
“Israel é um Estado soberano. Vocês decidem qual é sua capital e nós vamos segui-los.” A promessa de campanha de Bolsonaro, reiterada ao jornal Israel Hayom e comunicada ao governo de Netanyahu, inaugura um novo estilo de política externa. O Brasil desiste de identificar seus interesses nacionais e passa a agir por imitação. Explicitamente: “vejo em Trump um modelo a seguir”, disse o presidente eleito ao mesmo jornal. É bem mais que um giro ideológico.
O lulismo inseminou a política externa brasileira com o esperma da ideologia. Havia precedentes. No regime militar, de Castelo a Médici, importamos o compasso da Guerra Fria para nossas relações internacionais. Antes disso, entre 1961 e 1964, sob a chamada Política Externa Independente, o Itamaraty foi submetido aos axiomas do terceiro-mundismo. Lula e seu chanceler, Celso Amorim, atualizaram o manual terceiro-mundista, revestindo um antiamericanismo dogmático com a película retórica da busca de um sistema multipolar. Mas Bolsonaro inova ao eleger o mimetismo como doutrina de política externa.
Na arena do sistema internacional, as nações defendem seus interesses, que ganham distintas traduções e refletem, até certo ponto, as oscilações políticas internas. Contudo, por definição, os interesses nacionais são nacionais —ou seja, nunca coincidem perfeitamente com os interesses de outras nações.
O caso da transferência de embaixadas é emblemático. Trump atende à voz da ideologia, não aos interesses dos EUA, ao transferir a embaixada para Jerusalém. Ao menos, porém, seu gesto tem impacto real, contribuindo com o projeto de Netanyahu de esterilizar a via da paz em dois Estados. Já o gesto de Bolsonaro é uma proclamação puramente simbólica, de um ator irrelevante no contexto do Oriente Médio.
Mas gera danos diplomáticos reais ao Brasil, frente à comunidade internacional, além de prejuízos para nossas relações econômicas com os países árabes.
O impulso da imitação manifesta-se também na América do Sul, onde somos o mais relevante ator regional. A seleção do Chile de Piñera e da Colômbia de Duque como parceiros prioritários desenha os contornos de um “triângulo conservador” que só serve para limitar a influência brasileira. A parceria com a Argentina cumpre funções políticas e econômicas insubstituíveis. O Mercosul continua a ser destino vital para as exportações de um setor da indústria incapaz de competir no mercado global. Ao lado da Colômbia, do Chile e da Argentina, o Peru e mesmo o Equador de Lenin Moreno, que corrigiu a deriva autoritária de seu antecessor, são peças indispensáveis na articulação de soluções para o colapso da Venezuela.
Folhapress
Folha comunista???? esses minions sao bizarros???
A eleição acabou !!! Bolsonaro é o presidente eleito !!! Aceitem que será mais fácil !!!
MImimimimimimimi
chega de mimimi gente
já perderam pro Trump e pro Bolsonaro e ficam de xororo
Vão arrumar uma lavagem de roupa. Essas notícias de jornalistas sem noção, é melhor não replicar.
O cara nem assumiu ainda a presidência e a folha comunista querendo planta fake news há se o Brasil crescer a metade que economia americana está crescendo com Trump.