Dilma Rousseff realizou nesta terça-feira um feito histórico: fez o Senado Federal redescobrir o instituto da sabatina. O brasileiro em dia com o fisco sempre achou inacreditável que senadores pagos a peso de ouro, beneficiários de todas as regalias que o dinheiro público pode pagar, não se dignassem a cumprir a obrigação constitucional de sabatinar os indicados para o posto de ministro do STF. Sempre converteram as sabatinas em ações entre amigos. E nunca tiveram nenhum problema de consciência por causa disso.
Súbito, graças a um sólido sentimento de aversão a Dilma, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado enxergou no pescoço do advogado Luiz Edson Fachin uma boa oportunidade para enforcar a presidente que o indicou. Os senadores decidiram espremer o doutor até a última gota. Numa sessão que durou quase 12 horas, Fachin foi moído por cerca de 11 horas. Teve de se explicar sobre todas as polêmicas que rondam a sua biografia. Fez isso com rara competência.
Fachin não ofereceu aos que queriam desmoralizar Dilma nenhum pretexto para rejeitar sua indicação para o STF. Ao final da sabatina, os senadores já tinham voltado ao normal. Para tranquilidade da República, por maior que seja o desejo de emboscar Dilma, o Senado dificilmente terá uma epidemia de cólera. Os senadores morrem é de passividade. Fachin prevaleceu na comissão pela folgada maioria de 20 votos contra 7. Não fosse por Dilma, talvez obtivesse a unanimidade. O nome de Fachin segue para o plenário do Senado. A votação ocorrerá na próxima terça. Secreta. Deve passar. Encrencado no STF, Renan Calheiros vai se dando conta de que, nessa matéria, assoprar pode ser melhor do que morder.
Josias de Souza

O candidato ao STF usou muito bem a arma do PT: Mentira, jogo de cena e farsa.
Se saiu bem no teatro montado para sua aprovação, previamente acordada.
Ganha o PT e Perde de novo o Brasil!
É a política sendo usada em todas as direções para fortalecer um partido, nem que isso custe a ruína de uma nação. Depois dos bilhões desviados com corrupção, começa o arrocho e aumento de impostos para o povo pagar a roubalheira. Mas segundo os petistas, tudo certo, tudo bem, se for para o bem do PT.
"Embora a oposição tenha feito o possível para transformar a sabatina de Luiz Fachin num comício fora de hora e de lugar, a aprovação de seu nome só foi possível porque o candidato ao STF colocou-se acima do jogo baixo dos adversários e fez uma apresentação de alto nível na Comissão de Constituição e Justiça do Senado", afirma o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; após 12 horas de debates, o jurista foi aprovado pelos membros da CCJ da Casa por 20 votos a 7 na noite desta terça (12); segundo PML, após o desempenho que exibiu ontem, ficou difícil negar que tenha méritos para integrar o plenário do STF — "o que pode tornar bastante penoso o esforço dos adversários para arrebanhar votos contra sua nomeação".