Treinada à exaustão por Tite desde que assumiu a seleção brasileira, a bola aérea defensiva deverá ser novamente o enfoque dos trabalhos antes do duelo contra a Costa Rica, nesta sexta, às 9h, em São Petersburgo.
Foi de um lance como esse que veio o empate da Suíça no último domingo (17), que impediu a equipe de conquistar três pontos diante na estreia da equipe na Copa.
Zuber, aos 5 minutos do segundo tempo, subiu livre de marcação após cobrança de escanteio e testou para o gol. Os brasileiros viram um empurrão de Zuber em Miranda no lance e reclamaram.
O árbitro mexicano César Ramos nada marcou, e a equipe responsável pelo VAR (sistema de árbitro de vídeo), sem ver irregularidade, recomendou que o jogo prosseguisse.
Independentemente da infração ou não sobre o jogador, a jogada aérea preocupa.
Em 22 jogos sob Tite, a defesa foi vazada seis vezes, o que representa uma média de apenas 0,23 gols por partida. Mas cinco desses gols sofridos nasceram de jogadas pelo alto.
Nas bolas paradas, Tite usa como padrão a marcação por zona. Assim, cada jogador é responsável por um espaço da área e só participa ativamente a partir do momento que a bola ou o adversário entrem em seu raio de ação.
Essa tática visa proteger os espaços mais perigosos.
No Brasil, Miranda e Casemiro ficam na região da pequena área da primeira trave. Esse foi o posicionamento no lance do gol suíço, cobrado pelo lado esquerdo do campo. Danilo e Thiago Silva faziam a linha do outro lado.
No futebol, também existem outros dois tipos de marcação para minimizar os perigos da bola parada: a individual –cada jogador é responsável por um rival– e a mista, que mistura as duas anteriores.
Além do duelo contra a Suíça, o Brasil viu sua rede ser balançada da mesma forma por Colômbia (duas vezes), Argentina e Japão.
Em um dos jogos frente aos colombianos, Marquinhos fez gol contra após tentar cortar uma falta cobrada pelo lado direito por James Rodríguez. Em outro, Falcão Garcia fez de cabeça depois de cruzamento da direita, esse em lance com a bola rolando.
No amistoso com a Argentina, única derrota de Tite na seleção, o gol saiu de uma cobrança de escanteio curta. Dí Maria levantou a bola para Otamendi cabecear livre e acertar a trave. Mercado aproveitou o rebote e marcou.
FOLHAPRESS

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