Está na Tribuna do Norte
O número de veículos roubados ou tomados de assalto no Rio Grande do Norte aumenta a cada ano. O índice de elevação se aproxima dos 30% (29,29%) se compararmos os registros de 2012 e 2011. Em 2012 foram 3.659 veículos subtraídos de seus proprietários contra 2.830 em 2011. O percentual segue tendência nacional, mas se observarmos os números registrados no primeiro mês de 2013 e levarmos em consideração os estados com população e frota semelhante ao Rio Grande do Norte (Alagoas, Piauí e Paraíba) os dados despertam mais ainda a atenção. Um total de 322 veículos foram roubados ou furtados no Rio Grande do Norte apenas em janeiro. A estatística supera a média mensal registrada nos anos anteriores, sendo 304 para 2012 e 235 para 2011.

Para o titular da Delegacia Especializada de Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov), Frank Albuquerque, esses números são reflexo da ousadia crescente dos bandidos. Os bandidos são bem armados e preparados, frisa o delegado. O combate é realizado diariamente e a prisão de envolvidos em roubos, assaltos e receptação de veículos ocorre com frequência. O delegado faz questão de destacar o baixo efetivo que atua na Deprov e o alto risco enfrentado pelos policiais. A Deprov age em todo o Estado e não tem 20 policiais. Prendemos muita gente, mas a pena é muito pequena e as pessoas são soltas muito rápido. O que dá insegurança ao policial em serviço, afirma Frank Albuquerque.
Os veículos preferidos pelos bandidos são os do tipo Uno, Gol e Palio. E os bairros em Natal que mais registram ocorrências são Lagoa Nova, Alecrim, Candelária e Nossa Senhora da Apresentação. Parnamirim é o município líder na Grande Natal. Esses veículos são mais visados porque são carros populares e possuem baixo valor de revenda. Um golpe comum é aplicado em pessoas que tentam adquirir um veículo com preço abaixo do praticado pelo mercado. É uma forma de arrecadar dinheiro rápido. Eles prometem que vão entregar a documentação depois e nunca entregam, explica Frank Albuquerque.
Outra forma é a tomada do veículo de assalto. O delegado da Deprov explica que outra prática comum é a subtração do veículo para utilização em outros crimes, seguido de abandono.
Do outro lado, as vendas de apólices de seguros para veículos representa quase 50% de todo o mercado no Brasil. A arrecadação da carteira de seguro de automóvel em 2012 atingiu a marca de R$ 24,7 bilhões. O valor é 15,9% maior do que o registrado em 2011, R$ 21,3 bilhões. O que representa um aumento na procura por esse tipo de serviço.
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