
Mesmo mantendo lucros bilionários, os bancos estão entre os cinco setores da economia que mais demitiram este ano. Com foco cada vez maior nos canais digitais e agências mais enxutas, só no primeiro semestre, as instituições financeiras do país fecharam 10.752 postos de trabalho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aponta análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Trata-se de um aumento de 53,6% na comparação com o mesmo período de 2016.
Para a economista Ione Amorim, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), as transações digitais são uma tendência irreversível, mas existe uma parcela da população que ainda não tem acesso aos canais digitais.
— Nos grandes centros, os canais digitais estão mais acessíveis. Mas há uma boa parcela da população, principalmente em cidades pequenas e regiões mais remotas do país, que não tem acesso à tecnologia. Com menos agências físicas, isso gera filas e demora no atendimento — diz a economista, lembrando que, entre as principais reclamações feitas no Banco Central contra os bancos, está o mau atendimento em agências.
O setor financeiro ficou em quinto lugar entre os setores da economia que mais fecharam vagas (0,96%) este ano, de acordo com ranking elaborado pelo Dieese, atrás apenas das áreas de papel e gráfica (1,01%), construção civil (1,55%), comércio varejista (1,58%) e mineração (2,23%). São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais atingidos pelos cortes.
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