O Globo
Após receber apoio da família de Eduardo Campos, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) conquistou o posto de vice na chapa presidencial de Marina Silva. A Executiva Nacional do PSB tem uma reunião marcada para esta quarta-feira, na qual a chapa deve ser formalizada.
A decisão de colocar Albuquerque como vice foi sacramentada após uma série de reuniões em Recife, das quais participaram parentes e aliados de Campos e os dois principais dirigentes nacionais do partido: o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, e o secretário-geral, Carlos Siqueira.
Pedro Simon
Com a ida do deputado federal Beto Albuquerque para a chapa da presidenciável Marina Silva (PSB), a coligação que apoiava Eduardo Campos no Rio Grande do Sul precisará achar às pressas um substituto para assumir a candidatura ao Senado.
Albuquerque era o terceiro colocado nas pesquisas sobre a disputa para senador no Estado, atrás de Lasier Martins (PDT) e Olívio Dutra (PT).
O PMDB gaúcho, que está coligado com o PSB, vai pressionar para que o senador peemedebista Pedro Simon, 84, reveja a decisão de se aposentar e assuma o lugar de Albuquerque na chapa.
“É o único nome para aglutinar todas as correntes”, diz o secretário-geral do PMDB-RS, João Alberto Machado.
Segundo a assessoria do senador, no entanto, ele rejeita qualquer possibilidade de voltar a concorrer. Simon está em seu terceiro mandato seguido no Senado.
O PMDB gaúcho aposta na proximidade de Marina com o senador para fazê-lo mudar de ideia. Foi ele quem aproximou o grupo político de Eduardo Campos no Rio Grande do Sul da candidatura de José Ivo Sartori (PMDB) ao governo do Estado.
Além de Simon, outros dois nomes são cogitados pelo partido: os veteranos José Fogaça, ex-senador e ex-prefeito de Porto Alegre, e Ibsen Pinheiro, que já foi presidente da Câmara dos Deputados.

Ao mesmo tempo em que agradeço a deferência Roberto, esclareço-lhe que por incrível que possa parecer, não sou petista. Simplesmente sou um estudioso da história brasileira, um curioso em conhecimentos gerais e política internacional e estudante de Gestão Pública em nível de pós graduação. O que me permite ter noção das principais contradições que circundam e contextualizam o nosso universo simbólico onde forças antagônicas e hobbesianas se digladiam em prol de ideias e interesses particulares e coletivos. Como leitor assíduo de filosofia, antropologia, economia e ciências políticas, posso asseverar que o senhor não atinou para o ponto que comentei, não me refutando. Pois Marina, que se apresenta como terceira via entre o PT e o PSDB, na verdade não o é. A nossa boa orgânica mídia, desejosa de forçar um segundo turno nas eleições presidenciais, compra e vende essa versão. Muita gente de esquerda acredita nessa narrativa. Até alguns com razoável formação. Mas tal hipótese é contrariada pela trajetória recente da virtual candidata do PSB em função da natureza dos grupos empresariais com os quais mantêm vínculos orgânicos, pelo núcleo de assessores econômicos que a cercam e pelas relações internacionais que desenvolveu. Para não falar em suas posições retrógradas acerca de direitos civis e seu flerte com posturas que confrontam o Estado laico. Além disso, a própria equipe da alta Tucanada já anunciou que participará e apoiará a ex-petista num eventual Governo futuro.
AO PETISTA JORGE GUERREIRO:
Suas colocações além de frágeis estão distante da realidade. As questões que estão fazendo o povo brasileiro ACORDAR, são:
O PT que tanto criticou Sarney, Collor e Maluf, agora são seus aliados inestimáveis.
O PT que prometeu as reformas tributárias, política e até salariais vem sofrendo de profunda amnésia a 13 anos e nada fez!
O PT que criticava e prometia combater a corrupção, montou o atual cenário político e gerou o Mensalão .
Qual a razão do PT apoiar CUBA e a ditadura branca da Venezuela?
O PT que criticava quem barrava CPI, fez o mesmo e operou o levantamento na Petrobras;
O PT conseguiu levar a Petrobras a mais de 50% de desvalorização;
O PT obrigou o cidadão de bem a entregar suas armas, como solução a insegurança. Tudo piorou e os bandidos estão armados até os cabelos;
O PT que elogiava a imprensa, porém a partir do dia que ela passou a mostrar os fatos contra os discursos que distorcem a verdade, promete e não realiza, começou a ser atacada pelo PT e os seus.
O PT que criticava os serviços públicos e prometeu uma revolução em melhorias, agora nos deixa sem saúde, sem segurança e continuamos com a educação sem a menor qualidade.
O PT não tem uma obra estruturante para mostrar e continua com o velho discurso de culpar a Europa e os EUA;
A globo é apenas mais uma na nação de descontentes, são anos parados e agora andando para trás. Vou concordar quando dizem que só quem não quer mudança são vocês PeTistas, o pessoal dos programas de bolsa, o MST, as centrais estudantis e os sindicatos. O restante parece ter acordado do choque de promessas, aguardando melhoras que nunca virão.
Chega de colocar a culpa pelos fracassos no mercado europeu e nos EUA, passou da hora de se assumir, é hora de mudança.
Marina, da noite para o dia, deixou de ser uma fundamentalista radical protestante e passou a ser uma interlocutora razoavelmente confiável do capital financeiro, não apresentando contradições importantes com o programa neoliberal vocalizado pela direita tradicional. É a saída para o fracasso do Aécio que nem com o Aecioporto de Claudio conseguiu decolar.
A Rede Globo e todo seu grupo conglomerado estão muito envolvidos nessa eleição. Mais até do que nas outras. Porque? Com uma audiência declinante e uma avalanche de protestos que a tem como alvo, a GLOBO e seus donos, os irmãos Marinho, temem a autuação milionária da Receita Federal, o receio de que o país avance na democratização da mídia e a percepção de que a Globo, alvo dos protestos de junho por ter apoiado a ditadura militar, não é mais capaz de ditar os rumos do país como no passado. Será que isso explica a atuação de Bonner e Patricia Poeta?