Economia

Belo Horizonte e Distrito Federal se preparam para reabrir comércio


Foto: Luidgi Carvalho/Futura Press/Estadão Conteúdo

A cidade de Belo Horizonte e o Distrito Federal se preparam para a reabetura econômica na próxima semana. Mais de dois meses depois de ter a atividade econômica reduzida por causa da pandemia do novo coronavírus, Belo Horizonte vai reabrir o comércio na segunda-feira (25), com horário pré-fixado para o funcionamento de lojas, restrição no número de clientes nos estabelecimentos e obrigatoriedade do uso de máscaras.

Já no Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha, assinou na sexta-feira (22) um decreto para liberar o funcionamento de shopping centers, centros comerciais e o comércio em geral a partir da próxima quarta-feira (27). O comércio está fechado desde 19 de março em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Em Belo Horizonte, o retorno envolve salões de beleza, com horário marcado, lojas do setor de varejo, como móveis, shoppings populares e papelarias. Bares e restaurantes estão fora da fase inicial de reabertura, assim como shoppings centers. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 22, pelo comitê de infectologistas da prefeitura da cidade mineira. O fechamento do comércio ocorreu em 18 de março.

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) não participou da apresentação do programa de reabertura. O médico Jackson Machado, que integra o comitê, admitiu temor em relação ao início da retomada do comércio na cidade. “O momento me traz um pouco de medo. Não sabemos o que vai acontecer”, afirmou.

O acompanhamento para manutenção do processo de reabertura, ou sua interrupção, caso seja necessária, levará em conta três critérios: o nível de transmissão da doença e o número disponíveis de leitos específicos para pacientes de covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e em enfermarias.

A elaboração do programa levou em consideração a circulação de pessoas na cidade, por isso os horários pré-estabelecidos para o retorno. Shoppings populares podem funcionar das 11h às 19 horas. Salões de beleza, das 7h às 21 horas. Além do horário marcado, há proibição de uso de toalhas de pano e definição para que haja intervalo de 30 minutos entre um cliente e outro.

A decisão de permitir a volta dos shoppings populares, e não dos shoppings centers, deve-se ao número de trabalhadores em cada um dos setores. No caso dos primeiros, segundo o infectologista, o total de trabalhadores é de 2 mil, quantidade menor que a dos outros shoppings, conforme o médico. “Dessa forma, permite-se que o número de pessoas circulando seja diluído ao longo do dia” justificou Machado.

Grupo de risco está proibido de retomar trabalho

Funcionários dos estabelecimentos com retorno autorizado que tiverem mais de 60 anos, forem diabéticos, hipertensos, ou seja, que estejam no grupo de risco em relação à covid-19, estão proibidos de retornar ao trabalho, conforme o plano de reabertura da prefeitura.

Pelo programa, as lojas têm de respeitar área de cinco metros quadrados por pessoa. Um estabelecimento com 30 metros quadrados, por exemplo, pode permitir a entrada de seis pessoas, incluindo funcionários. Não pode haver promoções e o ar condicionado tem de ficar desligado.

O médico afirma que o respeito ao isolamento em Belo Horizonte permitiu o início da reabertura do comércio na cidade. Machado, no entanto, demonstrou preocupação com o uso de máscara na cidade. “Passei em um ponto de ônibus. Havia quinze pessoas. A metade com a máscara no queixo”, denunciou.

O infectologista, como já afirmou o prefeito Kalil, disse que, caso os índices levados em conta para o plano de reabertura piorem, pode ocorrer inclusive, lockdown na cidade.

Atualmente, segundo o médico, o nível de transmissão é de 1,09. O alerta, para esse índice, ocorre quando o patamar chega a 1 20. Os outros dois indicadores, leitos de UTI e de enfermaria específicos para covid-19, estão hoje em 40% e 34%, respectivamente.

Belo Horizonte tem 867 leitos para a doença, sendo 220 em UTIs e 647 em enfermarias. A prefeitura afirma que, por parceria com hospitais, pode abrir mais 729 de UTIs e 1.752 de enfermaria, a qualquer momento. A cidade tem hoje 1.280 casos de covid-19 e 36 mortes pela doença.

Distrito Federal

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, assinou na sexta-feira (22) um decreto liberando o funcionamento de shopping centers, centros comerciais e o comércio em geral a partir da próxima quarta-feira (27). O comércio está fechado desde 19 de março em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Segundo o decreto, os shoppings deverão funcionar entre 13h e 21h e observar medidas de segurança. Dentre essas medidas, está a disponibilização de equipamentos de proteção individual e álcool em gel para todos os funcionários, a realização de testes de covid-19 nos funcionários e medição da temperatura de todos os clientes que entrarem no shopping. Além disso, a capacidade da garagem será limitada a 50% e as praças de alimentação continuarão fechadas.

Em relação ao comércio em geral, deve ser observada a distância mínima de dois metros entre as pessoas, o uso de máscaras e álcool em gel. Estabelecimentos não poderão vender refeições e produtos para consumo no local e também não poderão disponibilizar mesas e cadeiras aos consumidores.

Alguns estabelecimentos poderão funcionar 24 horas, segundo o decreto. Entre eles estão padarias, postos de combustível, supermercados, hortifrutigranjeiros, além de clínicas médicas e clínicas veterinárias.

Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde, o Distrito Federal registra 5.948 casos de covid-19 e 90 óbitos. Foram 1.329 novos casos da doença desde a última segunda-feira (18) e 24 novos registros de mortes. A curva de contaminação na região ainda é inconstante. Na última quarta-feira (20) foram registrados 342 novos casos, no dia seguinte caiu para 261 e hoje foram 406 novos registros.

Com informações da Agência Estado e Agência Brasil

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Em conversa com Lula, Fachin indica que levará casos de Moraes e Mendonça ao plenário do STF

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou ao presidente Lula (PT) que pretende dar andamento às acusações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e levar os casos ao plenário do Supremo.

Em conversa nesta sexta-feira (4), no Palácio do Planalto, Fachin demonstrou insatisfação com a forma como os ministros vêm conduzindo os embates e afirmou que pretende analisar todos os questionamentos apresentados, com o tempo necessário para esclarecer os fatos.

Segundo relatos de intelocutores à reportagem da Folha de S. Paulo, Fachin expôs a necessidade de uma apuração rigorosa e cuidadosa, e que precisa dar uma resposta à sociedade sobre a crise que se instalou no STF.

A conversa ocorreu contou também com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. O grupo esteve reunido antes do início de uma cerimônia de sanção de projetos relacionados ao Judiciário.

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MALU GASPAR: Moraes usa relatório apócrifo para sabotar plano de Lula de emplacar Messias no STF

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

Por Malu Gaspar – O Globo

O relatório apócrifo da Polícia Federal usado por Alexandre de Moraes para reagir ao pedido de investigação feito contra ele por André Mendonça e tentar implodir as investigações do caso Banco Master também expõe uma outra ofensiva do relator do inquérito das fake news: sabotar os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de emplacar o advogado-geral da União, Jorge Messias, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Messias foi arrastado para o epicentro da crise que opôs Mendonça de um lado, e de outro, a aliança entre Moraes e a PF. Antes da guerra fratricida no STF chegar ao atual patamar de tensão, o chefe da AGU tentou numa “diplomacia institucional”, ao invés de acionar o Supremo para contestar as decisões de Mendonça, como pressionava a Polícia Federal nos bastidores.

Para Messias, um eventual ofício da AGU encampando as críticas da PF contra Mendonça reforçaria oficialmente as insinuações de que o relator está interferindo nas apurações em curso e poderia ser um tiro no pé, por fornecer munição para os alvos das investigações tentarem cavar alguma nulidade e derrubar as provas coletadas até aqui. É um caminho que, ao contrário de Moraes, Messias não estava disposto a trilhar.

O texto em que a PF se debruça sobre “a postura da Advocacia-Geral da União e o quadro de risco associado” tem cinco páginas não só reforça a artilharia contra a atuação de Messias ao longo da crise como alerta para o “risco” de Lula insistir na sua indicação para a Corte.

De acordo com o documento, o chefe da AGU decidiu não acionar o Supremo contra decisões de Mendonça para preservar a sua “relação política” com o ministro. Relator de dois esquemas de fraude bilionários (o do Master e o do INSS), Mendonça foi um dos principais cabos eleitorais da fracassada campanha de Messias para a vaga aberta no STF com a antecipação da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado.

“A escolha do advogado-geral da União por priorizar seu relacionamento com o relator [André Mendonça], em detrimento da redução dos risco de exploração política do caso envolvendo o filho do presidente da República [alvo de inquéritos no âmbito das investigações do INSS], eleva substancialmente a percepção de risco associada a eventual renovação de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal”, diz o documento, reverberando o temor de Moraes com uma possível ida de Messias para o STF.

E mais: o tal relatório afirma que, no atual momento, Mendonça “se encontra aparentemente engajado em estratégia agressiva de alteração da correlação de forças no tribunal, visando ao enfraquecimento do grupo de ministros que atuou firmemente em defesa da democracia”.

Outro trecho também recomenda o “monitoramento e coleta dirigida” do próprio Messias e de sua relação com Mendonça.

Apesar disso, o mesmo tópico já inicia com a ressalva de ser a análise de “menor lastro documental” de todo o relatório, e o “único de natureza prospectiva” e que não autoriza “afirmação institucional, providência formal ou manifestação externa”. Não se sabe, pela leitura, se a PF seguiu a sugestão e fez de fato algum tipo de monitoramento dos dois ministros, o do STF e o do governo Lula.

A doutrina da PF proíbe o uso de relatórios de inteligência em inquéritos, embora isso tenha sido feito por Moraes quando ele incluiu esses documentos no inquérito das fake news para acusar Mendonça de direcionamento político e abuso de poder nas investigações do Master e do INSS.

Sem autoria, brasão e padrão

O texto da PF não elenca nomes ao fazer uma análise da conjuntura política sobre as dinâmicas internas do STF, mas não há dúvidas de quem está falando. Moraes foi o relator das investigações da trama golpista, que levaram à prisão de Jair Bolsonaro, generais de alta patente e de centenas de manifestantes que participaram dos atos que culminaram com a invasão e a depredação da sede dos três poderes em Brasília.

O documento não tem autoria, não traz o brasão da República nem a padronização esperada em ofícios dessa natureza conforme a Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública – mas não esconde suas intenções.

No entorno de Messias, a avaliação é a de que as digitais de Alexandre de Moraes estão por todas as partes e mostram que ele não desistiu de impedir uma nova indicação do advogado-geral da União. A interlocutores, o ministro tem dito que o relatório é uma vingança por não ter encampado a guerra da PF contra Mendonça.

O relatório da PF aponta até mesmo três elementos para contextualizar a relação entre Messias e Mendonça: as manifestações públicas de Mendonça à indicação de Jorge Messias para o STF; a rejeição da indicação do chefe da AGU para a vaga na Corte (pelo placar de 34 votos favoráveis e 42 contrários); e a “matriz religiosa comum”, já que ambos são evangélicos.

Moraes se uniu a Alcolumbre e Flávio Bolsonaro para sabotar Messias

Em abril deste ano, Moraes se uniu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e à tropa de choque bolsonarista, capitaneada pelos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), cada com a sua própria agenda, para impor uma derrota histórica ao governo Lula e barrar a indicação de Messias.

Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna com seis fontes que acompanharam de perto a movimentação nos bastidores, entre integrantes do STF, do Congresso e agentes do meio político e jurídico, Moraes se engajou para reforçar os pedidos de Alcolumbre na campanha pelos votos “não”, acionando emissários para mandar recados a senadores que tinham processos no Supremo ou alguma ligação com seus aliados no Congresso.

Na época, o plano de Moraes e de Alcolumbre era o de impedir o fortalecimento de Mendonça com uma eventual chegada de Messias ao STF em um momento no qual os casos Master e INSS fecham o cerco contra lideranças políticas de diferentes matizes políticos.

Além disso, Moraes até hoje não aceitou a decisão de Lula de preterir o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em favor do chefe da AGU, que ele tentou emplacar junto com Alcolumbre. Ao atuar pela rejeição de Messias, Moraes não só agiu em defesa de Pacheco, mas impediu que André Mendonça ganhasse um aliado no plenário.

O documento da PF confirma a campanha de Moraes contra Messias e evidencia que o ministro não desistiu da estratégia de influenciar os planos de Lula, nem que para isso seja preciso recorrer a um relatório apócrifo.

Malu Gaspar – O Globo

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Mais duas pesquisas apontam reeleição de Zenaide para o Senado pelo RN


Divulgação / Campanha

A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece com 42,8% na soma do primeiro e do segundo voto para o Senado na nova pesquisa DataCapital divulgada nesta sexta-feira (4). Styvenson Valentim soma 49,4% e Coronel Hélio, 33,9%. Rafael Motta tem 21,6% e Samanda de Lula, 21,7%.

O resultado coloca Zenaide novamente entre os dois nomes eleitos para o Senado. A senadora está 6,6 pontos atrás de Styvenson e 8,9 pontos à frente de Coronel Hélio.

A pesquisa ouviu 2.150 eleitores entre 29 de agosto e 1º de setembro. O levantamento está registrado sob os números RN-03735/2026 e BR-09118/2026.

Exatus também mostra Zenaide entre os eleitos

Na pesquisa Exatus, Zenaide aparece com 27,14% na soma dos dois votos, novamente dentro das duas vagas. Styvenson tem 45,06%, Rafael Motta 13,11%, Samanda de Lula 12,99% e Coronel Hélio 11,77%.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 55 municípios do RN, entre 31 de agosto e 3 de setembro, com margem de erro de 2,53 pontos percentuais e confiança de 95%.

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Delator que movimentou R$ 1,3 bilhão em esquema do Banco Master registrou entrada no Palácio do Planalto


Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Registros oficiais obtidos via Lei de Acesso à Informação revelam que o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, esteve no Palácio do Planalto no dia 23 de janeiro de 2024, uma terça-feira, às 14h42.

O período consultado, que abrange de janeiro de 2022 a março de 2025, aponta que esta foi a única visita de Freixo ao local, cujo nome não consta na agenda oficial de nenhuma autoridade lotada no edifício.

Apontado em delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) como o “homem da mala” do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, “Mineiro” afirmou aos investigadores que sua principal função era converter montantes em dinheiro vivo e realizar entregas de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão em malas.

O delator revelou que o esquema movimentou aproximadamente R$ 1,3 bilhão entre os anos de 2020 e 2025, quantias que, em sua avaliação, destinavam-se ao pagamento de comissões e vantagens indevidas.

Com informações da coluna de Andreza Matais / Metrópoles

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Durante caminhada em Mossoró, Álvaro anuncia primeiro Hospital Veterinário público e abrigo para animais


Divulgação / Campanha

Durante caminhada da Onda 22 pela comunidade do Macarrão, em Mossoró, nesta sexta-feira (4), Álvaro Dias (PL), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, anunciou o compromisso de criar o primeiro Hospital Veterinário público do município e construir um abrigo para animais.

A proposta prevê atendimento médico-veterinário gratuito, com consultas e cirurgias, além de uma estrutura destinada ao acolhimento de animais abandonados. A iniciativa amplia as políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar animal em Mossoró.

“A criação do Hospital Veterinário e do abrigo é um compromisso direto com a saúde dos nossos animais, com o cuidado e com o respeito à vida que Mossoró merece”, destacou Álvaro.

Ao lado dos candidatos a deputado federal Cabo Deyvison e a deputado estadual Jorge do Rosário, Álvaro percorreu as ruas da comunidade, visitou o comércio local e conversou com moradores, comerciantes e lideranças.

A agenda em Mossoró também incluiu encontros com empresários do setor produtivo e visitas a empresas da cidade. Álvaro ouviu demandas relacionadas aos desafios enfrentados pela atividade industrial e à necessidade de ampliação do Distrito Industrial de Mossoró.

Na passagem da Onda 22 pela cidade, o candidato defendeu que o desenvolvimento de Mossoró passa pela ampliação dos investimentos, geração de emprego e renda e fortalecimento de políticas públicas em áreas como infraestrutura e proteção animal.

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PGR vai investigar possível interferência em relatório da PF que revelou mensagens de Vorcaro a Moraes


Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, do STF. Foto: Adriano Machado/Reuters

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigará se houve interferência externa na elaboração de um relatório da Polícia Federal. O documento veio a público após a quebra de sigilo determinada pelo ministro André Mendonça e revelou mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.

No ofício enviado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou que a PGR foi impedida de realizar o controle externo da atividade policial. Na terça-feira (1º), Gonet já havia pedido a nulidade do relatório, argumentando que ordens dadas para investigar alvos específicos sem provocação da PGR ou da própria corporação extrapolam os limites de competência na fase pré-processual.

O caso envolve diálogos obtidos no âmbito da investigação sobre o Banco Master. Segundo a PF, Vorcaro trocou mensagens com Moraes em novembro de 2025 questionando sobre riscos de prisão e o avanço da Operação Compliance Zero, dias antes de ser detido no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar em um jatinho. Como os textos eram enviados em modo de visualização única por meio de capturas de tela, apenas as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro foram preservadas, sem registro das respostas do magistrado.

O próprio procurador-geral da República é citado no relatório da PF. O documento aponta que Vorcaro teria pedido a Moraes para interceder junto a Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, além de registrar contatos e interações entre o ex-banqueiro, o filho de Gonet e advogados. Após a citação, o Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu procedimento para apurar a conduta do chefe da PGR.

Com informações da Folha de São Paulo

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Rogério Marinho se reúne com Gilmar Mendes e diz que Flávio quer ter interlocução com STF


Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reuniu-se na última quarta-feira (2) com o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O objetivo do encontro foi sinalizar à Corte que, em caso de vitória nas eleições, o grupo político do presidenciável deseja manter uma interlocução institucional direta e de respeito com o tribunal.

Segundo o parlamentar potiguar, a conversa ocorreu em tom institucional no gabinete do magistrado. “Disse a ele que, ganhando as eleições, queremos ter interlocução institucional com o STF e que ele, como decano, tem essa responsabilidade”, declarou Marinho.

A articulação política da campanha prevê novos passos em direção à cúpula do Judiciário. O coordenador informou que também pretende solicitar uma reunião com o presidente do STF, Edson Fachin, embora planeje aguardar a diminuição da atual crise institucional na Corte antes de formalizar o pedido.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Lula e Elmano de Freitas são alvos de ‘banho de dinheiro falso’ durante ato de campanha em Juazeiro do Norte


Reprodução / Ootimista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Ceará, Elmano de Freitas, ambos candidatos à reeleição, foram alvos de protestos de adversários na cidade de Juazeiro do Norte (CE) nesta sexta-feira (4). Durante ato de campanha, opositores jogaram cédulas de dinheiro falsas em direção a dupla petista.

Durante a agenda no Ceará, o chefe do executivo federal também foi alvo de um ataque de ciúmes da primeira-dama Janja Lula da Silva, que chegou a afastar uma apoiadora que burlou a segurança para abraçar o presidente. 

Agenda no Ceará 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou no Ceará nesta sexta-feira (4) para uma agenda institucional e política. Acompanhado pelos ministros Miriam Belchior (Casa Civil), José Guimarães (Relações Institucionais) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Lula visitou as obras das galerias do Cinturão das Águas do Ceará.

Na sequência, o petista cumpriu agenda eleitoral em Juazeiro do Norte. No município, o presidente participou de um ato com aliados para fortalecer a campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT), além de apoiar os nomes de Cid Gomes (PSB-CE) e Luizianne Lins (Rede-CE) na disputa pelas vagas ao Senado.

Opinião dos leitores

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Geral

[VÍDEO] Apoiadora dá abraço em Lula, mas é afastada por Janja durante ato de campanha no Ceará


Reprodução / Redes Sociais

Durante uma passeata de campanha em Juazeiro do Norte (CE) nesta sexta-feira (4), uma apoiadora conseguiu burlar a segurança para se aproximar do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abraçá-lo. Do alto de uma caminhonete, a mulher escalou o veículo, agarrou o pescoço do petista em um forte abraço e impediu brevemente a movimentação da comitiva.

Enquanto Lula retribuiu o gesto de carinho, a primeira-dama Janja Lula da Silva interveio imediatamente para tentar desvencilhar a eleitora, puxando os braços da mulher que envolviam o pescoço do presidente. Após a rápida confusão, a eleitora soltou e desceu da caminhonete.

O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais. Críticos da segurança apontaram a falha de protocolo e o risco iminente de queda ou acidente para o presidente e para a própria eleitora. Por outro lado, internautas ironizaram a reação de Janja, dividindo-se entre acusações de ciúmes e a defesa de que a atitude visava proteger a integridade física de Lula.

Opinião dos leitores

  1. Como tem IMBECIL nesse País, não ver o descalabro administrativo deste individuo e ainda vai abraça-lo.

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Mundo

GREEN CARD: Tempo de espera pelo benefício nos EUA chega a 179 anos após medida de Trump

Foto: Reprodução

O tempo de espera por green cards chega a surreais 179 anos, após o governo de Donald Trump impor limites rigorosos à concessão de residência permanente.

A atual fila de espera por green cards atingiu 1,2 milhão de pessoas. A legislação federal de imigração limitou a 140 mil o número de vistos concedidos anualmente, com um teto de 7% para cada país.

A nova política, revelada por relatório da National Foundation for American Policy (NFAP), indica que imigrantes de países populosos, como Índia e China, estão sujeitos a tempos de espera de décadas ou mais antes de obterem a residência permanente.

De acordo com os dados, um cidadão chinês que solicite um green Card na categoria EB-2, que abrange a maioria dos profissionais com mestrado, poderia enfrentar uma espera de aproximadamente 25 anos.

A situação é bem mais dramática com profissionais da Índia, para os quais a espera estimada é de 179 anos, segundo a NFAP, uma organização sem fins lucrativos sediada na Virgínia que estuda imigração e comércio internacional.

Já os trabalhadores mais qualificados, de acordo com os padrões da imigração dos EUA, das Filipinas enfrentam uma espera de apenas alguns meses.

Os maiores tempos de espera para os cobiçados green cards da categoria EB-1, reservados para pessoas com “habilidade extraordinária”, giram em torno de quatro a cinco anos para cidadãos indianos e cinco anos para solicitantes da China.

A NFAP argumenta que os longos períodos de espera dificultam a contratação e a retenção de trabalhadores estrangeiros por empregadores sediados nos EUA e sobrecarregam as famílias de imigrantes.

“Muitos americanos não percebem o quão desafiador pode ser imigrar legalmente para os Estados Unidos, mesmo para as pessoas mais inovadoras e altamente qualificadas do país”, disse Stuart Anderson, diretor executivo da NFAP, ao “San Francisco Chronicle”. “São pessoas que querem se tornar americanas e estão dispostas a esperar anos por essa oportunidade”, emendou.

Para os portadores de vistos de trabalho temporários H-1B, concedidos majoritariamente a profissionais do setor de tecnologia, processos pendentes de green card os imigrantes presos no chamado “limbo do H-1B”, obrigando-os a permanecer em postos em empresas que patrocinam a solicitação do benefício.

Com informações de Extra

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