Mesmo fugindo do tradicional formato de perguntas e respostas, a entrevista do empresário Abelírio Rocha, ou simplesmente Bira Rocha, como é mais conhecido, merece ser lida e virar tema de reflexão sobre a situação econômica do Estado e a atuação do Poder Público como indutor do desenvolvimento. Publicada pelo jornal Tribuna do Norte sob a forma de temas, a entrevista reúne um conjunto de considerações que deveriam ser dirigentes de órgãos governamentais e de entidades que tenham interesse e responsabilidade de promover o desenvolvimento do RN.
Bira Rocha diz que o Rio Grande do Norte, por inércia do Governo do Estado nos últimos doze anos, perdeu a chance de atrair grandes investimentos e montar um grande polo de produção baseado na oferta de petróleo, gás natural e minério.
O empresário, que foi secretário de Agricultura no governo Geraldo Melo, de Planejamento no governo Garibaldi Filho, presidente da Federação das Indústrias (FIERN) por dois mandatos e secretário nacional de Irrigação quando Aluízio Alves ocupou o Ministério da Integração Nacional no governo do presidente Itamar Franco, tem razões e atributos para dizer o que diz.
Bira Rocha diz, por exemplo, que o Rio Grande do Norte foi o único a não se preparar para receber as águas do projeto de transposição do rio São Francisco, ao contrário dos vizinhos Ceará, Paraíba, além de Pernambuco.Diz também que apesar da crise hídrica e da limitação de uso da água da barragem do Açu, a Termoaçu, que ele considera um “cavalo de Tróia”, continua retirando água suficiente para o abastecimento de duas cidades do porte de Mossoró, sem pagar e produzindo vapor, sem também pagar ICMS.
A falta de visão para atrair grandes empresas também é apontada pelo empresário e ex-dirigente. Segundo ele, a desativação do Aeroporto Augusto Severo seria uma grande oportunidade para atrair uma grande empreendimento como por exemplo uma fábrica de aviões, mas enquanto o RN pensava em minishopping, Pernambuco conseguiu atrair uma fabrica da Boeing.
Essas e muitas outras considerações sobre a economia do Estado fazem da entrevista uma leitura obrigatória. Vale a pena ler.

O motor do desenvolvimento do Rio Grande do Norte deve ser similar a de uma cinquentinha.
Corrigindo..AUXILIAR e nao auciliar!!!!
Esse mesmo Bira Rocha quando auciliar do Governador Garibaldi Alves Gilho foi um dos responsaveis pela reforma administrativa extinguindo de maneira precipitada e sem o menor congecimento da realidade de cada uma delas 7 empresas: DATANORTE, CDM, COHAB, EMPROTURN, CIDA, CDI e CERN gerando o maior passivo trabalhista da historia do Rio Grande do Norte. Posteriormente esse mesmo Garibaldi transgormou a DATANORTE em cabide de emprego para os seus correligionarios. Essa é a verdade.