O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (15) que a análise pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de um processo que pode levar à cassação da chapa presidencial é “começar a esticar a corda”.
Em entrevista à BandNews, o presidente ressaltou que o processo já deveria ter sido arquivado e que o julgamento é “inadmissível” e alimenta uma crise política “que não existe”. A iniciativa trata de um ataque virtual contra um grupo de mulheres nas redes sociais em 2018.
“Me julgar por uma página que ficou fora do ar por menos de 24 horas para cassar a chapa Bolsonaro-Mourão? É inadmissível isso aí. Isso, no meu entender, é começar a esticar a corda. É começar a alimentar uma crise que não existe da nossa parte. Como vou dar golpe se já sou presidente da República?”, questionou.
Em entrevista à revista Veja, na semana passada, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, descartou a possibilidade de uma intervenção militar no país, mas ele alertou os partidos de oposição que não estiquem a corda.
Na entrevista à BandNews, o presidente reafirmou que não existe risco de intervenção militar e que é “digno de pena” que alguém levante uma faixa em um protesto a favor da reedição de um AI-5. Segundo ele, o STF (Supremo Tribunal Federal) não precisava ter delimitado a interpretação sobre a atuação das Forças Armadas.
“Não existe intervenção militar. O artigo 142 nem precisava o ministro Luiz Fux, monocraticamente, atender a um pedido do PDT”, disse. “Como se o nosso alto comando das Forças Armadas fosse formado por pessoas que não soubessem qual o seu papel em uma democracia”, acrescentou.
O presidente disse que as Forças Armadas são os verdadeiros responsáveis pela democracia no país e que jamais cumpririam ordens absurdas. Ele ponderou, contudo, que a cúpula militar jamais aceitaria “um julgamento político para destituir um presidente democraticamente eleito”.
O tom adotado pelo presidente é semelhante ao de nota divulgada por ele na sexta-feira (12). Como resposta a Fux, ele afirmou que as Forças Armadas não aceitam tentativas de tomada de poder decorrentes de “julgamentos políticos”.
Na entrevista, Bolsonaro criticou ainda o inquérito das fake news do STF. Segundo ele, a investigação é um “foco de atrito”, “não soa bem em um estado democrático de direito” e serve apenas ao ministro Alexandre de Moraes, relator da apuração.
“É um foco de atrito que o Supremo tem de inteirar. Da minha parte, eu pergunto para vocês: onde é que eu provoquei em algum momento o STF? Onde é que eu fui a origem de problemas para o Brasil em posições minhas? Não existe isso aí”, disse.
Na entrevista, o presidente disse ainda que há uma “brutal interferência” do STF no Poder Executivo, referindo-se à suspensão da nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. Ele ressaltou que está sendo “paciente ” e “complacente” demais.
“Não quero dar soco na mesa e afrontar ninguém. Agora, a gente pede sempre, pede sempre. Não afronte o Poder Executivo. Nós não queremos medir forças com ninguém. Nós queremos administrar e conduzir o Brasil um porto seguro”, afirmou.
FOLHAPRESS
Foto: Sam Pancher/Metrópoles
FORA BOLSOTRALHAS
Não vejo motivos para cassação da chapa Bolsonaro/Mourão. Foram eleitos porque uma parte da população quis. Voto não é dízimo, somos obrigados a votar, mas não somos obrigados a recolher em quem votar.
Essa é a mesma pimenta usada no c….de Collor e Dilma. Também botaram dessa pimenta no de Lula e outros. Chegou a vez de Naro. Nós vamos ficar dizendo que é refresco, mas Naro já está sabendo que vai arder.
Menino inocente, esse! Sabe tudo e, assim mesmo, pede para o Judiciário lembrá-lo todo o dia, o dia todo que isso ou aquilo é inconstitucional. A interferência se dá e é legítima porque o poder Judiciário é o guardador da CF. É um morde-assopra da manhã para à tarde ou da noite para à manhã.
Esse pulha quer porque quer ser o monarca do Brasil. Esse esgoto! Deus nos livre dessa praga.
O Presidente Bolsonaro enfrenta hoje um vírus muito maior do que o covid-19, o inimigo é o vício da corrupção , a abstinência chegou até no STF onde "privilégios e mordomias" , algumas se acabaram e outras estão prestes a se acabar, sem falar do CN onde a corrupção e o tomá lá dá cá era uma prática comum nos tempos de outros governos. A cada semana criam um fato novo / Fake para derrubar ministros do governo e/ou o Presidente. Não queremos chegar ao ponto de a corda torar, mas uma coisa eu tenho a certeza, "eles" , a corja, os conspiradores não conseguirão derrubar esse governo que é honesto, não tem corrupção. Se for preciso, para o bem do país que o dispositivo do art. 142 seja acionado, pois basta intervir em quem era para dar exemplo ( STF) , que só nos envergonha soltando bandidos e se metendo no Executivo, que as coisas se ajustariam, o CN é um prostíbulo cheio de "hienas", na sua maioria é claro, são corruptos chantagistas.
O país há de melhorar após o covid-19 e com uma boa "limpeza".
Privilégios e mordomias, são coisas diferentes de corrupção. Privilégios e mordomias são legais, porém imorais e isso é fato. Já a corrupção é crime mesmo.
O que ocorre é que nenhuma das duas estão sendo combatidas pelo presidente, pois segundo o ex-mimistro Moro, o presidente não fez nada pelo combate a corrupção, pelo contrário trabalhou e sancionoua lei de abuso de autoridades e etc… e com relação aos privilégios, num enviou nenhuma medida para a redução, nem ao menos mobilizou sua militância nesse sentido, ora se sua família toda goza desses privilégios e mordomias, pelo contrário, ele mesmo é recordista em gastos com cartão corporativo.