O bloco parlamentar que inclui o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, conseguiu isolar as esquerdas e vai comandar 15 das 25 comissões temáticas da Câmara, inclusive as poderosas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Finanças. Essa manobra articulada pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi além: o PT foi empurrado para comissões secundárias e ficará até mesmo sem a liderança das oposições.
Apesar de o foco da sociedade ficar nas decisões do plenário, que reúne todos os 513 deputados, as comissões são fundamentais para o processo parlamentar porque todos os projetos de lei e emendas constitucionais são submetidas, primeiro, ao crivo desses colegiados. Pela CCJ, passam todas as propostas.
A presidência dessas comissões é muito disputada entre os partidos e entre os próprios parlamentares, porque é o presidente quem define as pautas de votação, define os relatores de cada proposta e garante o cronograma e o ritmo dos trabalhos. Além disso, ele ganha protagonismo na relação com o Palácio do Planalto e tem holofotes garantidos, quando se trata de comissão importante.
As comissões têm poder, também, para convocar eventualmente ministros e autoridades para prestar esclarecimentos sobre um determinado assunto e, não raro, usam esse poder para pressionar o governo. Um presidente aliado ao Planalto pode evitar o constrangimento. Um que seja adversário pode, ao contrário, aprovar um requerimento de convocação atrás do outro.
A Comissão de Finanças, por exemplo, é alvo de disputa ferrenha entre PSL e MDB, ambos do mesmo bloco. A deputada em primeiro mandato Joice Hasselmann (PSL-SP) está de olho na vaga, que o MDB dá como certa que será de Sérgio Souza (PR).
Nos bastidores, Joice afirma que Rodrigo Maia – reeleito ontem presidente da Câmara – lhe garantiu que comandaria o colegiado e que o MDB ficará com Minas e Energia, o que o partido diz não aceitar.
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional também está indefinida. Filho do presidente da República, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) trabalha para ocupar a vaga, mas outros integrantes do bloco afirmam não haver um acordo quanto a isso. O tema é caro a Eduardo, que tem atuado como uma espécie de “chanceler informal” do governo.
O PP tenta ocupar Minas e Energia, Relações Exteriores e Agricultura, mas as negociações estão pendentes.
A divisão das comissões dentro do bloco governista ainda está em discussão e tem potencial de causar mais atritos entre os partidos que o compõem. Além de PSL e MDB, estão no mesmo grupo DEM, PSDB, PP, PSD, PR, PRB, PTB, PSC e PMN. O PP, por exemplo, quer a Comissão de Agricultura porque costuma tratar de interesses dos ruralistas. A sigla, envolvida na Lava Jato, comandou o Ministério da Agricultura durante o governo de Michel Temer.
Os presidentes das comissões da Câmara são eleitos por seus integrantes, mas é um jogo de cartas marcadas. Esse processo deve começar a partir da próxima semana.
Oposição
Em uma outra manobra que ajudou a isolar ainda mais o PT, Maia assinou ontem uma resolução se antecipando ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre fusão de partidos. Ele permitiu que cinco partidos que não atingiram a cláusula de barreira (exigência de número mínimo de votos) se unissem num bloco. Dessa forma, esse grupo, formado por outros partidos de oposição ao governo Bolsonaro, ficou maior que o do PT, com 105 deputados.
Resultado: o PT, que já ficou sem um titular na Mesa Diretora da Câmara, agora também corre o risco de ficar sem a liderança da Minoria ou a liderança da Oposição. O grupo dos petistas recorreram da medida de Maia no plenário.
“É inaceitável. Se for o caso vamos à Justiça. Essa minoria que ele (Maia) está apoiando é governista”, afirmou o presidente do PSB, Carlos Siqueira. O PSB integra o bloco com o PT, o PSOL e a Rede. Pelo acordo entre eles, o PSB ficaria com a liderança da Minoria.
A liderança é importante para os partidos de oposição porque oferece uma estrutura com cargos e assessores técnicos que municiam os deputados com dados para fiscalizar o governo.
A derrocada do PT na Câmara ocorre após o partido sair das urnas em outubro passado com a maior bancada eleita, com 56 deputados. O PSL, de Bolsonaro, elegeu 52.
Senado
No Senado, os candidatos à presidência da Casa também negociaram as vagas nas comissões temáticas em troca de apoio. Renan Calheiros (MDB-AL) ofereceu a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para o senador José Serra (PSDB-SP). Davi Alcolumbre (DEM-AP), para Omar Aziz (PSD-AM). Os dois senadores eram considerados os mais fortes candidatos ao comando da Casa e travaram ontem uma queda de braço. Numa manobra, Alcolumbre aprovou a votação aberta para a eleição, tudo o que o emedebista não queria.
Sem acordo, a sessão do Senado acabou sendo suspensa na noite de ontem e será retomada hoje, a partir das 11 horas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Estadão Conteúdo

Mas o PSL é um exemplo…de votar e empregar corruptos! Kkkkkkk
Uma vergonha o partido do Bolso apoiar o atraso q significa a reeleição de Maia.
Não foi a toa q o partido do fascista, o PSL, votou em peso no Maia. É a mudança q dos idiotas iludidos por esse embuste queriam.
Parabéns aos envolvidos.
Vagabundo vai aprender a trabalhar…seu LADRAO PREFERIDO ESTÁ NA CADEIA,deixa de mimimi, ladrao …ladrao condenado Lula,sabe ler ?? Seu ladrao foi condenado,acabou a colônia de férias ,ali é cadeia e nso palanque político,cadê que deixaram o FDP do luladrao ir passear ?
Breno, o bloco de esquerda que apoiou o Freixo – PT, PSOL, PSB e REDE – tem 97 deputados. O PT sozinho, segundo o site da Câmara, tem 54 . O Freixo teve 50 votos. Ou seja, quase metade dos deputados do bloco de apoio não votou no Freixo.
Tem mais. Dois deputados do PDT declararam que votariam no Marcelo Freixo. Lembrando que o PCdoB e PDT apoiaram o Maia.
Vai ser difícil ser oposição desse jeito nesse governo ultraliberal.
Coitado dos trabalhadores.
Corrigindo o texto publicado: são 512 deputados e não 513.
BG
Esses ptRALHAS não se mancam. Foram aliados de tudo que não presta na politica Brasileira, agora querem ser paladinos da moralidade. Vão se enxergar parasitas.
O bom seria que esse país virasse um puteiro a céu aberto, com mulheres matando os fetos, com inúmeros drogados vagando como zumbis pelas ruas e outros imbecis de caráter duvidável querendo que presidiários fossem dirigentes políticos.
Vá estudar o que é Fascismo, antes de escrever besteira.
E tu queria que continuasse o PT roubando é, papangu!!! Oxe, cada um nesse BR!!
Chora mais viúva de presidiário, teu partido imundo ao contrario comprava os partidos com dinheiro roubado….. se contente com teuider preso e a esquerda cada vez mais de fora….vai fazer o que a respeito???? Vagabundo petista