Diversos

Brasil fecha 2015 com aumento no desemprego; regiões nordeste e norte lideram taxa

Tomando por base a média dos três primeiros trimestres deste ano, a taxa de desemprego prévia do Brasil em 2015 seria de 8,4%, superando as taxas médias registradas no mesmo período de 2014 (6,9%), 2013 (7,4%) e 2012 (7,5%).

“Porque tem mais pessoas procurando trabalho”, ressaltou, em entrevista à Agência Brasil, o coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estatístico Cimar Azeredo.

Os dados consideram os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua). Isso significa, segundo ele, que em termos da taxa de desocupação, o Brasil fecha o ano com mais pessoas procurando emprego do que havia no ano passado.

Assim, a taxa se mostra mais alta. “Então, você tem mais pessoas na fila de desocupação do que em anos anteriores. A desocupação está crescendo em função de mudanças que ocorrem na estrutura do mercado de trabalho”.

Azeredo destacou que, no último trimestre de 2015, houve uma queda expressiva no número de pessoas trabalhando com carteira assinada. Foram 1,273 milhão de pessoas a menos em relação a 2014. Essas pessoas, que estavam sob uma rede de proteção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do seguro-desemprego, usaram esses recursos e acabaram aumentando o contingente da população trabalhando por conta própria ou como pequenos empregadores, que montaram o próprio negócio.

“Houve uma queda do emprego, mas a queda da população ocupada não existiu”, assegurou. Essa mudança no mercado de trabalho traz uma perda de estabilidade dentro do domicílio e força filhos que estão no ensino médio ou superior e mesmo pessoas mais idosas a procurar emprego para tentar manter o nível de vida que foi perdido.

Esse processo fez a taxa de desocupação aumentar, indicou Azeredo. “Não houve redução do número de ocupados. Houve redução do número de empregados (formais), que começaram a trabalhar por conta própria. A mudança na estrutura desse mercado leva a uma quebra na estabilidade no domicílio e essa perda de estabilidade faz aumentar a fila da desocupação”, reiterou.

A análise do momento atual mostra que a população ocupada está estável, mas a fila de desocupação cresceu por conta da mudança na estrutura do mercado. Cimar Azeredo salientou, inclusive, que a força de trabalho no Brasil aumentou em 2015. O país tinha no terceiro trimestre 2 milhões a mais de pessoas na força de trabalho, que envolve a população ocupada mais a população desocupada, que está pressionando o mercado para entrar.

Emprego doméstico

O emprego doméstico era uma forma de inserção no mercado de trabalho que vinha apresentando queda. “Todo mês, a gente percebia claramente que o emprego doméstico apresentava queda”, comentou Azeredo. Mas parou de cair, embora também não tenha aumentado, acrescentou.

Há, entretanto, uma tendência de expansão do personagem do empregado doméstico no mercado de trabalho, relatou o coordenador do IBGE, porque muitas pessoas que estavam ocupadas saíram do mercado e o seu poder de empreendedorismo é menor. Por isso, elas tendem a retornar.

“Esse retorno do emprego doméstico é em função de um mercado que está dispensando e essa falta de empreendedorismo e até mesmo de escolaridade um pouco mais avançada faz com que esse personagem tenda a voltar ao serviço doméstico. Então, a tendência de queda no emprego doméstico acabou”.

O empregado doméstico foi um dos grupamentos que mais ganhou rendimento nos últimos anos porque, com a oferta pequena desse empregado no mercado, cresceu o seu valor. A demanda por ele continuou, mas havia menos empregados oferecendo mão de obra.

Agora, o ponto negativo é que, como a população está ganhando menos, diminuiu também a procura por esse serviço. O empregado doméstico acaba sendo visto como uma coisa supérflua e seu serviço passa a ser objeto de negociação. Ou seja, como a tendência do mercado é ampliar a oferta desse empregado doméstico, a renda dele tende a reduzir.

O empregado doméstico acaba permanecendo informalmente no mercado, como diarista, contratado por menos de dois dias. Isso é fruto da situação desfavorável do mercado de trabalho. O que permanece é um acordo de rendimento mais baixo para garantir a permanência desses empregados no mercado, uma vez que eles não estão conseguindo se enquadrar em outros nichos de atividade, informou Azeredo. O retrato é diferente do que ocorreu em 2014.

Mulheres e jovens

As mulheres e os jovens mostram taxas de desocupação maiores. O jovem, pela característica de falta de experiência, de empreendedorismo e de qualificação. A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade atingiu 19,7% entre julho e setembro deste ano. Há um processo natural de adequação do jovem ao mercado.

Cimar Azeredo observou, entretanto, que em um mercado marcado por dispensas, como o deste ano, o jovem enfrenta dificuldades de ingressar porque entre um jovem sem experiência e uma pessoa que já vem treinada, “claro que eu vou optar por uma pessoa que tem experiência”. A taxa alta de desocupação do jovem se origina das barreiras que ele encontra.

No terceiro trimestre de 2015, as mulheres representavam 51,2% da população desocupada. Em relação às mulheres, Azeredo disse que a taxa de desocupação mais elevada está relacionada a um problema de ordem cultural e, também, à segunda jornada de trabalho que ela tem de cumprir em casa, com os filhos, conciliada com o ambiente de trabalho fora do domicílio.

As mulheres enfrentam, ainda, a limitação de alguns empregadores em contratar mão de obra feminina, porque sabem que mulheres podem engravidar. Isso ocorre, sobretudo, em pequenos empreendimentos. “É uma questão de bloqueio cultural”. Além disso, há o risco de a mulher ficar na fila da desocupação.

Cimar Azeredo destacou que outro problema é que a maioria das pessoas que são arrimo de família são homens. “E uma vez que eles perdem o emprego, não têm a opção de ficar fora, na fila da desocupação. Partem para a informalidade. Acabam indo para o subemprego por falta de opção”.

Vão ser camelôs ou vão vender sorvete na praia para gerar renda e sustentar a família, por exemplo. “Para nós, essa pessoa está ocupada. Ela pode estar subempregada, mas está ocupada”.

A pesquisa do IBGE evidencia esse problema por meio da perda de carteira de trabalho. Esse profissional é computado como trabalhador por conta própria e não entra na taxa de desocupação. O que preocupa na taxa de desocupação, disse o coordenador de Trabalho e Rendimento, é que embora ela seja mais alta entre mulheres e jovens, aumentou também entre os adultos. “E um adulto na fila da desocupação acaba levando mais pessoas com ele. Pode levar o filho junto”.

Regiões e setores

As regiões nordeste e o norte lideram a taxa de desemprego no Brasil. Nelas, existe mais desigualdade e pobreza. “Sempre foi (assim)”, disse Azeredo.

No terceiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego no Nordeste alcançou 10,8%. As oportunidades de emprego são maiores nas regiões Sul e Sudeste, que têm um mercado mais aquecido. No Sul brasileiro, a taxa foi 6% no período pesquisado.

Por setores, os que mais dispensam, de acordo com a Pnad Contínua, são a indústria, que “perdeu mais de meio milhão (de vagas) em um ano, e a construção, que dispensou 300 mil pessoas”.

Esses trabalhadores foram para o comércio e a parte de serviços. “De alguma forma, aumenta o serviço, aumenta o comércio, para absorver essa carga que está saindo da indústria e da construção”.

O crescimento significativo observado ao longo dos últimos anos da contratação de empregados com carteira assinada, que resultou na criação de uma rede de proteção forte, acabou aliviando a mudança de configuração no mercado de trabalho gerada pelas alterações no cenário econômico do país.

“Elas estavam protegidas e se defenderam de alguma forma desse processo de mudança na economia”. Mas isso tem um limite, porque essa rede de proteção não dura para sempre, alertou.

Segundo Azeredo, se não houver uma reversão rápida nesse processo da economia, se o mercado não voltar a contratar e se a economia não voltar a se aquecer, a situação pode se agravar, porque a rede de proteção pode romper.

A pesquisa do IBGE revela que a taxa de desocupação já é de dois dígitos em várias regiões. Por estados, a Bahia teve a maior taxa de desocupação no terceiro trimestre (12,8%).

Entre as capitais, Salvador registrou a maior taxa de desemprego (16,1%). A taxa é aliviada no Brasil devido aos resultados observados no Sul e Sudeste. Azeredo afirmou que a preocupação agora é verificar se os trabalhadores temporários que foram contratados pelo comércio para atender às vendas de fim de ano serão efetivados em janeiro. “Isso a gente não tem como prever”, finalizou.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Quando a taxa de desemprego atingir 13%, aquela dos Tucanos, os coxinhas podem soltar fogos. Antes disso é torcida de derrotados hipócritas.

  2. Aperte o 13 e votem no PT nordestinos.
    Reclamem não, vão aplaudir e votar nos candidatos deles, esse é o preço que vocês vão pagar por ter dado crédito as mentiras que o PT diz e repete. Hora de pagar ficando desempregado, tome povão

    1. Vota em Alckmin, sabichão. E beba mais água retirada da merda.

    2. Fernando vive no mundo do PT onde ninguém presta fora da bolha corrupta do PT.
      O discurso enganador do PT acabou, o partido é o pior em todas as ações governamentais, só as mentiras continuam. Nem os necessitados do PT estão dando ouvido as ilusões repetidas, salvo, 2% da população que é cúmplice da corrupção e se beneficia dela

  3. Isso é uma das fases reais do PT pelo PT e a cada novo levantamento a satisfação com o PT aumenta através do desemprego, inflação e da corrupção. O ano de 2016 será uma desgraça no campo econômico e o povão é quem vai pagar a conta do faz de conta montado e alimentado pelo PT.
    Bem verdade, nunca ouve mudança e crescimento social, apenas distribuição de dinheiro.

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Geral

Jon Secada e Marina Elali chegam a Natal nesta sexta-feira com o show “Canções Eternas”


Foto: Divulgação

Depois de lotar apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo e conquistar o público em participações em programas nacionais, incluindo o Domingão com Huck, a turnê “Canções Eternas” chega ao Nordeste. O espetáculo, que reúne no mesmo palco o cantor internacional Jon Secada e a potiguar Marina Elali, será apresentado nesta quinta-feira (3 de setembro), no Recife, e desembarca em Natal na sexta-feira (4 de setembro), terra da cantora, para uma noite especial no Teatro Riachuelo.

Em “Canções Eternas”, os artistas dividem o palco em um encontro emocionante, interpretando grandes clássicos da música nacional e internacional. Com sucessos que atravessam gerações, duetos marcantes e muita emoção, o show celebra a força da música e a conexão entre dois grandes intérpretes. A apresentação em Natal ganha um significado ainda mais especial por marcar o reencontro de Marina Elali com o público de sua cidade.

Os ingressos estão à venda na bilheteria do Teatro Riachuelo e pelo site uhuu.com. A apresentação começa às 20h. Esta é uma oportunidade única para viver uma noite inesquecível ao som de Jon Secada e Marina Elali, em um dos shows mais aguardados da temporada em Natal.

 

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Brasil

Candidatos já receberam R$ 139 milhões de pessoas físicas; confira os ‘doadores de peso’ do país

Foto: Reprodução/IA

Até esta segunda-feira, 31, os candidatos às eleições federais e estaduais de 2026 já haviam recebido mais de 139 milhões de reais em doações de campanha por pessoas físicas. Os dados constam no sistema aberto de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pelas regras da Justiça Eleitoral, cidadãos só podem doar até 10% da renda bruta recebida no ano anterior à eleição — ou seja, a tendência é que as pessoas mais ricas do Brasil figurem na lista dos principais doadores. O ranking dos dez maiores contribuintes é composto majoritariamente por grandes empresários, incluindo também juristas e nomes que já ocuparam cargos públicos no passado.

Confira, abaixo, os dez maiores doadores de campanha em 2026, até o momento, e os candidatos que receberam os repasses.

1. Alexandre Grendene Bartelle — R$ 3 milhões

Fundador da Grendene, maior exportadora de calçados do Brasil e uma das líderes mundiais no setor, Alexandre Bartelle doou 2,5 milhões de reais à campanha de Luciano Zucco (PL), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, e 500. 000 reais a Ciro Gomes (PSDB), que disputa o governo do Ceará.

Seu irmão Pedro Bartelle, cofundador da empresa, também figura no ranking dos dez maiores doadores (leia mais abaixo).

2. Fabiano Augusto Martins Silveira — R$ 2 milhões

O jurista Fabiano Silveira, que foi brevemente ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) sob o governo de Michel Temer, doou 2 milhões de reais diretamente ao diretório estadual do MDB da Paraíba. O partido tem Cícero Lucena, ex-prefeito de João Pessoa, como candidato ao governo estadual e o senador Veneziano Vital do Rêgo na disputa pela reeleição.

Após a doação, o PP, partido do atual governador Lucas Ribeiro, moveu na Câmara dos Deputados uma ação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) — hoje presidido por Vital do Rêgo, irmão de Veneziano — que cobra explicações sobre os processos na Corte em que Fabiano Silveira atuou como advogado.

3. Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso — R$ 1,5 milhão

O jurista e empresário Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso doou 1,5 milhão de reais à campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), na forma de dois repasses de 750. 000 reais enviados entre 27 e 28 de agosto.

Proprietário do fundo de investimentos Polaris e da imobiliária e construtora CH Empreendimentos Imobiliários, Carlos Eduardo Ferraz é também titular de um cartório de registro de imóveis em Taguatinga, no Distrito Federal.

4. Nelson Ramon Aguilera Júnior — R$ 1 milhão

O empresário Nelson Aguilera Júnior, atuante em diversos setores da economia, doou 1 milhão de reais à campanha do deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (Podemos-SP), que foi ministro dos Transportes de Dilma Rousseff e disputa a reeleição em 2026.

Aguilera Júnior tem participações em segmentos empresariais variados, com destaque para construção civil e comércio de insumos médicos e hospitalares. Ele é dono de um avião que foi utilizado mais de uma vez em campanha pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em 2022 e 2024, e foi alvo do Ministério Público de São Paulo por suspeita de lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar.

5. Carlos Géo Quick — R$ 900 mil

Empresário dos setores de seguros e finanças, Carlos Géo Quick doou 900. 000 reais à campanha de Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Fiemg que concorre ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.

Com trajetória ligada ao extinto Banco Pottencial e ao Banco Neon, que hoje existe como fintech e operadora de pagamentos, Carlos Quick chegou a ser condenado em primeira instância por crimes contra o sistema financeiro em 2013, em meio aos escândalos que rondavam o Pottencial. A condenação foi revista, posteriormente, em segunda instância.

6. Fernando de Castro Marques — R$ 800 mil

O dono da farmacêutica União Química, Fernando de Castro Marques, doou 500. 000 reais à campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo candidato à reeleição; 200. 000 reais ao deputado federal Rafael Simões (União-MG), que também disputa a reeleição; e 100. 000 reais ao deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), que concorre ao Senado.

Fernando Marques chegou a disputar o Senado pelo Distrito Federal em 2018, então filiado ao Solidariedade, destacando-se como o candidato mais rico daquelas eleições, com patrimônio declarado de 660 milhões de reais. Em 2022, o empresário e o PSD, que liderava a coligação com o Solidariedade, foram condenados a pagar 900. 000 reais por um “calote” em uma gráfica que prestou serviços à campanha em 2018.

7. Elizeu Zulmar Maggi Scheffer — R$ 800 mil

Fundador do Grupo Scheffer, gigante do agronegócio com foco em algodão, soja e milho, Elizeu Scheffer doou 500. 000 reais diretamente ao diretório do Republicanos no Mato Grosso, que tem o governador Otaviano Pivetta como candidato à reeleição.

Além da doação ao Republicanos matogrossense, Scheffer contribuiu com outros 300. 000 reais à campanha de Samantha Brunini (PL), primeira-dama de Cuiabá e candidata a deputada federal.

8. Ângelo Calmon de Sá — R$ 700 mil

O ex-banqueiro e ex-ministro Ângelo Calmon de Sá doou 500. 000 reais para campanhas eleitorais na Bahia em 2026, sendo 400. 000 ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que disputa o governo baiano, e mais 50. 000 reais cada aos deputados estaduais Tiago Correia (PSDB) e Eduardo Salles (PV), candidatos à reeleição.

Além da eleição na Bahia, Calmon de Sá, que foi ministro da Indústria sob Ernesto Geisel e comandou o Ministério do Desenvolvimento Regional no governo Collor, doou outros 200. 000 reais à candidatura do deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), que concorre à reeleição.

9. Pedro Grendene Bartelle — R$ 700 mil

Assim como o irmão e cofundador da Grendene, Alexandre Bartelle, Pedro Bartelle doou 500. 000 reais à campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará em 2026. O empresário gaúcho também contribuiu com 200. 000 reais para a candidatura de Fabiano Feltrin (PL), ex-prefeito de Farroupilha (RS), que concorre a deputado estadual nas eleições de outubro.

10. Robert Carlos Lyra — R$ 700 mil

Presidente da Delta Sucroenergia, gigante do agronegócio voltada ao açúcar e etanol, Robert Carlos Lyra doou 500. 000 reais à candidatura de Flávio Roscoe (PL) ao governo de Minas Gerais. Também em 2026, o empresário usineiro destinou 200. 000 reais à campanha do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que disputa a reeleição.

Com informações de Veja

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Brasil

FAZ O L: Governo não prevê reajuste do Bolsa Família em Orçamento de 2027

Foto: Reprodução

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31/8), não prevê reajuste nos valores do Bolsa Família para o próximo ano. O programa deve ter os benefícios mantidos nos níveis atuais, sem correção pela inflação ou aumento real.

A decisão ocorre em um contexto de maior rigor fiscal. O governo trabalha com a meta de alcançar superávit nas contas públicas e, para isso, tem buscado conter o crescimento das despesas obrigatórias.

De acordo com os números apresentados no Orçamento, o Bolsa Família seguirá como uma das principais despesas federais, com previsão de cerca de R$ 157 bilhões em 2027.

Desde o começo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o programa não teve reajuste no valor base do benefício. Embora o programa tenha sido reestruturado e ampliado em relação a regras de elegibilidade e benefícios adicionais, os valores nominais pagos por família não foram atualizados por correção inflacionária desde a reformulação do programa.

Com informações de Metrópoles

 

 

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Política

Renan ironiza Toffoli após suspensão: “Ministro técnico e imparcial”

Foto: Gustavo Moreno/STF

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, ironizou nesta 2ª feira (31.ago.2026) a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, que o proibiu de fazer propaganda e de ir a debates em canais audiovisuais. “Ministro técnico e imparcial”, disse, em tom irônico, sobre a ação, que se estende a seu candidato a vice, Aroldo Medina (Missão).

Questionado sobre a expectativa de reverter a decisão no recurso, Renan disse acreditar que isso irá acontecer. Em seguida, voltou a ironizar a atuação do ministro, que também aplicou as mesmas punições a Wilson Grassi, candidato ao Planalto pelo Democrata.

“Se os juízes forem ainda mais equidistantes do que o Dias Toffoli, ainda mais imparciais que o Dias Toffoli, ainda mais técnicos que o Dias Toffoli, tenho certeza que essa decisão vai ser revertida”, afirmou o candidato do Missão em entrevista a jornalistas.

Com informações do Poder 360

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Política

Campanhas tratam alta de Cury como voo de galinha, mas veem riscos

Foto: Divulgação

O crescimento do candidato do Avante à sucessão presidencial, Augusto Cury, é reflexo de um eleitor desanimado com o pleito deste ano.

A avaliação de dirigentes políticos tem sido de que nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL) conseguem estimular o eleitor brasileiro com um plano de futuro.

O diagnóstico é de que ambos representam “mais do mesmo” e que Augusto Cury surge como uma espécie de voto de protesto diante de mais um cenário polarizado.

Apesar do crescimento do escritor apontado na pesquisa BTG/Nexus, chegando a 11% das intenções de voto, dirigentes petistas e bolsonaristas apostam em um “voo de galinha”.

Eles lembram que Cury não tem estrutura partidária ou engajamento virtual suficiente para crescer a ponto de passar para o segundo turno, sobretudo porque, em uma campanha relativamente curta, ele precisaria de mais tempo para reverter votos de Lula e de Flávio.

O fenômeno, porém, aponta para um cenário preocupante para as duas campanhas favoritas: o alto risco de abstenção em um eventual segundo turno.

O diagnóstico é de que o eleitorado que fugiu da polarização no primeiro turno não se sinta estimulado a votar em um segundo turno entre Lula e Flávio.

Por isso, a avaliação de petistas e de bolsonaristas é de que ganhará as eleições deste ano quem conseguir engajar mais o eleitorado moderado, desiludido com a polarização política, a não deixar de votar.

É por isso que tanto PT como PL planejam campanhas de estímulo ao voto. O PT prepara propagandas para que netos e filhos levem seus avós para votar, já que Lula aparece com vantagem sobre idosos.

Já o PL reforçará o discurso de mudança junto aos jovens, em um esforço para que eventuais eleitores de Renan Santos, do Missão, não se abstenham em uma disputa contra Lula.

Com informações da CNN

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Brasil

Com Michelle em campanha, Bolsonaro pede ao STF para ter familiares em casa

Foto: Reprodução

A defesa de Jair Bolsonaro pediu, nesta segunda-feira (31/8), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que familiares do ex-presidente permaneçam com ele em sua residência durante os períodos em que Michelle Bolsonaro (PL) estiver ausente.

A ex-primeira-dama está em campanha eleitoral para o Senado. Filiada ao PL, ela busca uma vaga pelo Distrito Federal e tem participado de agendas políticas e eleitorais.

Os advogados solicitam que quatro familiares sejam autorizados a ficar na residência nessas ocasiões.

A lista inclui Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes, sogros de Bolsonaro, além de Geovanna Kathleen Ferreira Lima e Suyane Lanuze Ferreira Lima, cunhadas do ex-presidente.

“A medida tem por finalidade assegurar a presença de familiares próximos na residência durante os períodos de ausência da esposa do Peticionário, sem prejuízo da observância das condições de fiscalização e das demais medidas cautelares vigentes”, alega a defesa.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

[VÍDEO] NÃO FALTA MAIS NADA: Candidato à Presidência da República promete botox e mounjaro gratuitos para mulheres

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência da República pelo Partido Democrata, o médico-veterinário Wilson Grassi, apresentou nesta segunda-feira (31), propostas voltadas à área da saúde que fogem do escopo tradicional de políticas públicas. A principal promessa de sua plataforma é a inclusão da tirzepatida, princípio ativo do medicamento comercialmente conhecido como Mounjaro, na lista de fármacos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com o slogan de campanha “Bem-estar para humanos e animais”, Grassi argumenta que o medicamento, atualmente inacessível à maioria da população devido ao alto custo comercial, tem impacto direto tanto no tratamento da diabetes tipo 2 quanto no controle da obesidade, gerando reflexos sociais positivos.

“É um medicamento inovador, mas que a imensa maioria da população não tem acesso devido ao seu alto custo. Ele traz melhoras para a saúde, melhora a autoestima e o bem-estar. E, se sentindo melhor, as pessoas têm, comprovadamente, maior vontade e desejo de trabalhar e buscar seus objetivos”, argumentou o presidenciável em São Paulo.

O plano de governo do veterinário inclui a criação do programa batizado de “Meu Botox, Minha Vida”, cujo objetivo é ofertar aplicações de toxina botulínica para mulheres de baixa renda na rede pública. O candidato também informou que sua equipe trabalha na elaboração de um programa específico para fornecer implante capilar a homens que sofrem com calvície e não possuem condições de custear o tratamento em clínicas privadas.

 

Com informações da Revista Oeste

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Economia

Governo Lula apresenta PLOA 2027 com despesas de R$ 2,8 trilhões e superávit primário

Foto: Serjusmig

O governo Lula apresentou nesta segunda-feira (31) o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 com uma previsão de R$ 2,83 trilhões em despesas primárias, um montante de R$ 3,459 trilhões em receitas e previsão de superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a 0,13% do PIB (Produto Interno Bruto).

O PLOA de 2027 trouxe ainda uma sugestão de salário-mínimo em R$ 1.741, que representa uma alta de R$ 120, ou 7,4% de aumento real em relação aos R$ 1.621 vigentes em 2026.

O projeto prevê ainda que o governo deve pagar no próximo ano um montante de R$ 97,7 bilhões em precatórios que estarão sujeitos à meta fiscal.

A mudança ocorre após um projeto aprovado no Congresso que obrigou o governo a incluir a partir de 2027 no mínimo 10% desse tipo de despesa nos gastos sujeitos ao limite para cumprimento da meta fiscal.

Com informações da CNN

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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro e Romeu Zema se posicionam contra decisão de Toffoli de suspender campanha de Renan Santos

Foto: Reprodução

Os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram nas suas redes sociais em solidariedade ao também candidato Renan Santos (Missão), diante da decisão de Toffoli em suspender a campanha dele nas redes.

Renan Santos publicou um “vídeo de despedida” nas redes sociais, nesta segunda-feira. Na gravação, o presidenciável afirmou que aquele poderia ser o último conteúdo publicado por ele nas redes.

O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deu um prazo de 24 horas para que o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, dê explicações em relação aos 16 perfis dele nas redes sociais que levaram à suspensão de sua campanha eleitoral, sob pena de indeferimento do registro da candidatura.

 

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Eleições 2026

Prefeito Hélio do Povo, de Guamaré, declara apoio à candidatura de Cadu de Lula


Foto: Divulgação

O projeto de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte recebeu um reforço político de peso nesta segunda-feira (31). O prefeito de Guamaré, Hélio do Povo, uma das principais lideranças políticas da região salineira, anunciou oficialmente sua adesão à campanha do “Time que Cuida”, integrando a base de apoio que vai levar Cadu ao Poder Executivo estadual. O anúncio marca a expansão das alianças do candidato do PT em todas as regiões do estado.

O apoio do prefeito Hélio do Povo reforça que Cadu de Lula é o nome mais preparado para administrar o Rio Grande do Norte, atraindo cada vez mais lideranças para o projeto. O candidato reúne as competências necessárias para conduzir o Estado e garantir uma gestão eficiente. A aliança fortalece o palanque da chapa majoritária do PT com a chegada de uma importante liderança da região salineira.

Além de mais preparado, Cadu também é o candidato das mãos limpas. Característica que atrai o apoio popular, consolidando a confiança no projeto político apresentado pelo Time que Cuida, como se vê na adesão desta tarde, que reúne o futuro governador a mais uma liderança com grande apoio popular.

Com a chegada do reforço de Guamaré, a candidatura de Cadu de Lula demonstra fortalecimento diário em sua trajetória rumo ao Governo do Estado. O trabalho para tornar o projeto ainda mais forte segue focado em unir lideranças que compartilham da visão de gestão proposta pelo “Time que Cuida”. O apoio de Hélio do Povo amplia o diálogo de Cadu com o eleitorado do litoral norte potiguar nesta fase decisiva da disputa.

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