Judiciário

“Brasil é o paraíso dos corruptos”, diz coordenador do MP na Lava-Jato

Coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que atua na Operação Lava-Jato, responsável por investigar o megaesquema de corrupção na Petrobras, o procurador Deltan Dallagnol é enfático ao apontar a necessidade do engajamento da população no combate à corrupção. Ele aponta 2015 como um ano de evolução na luta contra os atos ilícitos diante de grandes operações, sobretudo porque houve uma conscientização maior da sociedade sobre o problema.

O procurador afirma que as leis no Brasil fazem do sistema judiciário “disfuncional” e aponta mudanças necessárias, principalmente, para acelerar o trâmite de processos e revisar o sistema prescricional de penas, a fim de evitar a impunidade. Para isso, ele defende que as alterações sejam propostas por meio de projetos de lei de iniciativa popular. “A corrupção é um mal devastador. Nós devemos encarar esse monstro como ele é, enfrentá-lo e derrubá-lo”, diz.

Na avaliação de Dallagnol, a Operação Lava-Jato foi um ponto fora da curva no combate à corrupção por inaugurar um modelo até então pouco conhecido no país, de colaboração dos acusados, por meio de delações premiadas. Para 2016, a previsão é que seja triplicado o número de denúncias. Até aqui, 179 pessoas foram alvo de acusações criminais pela operação. A expectativa é de um ano de muito trabalho, com a revelação do envolvimento de mais empresas estrangeiras e brasileiras com contas no exterior.

Como o senhor avalia 2015 do ponto de vista do combate à corrupção?

Foi o ano em que mais se evoluiu no combate à corrupção no Brasil. Em primeiro lugar, por causa das grandes operações. E, em segundo lugar, talvez mais importante, porque a população passou a se engajar na busca de soluções. Essas operações grandes tratam de tumores, mas o problema é que o sistema é cancerígeno. Enquanto nós não mudarmos as condições que propiciam a corrupção, nós continuaremos a ter outros casos no futuro. De nada adianta tratarmos casos específicos de corrupção, se nós não mudarmos o que favorece a corrupção no Brasil, entre os que eu destacaria a impunidade. Brechas na lei que fazem do Brasil o paraíso da impunidade para os corruptos.

Por exemplo?

O modo como funciona o nosso sistema prescricional que, aliado à demora dos processos na Justiça, transforma a Justiça penal em uma máquina de impunidade. A prescrição é uma forma de cancelamento do crime, ou do caso penal, como se ele nunca tivesse acontecido, ainda que o réu tenha sido condenado por existirem amplas provas, tão somente porque o caso demorou muito tempo na Justiça, ainda que essa demora decorra exclusivamente do congestionamento do Judiciário, ou seja, por causa da lentidão, a sociedade é punida, não o criminoso. E isso acontece duas vezes: quando o crime é cometido e quando é selada a impunidade do criminoso.

A que o senhor atribui essa demora da Justiça? É preciso revisar o sistema?

É preciso revisar o sistema recursal. O direito à defesa e a rapidez do processo são importantes para que não se gere um clima de impunidade. Justiça tardia é justiça nenhuma. Além disso, precisamos revisar nosso sistema prescricional para que a prescrição aconteça apenas nos casos em que o Estado não se mexe, ou não se mexe de modo adequado para punir alguém. Apenas quando a acusação não está buscando a punição da pessoa. A ideia da prescrição foi gerada para isso. Para estabilizar as relações em casos onde a parte autora não se mexe. Agora, o que acontece na realidade é que a prescrição acontece mesmo quando a acusação faz tudo que está a seu alcance para buscar a punição de um corrupto. Aconteceu na ação em que foi acusado criminalmente Paulo Maluf; no caso do propinoduto de auditores da receita estadual do Rio de Janeiro em que eles foram acusados de receber propinas na Suíça superiores a US$ 30 milhões. A prescrição também atingiu várias acusações no caso Banestado.

No caso Luiz Estevão, o sistema judicial contribuiu para favorecer a impunidade?

Nesse ponto, tem que ser feito um elogio ao Correio, que tem feito o acompanhamento. Como noticiou o jornal, no caso envolvendo Luiz Estevão, três réus começaram a ser julgados no Tribunal Regional Federal da Terceira Região, ou seja, no segundo grau. Nossa Justiça tem quatro graus. Só é possível executar a pena em relação a um réu depois do julgamento do último recurso no último desses quatro graus. O Brasil é o único país do mundo que tem quatro graus. E, diferentemente dos outros países do mundo, você tem que esperar o julgamento em todos os recursos, em todas as instâncias, para poder executar a pena. Esse caso do Luiz Estevão começou diretamente na segunda etapa. Ainda assim, embora ele tenha começado há mais de década, ele chegou no terceiro grau, um grau acima, depois de muito tempo e após terem sido apresentados 76 recursos, por apenas três réus. O que se deve ponderar é que, em diversos casos complexos, existe um número de réus ainda maior. O que permitiria um número de recursos ainda maior. No caso da Lava-Jato, temos mais de 10 réus. A Operação é uma exceção porque os réus acreditaram que seriam punidos. Isso fez com que eles procurassem a delação como uma estratégia de defesa. Alavancou a investigação.

No caso de Luiz Estevão, tem um problema da demora da publicação do acórdão.

A grande questão é que o STF não tem perfil célere, pelo modo como ele foi desenhado. O acúmulo de casos é extraordinário. Você não tem como imprimir qualidade e celeridade quando tem um volume gigantesco de casos a serem julgados. O Judiciário funciona como uma pirâmide. O número de julgadores da primeira para a segunda instância diminui drasticamente. Agora, o volume de casos não diminui na mesma proporção, em forma de pirâmide.

Das medidas propostas pelo MPF, quais o senhor citaria como mais urgentes?

Um dos autores que estudam a corrupção no Brasil aponta que é necessário, para mudar esse quadro, que a população se envolva, que passe a agir e a influenciar o Estado, que o exercício da cidadania do Brasil se torne mais forte. Isso pode ocorrer de diferentes modos. Um deles é a fiscalização das contas públicas, o que entidades vêm fazendo. Outro desses modos é a propositura de projetos de lei de iniciativa popular. Eu destacaria dois: um é o das 10 medidas contra a corrupção que foi originalmente sugerido à sociedade pelo MPF e hoje é um projeto da sociedade; o outro é o projeto de reforma política, que é do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, o mesmo movimento que propôs a Ficha Limpa.

Dessas medidas do MPF, quais são as mais urgentes?

É como perguntar para um pai qual filho ele prefere. Tem três frentes principais: a primeira é a prevenção, evitar que a corrupção aconteça; a segunda é trazer uma punição adequada para o crime de corrupção e fazer com que a punição saia do papel dando um basta à impunidade; em terceiro lugar, criar instrumentos para a recuperação satisfatória do dinheiro desviado. Na minha percepção, todas são muito importantes. A ideia é fechar o cerco contra a corrupção. Um estudo publicado pela FGV mostra que a probabilidade da punição da corrupção no Brasil hoje é próxima a zero.

Qual é o balanço do total desviado?

A própria Petrobras reconheceu o pagamento de propinas no montante de R$ 6,2 bilhões. Mas quem paga propina não paga de graça, paga para obter uma vantagem indevida, um benefício econômico que também é um prejuízo e sai do bolso da sociedade. Existem diferentes estimativas em relação ao valor desviado. Em relação apenas aos crimes das empresas cartelizadas no esquema da Petrobras, o TCU estima que os desvios chegaram a R$ 29 bilhões e um laudo da PF estima que os desvios podem ter chegado a R$ 42 bilhões. Até aqui, recuperamos mais de R$ 2,8 bilhões.

Quais os planos da operação para 2016?

Nosso compromisso é avançar buscando a criminalização de todos os criminosos na medida das suas responsabilidades. Existem muitas acusações a serem feitas em relação a pessoas que ainda não foram acusadas criminalmente. E existem muitas acusações novas a serem feitas em relação a pessoas que já foram acusadas criminalmente. Em primeira instância, foram acusadas criminalmente 1/3 das pessoas que provavelmente virão a ser acusadas. Um terço dos operadores financeiros, um terço dos empresários, um terço dos agentes públicos. Além disso, há uma perspectiva de avanço nas investigações em relação a empresas estrangeiras e de recebimento de novas contas que estão sendo investigadas por países estrangeiros, o que comprovará corrupção em relação a outros agentes.

Há muitas empresas a serem apuradas?

Existem várias estrangeiras e muitas nacionais que ainda não foram alvo. Existem alguns indícios que estamos amadurecendo. A grande questão nesse ponto, na minha perspectiva, não é até onde nós vamos ou quanto mais será revelado. O pulo do gato é respondermos à pergunta: já não se comprovou e apurou o suficiente para percebermos que é necessário mudar as condições que favorecem a corrupção no Brasil? O que tivemos até agora foi a reação de instituições como Ministério Público, Receita, Polícia, TCU, Cade, no caso concreto, com o suporte do Poder Judiciário.

O que o senhor espera do combate à corrupção para o próximo ano?

É essencial que a sociedade se envolva no combate à corrupção, porque o abuso do poder generalizado num esquema de corrupção de grande escala é o que John Locke no passado chamou de tirania. Devemos ver a corrupção como o mal intenso e extenso que ela é. A corrupção é um mal devastador. Nós devemos encarar esse monstro como ele é, enfrentá-lo e derrubá-lo.

Correio Braziliense

Opinião dos leitores

  1. Mas ocorreram avanços?
    O grande avanço que eu observo neste período (20 anos) é que cada vez mais não há pessoas intocáveis. Foi-se o tempo em que havia pessoas que estavam acima da lei. Hoje, você vê pessoas detentoras de expressivas parcelas de poder político e econômico que são alcançadas pela lei, que cumprem pena, estão sendo responsabilizadas e sendo alcançadas pela lei. Grandes empresários, gente que teve muito poder na cena política é alcançada pela lei. E esse processo, óbvio, que não é homogêneo. Ele tem avanços e recursos, mas vem evoluindo positivamente. Aliás, a principal lei de combate à corrupção no Brasil, que é a Lei de Improbidade, a Lei nº 8.429 de 1992, por ironia do destino foi sancionada pelo presidente que perdeu o mandato por impeachment, Fernando Collor. Essa lei permite às ações de improbidade a inversão do ônus da prova com mero enriquecimento ilícito como embasador dessa responsabilização. Portanto, eu vejo, por um lado, cada vez mais as pessoas são alcançadas pela lei, mesmo poderosas. Eu vejo um processo, e esse é mais recente, da sociedade mais consciente acompanhando esse tema e se preocupando muito mais com ele. Isso é extremamente positivo para o país porque algo que é muito complicado para nós é a naturalização da corrupção. Nós temos que lutar contra ela. E, nos últimos anos, tem acontecido fatos importantes que vão na contramão da naturalização. O povo foi às ruas em junho de 2013, o povo foi às ruas várias vezes este ano e está reivindicando questões importantes. Óbvio que não há uma transformação brutal, até porque não há uma mudança de cultura imediatamente. Ela muda ao longo de gerações e isso é positivo.
    A Lei da Ficha Limpa é uma conquista da sociedade. A Lei de Acesso à Informação Pública que é uma ferramenta importantíssima. Na Lei da Ficha Limpa, um exemplo que eu gosto de dar, é que a partir dela muitos mal políticos são barrados. Na última eleição, em 2014, nós tínhamos três candidatos a Governo de Estado liderando pesquisas e eles são ficha imunda, não são ficha suja. O senhor José Riva, no Mato Grosso, é o campeão nacional de ações de improbidade, mas o partido deu legenda. O senhor José Roberto Arruda, do escândalo do painel do Senado, liderava as pesquisas no Distrito Federal, recebeu legenda do partido. O senhor Neldo Campos, em Roraima, também. E aí, o que é chocante: esses três foram barrados pela Lei da Ficha Limpa e colocaram no lugar, as esposas. Como se o povo fosse um gado que você transmite, que você entrega este gado para a esposa e ela vai se apropriar desses eleitores. Nas três tentativas, duas não deram certo. Deu certo em Roraima. Aliás, a única mulher eleita governadora em todo o país, Sueli Campos, na primeira semana de gestão nomeou 19 parentes para o gabinete num estado que tem 350 mil habitantes e é pobre. Esses são sinais que nós temos muito que avançar. A Lei de Acesso à Informação Pública é uma grande conquista da sociedade que entrou em vigor em 2012. Mas, a nossa vizinha Colômbia tem uma Lei de Acesso à Informação Pública desde 1888. O Brasil abolia a escravidão e a Colômbia já tinha uma lei dessas.

  2. Porém de acordo com o promotor Roberto Livianu, do Ministério Público do Estado de São Paulo, ela tende a diminuir, mas não deixará de existir.
    E apesar dos mais recentes avanços no combate aos desvios de recursos públicos, pagamento de propinas a políticos e empresários para aprovação de leis e afastamento de licitações milionárias, a corrupção ainda está longe de figurar apenas nos livros de história nacional.
    De passagem por Natal, o promotor especialista em combate à corrupção, com 24 anos de experiência e autor do livro “Corrupção e Direito Penal – Um Diagnóstico da Corrupção no Brasil – falou com exclusividade à TRIBUNA DO NORTE. Ele fez uma análise da atual conjuntura nacional – política e econômica – e ressaltou que é de extrema urgência uma mudança de comportamento coletiva na sociedade brasileira para que os avanços no combate à corrupção não fiquem apenas no papel. “A corrupção nunca será extinta, mas pode ser controlada”, frisou Roberto Livianu.
    Apesar de ser uma “doença crônica”, os efeitos das mais recentes leis de combate à corrupção não deixaram imunes grandes políticos e empresários, que acabaram sendo presos nos mais recentes desdobramentos da Operação Lava Jato, por exemplo.

  3. A corrupção sempre existiu e ainda irá existir por muito tempo (e não é exclusividade do Brasil). O que precisa é ter o combate permanente, isso sim uma novidade no Brasil, e que muitos de má fé se aproveitam tentando convencer a população que é por causa de um determinado partido apenas para tomar o poder.

    1. Nunca se roubou tanto quanto nestes tempos de governo do PT e com o PT (PP e PMDB – sócios no Governo do PT), e nunca um partido teve tantos membros presos por corrupção. Não ver isto é cegueira ou cumplicidade.

  4. DESCOBRIU O BRASIL!!! E SÓ AGORA !!!! AS INSTITUIÇOES TODAS PODRES, A POLITICA PODRE E SEM CONTAR QUE ESTAO TENTANDO AGORA ACABAR COM A FAMILIA TAMBÉM!!!!!

  5. Ele não descobriu o Brasil, mas teve a coragem de falar a verdade. Nossa República de regime democrático é o paraíso dos senhores eleitos que se apoderam do governo para usufruto enquanto puder durar a farra, a custa do povo que não sabe votar, muito menos cobrar.
    Uma vez eleito, a lei, os recursos públicos, a moral, o povo e o país vira peça no infinito jogo de interesses pessoais de forma inescrupulosa, gananciosa e cruel. Nossa história mostra bem isso e manter o povo sem educação faz parte dessa estratégia.

    1. O brasil sempre viveu debaixo de ditaduras todas com a justificativa de acabar com o comunismo e a corrupção.Passados trinta anos do fim da ultima redentora, o brasil melhorou um pouco,mas o povo continua ignorante e os políticos se aproveitando disso.

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Caravana 22: Álvaro percorre 20 cidades do Seridó em quatro dias de mobilização


A Caravana 22 encerrou neste domingo (30), em Jardim de Piranhas, quatro dias de intensa mobilização pelo Seridó. Álvaro Dias (PL) visitou 20 cidades da região, em uma agenda marcada por carreatas, passeatas, encontros com lideranças e manifestações de apoio nas ruas.

Em Jardim de Piranhas, Álvaro foi recebido pelo prefeito Rogério Couro Fino (MDB), pelo vice-prefeito Luiz Macaco (MDB), pelo ex-prefeito Antônio Macaco, vereadores e lideranças locais. Uma grande carreata pelas ruas da cidade marcou a última parada da Caravana.

Ao longo dos quatro dias, moradores acompanharam as mobilizações e lideranças políticas de diferentes municípios se juntaram à campanha. Um dos momentos de maior participação popular aconteceu em Caicó, terra natal de Álvaro, onde uma grande carreata reuniu uma multidão de apoiadores.

Ao lado de Babá Pereira (PL), candidato a vice-governador, Álvaro encerrou a passagem pelo Seridó reforçando sua ligação com a região e o compromisso com o desenvolvimento dos municípios.

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Sob investigação da PF, empresário com R$ 58 milhões em contratos federais mantinha linha direta com Lulinha e lobistas


Fotos: Reprodução

A Polícia Federal investiga os laços entre o empresário Cléber Ribas, dono da empresa de informática 3Structure, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A companhia de Ribas acumulou R$ 58 milhões em contratos federais desde o início da atual gestão, conforme apuração dos jornalistas Hugo Marques, Ricardo Chapola e Laryssa Borges publicada pela revista Veja neste domingo (30).

Um dos três inquéritos contra Lulinha na Polícia Federal examina conexões com a Dataprev e Ribas. Mensagens indicam que o empresário contratou a lobista Roberta Luchsinger, apontada como sócia oculta de Lulinha para destravar contratos na Dataprev e no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).

Em registros obtidos pelos investigadores, Lulinha orienta a lobista a emitir nota fiscal para ser paga por Ribas, indício interpretado como remuneração por tráfico de influência.

Em março de 2023, Luchsinger perguntou a Ribas se ele queria falar com alguém de outro ministério. Ele respondeu que havia “uma questão da Dataprev”. Ela prometeu verificar “quem está no comando”. Em abril, a lobista organizou um jantar com a presença de Lulinha e de Fernando Bittar, sócio do filho do presidente. “A ideia é aquela: vc contratar eles”, escreveu ela. No mesmo mês, mencionou um encontro com Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência. Em maio, Ribas pediu reunião com Fábio e comentou a posse do novo presidente da Dataprev.

Em setembro de 2024, Ribas firmou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público para evitar prisão por corrupção, após investigações apontarem que ele intermediou R$ 218 mil em vantagens indevidas a um ex-gestor do Mato Grosso entre 2006 e 2010. Apesar das restrições judiciais do acordo que incluiu doações a entidades sociais e abstenção de frequentar bares e casas de prostituição, o empresário visitou o Palácio do Planalto em maio de 2024 e fechou novos contratos com o MDS, pasta comandada por Wellington Dias. Ribas nega irregularidades.

Em sua defesa, o empresário minimiza as acusações e atribui sua proximidade recente com Lulinha a um laço de amizade consolidado após descobrir um câncer em junho de 2024, afirmando que o filho do presidente chegou a raspar a cabeça em solidariedade à sua condição médica. A defesa de Lulinha alega cooperação com as investigações e nega ilícitos, enquanto o presidente Lula declarou que não interferirá nas apurações.

Com informações da Revista Veja e Diário do Poder

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[VÍDEO] Ato de campanha do PT em Pau dos Ferros é marcado por briga entre militantes


A passeata política “Piseiro do 13”, promovida pelo PT em Pau dos Ferros na noite de domingo (30), terminou em confusão. O ato integrou a agenda de campanha de Cadu de Lula, candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, encerrando a programação do grupo “Time que Cuida” na região do Alto Oeste potiguar.

A mobilização reuniu militantes e simpatizantes da legenda para apoiar os candidatos do partido na região. Durante o trajeto da passeata, o clima político foi interrompido por momentos de briga e tumulto generalizado entre os participantes, paralisando temporariamente a movimentação.

Com informações do Portal Potiguar

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] “Depende da vontade dele”, diz Flávio sobre possível indicação do pai como ministro em eventual governo


Vídeo: Reprodução / TV Record

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse neste domingo (30), em entrevista à jornalista Mariana Godoy, na TV Record, que o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro é quem vai decidir sobre sua participação em um eventual governo a partir de 2027.

“Não sei se como ministro, nunca conversei com ele sobre isso para saber se ele quer, se ele teria interesse. Vai depender da vontade dele”, disse Flávio Bolsonaro após ser questionado pela jornalista.

O filho do ex-presidente Bolsonaro disse ainda que pensa nele durante todos os dias. “Até hoje eu ouço o presidente Bolsonaro, em cada passo que eu dou na minha vida, eu penso nele todos os segundos nessa campanha. Eu gostaria que ele estivesse nas ruas junto comigo, ou melhor, né, como ele deveria, inclusive, estar habilitado para concorrer à Presidência da República, né?”, comentou Flávio.

Na entrevista, Flávio também voltou a defender a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e afirmou que poderá conceder indulto caso a medida não seja aprovada pelo Congresso. “A gente vai trabalhar no Congresso para que aconteça a anistia. E caso não dê tempo de acontecer, nós vamos indultar sim essas pessoas”, declarou.

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Uísque, barco e festas: a rotina de Lulinha e o Careca do INSS em mansão alugada por Roberta Luchsinger em Brasília

Fotos: Nelson Almeida/AFP | Carlos Moura/Agência Senado

Investigações da Polícia Federal apontam que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, mantinha uma relação próxima com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador de fraudes previdenciárias. A dupla, além de prospectar negócios no Ministério da Saúde, compartilhava festas regadas a uísque, incluindo um evento badalado em um barco no Lago Paranoá, em Brasília.

Os encontros ocorriam na mansão alugada pela empresária Roberta Luchsinger, que servia como ponto de encontro para reuniões com autoridades, empresários e lobistas. Testemunhas relatam que Lulinha e o “Careca do INSS” chegavam frequentemente juntos ao local em carros importados.

De acordo com a PF, Roberta foi contratada por sua proximidade com o filho do presidente e figuras petistas para viabilizar um contrato bilionário de canabidiol, configurando, na visão dos investigadores, uma sociedade oculta voltada à venda de influência no governo.

A investigação apontou também que a mansão recebeu visitas de ministros como Alexandre Padilha, Frederico de Siqueira e Wellington Dias, além de assessores presidenciais. Questionados, os ministros não comentaram agendas pessoais.

A defesa de Lulinha nega participação em reuniões ou uso do endereço para fins de lobby, afirmando que ele frequentava a residência de forma esporádica e pontual. Atualmente, Lulinha mora com a família em Madri, na Espanha.

Com informações da VEJA

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] “Nada de ilegal”, diz Flávio sobre cinebiografia do pai à Record


Vídeo: Reprodução / TV Record

O candidato a Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), voltou a negar neste domingo (30), em entrevista à TV Record, qualquer tipo de irregularidade no financiamento do filme “Dark Horse”, afirmando que a produção não foi viabilizada através de dinheiro público e reforçando que não buscou recursos oriundos da Lei Rouanet. Ele disse ainda que as contas já foram prestadas.

“Bom, de forma definitiva, não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um, um financiamento, um patrocínio privado para uma empresa privada, sem nada, zero, zero, zero, zero de dinheiro público, não fui buscar a Lei Rouanet.”, justificou Flávio Bolsonaro.

O presidenciável disse ainda que a obra está pronta e começará a ser reproduzida. “A obra está pronta, muito em breve, se Deus quiser, todos poderão ver essa grande obra de arte. Essa que é uma grande essa grande produção cinematográfica em homenagem ao presidente Bolsonaro, alguém que quase perdeu a sua vida para defender o seu próprio país.”, comentou o candidato.

Flávio Bolsonaro voltou a afirmar que a produtora do filme já prestou contas sobre o financiamento da produção. “A produtora fez a prestação de contas, inclusive para a Justiça, que não viu absolutamente nada de errado, a perícia foi feita e constatou que não tem nada de dinheiro público e nada de ilegal.”, concluiu o presidenciável.

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CALOTEIRA: Lobista amiga de Lulinha responde a vários processos por falta de pagamento


Reprodução / Redes sociais

O contraste entre a ostentação exibida nas redes sociais e uma rotina de dívidas e investigações marca a trajetória da empresária Roberta Luchsinger. Enquanto compartilha viagens internacionais e jantares em restaurantes de luxo, ela acumula derrotas judiciais por inadimplência em São Paulo e Minas Gerais, além de figurar em inquéritos da Polícia Federal sobre corrupção e tráfico de influência.

O inquérito apura ligações de Roberta com Marco Aurélio Ribeiro (ex-chefe de gabinete da Presidência), Fábio Luís Lula da Silva (filho do presidente) e o lobista Antônio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”, preso preventivamente. A empresária nega irregularidades, mas reconhece que deveria ter evitado proximidade com figuras públicas.

Luchsinger começou seu trânsito no meio político iniciou-se em 2011, durante o casamento com o ex-deputado federal Protógenes Queiroz. Em 2017, passou a afirmar ser herdeira de um fundador do banco Credit Suisse, mas registros civis apontam que seu avô era dono de uma lavanderia no Rio de Janeiro, e ela admite não possuir documentos que comprovem a origem suíça.

Projeto de filme e histórico de dívidas

Um projeto de documentário sobre o designer Horacio Pagani resultou na perda de uma fazenda de R$ 8 milhões de um investidor que aceitou ser avalista de um empréstimo de US$ 300 mil não quitado. Para tentar estancar a execução, Roberta ofereceu à Justiça 14 gravuras que alegava serem originais de Cândido Portinari; contudo, o Projeto Portinari atestou que se tratavam de reproduções impressas sem valor.

Em diferentes ações, oficiais de justiça relatam dificuldades para localizá-la ou encontrar bens penhoráveis, e a defesa já alegou incapacidade financeira para arcar com custas processuais. O histórico de débitos inclui mensalidades escolares de R$ 91 mil, compras em loja de roupas (cujo quadro dado como garantia desapareceu antes do leilão), dívidas de R$ 42 mil com marketing político e processos trabalhistas de ex-funcionárias que prescreveram sem pagamento.

Com informações do G1

Opinião dos leitores

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Justiça mantém empresário Pedro Gadelha preso após audiência de custódia

 

O empresário Pedro Gadelha, preso em flagrante neste domingo (30) suspeito de agredir a esposa na região da Lagoa do Bomfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal, vai continuar preso preventivamente. A decisão foi tomada pelo juiz durante audiência de custódia realizada horas após a prisão.

Segundo informações divulgadas anteriormente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada e realizou a prisão em flagrante. O caso foi registrado como lesão corporal contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, com aplicação da Lei Maria da Penha.

O episódio ganhou repercussão após relatos de que não seria a primeira ocorrência de violência envolvendo o casal. Segundo publicação anterior do blog, Pedro Gadelha já teria respondido a outras ações relacionadas à violência doméstica.

As novas imagens ajudam a dimensionar a movimentação registrada no local após a agressão. O caso segue sob apuração das autoridades.

Com informações do Via Certa

Opinião dos leitores

  1. Parabéns excelência pela decisão de manter a preventiva pra esse agressor de mãe, pai e esposa, já foi tarde pra prisão, a justiça ⚖ tem que entender q bater em mulher ou qq agressão seja verbal ou humilhante, vale mais do que esses benefícios dessa lei fraca, não deve as benefices da lei incluída, sem antecedentes criminais? Residência fixa ? 1/3 da pena? Saidinha ? Bom comportamento? Pra que isso ser aceito, VALE MAIS AS AGRESSÕES OU A MORTE, TEM QUE EXCLUIR ESSAS BENEFICES DA LEI, quero só v qual vai ser a defesa diante de provas verbais e filmadas, surtou? Toma remédio controlado? Hora, o cara já tem maus hábitos com o pai e mãe, tem q ser julgado e dormir uns seis meses na cadeia, lugar dele ficar brabo.

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Geral

TSE suspende propaganda de Lula sobre “currículo de Flávio Bolsonaro” por informações falsas


A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou neste domingo (30) a suspensão imediata de uma inserção da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que ironizava o “currículo” do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O vídeo foi veiculado no primeiro programa eleitoral televisivo de Lula e replicado nas redes sociais. A produção listava acusações como “funcionário fantasma”, ligações com Adriano da Nóbrega, menções ao caso do Banco Master e alegadas práticas de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com a magistrada, a peça publicitária extrapolou os limites toleráveis da crítica política ao associar o parlamentar a esquemas criminosos sem respaldo em investigações formais vigentes ou dados concretos.

O TSE destacou que o vídeo distorceu a realidade ao afirmar que o senador estaria atualmente denunciado por lavagem de dinheiro, omitindo o arquivamento de inquéritos anteriores e incorrendo em grave descontextualização com potencial para induzir o eleitorado ao erro.

Com a liminar, a coligação governista fica proibida de promover novas veiculações do material, sob pena de sanções, e as emissoras de TV já foram formalmente notificadas para cumprir a ordem de retirada do ar.

Com informações do Metrópoles

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Economia

Tesouro Nacional: RN tem o menor percentual de investimento do Nordeste

Foto: Sergio Henrique Santos

O Rio Grande do Norte destinou apenas 5% da receita total a investimentos no primeiro semestre de 2026, o menor percentual entre os estados do Nordeste, segundo dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) em Foco, da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O resultado ocorre em meio ao elevado comprometimento da receita estadual com despesas de pessoal e Previdência.

O percentual destinado a investimentos coloca o RN na última posição entre os nove estados nordestinos. O Piauí aparece no outro extremo, com 16% da receita destinada a investimentos. Maranhão e Sergipe registraram 12% e 10%, respectivamente, enquanto Bahia e Ceará chegaram a 9%. Pernambuco e Paraíba ficaram em 8%, e Alagoas, em 6%. O indicador representa a parcela da receita total destinada às despesas de investimento no período, como obras, aquisição de equipamentos e outras aplicações de capital.

No RN, foram apenas 5% da receita, enquanto a maior parcela dos recursos foi consumida por despesas correntes, aquelas necessárias para manter o funcionamento cotidiano do Estado, como pessoal e custeio.

Apesar do baixo percentual destinado a investimentos, o secretário do Tesouro Estadual, Flávio George Rocha, justifica que houve avanço em relação ao mesmo período de 2025. “Até o terceiro bimestre de 2026, os investimentos do Governo do Estado aumentaram 150% em relação ao mesmo período do ano anterior, graças à redução do comprometimento da receita com pessoal e encargos”, aponta.

As despesas com pessoal representam a maior fatia da receita no RN no primeiro semestre de 2026: 68%, o maior percentual entre os estados brasileiros. O dado inclui os gastos com pessoal do Executivo e dos demais poderes. Na prática, a cada R$ 100 de receita total, R$ 68 são destinados a salários, aposentadorias e encargos sociais.

Mesmo com o resultado, o secretário afirma ainda que houve redução do peso da folha. Em 2025, segundo Rocha, as despesas com pessoal representavam 72% da receita, quatro pontos percentuais acima do registrado neste ano.

Ele considera que a redução ajudou a ampliar o espaço para os investimentos. “Os números precisam ser comparados e analisados na linha do tempo”, defende.

O documento aponta também que 10% da receita total do Estado correspondem a obrigações financeiras pendentes no primeiro semestre de 2026, segundo o relatório. “As obrigações financeiras são quitadas de acordo com o fluxo de caixa do Tesouro, que não segue uma linearidade durante o exercício financeiro”, afirma Flávio Rocha.

Com informações da Tribuna do Norte

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