Na semana passada, Ernesto Araújo disse que a política externa brasileira não pode se reduzir “simplesmente a uma questão comercial”. O alvo era a China e a intenção era repisar o realinhamento ideológico do Itamaraty no governo Bolsonaro. “Queremos vender soja e minério de ferro, mas não vamos vender nossa alma”, disse o chanceler.
Almas e dólares são moedas correntes nas relações internacionais. Em sua visita aos EUA, o presidente brasileiro fez gestos de reverência a Donald Trump em troca de sinalizações positivas dos americanos. Bolsonaro colheu resultados que tornam o encontro bem-sucedido, mas também fez concessões generosas.
A sintonia política entre os dois líderes estimulou a costura dos acordos. A criação de um fórum de energia para facilitar investimentos e o pacto de troca de informações entre Polícia Federal e FBI são produtos concretos dessa parceria. No campo simbólico, os EUA anunciaram a intenção de designar o Brasil como um aliado prioritário fora da Otan.
Além disso, a comitiva brasileira volta com o apoio público de Washington à entrada do país na OCDE. Até então, os americanos resistiam a dar esse aval. Bolsonaro considera a questão um trunfo, pois a filiação ao órgão tende a estimular a atração de capital estrangeiro.
O Brasil teve que abandonar posições estratégicas. Em troca do patrocínio para a OCDE, o governo aceitou abrir mão do tratamento especial a que tem direito na Organização Mundial do Comércio. A equipe brasileira também concordou em zerar a tarifa de importação de uma cota anual de trigo americano.
Em outro aceno, Bolsonaro se desviou da linguagem oficial e criou dúvidas sobre a possibilidade de apoio a uma eventual ação militar americana na Venezuela. O cenário é rechaçado pelos generais brasileiros.
A relação entre os dois presidentes pode render bons frutos na área comercial. Entrar numa aventura bélica para fazer dupla com Trump, porém, seria vender a alma brasileira num outlet do subúrbio de Miami.
Por Bruno Boghossian: Jornalista e mestre em ciência política pela Universidade Columbia (EUA).

Foi um festival de deslumbramento , entreguismo e subserviência. A redução dos representantes do Brasil a babões de Trump. Alguém consegue me explicar a ida do filho do presidente para encontro com o presidente americano?
Que comece o festival de mínimo!!! Bom era quando o Brasil batia palma pra Venezuela ou pra cuba… Ou então quando estavam pegando nosso dinheiro e asfaltando a Nicarágua… Pelas caridade…
Sei que sua memória é seletiva ANDRÉ e já esqueceu das comitivas gigantes que viajavam no governo do PT. Outro detalhe, o filho de Bolsonaro é senador, entendeu?
Só para registrar, essa viagem teve ZERO de despesa com hospedagem e deslocamento, tudo oferecido pelo governo americano, enquanto Dilma e sua comitiva de 120 pessoas quando esteve nos EUA, gastou só de aluguel de carro USS 200 mil e toda comitiva do PT hospedados em hotéis 05 estrelas.
Quer saber mais, Bolsonaro tirou o visto dos americanos para que eles venham gastar seus dólares no Brasil e não a esquerda caviar vá de classe executiva, em sala vip, passar férias na disney.
Melhor se aliar a um país que pode trazer dividendos e desenvolvimento ao Brasil que se submeter a vontade dos ditadores de Cuba e da Venezuela como testemunhamos entre 2005 e 2016.
O que você perdeu, André Fortes, com a derrota do PT? Conta aí!
O Eduardo Bolsonaro foi escolhido para presidir a Comissão de Relações Exteriores da Câmara. O restante das asneiras que vc vomitou já foram combatidas pelos demais comentários.