Sacrificar a parte pelo todo A jogada que pode mudar as chances de Jair Bolsonaro (PSL) na eleição só depende agora de ajustes restritos aos planos regionais do PR. A cúpula do partido de Valdemar Costa Neto diz que é real a chance de uma aliança fiada na indicação de Magno Malta (PR-ES) à vice do deputado, mas explica que quer replicar a coligação em estados onde o PSL tem puxadores de voto, como SP e RJ. O presidenciável, por sua vez, exige que antes de fechar com ele o PR se afaste do PT nas disputas locais.
Palavra dada Um integrante do PR diz que a proposta de Bolsonaroobrigaria a sigla a revogar acordos com petistas da BA e de MG, por exemplo.
Guru O apoio ao capitão reformado do Exército ainda não é unanimidade, mas Valdemar Costa Neto, que é quem comanda a legenda, estaria praticamente convencido de que esta seria a melhor aposta.
Inviável O PR tem identificação com o PT, mas Valdemar, dizem aliados, só confia em Lula para fechar um acordo.
Dois coelhos A adesão do PR ajudaria Bolsonaro especialmente em dois pontos: com tempo de propaganda na TV e com a sinalização de que não seria impossível montar uma base de apoio no Congresso.

Ele (Jair Bolsonaro) terá que pesar na balança se essa aliança com o PR de Valdemar da Costa Neto lhe proporcionaria algum retorno benéfico. É preciso levar em consideração que a grande mídia irá montar toda uma estrutura para desconstruir o seu discurso de ficha limpa por conta da aliança com um corrupto condenado, todavia lhe será necessário combater os ataques oriundos do PSDB e para isso quanto mais tempo de TV melhor é, contudo o fiel da balança será o povo que poderá aceitar está aliança como necessário a sua sobrevivência política ou se entenderá que o mesmo está cavando a sua própria cova nesta eleição.