O Banco Central informou nesta sexta-feira que decretou a liquidação extrajudicial do Banco Rural, com sede em Belo Horizonte e que esteve no epicentro do escândalo do mensalão, há oito anos. De acordo com ato do presidente do BC, Alexandre Tombini, a liquidação se deve ao comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, à existência de graves violações às normas legais e estatutárias que disciplinam a atividade e à ocorrência de sucessivos prejuízos que sujeitam a risco anormal seus credores quirografários (que não possuem qualquer preferência).
Segundo nota divulgada em seguida pela assessoria de imprensa, pesou também a falta de um plano viável para a recuperação da situação do banco. Por extensão, o ato do presidente do BC abrange também as demais empresas do conglomerado: o Banco Rural de Investimentos S.A.; o Banco Rural Mais S.A.; o Banco Simples S.A.; e a Rural Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
A assessoria informou também que, em março de 2013, o conglomerado financeiro Rural detinha 0,07% dos ativos e 0,13% dos depósitos do sistema financeiro (dados de março de 2013). “O Banco Central está tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais de supervisão do sistema financeiro. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas punitivas de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, trouxe a nota.
Com isso, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição. A data de liquidação a ser considerada é retroativa a 3 de julho de 2013. O liquidante nomeado pelo BC é Osmar Brasil de Almeida.
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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Só uma correção no comentário anterior: em lugar de "pousando", que é do verbo "pousar", leia-se "posando", que é do verbo "posar", fazer pose. Desculpe. É muito Romanée-Conti para a minha cabeça.
Para que não esqueçamos: devemos agradecer a um outro bandido, Roberto Jefferson. Foi ele quem disse: "Presidente Lula, a lama está entrando por debaixo da sua porta". O resto tudo mundo já sabe. Se você votou em Lula, O Esperto, como eu votei, lamento informar que o achincalhe começou antes do resultado das urnas em 2002. Prevendo a vitória, eis que Duda Mendonça comemorou com o bando, apresentando-lhe o sabor ultra-ultra-ultra refinado e ultra-ultra-ultra caro do Romanée-Conti. Mais francês do que os próprios franceses. Nunca vi nem sei como é uma garrafa de Romanée-Conti, mas sei que é o vinho mais caro do mundo. Preste atenção: é o vinho mais caro do mundo. Um perigo, né não?, um presidente cachaçólogo pousando de enófilo? O bando gostou e assim caminhou a humanidade até um dia desses. Se você fizer uma pesquisa e for no site da Folha de São Paulo, vai encontrar uma nota sobre um dos aniversários de José Dirceu, bandido-mor. Como diria meu Tio Putinha: foi Romanée-Conti rodado; Romanée-Conti na canela, para encher a cara comendo pão-doce. Puta-que-pariu!, será que a gente não muda um negócio desses?