Um artigo de Fábio Macêdo – Médico e Professor da UFRN
Nunca na História do Brasil se viu um quadro de políticos de tão baixa qualidade. Poderia ser considerada a pior geração de políticos da História do Brasil. Não temos mais um Carlos Lacerda, Getúlio Vargas, Leonel Brizola, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Jeferson Peres, Pedro Simon, homens que quando subiam à tribuna, fazia ecoar o sentimento de dever cívico, uma referência. Não discutiríamos aqui a ideologia, nem muito menos entraríamos no mérito de suas convicções. Destacaríamos apenas a falta de referência em nosso parlamento, tanto no campo da ética como da oratória. Políticos robores, sem crença seguindo apenas um script alinhavado por um marqueteiro desumano.
A política como vocação desapareceu por completo do cenário nacional. estando este quadro dinossáurico à beira da extinção. Não seria justo generalizar: ¨todo político¨ é ladrão, ¨só entra para roubar¨, ¨é tudo farinha do mesmo saco¨ etc. Estas afirmativas populares não surgem do nada.
Sem entrar no mérito, elas geram graves consequências a seguir enumeradas: 1) o afastamento automático de pessoas preparadas e vocacionadas para exercer temporariamente esta atividade, deixando um 2) campo fértil para os despreparados se perpetuarem e decidirem o nosso destino, 3) transferindo um ¨legado¨ para filhos, sobrinhos, irmãos, esposas, netos fortalecendo a política oligárquica, hereditária e vitalícia, sendo isto um verdadeiro negócio, 4) com um sistema eleitoral caro, burocrático e desigual, quebrando toda a contabilidade da lógica matemática, favorecendo quem está no poder, 5) e distanciando por completo os representantes do seu eleitorado e portanto, das suas demandas.
Os estudiosos sabem quanto ¨custa¨ um cargo de vereador, deputado estadual, federal, senador e assim por diante. O que se gasta, é muito inferior ao que se recupera, logo a conta não fecha. Precisa de algo mais. Sem falar que temos o parlamento mais caro do planeta, com um custo acima de 20 bilhões de Reais por ano. As instituições políticas são de longe as mais mal avaliadas pelos brasileiros. Falamos mal dos políticos, dos partidos, avaliamos mal os mesmos, mas a sociedade precisa entender que quanto mais afastados ficarem da vida política, mais poder darão a eles.
Serão eles que decidirão o seu futuro.Tentando melhorar a sua imagem perante a opinião pública, proibiram o financiamento privado das campanhas por parte das empresas, como se isto fosse o verdadeiro motor da corrupção, fato que não o é. Isto é mais uma agressão à liberdade, além de desviar o foco do combate às licitações devidamente forjadas, de norte a sul do país. Um estado incompetente, agora com mais dinheiro do contribuinte, passará a distribuir os seus recursos para os partidos políticos.
Um país afundado numa crise econômica e ética, aumenta em três vezes o fundo partidário, com o apoio inclusive da ¨oposição¨, novamente demonstrando a falta de censo cívico dos nossos parlamentares e fortalecendo a dita popular de que ¨são todos, farinha do mesmo saco¨. Já está em curso novos aumentos no fundo partidário para compensar a possível perda de receita, pelo fim do financiamento privado. Uma vergonha.
Despreparados, sem vocação, descomprometidos e facilmente manipuláveis, são estes os senhores que fazem as leis em todas as esferas.
Aliás, foram eles que em 1988 promulgaram uma constituição, provavelmente a mais socialista do ocidente. O estado passou a ter um papel ainda maior na vida do cidadão, estatizante, patrimonialista e assistencialista, transformou-se no patrão todo poderoso, acumulador de riqueza, sendo então o grande responsável pela vida das pessoas. É como se o estado chegasse na sua casa, pegasse o dinheiro da dona de casa, fosse fazer a feira por ela sem o zelo que a dona de casa tem em sua escolha. A sociedade aplaudia a bondade que cada parlamentar CONDENAVA o cidadão a pagar no futuro. Nascer ficou mais caro, viver ficou precário e morrer já não se poderá mais, a não ser por decreto.
Não conhecia o cidadão a armadilha que ele estava condenado. Este custo constitucional alto e incompreensível, seria pago ao longo dos anos por ele próprio e da pior maneira possível. O estado ficou muito mais forte, burocrático, emperrando de maneira dramática o desenvolvimento do país, transformando-os cada vez mais em reféns e dependentes da figura do político, do governante, aqueles que segundo as pesquisas, são os mais REPROVADOS pela população.

Temos ainda homi, jaja,henriquim,Garibaldi ,wilminha,como e que um pesquisador não notou estes ícones de honestidade e respeito ao erário público.
Sem Liderança!!??
Bolsonaro vei ai… vai vendo…
Parabéns !
Excelente texto !!!
Excelente artigo. Mostra a realidade da política brasileira. 99% dos governantes que ai estão são aproveitadores e querem se perpetuar no poder. ACORDA BRASILEIRO e vê se aprende a fazer parte do processo eleitoral de forma honesta e firme. RENOVAÇÃO DE QUE QUASE TODA CLASSE POLÍTICA É MAIS QUE URGENTE. Vamos colocar no poder quem tem vocação, honestidade e realmente quer transformar a nação em um país melhor.
Sem liderança honestas, pois as lideranças da corrupção o Brasil têm de sobra, e ainda fazem escola.