamada Gênesis Consultoria. Ela foi criada em maio de 2009. Três meses depois, foi contratada pelo pastor Teixeira, sem licitação e por R$ 1,5 milhão, para prestar serviços de “consultoria especializada”.

Dispensou-se a licitação porque a dona da Gênesis, Izabel Cristina Machado, tinha “notória especialização”, embora tivesse trabalhado apenas cinco meses como “consultora” da Transpetro, com o pastor Teixeira. Descobriu-se, pelas notas fiscais, que a Gênesis nunca tivera outro cliente. Verificou-se que a Transpetro gastara valores muito acima dos praticados no mercado para bancar os salários de sete consultores. A Transpetro não conseguiu explicar aos auditores o que a Gênesis fez.

Por que a Gênesis foi contratada? A resposta ficou logo óbvia. A “consultora” Izabel era amiga do pastor Teixeira. Fora chefe dele quando ambos trabalharam no Banco Central. De tão próximos, Izabel contribuiu com um capítulo para a biografia autorizada do pastor Teixeira. A obra se chama Do monturo Deus ergue um vencedor. “Escrever um testemunho sobre o Rubens significa, em parte, escrever um testemunho sobre minha própria vida, pois durante alguns anos experimentamos uma parceria diária que exigiu de nós sintonia perfeita diante de algumas situações críticas. Foi a partir dessa vivência diária intensa que pude conhecer Rubens, não só como servidor público exemplar, homem íntegro e amigo leal, mas, principalmente, como servo fiel do Senhor Jesus Cristo”, escreveu Izabel.  “Nosso convívio diário nos aproximou como amigos.”

Numa licitação para alugar carros, o pastor Teixeira convocou oito empresas, embora cinco delas nem sequer fossem do ramo – havia empresas de engenharia e de manutenção elétrica. As outras nem estavam no cadastro da Petrobras. A empresa Rondave ganhou um contrato de R$ 13 milhões praticamente sem concorrência. Noutra licitação, para um contrato de R$ 6 milhões, uma empresa com capital de R$ 2 mil foi chamada a participar.

Numa amostra de poucos contratos, os auditores calcularam em R$ 2 milhões os prejuízos com aditivos exagerados. Noutro caso de gasto suspeito, o relatório cita as jornadas exaustivas dos motoristas da Transpetro. Eles trabalhavam entre 5h40 da manhã até 3 horas da madrugada do dia seguinte, a julgar pelos papéis faturados pela empresa terceirizada. Alexander Assis de Oliveira, um dos assessores do pastor Teixeira, contratou sua mulher, Amanda Assis. Todos são da mesma igreja. O pastor Teixeira usava seu carro oficial no fim de semana e nas férias. O motorista também era de sua igreja. Como nada foi feito, as mesmas empresas continuavam a ganhar contratos tranquilamente na Transpetro.

A Transpetro informou que “as não conformidades foram devidamente sanadas pelos órgãos responsáveis, e as recomendações devidamente atendidas. Nesse sentido, seis colaboradores foram afastados da companhia e procedimentos contratuais foram adequados ao que foi recomendado”. A empresa não declinou os nomes dos afastados. Procurados, o senador Renan e o empresário German não responderam.

O pastor Teixeira afirmou que “tem relação de amizade com o senador Marcelo Crivella, assim como com outros parlamentares. Com relação ao cargo que ocupa na Transpetro, sua nomeação se deu por meio da aprovação do Conselho de Administração da companhia, considerando suas competências técnicas comprovadas”. Crivella disse que indicou o pastor Teixeira por suas qualificações: “Formou-se oficial de carreira da arma de infantaria na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), cursou engenharia no Instituto Militar de Engenharia (IME) e foi aprovado em concurso para o cargo de analista do Banco Central. É mestre em engenharia nuclear, doutor em economia e pós-graduado em auditoria e perícia contábil”. Diz que se encontram eventualmente na igreja, “pois professam a mesma fé”.

Época

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Flávio Bolsonaro pretende pedir asilo político a Trump ao chegar aos EUA

Foto: Wagner Meier/Getty Images

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, teria deixado o Brasil nesta terça-feira (27) com a esposa e as duas filhas, rumo aos Estados Unidos. A informação é do jornalista Igor Gadelha, colunista do Metrópoles.

Aliados afirmaram ao colunista que Flávio pretende solicitar asilo político ao governo americano assim que chegar ao país. Ele também deverá se encontrar com o irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), na Flórida, na quarta-feira (28), onde seria recebido por apoiadores.

O coluninsta disse que a saída teria sido organizada às pressas por um grupo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos, para evitar vazamentos. A previsão era de que o senador chegasse à Flórida ainda nesta terça-feira, com o governo de Donald Trump já informado sobre a viagem.

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Governo Milei não pretende parabenizar Lula e cita falta de reciprocidade, diz porta-voz

Foto: Reprodução

O governo argentino de Javier Milei afirmou que não pretende parabenizar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória nas eleições brasileiras. Segundo o porta-voz da Presidência argentina, Adrián Ravier, a Casa Rosada apenas registrou o resultado e não divulgará comunicado formal.

“Tomamos nota do resultado eleitoral do Brasil”, declarou Ravier em entrevista coletiva nesta terça-feira (27). Ele justificou a ausência de uma manifestação de congratulação alegando falta de reciprocidade. “Quando em 2023 Javier Milei foi eleito, não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente nem nada. Por enquanto, não há nenhum comunicado que vamos fazer”, afirmou.

O porta-voz também destacou as divergências ideológicas entre os dois presidentes. “O presidente não é um hipócrita; é evidente que há diferenças ideológicas entre os dois mandatários, e isso é real”, disse.

Apesar das diferenças políticas, Ravier afirmou que as relações diplomáticas e comerciais entre os países devem continuar normalmente. “São dois povos irmãos, comercializam, trabalham no Mercosul, não deveria ser afetado”, declarou. Ele acrescentou: “Do lado argentino, a diplomacia continua, as relações comerciais continuam e não esperamos que nada disso mude”.

Apesar do porta-voz ter falado em reciprocidade, em um publicação no X em 19 de novembro de 2023, Lula comentou o resultado da eleição, mas sem mencionar Milei diretamente.

“Desejo boa sorte e êxito ao novo governo. A Argentina é um grande país e merece todo o nosso respeito. O Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, postou Lula na época.

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[VÍDEO] Renan Santos diz que fuga de Flávio Bolsonaro era “caminho natural” após Moraes mandar apreender passaportes

O presidente do partido Missão, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira (27) que a suposta saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil já era previsível após a derrota do senador na eleição presidencial. Renan disse que era o “caminho natural”.

Renan relacionou a suspeita à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a entrega dos passaportes de Flávio à Polícia Federal.

“Eu avisei ontem para vocês que o caminho natural do Flávio era fugir. O senhor Alexandre de Moraes capturou ontem o passaporte dele, e aí Flávio Bolsonaro fica entre a cruz e a espada”, afirmou.

O dirigente afirmou que uma eventual fuga poderia agravar a crise política e citou apurações envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro em um caso relacionado ao advogado Willer Tomaz e possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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METRÓPOLES: Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos; avião está em voo

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi embora para os Estados Unidos. O avião está em voo. A informação foi confirmada por pessoas próximas à família ao site Metrópoles.

Flávio estava sumido desde a manhã desta terça-feira (27/10). A última mensagem foi enviada às 8h, para Rogério Marinho, que foi coordenador da campanha.

O senador disse que estava “esfriando a cabeça”, mas não respondeu se havia deixado o Brasil.

Flávio perdeu as eleições para Lula, no segundo turno realizado no domingo (25/10). No dia seguinte, o ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes do parlamentar.

Flávio deveria ter entregue os documentos nesta terça, mas não o fez.

Metrópoles

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Ministros do governo Lula responsabilizam Moraes por possível fuga de Flávio Bolsonaro

Foto: Alejandro Zambrana/STF

Integrantes do governo Lula avaliam que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de apreender os passaportes de Flávio Bolsonaro (PL) pode acabar fortalecendo o discurso de perseguição política do senador, derrotado na eleição presidencial.

Ministros do governo Lula ouvidos pela coluna da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles consideram que uma eventual saída de Flávio do Brasil seria prejudicial também ao presidente Lula (PT), pois poderia mudar a percepção pública sobre o senador. “Passa de criminoso para perseguido”, afirmou um ministro, sob reserva.

Senadores aliados do petista também criticaram a medida de Moraes, classificada em conversas reservadas como “inadequada” e “precipitada”. Para esses parlamentares, a decisão pode ampliar a tensão política e favorecer a narrativa de Flávio de que estaria sendo perseguido.

A Polícia Federal entrou em contato com autoridades argentinas para verificar se o senador deixou o Brasil pela fronteira com o país vizinho. A apuração começou após o site argentino Infobae noticiar que Flávio teria viajado até a Argentina para embarcar em um jatinho com destino aos Estados Unidos.

Fontes da cúpula da PF afirmaram que não há registro de passagem do senador por postos regulares de migração brasileiros nas últimas horas, mas admitiram a possibilidade de cruzamento da fronteira sem fiscalização.

Com informações da coluna da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles

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MÔNICA BERGAMO: Aliados de Flávio Bolsonaro são avisados de que ele fugiu do Brasil

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Aliados do núcleo mais próximo da família Bolsonaro receberam a informação nesta terça (27) de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) fugiu mesmo do Brasil rumo à Argentina e, de lá, pretendia rumar para os EUA. A informação é da jornalista e coluninsta da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo.

A PF (Polícia Federal) está fazendo um rastreamento nos pontos de fronteira do Brasil para verificar se a informação é verdadeira.

Pela checagem já feita, o parlamentar não passou oficialmente pela fronteira regular do Brasil com a Argentina. Os agentes fazem também uma checagem de voos entre os dois países.

O governo argentino afirma igualmente que não há registro da entrada oficial dele no país. Se ocorreu, portanto, ela foi clandestina.

O paradeiro do senador e de sua família é desconhecido até o momento. Assessores, amigos e políticos tentam falar com ele toda a manhã, sem sucesso.

Nesta madrugada, o site argentino Infobae, o maior de notícias da Argentina, publicou que o senador teria cruzado a fronteira com seu documento nacional de identidade. Desde Porto Iguaçu, ele pegaria um avião Gulfstream rumo aos EUA.

O avião indicado pelo site de fato decolou de Buenos Aires às 22h14 na noite de segunda (26) e pousou em Puerto Iguazu às 23h45. Sites de rastreamento da aeronave mostram que ele segue no aeroporto da cidade.

O noticiário da Argentina aponta que Flávio Bolsonaro teria ingressado a pé em território argentino para alcançar o Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, mas teria desistido de embarcar na aeronave fretada com destino aos Estados Unidos.

O jornal El Clarín, o mais tradicional do país, afirma que o voo privado, da empresa Baires Fly, tinha decolagem prevista para Miami, às 2h30, mas ela foi cancelada antes da saída.

De acordo ainda com o jornal, ele partiria com quatro passageiros e três tripulantes, mas não apresentou a lista de passageiros às autoridades de migração.

Segundo uma fonte da publicação, surgiram “suspeitas não confirmadas de que o voo poderia estar destinado a Flávio Bolsonaro e sua família”.

Na segunda (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cancelou todos os passaportes emitidos em nome de Flávio, proibindo-o de deixar o país. A decisão veio à tona na segunda-feira (26), um dia depois de o senador perder a eleição presidencial para Lula (PT).

Alvo de investigação no Supremo, Flávio foi intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda a entregar os passaportes comum e diplomático em até 24 horas, assim como qualquer passaporte de outras nacionalidades que eventualmente tenha.

Mônica Bergamo – Folha de S. Paulo

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[VÍDEO] Jornalista argentino Roberto Navarro afirma que Flávio Bolsonaro está na Argentina: “entrou caminhando”

O jornalista argentino Roberto Navarro afirmou nesta terça-feira (27) durante o programa ‘El pase de Navarro’ do canal ‘El Destape’ que Flávio Bolsonaro está na Argentina e que “entrou caminhando” pela tríplice fronteira entre as 21h e 22h.

A informação foi divulgada após o governo argentino nega em nota a entrada de Flávio no país vizinho.

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Governo argentino nega em nota que Flávio Bolsonaro tenha entrado no país

Foto: Arthur Menescal/Bloomberg via/Getty Images

O governo da Argentina negou nesta terça-feira (27) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenha entrado no país ou mantido qualquer vínculo com um jatinho que esteve no aeroporto de Puerto Iguazú. A manifestação foi enviada à revista VEJA após notícias sobre uma suposta tentativa de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos.

Autoridades da Direção Nacional de Migrações argentina verificaram a documentação da aeronave e da tripulação, vinculadas à empresa Baires Fly S.A., e constataram que estavam regulares. O órgão afirmou ainda que não foi apresentado plano de voo que incluísse integrantes da família Bolsonaro.

Os rumores de uma possível fuga surgiram após o portal argentino Infobae noticiar que Flávio teria cruzado a fronteira usando o documento de identidade e pretendia embarcar em um voo particular para Miami. O senador havia sido proibido de deixar o Brasil por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O porta-voz do governo argentino também afirmou que não houve pedido de asilo político.

Segundo o jornal Clarín, o voo foi cancelado após a alegação de que um dos passageiros teria tido um problema. A identidade dos passageiros não teria sido apresentada às autoridades migratórias e aduaneiras argentinas.

Flávio está sob investigação em diferentes casos, incluindo um inquérito sobre suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Ele e o advogado Willer Tomaz também são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro em um caso envolvendo empresas e plataformas de apostas. Ambos negam irregularidades.

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Coronel Azevedo acusa PT de proteger bandidos e critica pautas do partido

 

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) criticou as posições do PT sobre segurança pública, liberação das drogas e aborto, ao comentar sua oposição ao governo de Cadu Xavier (PT) no Rio Grande do Norte.

“Eu estou do lado da polícia, eles estão protegendo os bandidos”, afirmou o parlamentar, ao comparar sua atuação política às posições que atribui ao PT.

Azevedo também declarou ser contrário à liberação das drogas e ao aborto. “Eu sou contra o aborto, sou a favor da vida. O PT defende a bandeira do lado oposto”, disse.

O deputado criticou ainda o que chamou de governo “contaminado ideologicamente” e atribuiu às pautas do partido a responsabilidade pela situação econômica do Rio Grande do Norte e do Brasil.

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Justiça italiana retoma julgamento sobre extradição de Carla Zambelli

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

A Justiça italiana retomou nesta terça-feira (27) a análise do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) para o Brasil. Ela não compareceu à primeira audiência, embora sua presença não fosse obrigatória.

O processo trata da condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão pelo episódio em que perseguiu, armada, um jornalista pelas ruas de São Paulo, em 2022.

A Primeira Seção Penal da Corte de Cassação italiana deve avaliar se as informações enviadas pelo governo brasileiro atendem às exigências estabelecidas pela Justiça do país europeu para a retomada do processo de extradição.

Entre os pontos analisados estão as garantias sobre a assistência médica à ex-deputada e as condições de cumprimento da pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, em Brasília.

A defesa de Zambelli pretende solicitar mais prazo para analisar a documentação apresentada pelo Brasil.

Em outro processo, relacionado à condenação por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Justiça italiana já havia rejeitado o pedido de extradição em maio deste ano. A decisão sobre o caso atual poderá definir os próximos passos do procedimento referente à condenação por perseguição armada.

Com informações do UOL

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